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SANEAMENTO

PROF. Regina coeli barquete santos gama


email: reginacoelibsg@gmail.com
ESGOTO SANITÁRIO
A ÁGUA ENCONTRADA NO MEIO AMBIENTE É
UM BEM EXTREMAMENTE PRECIOSO E PRESEN-
TE NO COTIDIANO DE CADA CIDADÃO. AFINAL,
LAVAR AS MÃOS,TOMAR BANHO,LAVAR A LOU-
ÇA E AS ROUPAS E USAR A DESCARGA DO VASO
SANITÁRIO SÃO AÇÕES QUE FAZEM PARTE DO
DIA A DIA DAS PESSOAS DE QUALQUER CIDADE.
TODA A ÁGUA QUE É ELIMINADA NESSE USO É
CHAMADA DE ESGOTO.
NESSE CONTEXTO, O SANEAMENTO BÁSICO,
ESPECIALMENTE AS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO
DE ESGOTO,SÃO FUNDAMENTAIS PARA GARAN-
TIR QUE ESSAS ÁGUAS SERVIDAS RETORNEM
PARA A NATUREZA DESPOLUÍDAS, CONTRIBU-
INDO COM A PREVENÇÃO DE DOENÇAS, A PRO-
MOÇÃO DA SAÚDE E A MELHORA DA QUALIDA-
DE DE VIDA DA COMUNIDADE.
DE MODO GERAL, O ESGOTO É FORMADO PELA
ÁGUA QUE,APÓS A UTILIZAÇÃO,TEM AS SUAS CARA-
CTERÍSTICAS NATURAIS ALTERADAS, TORNANDO-SE
IMPRÓPRIA PARA O USO.O ESGOTO PODE TER ORI-
GEM DOMÉSTICA, OU SEJA, AQUELE QUE É PRODU-
ZIDO PELA UTILIZAÇÃO DE ÁGUA EM ATIVIDADES DO
DIA A DIA DE UMA RESIDÊNCIA, COMO LAVAGEM
DE PEÇAS DE ROUPA E DE UTENSÍLIOS DE COZINHA,
LIMPEZA DE CÔMODOS, BANHO, DESCARGA DE VA-
SOS SANITÁRIOS E OUTROS.
IMAGEM ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO
A ÁGUA QUE ESCORRE PELOS RALOS DE ESTA-
BELECIMENTOS COMERCIAIS E DE INDÚSTRIAS
TAMBÉM CAI NA REDE DE ESGOTO E DEVE SER
TRANSPORTADA PARA RECEBER O DEVIDO TRA-
TAMENTO, POR MEIO DAS TUBULAÇÕES.
O OBJETIVO DO TRATAMENTO DO ESGOTO É REMO-
VER OS POLUENTES DA ÁGUA PREVIAMENTE USADA
PELA POPULAÇÃO, DE FORMA A DEVOLVÊ-LA AOS
CORPOS HÍDRICOS EM BOAS CONDIÇÕES E DE ACOR-
DO COM OS PARÂMETROS EXIGIDO PELOS ÓRGÃOS
AMBIENTAIS. PARA TANTO, FORAM CRIADAS AS ETES,
OU ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO. NESSES
LOCAIS,O ESGOTO PASSA POR DIVERSOS PROCESSOS,
QUÍMICOS, FÍSICOS E/OU BIOLÓGICOS, QUE GARAN-
TEM A RETIRADA DOS POLUENTES DE FORMA EFICAZ.
O QUE SÃO
ÁGUAS
RESIDUAIS?
É TODA A ÁGUA DESCARTADA PELAS ATIVIDADES
HUMANAS, VULGARMENTE DENOMINADA COMO
ESGOTO. APÓS A UTILIZAÇÃO HUMANA, A ÁGUA
APRESENTA SUAS CARACTERÍSTICAS NATURAIS AL-
TERADAS E COM UMA QUANTIDADE CONSIDERÁVEL
DE POLUENTES,SEJA PELO USO DOMÉSTICO, CO-
MERCIAL OU INDUSTRIAL, E A DEVOLUÇÃO DESTA
ÁGUA AO MEIO AMBIENTE DEVE PREVER O SEU DE-
VIDO TRATAMENTO A FIM DE EVITAR QUE ESTE SEJA
PREJUDICADO, BEM COMO A SAÚDE DAS PESSOAS.
A DEVOLUÇÃO DAS ÁGUAS RESIDUAIS AO MEIO
AMBIENTE DEVERÁ PREVER O SEU TRATAMEN-
TO, SEGUIDO DO LANÇAMENTO ADEQUADO NO
CORPO RECEPTOR QUE PODE SER UM RIO, UM
LAGO OU NO MAR ATRAVÉS DE UM EMISSÁRIO
SUBMARINO*.
POLEMICA:
EMISSÁRIOS
SUBMARINO
*O EMISSÁRIO SUBMARINO É UM EXEMPLO DE
TECNOLOGIA DE DESCARTE PENSADA PRINCI-
PALMENTE PARA CIDADES RICAS EM RECURSOS
HÍDRICOS. “O EMISSÁRIO É UM TUBO QUE
TRANSPORTA EFLUENTES DO LOCAL ONDE ELE É
RECOLHIDO PARA UM LOCAL DE DESCARTE”
IMAGEM EMISSÁRIO DE SANTOS
IMAGEM DE EMISSÁRIO SUBMARINO
“TEORICAMENTE, NÃO SE JOGA ESGOTO NO
MAR COM OS EMISSÁRIOS E SIM ÁGUA. O ES-
GOTO É 99% COMPOSTO DESSA SUBSTÂNCIA.
