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Eng.

Rogério Luiz Balbinot


rogerio@rsdata.inf.br
eSocial e o Seu Impacto na SST

NÃO MUDA A LEGISLAÇÃO

Como as Empresas Devem se Preparar


eSocial é Software (SST)

Gestão dos Riscos Ocupacionais

Sua empresa está preparada?


SST
SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

QUAL ERA O MELHOR SOFTWARE ???


“ASO” + Rápido

POR ONDE COMEÇO O SOFTWARE?


ENGENHARIA OU MEDICINA ???
P.P.R.A.
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

MTE INSS
Portaria 3214/78 Decreto 3048/99
Insalubridade / Periculosidade Atividade Especial

* NR-15 e 16 * Anexo IV

* Laudo de Insalubridade/ * LTCAT


Periculosidade

Ações Trabalhistas PP (PPP)


P.P.R.A.
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

MTE INSS
Portaria 3214/78 Decreto 3048/99

* Óleos e Graxas igual * Óleos e Graxas


* Ruído diferente * Ruído
* Umidade não * ???
* Eletricidade não * ???
* ??? não * n-Hexano
* ??? não * LINACH
P.P.R.A.
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

MTE INSS
Portaria 3214/78 Decreto 3048/99

* Habitual/Permanente * Habitual/Permanente
* Habitual/Intermitente * Habitual/Intermitente
* Ocasional * Ocasional
Qual a diferença do LTCAT (INSS) para o “Laudo
do PPRA” (LIP) – Laudo de Ins./Per. (MTE)?

A diferença destes dois laudos é basicamente:

* relação dos agentes nocivos


* finalidade de cada laudo
Qual a importância do PPRA para os LAUDOS?

O PPRA é um programa que dá SUSTENTAÇÃO ao


LTCAT (INSS – Atividade Especial) e ao “Laudo do
PPRA” (Insalubridade/Periculosidade).

Ex:
Se nos LAUDOS constar que foi fornecido:
* Protetor Auricular

No PPRA teremos registrado os procedimentos:


* Fornecimento, Treinamento, Registro, ...
PPRA pode substituir o LTCAT?
INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/PRES Nº 77, DE
21 DE JANEIRO DE 2015 - DOU DE 22/01/2015  

Atualizada em 13/06/2017
 
Seção V
Da Aposentadoria Especial
 
 
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991.
Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e


eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 58. ...
§ 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita
mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro
Social - INSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico
de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou
engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista.
(Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)

§ 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre


a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a
intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua
adoção pelo estabelecimento respectivo. (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 11.12.98)
O que é PPP?

O PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), um


documento HISTÓRICO-LABORAL do
trabalhador, apresentado em formulário instituído
pelo INSS, contendo informações detalhadas sobre:

* Atividades do Trabalhador
* Setores e Cargos
* Exposição a Agentes Nocivos
* ...
O PPP deverá ser impresso para simples conferência
por parte do trabalhador, pelo menos uma vez ao
ano, quando da avaliação global anual do Programa
de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, até que
seja implantado o PPP em meio magnético
“(eSocial)” pela Previdência Social.

A empresa é obrigada a fornecer uma cópia autêntica


do PPP ao trabalhador, sob pena de multa, caso não
o faça.
PERÍODO DE TRABALHO ENQUADRAMENTO
   Anexo I e II (Decreto 83.080/79)
 
   Anexo III (Decreto 53.831/64)
Até 28/04/95  80dB
 Lei 7.850/89 (telefonista), até 13/12/96 c/ laudo
(s/ apresentação de laudo técnico, exceto p/ ruído)

   Anexo I (Decreto 83.080/79)


De 29/04/95 a 05/03/97  Anexo III (Decreto 53.831/64) – Cód. 1.0.0
 80dB

De 06/03/97 a 13/12/98  Anexo IV (Decreto 2.172/97)


 90dB
A partir de 14/12/98  EPI _ Nos termos da Legislação Trabalhista
(Lei 9.732/98)
 Anexo IV (Decreto 2.172/97) _ Nos termos da
De 13/12/98 a 06/05/99 Legislação Trabalhista
 90 dB, na curva “A” (Legislação Trabalhista)
De 07/05/99 a 18/11/03  Anexo IV (Decreto 3.048/99)
 90 dB, na curva “A” (Legislação Trabalhista)
A partir de 19/11/03  85dBA
Evolução dos Limites de Ruído para o INSS

