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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS CIRURGIAS

GINECOLÓGICAS E DE MAMA

Disciplina: Enfermagem em Clínica Cirúrgica


Profº. Msc.: Everson da Silva Souza Katia Porton
SUMÁRIO DE AULA

Cistocele

Retocele

Vulvectomia AULA DE HOJE

Histectomia

Mastectomia
Correção de CISTOCELE
Conceito

◦ Ocorre quando uma parte da bexiga se


projeta para a vagina (prolapso).

O M.diafragma urogenital funciona como suporte mais


inferior para o assoalho pélvico, sendo composto pelos
músculos: bulboesponjoso, isquiocavernoso, transverso
superficial e profundo do períneo; estes músculos
estabilizam o corpo perineal, sustentando o esfíncter anal e
a porção mais baixa da vagina.

Fonte: Direitos autorais © Nucleus Medical Media,


Inc.
Correção de CISTOCELE
Existem três graus de Cistocele:

◦Grau 1: a forma mais branda, na qual a


bexiga cai apenas parcialmente dentro da
vagina.
◦Grau 2: uma forma moderada, em que a
bexiga afundou o suficiente para atingir a
abertura da vagina.
◦Grau 3: a forma mais grave, em que a
bexiga paira através da abertura da vagina.
Correção de CISTOCELE
Causas
◦As paredes entre a vagina e a bexiga ou reto podem ser
danificadas devido a um ou mais dos seguintes fatores:
◦ Partos vaginais complicados
o Múltiplos partos normais;
o Uso de fórceps para auxiliar o trabalho de parto;
o Lacerações do períneo durante o parto;
o Episiotomia durante o parto.
o Tosse crônica;
o Constipação crônica;
o Fraqueza dos músculos vaginais devido à falta de
estrogênio após a menopausa.
Correção de CISTOCELE
Sintomas
Em casos mais graves, os sintomas da Diagnóstico
cistocele incluem: ◦ Exame clínico e anamnese;
◦ Perda de urina ao rir, espirrar ou tossir; ◦ Urinálise para procurar sinais de infecção.
◦ Esvaziamento incompleto da bexiga após a micção; ◦ Exames de imagem, US transvaginal, TCs.
◦ Dor ou pressão na pelve;
◦ Infecções da bexiga frequente;
◦ Dor e dificuldade durante a relação sexual;
◦ Sensação de tecido saliente da vagina.
Correção de CISTOCELE
Tratamento
Modificação de atividade
o O médico pode sugerir que você não levante objetos pesados;
o Exercícios de Kegel (contração dos músculos do assoalho pélvico) podem ajudar a
fortalecer os músculos ao redor da vagina e da bexiga.

Terapia de reposição de estrogênio


o O estrogênio pode ajudar a fortalecer as paredes da vagina após a menopausa.
o Pode ser administrado sob a forma de comprimidos, cremes ou
adesivos.
Cirurgia
◦Em casos graves, a cirurgia pode ser necessária para suspender colporrafia anterior
ou colpoperineoplastia.
Correção de RETOCELE
Conceitos

◦Ocorre quando uma parte da parede do


reto se projeta para a vagina.

◦É resultado do enfraquecimento da fáscia


retovaginal e dos seus pontos de fixação as
margens dos músculos elevadores do ânus.
Correção de RETOCELE

Sintomas
o Dor durante a relação sexual;
o Dor ou pressão na vagina,
o Dor ou pressão no reto;
o Dificuldade em evacuar;
o Precisa aplicar pressão na vagina para evacuar
o Sentimento de evacuação incompleta;
o Sensação de tecido saliente da vagina.
Correção de RETOCELE
 Diagnóstico
◦ Exame clínico da vagina e do reto;
◦ US transvaginal, TC de pelve,

 Tratamento
◦ Dieta que permite uma evacuação suave, incluindo fibras, líquidos
◦ e laxantes S/N.
VULVECTOMIA
Remoção cirúrgica total ou parcial da vulva.
VULVECTOMIA
Indicação cirúrgica

 O CA da vulva ou carcinoma vulvar;


 Lesões de vulva que não respondem ao tratamento medicamentoso e/ou clínico.
 Traumas de vulva.