EM GERAL ELE PASSA POR UM PROCESSO DE
TRATAMENTO PRÉVIO QUE REMOVE ESSE 1%
QUE NÃO É ÁGUA. A OPÇÃO MAIS VIÁVEL EM
LOCAIS ONDE NÃO SE TEM CARÊNCIA HÍDRICA É
DESCARTAR ESSE EFLUENTE DE VOLTA PARA A
NATUREZA”,
IMAGEM DE EMISSÁRIO SUBMARINO
VÍDEO
EMISSÁRIO
SUBMARINO
A TECNOLOGIA DE EMISSÁRIOS SUBMARINOS É UTI-
LIZADA EM DIVERSOS PAÍSES NO MUNDO COMO,
POR EXEMPLO, A INGLATERRA, QUE POSSUI EM SUA
COSTA MAIS DE DOIS MIL EMISSÁRIOS. O BRASIL
POSSUI APENAS VINTE DELES LOCALIZADOS PRINCI-
PALMENTE EM REGIÕES COSTEIRAS. A CIDADE DE
SANTOS, SITUADA NO LITORAL DE SÃO PAULO, TEVE
SEU EMISSÁRIO INAUGURADO EM 1978 POR SER A
MELHOR OPÇÃO PARA O ESCOAMENTO DE ESGOTO
PARA A REGIÃO.
AS ÁGUAS RESIDUAIS PODEM SER TRANSPOR-
TADAS POR TUBULAÇÕES DIRETAMENTE OU
LEVADA ÀS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO, E DE-
POIS DE TRATADA, DEVOLVIDO AOS CURSOS
D’ÁGUA.
OS DEJETOS HUMANOS PODEM SER VEÍCULOS
DE GERMES PATOGÊNICOS DE VÁRIAS DOEN-
ÇAS, ENTRE AS QUAIS FEBRE TIFÓIDE E PARATI-
FÓIDE, DIARRÉIAS INFECCIOSAS.
POR CAUSA DA FALTA DE MEDIDAS PRÁTICAS DE SA-
NEAMENTO E DE EDUCAÇÃO SANITÁRIA, GRANDE
PARTE DA POPULAÇÃO TENDE A LANÇAR OS DEJE-
TOS DIRETAMENTE SOBRE O SOLO, CRIANDO, DESSE
MODO, SITUAÇÕES FAVORÁVEIS A TRANSMISSÃO DE
DOENÇAS. SOB O ASPECTO SANITÁRIO, O DESTINO
ADEQUADO DOS DEJETOS HUMANOS VISA, FUNDA-
MENTALMENTE, AO CONTROLE E À PREVENÇÃO DE
DOENÇAS A ELES RELACIONADAS.
CONCEITO DE
BALNEABILIDADE
BALNEABILIDADE É A MEDIDA DAS CONDIÇÕES
SANITÁRIAS DAS ÁGUAS DESTINADAS À RECRE-
AÇÃO DE CONTATO PRIMÁRIO. A BALNEABILI-
DADE É FEITA CONFORME A RESOLUÇÃO CONA-
MA 274 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2000, APÓS 5
SEMANAS DE COLETAS E ANÁLISES MICROBIO-
LÓGICAS PARA COLIFORMES FECAIS, ESCHERI-
CHIA COLI E/OU ENTEROCOCOS, NOS DIAS E
LOCAIS DE MAIOR AFLUÊNCIA DO PÚBLICO.
Categorias de Balneabilidade Limite de Coliformes Fecais (nmp/100 ml)
Excelente: Máximo de 80% ou mais de um conjunto de 5 amostras, co-
lhidas num mesmo local, em 5 semanas anteriores, houver no máximo,
250 coliformes fecais ou 200 Escherichia coli ou 25 enterococos por 100
mililitros.
Muito Boa:Máximo de 80% ou mais de um conjunto de 5 amostras, co-
lhidas num mesmo local, em 5 semanas anteriores, houver no máximo,
500 coliformes fecais ou 400 Escherichia coli ou 50 enterococos por 100
mililitros.
Satisfatória: Máximo de 80% ou mais de um conjunto de 5 amostras,
colhidas num mesmo local, em 5 semanas anteriores, houver no máxi-
mo, 1000 coliformes fecais ou 800 Escherichia coli ou 100 enterococos
por 100 mililitros.
Imprópria: Não enquadramento em nenhuma das categorias
anteriores, por terem ultrapassado os índices bacteriológicos
nelas admitidos. Valor obtido na última amostragem for supe-
rior a 2500 coliformes fecais ou 2000 Escherichia coli ou 400
enterococos por 100 mililitros. Incidência elevada ou anormal,
na Região de enfermidades transmissíveis por via hídrica, indi-
cada pelas autoridades sanitárias.
IMAGEM ESGOTO SEM TRATAMENTO
DE MODO GERAL, É POSSÍVEL DIZER QUE O FOCO DO
TRATAMENTO DOS ESGOTOS É CONTRIBUIR COM A
SAÚDE DA POPULAÇÃO E PRESERVAR O MEIO AMBI-
ENTE, ESPECIALMENTE GARANTINDO A QUALIDADE
DAS ÁGUAS DE LAGOAS,RIOS,MARES E ATÉ DE RESER-
VATÓRIOS SUBTERRÂNEOS. ISSO É IMPORTANTE PARA
GARANTIR A SUSTENTABILIDADE DESSE RECURSO, QUE
É FINITO, PARA TODA A COMUNIDADE BIÓTICA QUE
DEPENDE DELE, BEM COMO OFERECER MELHORES
CONDIÇÕES DE VIDA PARA AS PESSOAS.
VÍDEO
COMO SERÁ – ESTAÇÃO
DE TRATAMENTO DE
ESGOTO
E QUANDO NÃO
EXISTIA
SANEAMENTO?
A grande maioria das casas não contava com banheiros,
instalação sanitária e até mesmo água corrente. Assim,
usavam os recipientes conhecidos como penico podendo
ser de metal, ágata e louça. Principalmente durante a
noite, eles ficavam embaixo das camas e era lá que os
moradores faziam as suas necessidades.
No dia seguinte, nas antigas cidades, os penicos eram
esvaziados, geralmente em grandes tonéis e, quando
esses enchiam, era hora de recolhê-los para retirar das
residências.
E quem realizava essa função? Os
escravos da propriedade que
ficaram conhecidos com o nome
de “tigres”.
IMAGEM ESCRAVOS TIGRES
Esses tonéis eram carregados nas costas, na cabeça e
eram levados para o lugar onde despejavam os dejetos
dos moradores. Que lugares eram esses? Geralmente o
mar, algum rio ou lagoas.