> 80 dB Até 05/03/97 (Decreto 53.831/64)


> 90 dB Até 13/12/98 (Decreto 83.080/79)
> 90 dB(A) De 14/12/98 a 18/11/03
> 85 dB(A) A partir de 19/11/03
Agente Nocivo

RUÍDO
3 MEDIÇÕES

1. (baixas) MOTORISTA – ÔNIBUS

2. (médias) METALÚRGICA – CORTE DE TUBOS

3. (altas) CONFECÇÃO – PASSAR À VAPOR C/

PRANCHA E SOPRO
MOTORISTA – ÔNIBUS
Leq (A) = 80,9 dBA Leq (Lin) = 106,1 dB
METALÚRGICA – CORTE DE TUBOS
Leq (A) = 84,8 dBA Leq (Lin) = 86,0 dB
CONFECÇÃO – PASSAR À VAPOR C/
PRANCHA E
SOPRO
Leq (A) = 72,5 dBA Leq (Lin) = 78,3 dB
Atualmente, temos 3 critérios de avaliação adotados no Brasil, ou
seja:
1. o da Portaria 3214/78;
2. o do INSS;
3. o da FUNDACENTRO (mesmo da ACGIH).

Todos estabelecem que a exposição a 85 dB, por 8 horas,


corresponde a uma dose de ruído igual a 1 (100%) e, que a
medição deverá ser feita na resposta LENTA e na curva “A”.
Grupos Homogêneos / Similares de Exposição
GHEs GSEs

• Avaliar os Agentes Agressivos (GHE)


• Lançar os dados dos Agentes Agressivos (Cargo / CargoD)
Seminário de simplificação do eSocial

Simplificação do eSocial

Representantes dos entes envolvidos com o eSocial participaram de Seminário em


Brasília para debaterem a simplificação do eSocial. Encontro faz parte do esforço
de simplificação previsto na Portaria nº 300, de 13 de junho de 2019.

Publicado: 26/06/2019 18h40,

Aconteceu em Brasília de 16 a 19 de junho, na ENAP - Escola Nacional de


Administração Pública, um encontro entre representantes dos entes envolvidos com
o eSocial para que fossem definidas as mudanças previstas para a simplificação da
plataforma. 
Como resultado preliminar já foram decididas as seguintes alterações:

Dos 38 eventos obrigatórios no eSocial para as empresas, ao menos 10 serão


permanentemente eliminados e muitos dos quase dois mil campos exigidos
também serão excluídos.

No evento de admissão, muitos campos antes facultativos, mas que geram dúvida
no preenchimento, serão eliminados, como os grupos de CNH, CTPS, RIC, RG,
NIS e RNE.

No cadastro empresarial e de estabelecimentos serão excluídas as informações de


razão social, indicativos de cumprimento de cotas de aprendizagem e PCD,
indicativo de ser empresa de trabalho temporário, modalidade de registro de ponto,
entre outros.

Em acréscimo à eliminação de campos, serão retiradas muitas regras de validação,


para facilitar a prestação da informação.
CRONOGRAMA:

Foi definida a prorrogação por mais 06 (seis) meses para início da obrigatoriedade
de envio dos eventos periódicos para as empresas constantes no Grupo 3 e de todos
os eventos de SST - Segurança e Saúde no Trabalho. Veja as novas datas:

A publicação do novo calendário deverá ocorrer após o dia 28 de junho, quando


passa a vigorar a nova composição do Comitê Gestor do eSocial, conforme Portaria
nº 300, de 2019.
Arquitetura do eSocial
Validação Validação
tipo Arquivo dos Dados