Fatores de risco
 Infecção por HPV, CA vaginal, CA colo útero, Irradiação
pélvica prévia.

Manifestações clínicas
 Prurido vulvar, dor local, dispareunia, odor fétido.
VULVECTOMIA
Diagnóstico
o Anamnese, exame físico e clínico/ginecológico;
o Exame pélvico (extensão do CA e incluir outras neoplasias pélvicas);
o Colposcopia;
o Biópsia da lesão,
o Exames laboratoriais;
o US, TC pélvica;
o US transvaginal (dependendo do estágio da doença não é recomendado);
Imagens da Vulvectomia
HISTERECTOMIA
o Histerectomia subtotal: preserva colo uterino. Remoção cirúrgica do útero

o Histerectomia total (mais comum): remove útero e colo


uterino.
o Pan-Histerectomia: retirado do útero, dos ovários e tubas
uterinas.
o Histerectomia radical (Wertheim): remoção do útero, ovários,
tubas uterinas, ligamentos, linfonodos relacionados, parte
superior da vagina e tecidos circundantes.

o Obs: A retirada somente dos ovários se chama: ooforectomia.


VULVECTOMIA
HISTERECTOMIA

 Diagnóstico
 Indicação do Procedimento
◦Exame clínico/anamnese associado a exames de o TU maligno ou benigno de útero, colo uterino ou anexos;
imagem como tomografias e ressonância
magnética. o Sangramento uterino;

◦Exame papanicolal (HPV) o Ruptura ou perfuração uterina;


o Atonias uterinas no pós parto;
o Endometriose s/ resposta ao tratamento conservador;
o Relaxamento ou prolapso do assoalho pélvico.
HISTERECTOMIA
 Tratamento Cirúrgico
◦o Acesso abdominal: incisão vertical na linha média da cicatriz umbilical até a sínfise púbica, ou
horizontal no abdome inferior – remoção de útero e estruturas adjacentes, incisão suturada, curativo e
compressa perineal.
◦ o Acesso vaginal: incisão na parede superior da vagina próximo ao colo uterino – remoção do útero
através do canal vaginal, abertura suturada, aplicada compressa perineal.
◦ o Abordagem laparoscópica: incisão sobre a cicatriz umbilical, injetado dióxido de carbono na cavidade
abdominal, cliente em posição de Trendelemburg, inserção do laparoscópico cirúrgico, outras incisões
abdominais são feitas para outros instrumentais – remoção do útero pela vagina, incisões suturadas,
curativos e compressa perineal.
HISTERECTOMIA
◦ A assistência de enfermagem, é o “carro chefe” para que o enfermeiro no seu dia a dia possa estar
desempenhando um ótimo trabalho aos seus pacientes.

◦ Condensamos aqui a assistência de enfermagem que equivale para todos procedimentos discutidos até o
presente momento.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Pré Operat.
• Orientar quanto ao jejum,

• Realizar dados antropométricos e verificar sinais vitais,

• Supervisionar a realização de banho de aspersão,

• Retirar adornos e entregar ao familiar e evoluir no prontuário,

• Supervisionar a necessidade de apoio psicológico a paciente e familiar e caso perceba esta necessidade, comunicar o

médico assistente para solicitar a avaliação do serviço de psicologia.


• Orientar equipe de enfermagem a colher assinatura do termo de consentimento,

• Supervisionar resultados de exames laboratoriais,

• Questionar a paciente e familiar se faz uso de medicamentos que poderiam contra indicar o procedimento cirúrgico.