Ao carregar esses tonéis, principalmente nas costas, onde con-
tinha uréia e amônia, muitas vezes acontecia algum vazamen-
to, deixando sobre a pele negra marcas brancas, semelhantes
com as listras. Assim, devido a essa reação química, essas
marcas lembravam a semelhança com o animal tigre.
As pessoas ao verem esses trabalhadores exercendo essa
função, se afastavam dos mesmos devido ao cheiro desses
tonéis e pelo medo de que algum acidente pudesse acontecer,
Assim, os “tigres” eram, de certa forma, evitados o máximo
possível.
EVOLUÇÃO DO
VASO SANITÁRIO
NA ROMA-ANTIGA, ERA COMUM OS BANHEIROS
ERAM COLETIVOS PARA REALIZAR DEBATES, BAN-
QUETES E ENCONTROS CÍVICOS. AS LATRINAS COLE-
TIVAS ERAM INSTALADAS EM GRANDES BANCADAS
DE PEDRA FURADAS POR ONDE CAIAM OS DEJETOS.
SOB ESSAS BANCADAS PASSAVAM CANAIS DE ÁGUA
CORRENTE QUE LEVAVAM ESSES DEJETOS PARA RIOS
DISTANTES DA CIDADE
VASOS COLETIVOS EM ROMA
A INVENÇÃO DO VASO SANITÁRIO NÃO FOI
FRUTO DE APENAS UMA PESSOA, MAS SIM DE
UM DESENVOLVIMENTO DE IDEIAS COM DIREI-
TO ATÉ A ACUSAÇÃO DE ROUBO. EM 1596, O
INGLÊS JOHN HARRINGTON, AFILHADO DA ELI-
ZABETH I, DESENVOLVEU UMA PRIVADA COM
VÁLVULAS QUE QUANDO ACIONADAS LIBERA-
VAM ÁGUA PARA O VASO SANITÁRIO.
TRONOS DE MADEIRA COM COLETORES DE DEJETOS
FORAM OS PRECURSORES DOS VASOS SANITÁRIOS
EVOLUÇÃO DO VASO SANITÁRIO
EVOLUÇÃO DO VASO SANITÁRIO
IMAGEM EVOLUÇÃO DAS BACIAS SANITÁRIAS
COMO SURGIRAM
AS ESTAÇÕES DE
TRATAMENTO DE
ESGOTO NO BRASIL?
A VINDA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA, EM
1808, FAVO-RECEU A DISSEMINAÇÃO DA CULTU-
RA EUROPEIA NO BRASIL, O QUE INCLUÍA A
PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE PÚBLICA E O SA-
NEAMENTO BÁSICO. DESSA FORMA, UM ANO
APÓS A CHEGADA DA CORTE, CRIOU-SE O CAR-
GO DE PROVEDOR-MOR DA SAÚDE DA CORTE E
ESTADO DO BRASIL.
ESSE FUNCIONÁRIO ERA RESPONSÁVEL POR
FISCALIZAR AS QUARENTENAS DOS NAVIOS QUE
CHEGAVAM AOS PORTOS DO RIO DE JANEIRO E
VERIFICAR AS CONDIÇÕES DE ARMAZENAMEN-
TO DE MANTIMENTOS E ALIMENTOS, POR
EXEMPLO
IMAGEM DO PROVEDOR MOR DA SAUDE E DA CORTE E FAMÍLIA
O OBJETIVO DESSE SERVIÇO ERA BASICAMENTE
EVITAR A PROPAGAÇÃO DE DOENÇAS ENTRE OS
CIDADÃOS. PARA POTENCIALIZAR ESSE EFEITO,
CRIOU-SE A JUNTA DE HIGIENE PÚBLICA, EM
1850. ESSE ÓRGÃO TINHA A FUNÇÃO DE UNIFI-
CAR OS SERVIÇOS SANITÁRIOS DO IMPÉRIO.
DESSA FORMA,DURANTE ESSE PERÍODO OCOR-
RERAM AS PRIMEIRAS MEDIDAS SANITÁRIAS DE
GRANDE IMPORTÂNCIA NO PAÍS.
JÁ EM MEADOS DO SÉCULO XIX, DOM PEDRO II
IMPLEMENTOU O SERVIÇO DE LIMPEZA DAS
RESIDÊNCIAS DO RIO DE JANEIRO E DO ESGOTO
DAS ÁGUAS PLUVIAIS. NESSA ÉPOCA, O SISTE-
MA DE ESGOTOS COMPREENDIA DUAS REDES
SEPARADAS, SENDO UMA PARA ÁGUAS PLUVI-
AIS E OUTRA PARA OS REJEITOS SANITÁRIOS
SOMADO À CONTRIBUIÇÃO PLUVIAL DE PÁTIOS
INTERNOS E TELHADOS.
TANQUES DE DESINFECÇÃO DA BARRA
AS OBRAS FORAM INAUGURADAS EM 1864, E
MARCAM O INÍCIO DO USO DE ESTAÇÕES DE
TRATAMENTO DE ESGOTO NO BRASIL. NA ÉPO-
CA, ELAS ERAM CONSTITUÍDAS POR TANQUES
DE FERRO DE GRANDES PROPORÇÕES, ABERTOS
E COM GRADES DE BARRAS, QUE RECEBIAM O
ESGOTO SANITÁRIO DA POPULAÇÃO.A LIMPEZA
ERA FEITA DE FORMA MANUAL, COM UTENSÍ-
LIOS SEMELHANTES A GRANDES PENEIRAS.
ALÉM DISSO,O ESGOTO DESSES TANQUES RECE-
BIA UM TRATAMENTO QUÍMICO DE CAL E SUL-
FATO DE ALUMÍNIO, QUE AGIAM COMO REDU-
TORES DE ODORES E ACELERAVAM A DECANTA-
ÇÃO DO MATERIAL EM SUSPENSÃO. APÓS ESSE
TRATAMENTO PRIMÁRIO, O ESGOTO FINAL DA
ESTAÇÃO ERA LANÇADO NO MAR.