Alimentação
Manual DUPLO CHECK
Validação Personalizada

Arquitetura do eSocial
FONTE: Curso eSocial - MG - palestrante auditora fiscal e membro do
comitê do eSocial Dra. Margarida Barreto de Almeida
Entendendo o arquivo XML
XML, do inglês eXtensible Markup Language, é o formato padrão do envio das
informações ao eSocial, que também é utilizado no envio de notas fiscais eletrônicas.
Ele tem como objetivo padronizar uma sequência de dados organizando e separando
o conteúdo de forma a ser lido por diversos tipos de software, e ser integrado com
inúmeras linguagens de programação, facilitando sua leitura e escrita. Sua leitura é
direcionada para leitura em computador. Embora ele não esteja organizado para
leitura humana, pode-se identificar as informações dos campos preenchidos.
Aplicações: auxiliar os sistemas de informação no compartilhamento de dados
(especialmente via internet), codificar documentos e inserir seriais nos dados
comparando o texto com o de outras linguagens baseadas em serialização.
CAPÍTULO I – INFORMAÇÕES GERAIS

1. Apresentação, conteúdo e princípios do eSocial


O eSocial é um projeto do governo federal, instituído pelo Decreto nº 8.373, de 11 de
dezembro de 2014, que tem por objetivo desenvolver um sistema de coleta de
informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, armazenando-as em um
Ambiente Nacional Virtual, a fim de possibilitar aos órgãos participantes do projeto, na
medida da pertinência temática de cada um, a utilização de tais informações para fins
trabalhistas, previdenciários, fiscais e para a apuração de tributos e da contribuição para
o FGTS.
O eSocial estabelece a forma com que passam a ser prestadas as informações
trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais relativas à contratação e utilização de
mão de obra onerosa, com ou sem vínculo empregatício, e de produção rural. Portanto,
não se trata de uma nova obrigação tributária acessória, mas uma nova forma de
cumprir obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias já existentes. Com isso,
ele não altera as legislações específicas de cada área, mas apenas cria uma forma única
e mais simplificada de atendê-las.  
Trajetória até chegar na
Tabela 23 e 28 atuais

Em 2014 – Tabela 7
Tabela de Fatores de Riscos
Ambientais
2014 (primitiva, não existe +)
Em 2015, incluídas as Tabelas:
21 Fatores de Riscos Ambientais
22 Fator de Risco para Insalubridade/
Periculosidade/Penosidade - MTE
23 Aposentadoria Especial - INSS

2015 (incluídas e depois excluídas)


Em 2016, Unificadas na
TABELA 23
Fatores de Risco do
Meio Ambiente do Trabalho

Até 30/Maio/2018 – Tabela Única


Em 2018
TABELA 23
Fatores de Risco do
Meio Ambiente do Trabalho

TABELA 28
Atividades Periculosas, Insalubres
e/ou Especiais
Em 2019
TABELA ÚNICA

PROPOSTA
O Uso de
Assinatura Eletrônica
em SST
(Segurança e Saúde do Trabalho)
NR 6 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
 
6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI :
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e
conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros,
fichas ou sistema eletrônico.
(Inserida pela Portaria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009)
TRIANGULAÇÃO

A. Minúcias extraídas para verificação;


B. Template armazenado na base de dados;
C. Triangulação para identificação do indivíduo;
RECONHECIMENTO

O reconhecimento é feito por um processo de triangulação e


relação geométrica entre as minúcias. Cruzando as minúcias
do template armazenado na base de dados com o template
gerado após o indivíduo colocar a digital/palma no leitor.
SEGURANÇA
Para garantir que os dados não sejam adulterados:
1. Todo o template armazenado na base de dados é único e
criptografado. Não podendo assim ser utilizado por outro
cadastro. Caso ocorra, o mesmo é invalidado pelo sistema, e
não poderá mais ser utilizado. (Ctrl+c / Ctrl+v entre cadastro
de empregados)
2. É armazenado um histórico de alterações de templates,
identificando o usuário que realizou o processo de alteração.
3. Bloqueio de assinaturas retroativas. Caso a data do
computador seja alterado para uma data mais antiga, o
software ficará travado e nenhum registro poderá ser assinado
até que a data seja corrigida.
SEGURANÇA
Para garantir que os dados não sejam adulterados:
4. A assinatura eletrônica de um registro é única (igual ao
template), não podendo ser utilizada em outro registro.
Caso um EPI seja confirmado por um empregado, não
será possível utilizar esta assinatura para forjar
assinatura de entrega de outro EPI.
SEGURANÇA
• O mesmo ocorre para as assinaturas eletrônicas. Caso sejam
alteradas ou movidas, as mesmas poderão ser investigadas
através do Relatório de Assinaturas Inconsistentes
PARAMETRIZAÇÕES
ACONSELHÁVEIS
SOFTWARE
DESCRIÇÃO DE RISCOS - UMIDADE
DESCRIÇÃO DE RISCOS - RUÍDO
DIFERENCIAÇÃO DOS VALORES
PORTARIA 3214/78 E INSS
ENQUADRAMENTO DOS RISCOS – RUÍDO
ENQUADRAMENTO DOS RISCOS – RUÍDO
DEMANDAS JUDICIAIS