• Orientar que após o procedimento cirúrgico o paciente deverá permanecer na SRPA até que seus sinais vitais estejam

estáveis e recuperado da anestesia


ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Pós Operat.
• Supervisionar e/ou auxiliar com os cuidados simples como banho;
• Observar sangramento vaginal e intensidade e comunicar o médico assistente,
• Observar presença de tampão vaginal, muitas das cirurgias ginecológicas a paciente retorna do bloco cirúrgico com
tampão, devemos orientar a paciente quanto aos cuidados com o mesmo, bem como não retira-lo.
• Realizar curativo e observar características bem como evolui-las.
• Manter região vulvo-perineal limpa e seca,
• Realizar cuidados com sonda vesical, avaliar e evoluir características da urina e realizar controle de diurese (bem como
orientar pacientes e familiar sobre os cuidados),
• Manter a paciente em posição de semi-fowler com as pernas levemente fletidas,
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Pós Operat.
• Administrar analgésicos prescritos e não subestimar a dor da paciente,

• Observar diurese hematúrica, isso pode ser sinal de complicação grave,

• Verificar sinais vitais assim que a paciente descer da SRPA,

• Checar drenos, sondas e sangramentos anormais;

• Ensinar exercícios respiratórios,

• Incentivar a deambulação precoce;

• Supervisionar eliminação intestinal,


EXERCICIOS DE KEGEL

Exercício de Kegel: tem por finalidade manter o tônus dos músculos do assoalho pélvico que sustentam
os órgãos pélvicos.
Instruir a mulher a contrair os músculos perineais e vaginais e esfíncter anal como se estivesse
controlando a micção e a defecação, mas sem contrair os músculos abdominais, das nádegas e da coxa;
Instruir a mulher a manter a contração dos músculos por 2 segundos,
seguido de relaxamento de 2 segundos; repetir por 8 a 10 vezes.
Realizar o exercício no mínimo 2 a 3 vezes por dia
COMPLICAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS
• Choque hipovolêmico,

• Complicações respiratórias,

• Complicações urinárias, (ITUs)

• Deiscência de sutura,

• Infecção (Sepse),

• Íleo paralítico,

• TVP,

• Estenose vaginal,

• Fístulas por fortes aderências que se formam às paredes pélvicas;


ORIENTAÇÕES PARA ALTA HOSPITALAR
As orientações devem ser pautadas no cuidado que a paciente deverá ter consigo mesma, porém não podemos deixar
de orientar para as possíveis complicações do pós operatório tardio, bem como o que a paciente deverá fazer caso isso
ocorra.

• Orientar alimentação rica em fibras e ingesta hídrica, evitando alimentos gordurosos e condimentados,
• Evitar esforços físicos bem como pegar excesso de peso,
• Orientar a realizar higiene intima sempre após as eliminações,
• Orientar a evitar a atividade sexual até que o médico assistente a libere.
• Orientar a realizar exercidos de kegel,
• Orientar a retirar os pontos conforme prescrição médica,
• Orientar a observar sinais de infecção,
• Orientar a observar sinais de sangramento,
MASTECTOMIA
MASTO ECTOMI
A

MAMAS RETIRADA

Objetivo principal: impedir a


metástase do câncer de mama e,
assim, melhorar o prognóstico.
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MASTECTOMIA
Excisão da mama para remover tecido maligno
metástase em linfonodos regionais.

Pode envolver mais tipos de procedimento. Ex. Exérese de linfonodos, bem como
implante de prótese mamária.

Diagnóstico se da pelo exame clinico, exames de imagem: mamografias, US, TC,


◦ Mastectomia RM, podendo posteriormente ser confirmado com biópsia,

Tratamento: Pode ser combinada com a radioterapia, quimioterapia e cirurgia

Indicação do procedimento se da pela presença do câncer propriamente dito, em


casos específicos devido o histórico familiar pode ser realizado o procedimento na
forma profilática.
MASTECTOMIA
Tratamento cirúrgico
o Mastectomia total: remoção de toda mama, sem dissecção dos linfonodos,
pode ser aplicado enxerto.

o Mastectomia radical modificada: remoção de toda mama, dissecação de linfonodos


axilares com preservação do m. peitoral maior, remoção do m. peitoral menor. Na
presença de lesões pequenas sem metástases, reconstrução da mama imediata ou após
alguns dias.
Mastectomia

o Mastectomia radical: Remoção e toda mama, linfonodos axilares, m. peitorais e


tecidos adjacentes. Retalhos de pele e tecidos expostos são cobertos com compressas
úmidas, irrigação da parede torácica e axila antes do fechamento.