NO PRINCÍPIO DA DÉCADA DE 1880, O GOVERNO PROVINCIAL JÁ HAVIA
CONTRATADO O ENGENHEIRO GUSTAVO ADOLPHO WURFFBAIN PARA
LEVANTAR ESTUDOS SOBRE OS TRABALHOS NECESSÁRIOS PARA UM
BOM SISTEMA DE CANALIZAÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL E DE ESGOTOS. A
DIRETORIA GERAL DE OBRAS PÚBLICAS SUBSIDIOU OS ESTUDOS DE
WURFFBAIN, ENTREGANDO-LHE O QUE FOSSE NECESSÁRIO, COMO POR
EXEMPLO NÍVEL E OUTROS INSTRUMENTOS (DGOP, 1883). EM AGOSTO
DE 1884 OS ESTUDOS ESTAVAM TERMINADOS: "TENHO A HONRA DE
PASSAR ÀS MÃOS DE V. EXCIA A PLANTA TOPOGRÁFICA E TUDO MAIS
RELATIVO AOS PROJETOS DE ENCANAMENTO D'ÁGUA POTÁVEL E CANOS
DE ESGOTOS DESTA CAPITAL, DE CUJO SERVIÇO DIGNOU-SE V. EXCIA DE
INCUMBIR-ME" (WURFFBAIN, 13 AGO. 1884).
VÍDEO
IMPORTÂNCIA DO
ESGOTAMENTO
SANITÁRIO
A PARTIR DOS ANOS 40, SE INICIOU A COMER-
CIALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO.
SURGEM ENTÃO AS AUTARQUIAS E MECANIS-
MOS DE FINANCIAMENTO PARA O SANEAMEN-
TO, COM INFLUÊNCIA DO SERVIÇO ESPECIAL DE
SAÚDE PÚBLICA (SESP), HOJE DENOMINADA
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE (FUNASA).
EM MEADOS DA DÉCADA DE 50, OS INVESTI-
MENTOS EM TRATAMENTO DE ESGOTO COME-
ÇARAM A AUMENTAR DE FORMA PONTUAL.
NAS DÉCADAS DE 70 E 80 HOUVE UM INVESTI-
MENTO AINDA MAIOR, MOTIVADO POR DIVER-
SOS ESTUDOS SOBRE A REDUÇÃO DA TAXA DE
MORTALIDADE A PARTIR DO SANEAMENTO.
COM ISSO, CRIARAM-SE DIRETRIZES DE IMPLE-
MENTAÇÃO, MEDIDAS E INFRAESTRUTURAS
PARA O SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL. EM
1971, FOI INSTITUÍDO O PLANO NACIONAL DE
SANEAMENTO (PLANASA), COM FOCO PRINCI-
PALMENTE NA EXPANSÃO DO SERVIÇO DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA.
OUTRO MARCO DO SANEAMENTO NO PAÍS FOI A LEI
FEDERAL 11.445, EDITADA EM 2007 E CONHECIDA
COMO O MARCO LEGAL DO SANEAMENTO BÁSICO,
COM DIRETRIZES PARA VIABILIZAR OS AVANÇOS
NECESSÁRIOS PARA O SETOR. POR MEIO DESSA LEI,
TAMBÉM CHAMADA DE LEI NACIONAL DO SANEA-
MENTO BÁSICO, FOI ELABORADO O PLANO NACIO-
NAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PLANSAB), PUBLI-
CADO EM 2013, QUE PROJETOU A UNIVERSALIZA-
ÇÃO DOS SERVIÇOS PARA 2033.
AO LONGO DESSES ANOS, OS SISTEMAS DE TRATA-
MENTO DE ESGOTO PASSARAM POR AVANÇOS E
NOVAS TECNOLOGIAS FORAM IMPLEMENTADAS.
APESAR DISSO, É EVIDENTE QUE EM QUASE 50
ANOS, O CENÁRIO DO SANEAMENTO NO PAÍS POU-
CO EVOLUIU. SEGUNDO DADOS DO SISTEMA NACIO-
NAL DE INFORMAÇÕES SOBRE SANEAMENTO (SNIS)
COLETADOS EM 2017, 47,6% DA POPULAÇÃO AINDA
NÃO TEM COLETA DE ESGOTO E 55% DO ESGOTO
GERADO NÃO É TRATADO NO PAÍS.
CLASSIFICAÇÃO
DOS ESGOTOS
OS ESGOTOS SÃO CLASSIFICA-
DOS EM DOIS GRUPOS PRINCI-
PAIS:
-ESGOTOS SANITÁRIOS;
-ESGOTOS INDUSTRIAIS.
ESGOTOS SANITÁRIOS: SÃO CONSTITUÍDOS DE
DESPEJOS DOMÉSTICOS,UMA PARCELA DE ÁGUA
DE CHUVA,ÁGUA DE INFILTRAÇÃO E EVENTUAL-
MENTE UMA PARCELA NÃO SIGNIFICATIVA DE
ESGOTOS INDUSTRIAIS COM CARACTERÍSTICAS
BEM DEFINIDAS.
DE ACORDO COM A ABNT – NBR 7229/93,ESGO-
TO SANITÁRIO VEM A SER ÁGUA RESIDUÁRIA
COMPOSTA DE ESGOTO DOMÉSTICO, DESPEJO
INDUSTRIAL ADMISSÍVEL AO TRATAMENTO
CONJUNTO COM O ESGOTO DOMÉSTICO E A
ÁGUA DE INFILTRAÇÃO.
ESGOTOS INDUSTRIAIS: SÃO BASTANTES DIVER-
SIFICADOS, DEPENDENDO DO TIPO DE INDÚS-
TRIA EMISSORA.
ESGOTOS DOMÉSTICOS PROVÊM PRINCIPALMENTE
DE RESIDÊNCIAS, EDIFÍCIOS COMERCIAIS, INSTITUI-
ÇÕES OU QUAISQUER EDIFICAÇÕES QUE CONTE-
NHAM INSTALAÇÕES DE BANHEIROS, LAVANDERIAS,
COZINHAS OU QUALQUER DISPOSITIVO DE UTILIZA-
ÇÃO DE ÁGUA PARA FINS DOMÉSTICOS. COMPÕE-SE
ESSENCIALMENTE DE ÁGUA DE BANHO, URINA, FE-
ZES, PAPEL, RESTOS DE COMIDA, SABÃO, DETER-
GENTE E ÁGUAS DE LAVAGEM.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS ESGOTOS
DOMÉSTICOS:

-MATÉRIA SÓLIDA;
-TEMPERATURA;
-ODOR;
-COR;
-TURBIDEZ.