Falha na Elaboração

“PPP”
PPP MAL ELABORADO GERA PREJUÍZOS À EMPRESA QUE ARCOU COM
O PAGAMENTO DA APOSENTADORIA ESPECIAL
Fonte: TRT/MG - 25/04/2016 - Adaptado pelo Guia Trabalhista

Uma FALHA NA ELABORAÇÃO do Perfil Profissiográfico Previdenciário


(PPP) pela usina siderúrgica empregadora gerou um prejuízo ao trabalhador, que não
conseguiu receber o benefício da aposentadoria especial pelo INSS durante certo tempo.

Inconformado, ele recorreu à Justiça do Trabalho e conseguiu obter a condenação da


ré ao pagamento da indenização substitutiva equivalente aos valores que deixou de
receber. A decisão foi proferida pelo juiz José Barbosa Neto Fonsceca Suett, em sua
atuação na 3ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano.

O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um documento que registra o histórico


do trabalhador. Nele, a empresa deve anotar as atividades exercidas, todas as
substâncias químicas nocivas às quais esteve exposto, a intensidade e concentração
destes agentes, exames médicos clínicos, além de outros dados pertinentes. Por meio
desse documento, o trabalhador terá condições para habilitação de benefícios e serviços
previdenciários, inclusive a aposentadoria especial.
No caso, o reclamante trabalhou na empresa no período de 06/08/1979 a 17/10/2008,
quando foi dispensado sem justa causa. Segundo alegou, embora tenha exercido as
mesmas atividades de Operador de Empilhadeira, sem alteração das condições de
trabalho, a empregadora forneceu o PPP sem informar a exposição ao agente insalubre
"poeira de carvão" no período de 01/01/1999 a 26/05/2008. Como consequência, o
órgão previdenciário concedeu a aposentadoria por tempo de contribuição, na data de
05/06/2008, em valor inferior ao devido se a aposentadoria fosse especial.

De acordo com o trabalhador, em 25/10/2013 a siderúrgica emitiu novo formulário


PPP, reconhecendo a exposição ao agente poeira de carvão nesse período. Com o
documento, pediu a revisão do benefício, o que foi acolhido com a conversão para
aposentadoria especial. Mas as diferenças só foram pagas no período a partir de
26/11/2013, uma vez que, segundo relatou, o pedido de revisão é tratado como novo
benefício.

Ao analisar o caso, o juiz reconheceu que o trabalhador sofreu prejuízos. Isto porque,
além de a empresa ter apresentado defesa sem pertinência ou correlação com os termos
da reclamação, os fatos ficaram provados também por meio de documentos.
Para o julgador, não há dúvidas de que se a ré tivesse fornecido o formulário Perfil
Profissiográfico Previdenciário (PPP) preenchido corretamente, a aposentadoria
especial teria sido concedida ao ex-empregado. A DIFERENÇA MENSAL devida era
SUPERIOR a R$ 1.000,00. "O reclamante sofreu o dano material consubstanciado na
falta de pagamento do benefício de aposentadoria no valor ao qual fazia jus", constou
da sentença.

Com base na legislação aplicável ao caso, a usina siderúrgica foi condenada a pagar ao
reclamante indenização substitutiva, equivalente aos valores das diferenças de benefício
previdenciário que o autor deixou de receber a título de benefício de aposentadoria
especial, conforme valores mencionados pelo trabalhador, com correção monetária.

