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TEOLOGIA DO ANTIGO

TESTAMENTO
I Uma Viagem ao Antigo Testamento
Aula - 02
I Uma Viagem ao Antigo Testamento

 Teologia é a ciência que trata do conhecimento de Deus,


das questões de abrangência divina. A teologia do Antigo
Testamento envolve, principalmente, a parte histórica do
povo hebreu, sua cultura, costumes, comportamento e sua
(re)educação, a partir da lei mosaica e sua relação pactual
de aliança com Deus, desde Abraão e o clã de seu neto
Israel (Jacó), iniciado com seus doze filhos.
A revelação do Criador

O Criador surge na história de tudo se revelando ao homem,


por sonhos, visões e palavras, através das histórias íntimas
das pessoas ao longo do texto bíblico, chegando ao ponto de
mostrar-se literalmente (Teofania). A Teologia se encarrega
destas coisas.
Como vemos as Escrituras

A Bíblia, especificamente o A. Testamento, precisa ser


entendida como uma carta escrita por um pai para os seus
filhos. Um pai que se interessa por eles, mesmo quando estes
agem com intenções de se afastar, e que de uma forma
amorosa estende seus braços, chamando os filhos de volta ao
seu convívio, ao mesmo tempo, não nos damos conta da
importância de entender o que significa ter um Deus criador.
II O Deus que tem prazer em sua criação

A história humana começa a ser contada por um Deus que teve alegria em
criar. E na Bíblia, vemos a reação desse Deus Pai criador para cada coisa
criada: “... e viu Deus que era bom.”! Até que chega o momento de fazer o ser
humano (Adão e Eva), o ápice da criação, e a expressão parece ter um peso
ainda mais forte: “... e viu Deus que era muito bom.” (Gênesis 1:31). É
maravilhosa a ideia de que Deus tem prazer em criar o homem, e todo tempo
Ele se inclina em sua direção. A história da criação também é marcada por
separação, que se dá pela atitude do homem, que decide viver de forma
independente a Deus, para viver sua própria vontade.
III O efeito da queda e do pecado

Após a entrada do pecado, vemos os efeitos dessa queda na vida


humana. Assassinato, mais distanciamento de Deus, expansão da
sociedade e das cidades, já comprometidas em suas estruturas carnais,
e a partir de então os relacionamentos são impactados pelo resultado da
queda e do pecado. É neste cenário, de crescimento e multiplicação do
ser humano, cumprindo (de maneira torta) a direção de Deus, que
encontramos o nosso primeiro personagem. Quem ?
 O caminho de volta, para o ser humano que foi expulso do
jardim, começa na pessoa de Abraão, em seu contexto de
vida, havia várias nações e etnias, que não tinham temor
ao único e verdadeiro Deus, sendo as mais proeminentes
os cananeus e os filisteus, com grande participação na
história do povo de Deus.
A história de Abraão mostra o que é mergulhar no desconhecido. Sem saber o que
esperar, aceitou pegar a sua bagagem e seguir viagem para onde Deus mostraria.
Abraão marca o início da história de um povo que precisa se movimentar na direção
dada por Deus (e que também tem que parar se quiser ouvi-lo).
Abraão recebe uma promessa: A partir da sua descendência todas as famílias seriam
abençoadas. Além disso, recebeu a promessa de que ele seria pai de uma grande
nação, uma multidão de pessoas, no entanto, sabemos que a história possui
complicações, tanto Abraão quanto Sara já tinham idade avançada, e até então não
tinham filhos.
Sabendo que o nome “Abraão” significa “Pai de multidões”,
coloque-se no lugar dele por um instante, como você se sentiria,
ao saber que seu nome significa que você é o pai de centenas,
mas já tem cem anos de vida completados e ainda não tem filhos?
Imagine o questionamento e o sofrimento de Abraão, pensando
sempre “Não tenho filhos.”
Numa terra distante e mesmo nessa situação tão contrária e delicada,
ele tinha certeza de que o seu Deus iria prover. Ao observar a
passagem referente à ida de Abraão ao monte, para fazer o sacrifício
que Deus havia pedido, sabendo que Deus proveria, enxergamos a fé
profunda no coração deste homem. Por mais que sua identidade como
pai das nações ainda não houvesse se materializado, Abraão estava
convicto de seu nome e seu propósito, ele tinha certeza de que em
algum momento da sua história se transformaria no pai de uma
multidão.
Isaque o segundo patriarca

justamente o filho da promessa. Ele chega após Deus ajudar Sara a


superar a esterilidade, num evento milagroso, que só o Espírito de
Deus pode produzir no ser humano.
Teve dois filhos, Esaú e Jacó, com características muito diferentes,
enquanto um era caçador, o outro era mais ligado à terra. Na ocasião
em que a promessa de Deus chegou sobre a vida de Jacó, ele se tornou
o sucessor de Isaque, como o terceiro patriarca.
Jacó

A vida de Jacó, para alguns é marcada por confusões; Enganou o pai, e


seu irmão, com a finalidade de conseguir o direito da primogenitura.
Para alguns é a história de um trapaceiro sendo transformado num
príncipe. A Bíblia relata os três grandes conflitos da vida de Jacó, para
além dos problemas familiares, ele se meteu numa briga com um anjo,
no entanto, é a partir desse episódio que Jacó tem o seu nome mudado
para Israel, (acrescentado) e tem sua vida redefinida.
V - os Hebreus

José (possível quarto patriarca), o filho preferido Jacó. Uma preferência que
causou extremo ciúme nos outros irmãos, o que por sua vez, criou a rixa no
relacionamento e fez os irmãos venderem José, que parou no Egito. Somente
após muitos anos, quando uma fome muito grande alcança toda aquela região,
acontece o “reencontro”. O pai de José, Jacó, pede a seus outros filhos para
irem até o Egito conseguir mantimentos, chegando lá, eles encontram o
administrador egípcio, que é ninguém menos que José, irreconhecível (pelo
passar do tempo, roupas e costumes). Um estranho que na verdade é o mesmo
menino que tinha sido vendido por estes irmãos

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