MATÉRIA SÓLIDA: ESSA CARACTERÍSTICA É A
MAIS IMPORTANTE EM TERMOS DE DIMENSIO-
NAMENTO E CONTROLE DE OPERAÇÃO DAS
UNIDADES DE TRATAMENTO. A REMOÇÃO DE
MATÉRIA SÓLIDA É QUE VAI DETERMINAR UMA
SÉRIE DE OPERAÇÕES UNITÁRIAS DE TRATA-
MENTO, AINDA QUE REPRESENTE APENAS CER-
CA DE 0,1% DOS ESGOTOS.
ODOR:
-DE MOFO: RAZOAVELMENTE SUPORTÁVEL,
TÍPICO DE ESGOTO NOVO;
-DE OVOS PODRES: TÍPICOS DE ESGOTO VELHO
OU SÉPTICO, DEVIDO À FORMAÇÃO DO GÁS
SULFÍDRICO.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS:
A ORIGEM DOS ESGOTOS PERMITE CLASSIFICAR
AS CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS GRANDE GRU-
POS: DA MATÉRIA ORGÂNICA E DA MATÉRIA
INORGÂNICA.
MATÉRIA ORGÂNICA: SÃO OS SÓLIDOS VOLÁ-
TEIS (70% DOS SÓLIDOS DOS ESGOTOS), UMA
COMBINAÇÃO DE CARBONO, OXIGÊNIO, HIDRO-
GÊNIO, NITROGÊNIO, COMPREENDENDO: COM-
POSTOS DE PROTEÍNAS (40 A 60%);
CARBOIDRATOS (25 A 50%) E GORDURAS (10%).
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS: MATÉRIA ORGÂNICA.
PROTEÍNAS:SÃO PRODUTOS DE NITROGÊNIO E CON-
TÊM CARBONO, HIDROGÊNIO, NITROGÊNIO, OXIGÊ-
NIO, FÓSFORO, ENXOFRE E FERRO. AS PROTEÍNAS
SÃO OS PRINCIPAIS CONSTITUINTES DO ORGANIS-
MO HUMANO E ANIMAL, MAS OCORRO TAMBÉM
EM PLANTAS. O GÁS SULFÍDRICO DOS ESGOTOS É
PROVENIENTE DO ENXOFRE PRESENTE NAS PROTE-
ÍNAS.
CARBOIDRATOS: CONTÊM CARBONO, HIDRO-
GÊNIO E OXIGÊNIO. SÃO AS PRIMEIRAS SUBS-
TÂNCIAS A SEREM DESTRUÍDAS PELAS BACTÉ-
RIAS COM PRODUÇÃO DE ÁCIDO ORGÂNICO,
(ORIGINANDO A ACIDEZ DOS ESGOTOS VELHOS)
ENTRE OS CARBOIDRATOS TEMOS: AMIDO, FA-
RINHA, AÇÚCARES, E GLICOSE.
GORDURA: ESTÃO PRESENTES NOS ESGOTOS DO-
MÉSTICOS PROVENIENTE DO USO DE ÓLEOS, MAN-
TEIGAS, DAS CARNES ETC. PRODUZEM ODORES DE-
SAGRADÁVEIS, ADEREM ÀS PAREDE DA TUBULAÇÃO
DIMINUINDO A SEÇÃO ÚTIL, INIBEM A VIDA BIOLÓ-
GICA DAS BACTÉRIAS QUE DECOMPÕE OS ESGOTOS.
NÃO DEVE SER ACEITA NA REDE NA FORMA DE
ÓLEOS MINERAIS DERIVADOS DE PETRÓLEO (ÓLEOS,
LUBRIFICANTES, QUEROSENES, ÓLEO DIESEL).
CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: OS PRINCIPAIS
ORGANISMOS ENCONTRADOS NOS ESGOTOS
SÃO:

-BACTÉRIAS;
-FUNGOS;
-PROTOZOÁRIOS;
-VÍRUS.
BACTÉRIAS: CONSTITUEM O ELEMENTOS MAIS
IMPORTANTE POR SEREM RESPONSÁVEIS PELA
DECOMPOSIÇÃO E ESTABILIZAÇÃO DA MATÉRIA
ORGÂNICA, TANTO NA NATUREZA, QUANTO
NAS UNIDADES DE TRATAMENTO. AS BACTÉRIAS
COLIFORMES SÃO TÍPICAS DO INTESTINO DO
HOMEM E ESTÃO SEMPRE PRESENTES NO EX-
CREMENTO HUMANO (100 A 400 BILHÕES DE
COLIFORMES/ PESSOA/ DIA)
CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICA: A QUANTIDADE DE
MATÉRIA ORGÂNICA NOS ESGOTOS PODE SER IDEN-
TIFICADA INDIRETAMENTE PELA DETERMINAÇÃO E
LABORATÓRIO, DA DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXI-
GÊNIO (DBO), OU SEJA DA QUANTIDADE DE OXIGÊ-
NIO NECESSÁRIA PARA OXIDAR OU QUEIMAR A MA-
TÉRIA ORGÂNICA DOS ESGOTOS.
NO BRASIL CONSIDERA-SE QUE CADA PESSOA CON-
TRIBUA COM 54G DE DBO POR DIA.
VÍDEO
SANEAMENTO BÁSICO
NO BRASIL
O QUE É DBO?
A DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (DBO) COR-
RESPONDE À QUANTIDADE DE OXIGÊNIO CONSUMI-
DA POR MICRORGANISMOS PRESENTES EM UMA
CERTA AMOSTRA DE EFLUENTE (COMO O ESGOTO
DOMÉSTICO E O INDUSTRIAL).COMO ESSES MICROR-
GANISMOS REALIZAM A DECOMPOSIÇÃO DA MATÉ-
RIA ORGÂNICA NO MEIO AQUÁTICO,SABER A QUAN-
TIDADE DESSE GÁS É UMA FORMA EFETIVA DE ANA-
LISAR O NÍVEL DE POLUIÇÃO EXISTENTE NESSE
MEIO.