Foi declarada a prescrição das parcelas cuja lesão tenha ocorrido anteriormente a
18/09/2009, em razão da data do ajuizamento da reclamação. Houve recurso, mas o
TRT de Minas manteve a condenação. (0001688-27.2014.5.03.0089 RO).
OFÍCIOS / ESCLARECIMENTOS

JUSTIÇA FEDERAL e INSS


S-1060 - Tabela de Ambientes de Trabalho
S-2200 - Admissão do Trabalhador
S-2210 - Comunicação de Acidente de Trabalho
S-2220 - Monitoramento da Saúde do Trabalhador
S-2230 - Afastamento Temporário
S-2240 - Condições Ambientais do Trabalho - Fatores de
Risco
S-2245 - Treinamentos e Capacitações
S-2299 - Desligamento
Sugestões para
simplificação dos
eventos de SST no
eSocial
Primeiramente temos que lembrar
que o eSocial não altera legislação
e não pode fazer novas obrigações.
Deste modo, as obrigações de SST
que as empresas têm hoje são
apenas 3, ou seja: PPP, CAT e LRE
(treinamentos)
 PPP – o preenchimento deste documento, o qual deve ser
entregue ao trabalhador, o mesmo é preenchido com os
agentes nocivos relacionados no Decreto 3048/99 em seu
Anexo IV, apenas;
 CAT – este documento a empresa deve preencher e enviar
ao governo, através da CATWEB;
 LRE – Livro de Registro do Empregado, este será eliminado
pelo eSocial e, como algumas NRs pedem que o
treinamento seja informado no LRE e, o mesmo ter sido
substituído pelo eSocial, então temos que mandar este
treinamentos para o eSocial. Agora, o que devemos mandar
é apenas o nome do treinamento e, não diversas
informações que estão sendo solicitadas sobre o
treinamento.
Ainda temos a questão dos Riscos Ergonômicos e de
Acidentes/Mecânicos. Nesta questão, apesar de constar na IN
45 e atualmente na IN 77, a informação de que: “quando o
PPP for em meio digital, deveremos informar os Riscos
Ergonômicos e de Acidentes/Mecânicos”.
Ocorre que a relação destes riscos, constantes na Tabela 23,
não existem na nossa legislação e, também não tem uma
“régua” para avaliação dos mesmos. Deste modo, o que
poderia ser feito é uma pergunta: A empresa tem avaliação
dos riscos ergonômicos? Sim, Não ou Não Se Aplica. O
mesmo para Riscos de Acidentes/Mecânicos. Desta forma não
estaria solicitando informações que não contemplam a
legislação.
O evento S-1060 está solicitando informações que não existem
na nossa legislação. Desta forma o mesmo deve ser eliminado
e, algumas informações que constam no mesmo, podem ser
transferidas para o evento 2240.
 

Também temos a Tabela 27 que não existe na nossa legislação,


logo deve ser excluída.
 

Sobre a Tabela 29, que constem apenas os treinamentos


obrigatórios e que sejam solicitados os que constem no LRE.
 

As Tabelas 23 e 28, devem ser excluídas e, feita uma nova


Tabela com apenas os agentes de riscos constantes no Anexo
IV do Decreto 3048/99.
Atenda sua empresa antes de enviar as
informações ao eSocial. Faça a gestão
de seus processos e aplique o
PDCA – Planejar, Fazer, Checar e Agir

Para garantir a
Consistência de informação

GESTÃO - Equipe Multidisciplinar


OBRIGADO
Eng. Rogério Luiz Balbinot
• Engo de Segurança do Trabalho - CREA/RS 53.399 - MTE 18.460
• Membro dos Grupos de Trabalho do eSocial (GT-Confederativo e
GT-FENACON);
• Coordenador do Grupo de SST das Empresas Piloto no eSocial;
• Conselheiro do GEAT (CONTRAB / FIERGS);
• Presidente da ARES (Associação Sul-Rio-Grandense de Engenharia
de Segurança do Trabalho);
• Cel: (51) 98114.1188
• E-mail: rogerio@rsdata.inf.br

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