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endodontia

Sebenta prática
CAD-comprimento aparente do dente
1. Medir o comprimento aparente do dente = CAD com a ferramenta medições. Vai do bordo incisal até o
ápex do dente.
Nota : O comprimento obtido chama-se aparente porque pode ter sofrido distorção radiográfica alterando a
medida real do dente.

Cpt – comprimento provisório de trabalho


2. CpT= CAD- 4mm
zona de eleição / trepanação | contorno |
forma de conveniência
Zona de eleição + trepanação : Pegar uma broca esférica 14 (pode ser 16 ou 12) a 3-4mm do bordo incisal a
2mm do cingulo. Posicionamento da broca : começar perpendicularmente à face P ou L e acabar paralelamente
ao longo eixo do dente com movimentos de vai e vem sempre +++. Vamos entrar na câmara pulpar, e quando
chegamos ao canal vamos ver um buraco e vamos senti-lo com uma sonda.

Forma de contorno : acesso ao interno dos canais, ver o interno da câmara pulpar + desenhar a forma do
buraco. Pegar uma broca endo Z e fazer sempre mvt de vai e vem, de fora para dentro Com essa broca,
desenhar um triângulo se for um incisivo e se for um canino um oval.

Forma de conveniência : limpar bem com a broca endo Z a nossa cavidade de acesso para que seja facil de
entrar as limas. Tem cuidado ao ombro lingual! Ir para o fundo????
Exploração do canal
1. exploração do canal radicular: o objetivo é de analisar o acesso ao interior do canal e o seu volume,
identificar corpos estranhos, degraus e perfurações - Usar limas do tipo Kerr n° 10 ou 15 calibrado ao CpT. -
Pré curvar as limas (os 2 ou 3 ultimos mm da lima devem ser curvados) => sobretudo muito importante
para o canino (fazer uma radio para verificar que a lima vai bem até o CpT, senão re-curvar melhor a lima).
Podemos fazer o máximo de rádio que quisermos para verificar que tudo correu bem ao lado das 4 radio
obrigatórias. - Irrigar sempre antes de introduzir uma lima. Irrigar com NaClO mas para a pré-clinica irrigar
com H2O. - Introduzir depois a lima com mvt de cateterismo = ¼ volta para cada lado à medida que se
avança ao canal radicular + vai & vem - Se a lima K15 não chegar ao comprimento desejado, optar por limas
de menor calibre 08 ou 10. Nota : a irrigação permite de desinfetar mas tbm de remover os restos de
dentina quando estamos a trabalho o canal com as limas.
•  
CROWN DOWN
CROWN- DOWN = pré-alargamento do terço coronal e médio PRE-FLARING
exemplo:
CpT de 17mm CpT=17mm
Inicia a lima de maior calibre
 Iniciar com a lima de maior calibre (ex. K80) que entre cerca de 2 mm dentro com 2mm e travamento
do canal e que tenha travamento (que sentimos uma resistência). exemplo
 Depois vamos usar limas que têm calibre imediatamente inferior e que K80 (maior 14mm
entram mais 1mm que a anterior. calibre c/
travamento)
 Entre cada lima, IRRIGAR +++. Devemos recapitular esse processo até atingir K70 15mm
o CpT.
K60 16mm
 Movimentos das limas - técnica de Roane: inserção da lima com rotação K55 17mm
horária, 1⁄4 de volta; de seguida, 1⁄2 volta no sentido anti- horário fazendo
pressão apical e desinserção da lima com 1 ou 2 voltas no sentido horário com
movimento de tração
 Recapitular com a lima de exploração ao CpT a cada 3 limas para manter a
patência (= permeabilité)
CI – comprimento do instrumento
• CI = CAD - 2mm

RX nº 2 - odontometria

Fazer essa radio, com uma lima K15 ou K20 calibrado ao CI no dente.
DA – distância aparente
CrD – comprimento real do dente
CrT – comprimento real de trabalho
• comprimento real de trabalho ou CrT é o comprimento em que
devemos instrumentar o canal e é determinado subtraindo-se 1mm
ao CrD. PQ 1mm ? 1 mm corresponde à distância entre o vertice
apical e a limite do canal cemento-dentinario.