A DECOMPOSIÇÃO BIOLÓGICA GERA A DEMAN-
DA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO,E ISSO TEM UMA
FUNÇÃO FUNDAMENTAL NO MEIO AMBIENTE,
POIS A DEGRADAÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA
DEVOLVE À NATUREZA SEUS ELEMENTOS E
SUBSTÂNCIAS.
ENTRETANTO,COMO A GRANDE MAIORIA DAS
CIDADES LANÇA SEU ESGOTO EM RIOS,É IM-
PORTANTE HAVER UM EQUILÍBRIO NA DBO DES-
SES EFLUENTES, QUE PODE SER CONSEGUIDO
DA SEGUINTE FORMA: DEVE-SE PREOCUPAR
COM A RELAÇÃO ENTRE A VAZÃO DE ÁGUA E A
QUANTIDADE DE ESGOTO LANÇADA; INTENSI-
FICAR A AREAÇÃO, ISTO É, A QUANTIDADE DE
OXIGÊNIO DISSOLVIDO NA ÁGUA.
A DBO E A QUALIDADE DAS ÁGUAS
A DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO É UTI-
LIZADA PARA DETERMINAR O NÍVEL DE POLUI-
ÇÃO DAS ÁGUAS.CONSIDERAM-SE POLUÍDAS AS
ÁGUAS QUE APRESENTAM UMA BAIXA CONCEN-
TRAÇÃO DE OXIGÊNIO DISSOLVIDO, PORTANTO,
COM ALTA DBO, JÁ QUE ESSA SUBSTÂNCIA É
UTILIZADA NA DECOMPOSIÇÃO DE COMPOSTOS
ORGÂNICOS.
AS ÁGUAS NÃO POLUÍDAS OU LIMPAS,POR SUA
VEZ, TÊM ELEVADAS CONCENTRAÇÕES DE OXI-
GÊNIO DISSOLVIDO, BAIXA DBO, BEIRANDO O
PONTO DE SATURAÇÃO.
A DBO E O TRATAMENTO DO ESGOTO

EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO, A DBO


É UM PARÂMETRO UTILIZADO PARA VERIFICAR A
EFICIÊNCIA NA DECOMPOSIÇÃO DE MATÉRIA ORGÂ-
NICA, POIS, SE A DBO ESTÁ ELEVADA, QUER DIZER
QUE A MATÉRIA ORGÂNICA ESTÁ SENDO CONSUMI-
DA. DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO, A DBO MÁXI-
MA NO ESGOTO DEVE SER DE 60 MG/L.
ASSIM, DE UMA FORMA GERAL, A DEMANDA BIO-
QUÍMICA DE OXIGÊNIO ATUA COMO UM INDICADOR
DE POLUIÇÃO DAS ÁGUAS. QUANTO MAIOR A QUAN
TIDADE DE EFLUENTES LANÇADOS EM UM CURSO DE
ÁGUA, MAIOR SERÁ A QUANTIDADE DE MATÉRIA
ORGÂNICA, O QUE FAVORECERÁ UM GRANDE CON-
SUMO DE GÁS OXIGÊNIO (O2) POR PARTE DOS MI-
CRORGANISMOS, ELEVANDO A DBO E PREJUDICAN-
DO OS SERES VIVOS AERÓBIOS.
VÍDEO
DEMANDA
BIOQUÍMICA
DE OXIGÊNIO
O QUE SÃO:
ÁGUA CINZA,
ÁGUA NEGRA E
ÁGUA AMARELA?
AGUA CINZA É O EFLUENTE QUE TEM ORIGEM
NAS MÁQUINAS DE LAVAR, CHUVEIROS E PIAS
DE BANHEIRO; JÁ A ÁGUA NEGRA É AQUELA
PROVENIENTE DE VASOS SANITÁRIOS. AMBOS
OS TIPOS SÃO CONSIDERADOS EFLUENTES QUE
COMPÕEM O ESGOTO DOMÉSTICO, MAS ELES
SÃO DIFERENCIADOS PELO LOCAL DE GERAÇÃO
E PELA COMPOSIÇÃO E PODEM SER REAPRO-
VEITADOS.
IMAGEM ÁGUAS NEGRAS E CINZAS
AINDA EXISTEM ALGUMAS REFERÊNCIAS QUE UTILI-
ZAM O TERMO ÁGUA AMARELA PARA EFLUENTES
CONTENDO SOMENTE URINA.
O EFLUENTE QUE CONTÉM FEZES, URINAS E PAPEL
HIGIÊNICO É GERADO NO BANHEIRO DAS RESIDÊN-
CIAS E APRESENTA MICRORGANISMOS PATOGÊNI-
COS QUE PRECISAM SER RETIRADOS POR TRATA-
MENTO,POIS PODEM PREJUDICAR A SAÚDE HUMA-
NA E O MEIO AMBIENTE.
ALGUMAS DEFINIÇÕES TAMBÉM CLASSIFICAM CO-
MO SENDO ÁGUA NEGRA AS ÁGUAS PROVENIENTES
DA COZINHA, DEVIDO À ALTA CONCENTRAÇÃO DE
MATÉRIA ORGÂNICA E DE ÓLEOS PRESENTE NO
EFLUENTE.
ESSA DIFERENCIAÇÃO ENTRE CORES É IMPORTANTE
POIS FACILITA A CARACTERIZAÇÃO E O TRATAMENTO
FINAL DO EFLUENTE: A ÁGUA CINZA NECESSITA DE
UM TRATAMENTO MAIS SIMPLES,JÁ A ÁGUA NEGRA
PRECISA DE UM TRATAMENTO MAIS COMPLEXO.
A SEGREGAÇÃO DE CADA TIPO DE EFLUENTE NA
FONTE DE GERAÇÃO PERMITE O TRATAMENTO
ADEQUADO DOS EFLUENTES, SENDO A SOLU-
ÇÃO PARA MELHORAR EFICIÊNCIA NO REÚSO
DA ÁGUA. MUDANÇAS NA ESTRUTURA HIDRÁU-
LICA SÃO NECESSÁRIAS, PORTANTO, PARA SEPA-
RAR AS DUAS PRINCIPAIS CORES DE ÁGUA, IM-
PEDINDO QUALQUER CONTATO ENTRE ELAS.