o Mastectomia radical estendida: Remoção da mama, m. peitorais, conteúdos


auxiliares, cadeia linfática mamária interna (região mediastinal). Após fechamento,
uso de dreno, grandes curativos compressivos (caso não seja colocado dreno).
TIPOS DE PROCEDIMENTOS
MASTECTOMIA PARCIAL

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TIPOS DE PROCEDIMENTOS
MASTECTOMIA RADICAL MODIFICADA

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TIPOS DE PROCEDIMENTOS

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Pré Operat.

• Orientar quanto ao jejum,

• Realizar dados antropométricos e verificar sinais vitais,

• Supervisionar a realização de banho de aspersão,

• Retirar adornos e entregar ao familiar e evoluir no prontuário,

• Supervisionar a necessidade de apoio psicológico a paciente e familiar e caso perceba esta necessidade, comunicar o

médico assistente para solicitar a avaliação do serviço de psicologia.


• Orientar equipe de enfermagem a colher assinatura do termo de consentimento,

• Supervisionar resultados de exames laboratoriais,

• Questionar a paciente e familiar se faz uso de medicamentos que poderiam contra indicar o procedimento cirúrgico.

• Orientar a paciente que no Pós Operatório, possivelmente estará com drenos e deverá ter cuidados com o mesmo,
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Pós Operat.

• Verificar sinais vitais assim que a paciente descer da SRPA,

• Orientar a paciente e equipe de enfermagem que não deve: versificar sinais vitais, nem puncionar acesso venoso, no

membro do lado que foi realizado o procedimento.


• Realizar cuidados com os drenos, bem como esvaziar e quantificar e observar as características do que foi drenado,

• Administrar analgésicos conforme prescrição médica,

• Ensinar exercícios respiratórios,

• Incentivar a deambulação precoce;

• Supervisionar eliminação intestinal,

• Elevar o braço do lado operado com travesseiro,

• Orientar os exercisios de extensão e flexão assim que o médico assistente liberar,


ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Pós Operat.

• Supervisionar eliminação intestinal,

• Estar atento para sinais de complicações,

• Ofertar apoio psicológico para paciente e familiar,

• Realizar cuidados com curativos e drenos,

• Incentivar o uso de almofadas para conforto e alívio da dor.


COMPLICAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS
• Hematoma,

• Complicações respiratórias,

• Deiscência de sutura,

• Infecção (Sepse),

• Íleo paralítico,

• TVP,

• Linfedema,
ORIENTAÇÕES PARA ALTA HOSPITALAR
• Orientar alimentação rica em fibras e ingesta hídrica, evitando alimentos gordurosos e condimentados,

• Evitar esforços físicos bem como pegar excesso de peso,

• Orientar a retirar os pontos conforme prescrição médica,

• Orientar a observar sinais de infecção,

• Orientar a observar sinais de sangramento,

• Estimular a paciente a olhar para o procedimento realizado, e que a mesma expresse seus senti

• Mentos,

• Orientar familiares para sinais de depressão,


• Evitar manter o braço do lado operado a não ficar pendente devido o edema,

• Instruir procurar grupos de apoio,


REFERÊNCIAS
◦ BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith. Brunner & Suddarth Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 4v.
◦ NANDA International. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011. Porto Alegre:
Artmed, 2010.
◦ Instituto Onco Guia. Mastectomia para Câncer de Mama. Disponível em:
<http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mastectomia-para-cancer-de-mama/6564/265/>. Acesso em: 21 abr. 2019.
◦ ALVES, Pricilla Cândido et al . Cuidados de enfermagem no pré-operatório e reabilitação de mastectomia: revisão
narrativa da literatura. Rev. bras. enferm.,  Brasília ,  v. 64, n. 4, p. 732-737,  Aug.  2011 .   Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000400016&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 24
abr. 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672011000400016

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