• CrT= CrD – 1mm


Calibragem apical
• Devemos testar sequencialmente limas de calibres ascendentes até que uma delas fique justa no
CrT.
Ex : - 20K passa o CrT livremente;

- 25K alcança e não passa o CrT livremente (sentimos uma resistência) => calibre de
referência para a calibagem neste exemplo;

- 30K não alcança livemente o CrT Depois de encontrar a lima de referência, vamos dps
ampliar para obter o calibre final. Por isso, usar 3 limas acima da lima de referência
(calibrados ao CrT);

Depois de encontrar a lima de referência, vamos dps ampliar para obter o calibre final. Por isso, usar 3 limas acima da lima
de referência (calibrados ao CrT)
Step back = contrário do Crown Down
• 1° lima para usar será a última lima do
calibragem apical (no nosso ex é o K40) CpT=17mm
calibrado ao CrT; Inicia com a última lima de da calibragem
apical (neste caso, K40)
- Irrigar
exemplo
• Recapitular com a lima de referência da K40 (última da Calibrar a 20mm
calibagem apical calibrado ao CrT (= 1eira lima calibragem apical)
onde sentimos uma resistência) K70 Calibrar a 19mm
• Permeabilizar com um K10 calibrado ao CrT + K60 Calibrar a 18mm
1mm K55 Calibrar a 17mm
• Repetir o processo até atingir o CpT. Assim, por
ex, a K40 esta calibrada a 20mm, dps a K45 a
19mm, a K50 a 18mm e a K55 a 17mm, que é o
valor do CpT.
Dúvida: O cone deve
ser calibrado ao CrT.

Obturação … aos 17mm? Ou aos


20mm?

Obturação : seleção do cone principal = gutta percha = cone ISO de calibre inf ao calibre apical
• Depende da 1° lima do step-back = última lima da CA: se a 1ª lima do step-back for um K40,
assim o cone principal vai ser 35 (um calibre abaixo da 1ª lima do step-back).
• Depois, calibrar o cone principal com a régua calibradora => fazer entrar o cone no buraquinho
da régua 40 se for um cone 35. O buraquinho deve corresponder ao mesmo valor do que a 1ª
lima do step-back.
• Cortar apicalmente o que ultrapassa do cone na régua - Medir o cone fazendo uma marca com a
pinça. O cone deve ser calibrado ao CrT.
• Estabelecer um teste visual (ver se vai até o CrT, a marca da pinça deve ir até o bordo incisal) e
tátil (sentir alguma resistência) do cone.
RX nº3 - conometria
OBS: O canal deverá estar inundado com irrigante e com o cone calibrado fazer ativação passiva
manual do irrigante. Aspirar e irrigar de novo.

Secagem do canal com cones de papel


Selecionar cones acessorios

Selecionar os cones acessórios com o cone principal que fica no canal ao mesmo tempo.
- Por isso, usar os condensadores laterais : começar sempre pelo condensador de maior conicidade (D→ B→ C
→A).
- - O condensador de referência é o condensador que entra no canal com uma dimensão CrT - 3mm.

Técnica Hibrida de Tagger : 1° passo - condensação lateral


• - Depois, vamos pegar os cones acessórios que têm a mesma letra do que o condensador de
referência.
• Ex.: se o condensador de referência é o condensador C, vamos pegar os cones acessórios C. Adicionar
cones acessórios até que não podemos inserir o condensador de referência ou seja, a condensação
termina quando condensador já não entrar no canal.

Tips : podemos adicionar cones acessórios mais pequenos que o condensador lat de ref para preencher
melhor o cana
preparar e colocar o cimento no cone
principal e nos cones acessórios
• /!\ O condensador só sai do canal depois de já ter preparado o cone
acessório a introduzir.
termocompactação da técnica hibrida de
Tagger
• A seleção do termocompactador é feita 2-3 n°s acima do calibre apical ou da 1eira lima de step-
back;
• O comprimento de trabalho do termocompactador é de 2-3mm acima do CrT ou antes de
curvatura;
• Deve trabalhar entre 8000 e 10 000 rotações no sentido hoáario e com movimento de vai e vem.
Fazer rodear o contro-ângulo antes de entrar no canal e ele deve ser calibrado com o modo F
(forward). REMOVER ÁGUA, deve ser usado sem nenhuma agua !!!
• Entra no canal em rotação 10s de cada vez e já em rotação quando estamos a entrar !! Esperar 5s
e recomeçar até que seja ok
• Termina com condensação vertical manual = plugger
• Cortar a gutta com a endoZ 1mm abaixo do orifício de entrada do canal
Significado dos diferentes aneis do
termocompactador :

• Anel branco: esta o equivalente às limas 15 ou 45;


• Anel amarelo: esta o equivalente às lima endodôntica 20 ou 50;
• Anel verde: esta o equivalente duma lima 35 ou 70;
• Anel preto: esta o equivalente duma lima 40 ou 80;

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