COMO A ÁGUA PROVENIENTE DOS BANHOS, MÁ-
QUINAS DE LAVAR E PIAS DE BANHEIRO REPRESEN-
TAM A MAIOR PARCELA DOS EFLUENTES DOMÉSTI-
COS, A SEPARAÇÃO DOS DOIS TIPOS DE EFLUENTES
DIMINUI CONSIDERAVELMENTE O VOLUME DE ES-
GOTO, PERMITINDO QUE AS ESTAÇÕES DE TRATA-
MENTO POSSAM SER MAIS COMPACTAS E DESCEN-
TRALIZADAS.
IMAGEM ÁGUAS CINZAS
EXISTEM DIVERSOS TIPOS DE TRATAMENTO PARA O
REUSO DA ÁGUA NEGRA E CINZA. OS TRATAMENTOS
FÍSICOS CONSISTEM NA APLICAÇÃO DE FILTROS PA-
RA RETIRAR PARTÍCULAS SÓLIDAS. OS TRATAMEN-
TOS FÍSICO-QUÍMICOS UTILIZAM FILTROS E PRODU-
TOS QUÍMICOS PARA COAGULAÇÃO, FLOCULAÇÃO
OU DESINFECÇÃO. OS SISTEMAS BIOLÓGICOS SÃO
PROCESSOS NATURAIS EM QUE OS MICRORGANIS-
MOS DEGRADAM A MATÉRIA ORGÂNICA, TAIS PRO-
CESSOS PODEM SER ACELERADOS.
DENTRO DE CADA TIPO DE TRATAMENTO EXIS-
TEM DIVERSAS TECNOLOGIAS PARA O TRATA-
MENTO DAS ÁGUAS NEGRAS E CINZAS. AINDA
NÃO É MUITO COMUM O TRATAMENTO EM
CASA DA ÁGUA NEGRA, DEVIDO À PERICULOSI-
DADE E À COMPLEXIDADE DE ETAPAS NO TRA-
TAMENTO. PORTANTO, O MAIS COMUM É O
DESCARTE DESSE EFLUENTE NA REDE COLETORA
DE ESGOTO.
JÁ O REÚSO DAS ÁGUAS CINZAS É MAIS SIM-
PLES - EXISTE A POSSIBILIDADE DE IMPLANTA-
ÇÃO DE UM SISTEMA DE TRATAMENTO NA PRÓ-
PRIA RESIDÊNCIA. EXISTEM EMPRESAS ESPECIA-
LIZADAS QUE PROJETAM A ESTAÇÃO DE TRATA-
MENTO DE ÁGUA CINZA (ETAC) COMPACTAS
COM O PROCESSO MAIS ADEQUADO DE ACOR-
DO COM O VOLUME DE EFLUENTE GERADO E
FINALIDADE DE REÚSO.
UM GRANDE PROBLEMA É A FALTA DE UMA LEGISLA-
ÇÃO FEDERAL SOBRE ÁGUA DE REÚSO,O QUE DIFICUL-
TA A PADRONIZAÇÃO DE TRATAMENTO E OS PARÂME-
TROS FINAIS A SEREM ALCANÇADOS. A NBR 13969 DE
1997 REGULAMENTA O REUSO DO ESGOTO DOMÉSTI-
CO TRATADO, OU SEJA, DA ÁGUA NEGRA. PORÉM DIZ
QUE AS ÁGUAS GERADAS NAS MÁQUINAS DE LAVAR
PODEM SER UTILIZADAS NA DESCARGA DE VASOS SA-
NITÁRIOS APÓS PASSAR APENAS POR UM PROCESSO
DE DESINFECÇÃO (QUE PODE SER A SIMPLES ADIÇÃO
OUTROS PARÂMETROS DA QUALIDADE ÁGUA
SÃO APRESENTADOS DEPENDENDO DO USO E
CONTATO COM O USUÁRIO.ISSO LEVANTA
QUESTÕES COMO:A ÁGUA CINZA REALMENTE
NECESSITA DE TRATAMENTO PARA SER REU-
TILIZADA PARA FINS NÃO POTÁVEIS?
O MANUAL DO IPT, SOBRE O REÚSO DESSE TIPO
DE ÁGUA EM SITUAÇÕES EMERGENCIAIS, ORI-
ENTA OS USUÁRIOS A COLETAREM A ÁGUA DO
BANHO E DA MÁQUINA DE LAVAR E TRATAREM
SOMENTE COM ÁGUA SANITÁRIA E REUTILIZÁ-
LAS PARA FINS NÃO POTÁVEIS, COMO LAVAGEM
DE CARROS E PISOS, IRRIGAÇÃO DE JARDINS E
DESCARGA EM BACIAS SANITÁRIAS COM O MÍ-
NIMO DE CONTATO POSSÍVEL COM A ÁGUA.
VÍDEO
COMO UTILIZAR ÁGUA
DE PIAS PARA REUSO
PANORAMA DO
ESGOTO NO
BRASIL
SISTEMA DE ESGOTO – CUSTO DE IMPLANTAÇÃO
Coletor
tronco
Interceptor e
Tratamento Emissário
15% 10%

Rede e
Estação
Ligação
Elevatória
74%
1%
SISTEMA DE ESGOTO- CUSTO DE IMPLANTAÇÃO
SISTEMA DE
COLETA E
TRANSPORTE
DOS ESGOTOS
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS:

-INDIVIDUAL;
-COLETIVO.
INDIVIDUAL: CARACTERIZADO PELA COLETA
E/OU TRATAMENTO DE PEQUENA CONTRIBUI-
ÇÃO DE ESGOTO SANITÁRIO PROVENIENTE DE
IMÓVEIS DOMICILIARES, COMERCIAIS E PÚBLI-
COS DE LOCAIS NORMALMENTE DESPROVIDOS
DE COLETA DE ESGOTO.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS ESGO-
TOS INDIVIDUAL:

-FOSSA SECA;
-FOSSA SECA ESTANQUE;
-BANHEIRO SECO;
-BACIA DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO;
-FOSSA BIODIGESTORA.
FOSSA SECA
A FOSSA SECA CONSTITUI-SE DE UMA ESCAVAÇÃO FEITA
NO TERRENO, COM OU SEM REVESTIMENTO, A DEPEN-
DER DA COESÃO DO SOLO, DE UMA LAJE DE TAMPA COM
UM ORIFÍCIO QUE SERVE DE PISO E DE UMA CASINHA PA-
RA SUA PROTEÇÃO E ABRIGO DO USUÁRIO. TAL DISPOSI-
TIVO CONSTITUI UMA SOLUÇÃO SANITÁRIA INDIVIDUAL,
PRECÁRIA, PARA ADOÇÃO EM LOCAIS ONDE NÃO EXISTA
REDE DE ÁGUA POTÁVEL, COM CONSEQUENTE AUSÊNCIA
DE UM SISTEMA ORGANIZADO DE COLETA DE ESGOTOS
SANITÁRIOS
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS INDIVIDUAL: FOSSA SECA.

-EDIFICAÇÕES SEM INSTALAÇÕES HIDRÁULICA.


-PROFUNDIDADE: CONDIÇÕES DE ESCAVAÇÕES
DO SOLO E NÍVEL DO LENÇOL FREÁTICO.
-AFASTAMENTO DA CASA COM CERCA DE 15M.
-LOCAL NÃO SUJEITO A INUNDAÇÕES.
IMAGEM
FOSSA SECA
IMAGEM FOSSA SECA ECOLÓGICA
FOSSA SECA – VANTAGENS:
-BAIXO CUSTO;
-SIMPLES OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO;
-NÃO CONSOME ÁGUA;
-RECOMENDADA PARA ÁREA DE BAIXA E MÉDIA
DENSIDADE;
-APLICÁVEL A TIPOS VARIADOS DE TERRENO;
-PERMITE O USO DE DIVERSOS MATERIAIS DE
CONSTRUÇÃO.
FOSSA SECA – DESVANTAGENS:
-IMPRÓPRIA PARA ÁREAS DE ALTA DENSIDADE;
PODEM POLUIR O SOLO;
-REQUER SOLUÇÃO PARA OUTRAS ÁGUAS SER-
VIDAS;
-TEMPO LIMITADO DE USO;
-LOCAL AFASTADO DO DOMICILIO;
-PODEM ATRAIR ANIMAIS HOSPEDEIROS DE
DOENÇAS.
VÍDEO
BANHEIROS SALVAM
VIDAS
FOSSA SECA
ESTANQUE
FOSSA SECA ESTANQUE:CONSTA DE UM TANQUE DESTI-
NADO A RECEBER OS DEJETOS, DIRETAMENTE, SEM DES-
CARGA DE ÁGUA, EM CONDIÇÕES IDENTICAS A PRIVADA
DE FOSSA SECA NAS CONDIÇÕES:
-EDIFICAÇÕES SEM INSTALAÇÕES HIDRÁULICA;
-LOCAIS DE DIFÍCIL ESCAVAÇÃO;
-LENÇOL FREÁTICO MUITO SUPERFICIAL;
-TERRENOS FACILMENTE DESMORONÁVEIS;
-LOTES DE PEQUENOS PROPORÇÕES, ONDE HÁ RISCO DE
POLUIÇÃO DE SUPRIMENTOS DE ÁGUA.
IMAGEM FOSSA SECA ESTANQUE
IMAGEM FOSSA SECA ESTANQUE
FOSSA SECA ESTANQUE – VANTAGENS:
-BAIXO CUSTO;
-SIMPLES OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO;
-NÃO CONSOME ÁGUA;
-RECOMENDADA PARA ÁREA DE BAIXA E MÉDIA
DENSIDADE;
-APLICÁVEL A TIPOS VARIADOS DE TERRENO;
-PERMITE O USO DE DIVERSOS MATERIAIS DE
CONSTRUÇÃO;
-MÍNIMO RISCO À SAÚDE.
FOSSA SECA ESTANQUE – DESVANTAGENS:

-IMPRÓPRIA PARA ÁREAS DE ALTA DENSIDADE;


-PODEM POLUIR O SOLO;
-REQUER SOLUÇÃO PARA OUTRAS ÁGUAS SER-
VIDAS;
-PODEM ATRAIR ANIMAIS HOSPEDEIROS DE DO-
ENÇAS.
BANHEIRO SECO
TAMBÉM CONHECIDO COMO BANHEIRO COM-
POSTÁVEL.É UM MÉTODO EFICIENTE QUE
TRANSFORMA FEZES HUMANAS,PAPEL HIGIÊNI-
CO E SERRAGEM EM COMPOSTO ORGÂNICO,
ALÉM DISSO,O PROCESSO NÃO GERA ODORES
E NEM CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DOS CUR-
SOS HÍDRICOS.
O BANHEIRO SECO É ESTRUTURADO COM DUAS CÂ-
MARAS DE USO ALTERNADO COBERTAS POR UMA
CHAPA PRETA, CHAMINÉ PARA ELIMINAÇÃO DE GA-
SES, VASO SANITÁRIO QUE APRESENTA DOIS COM-
PARTIMENTOS PARA SEPARAR AS ELIMINAÇÕES LÍ-
QUIDAS DAS SÓLIDAS. AS ELIMINAÇÕES LÍQUIDAS
SÃO CAPTADAS EM BOMBONAS E POSTERIORMEN-
TE UTILIZADAS COMO FERTILIZANTE APÓS SUA
DILUIÇÃO EM ÁGUA.
JÁ AS ELIMINAÇÕES SÓLIDAS PASSAM PELO PROCES-
SO DE DECOMPOSIÇÃO REALIZADO POR ORGANIS-
MOS TERMOFÍLICOS QUE SOBREVIVEM EM ALTAS
TEMPERATURAS, EM SEGUIDA ENCAMINHADAS PA-
RA UM MINHOCÁRIO E POSTERIORMENTE OS HÚ-
MUS GERADOS É UTILIZADO COMO ADUBO ORGÂNI
CO. A ESTRUTURA DO BANHEIRO SECO É SIMPLES E
DE BAIXO CUSTO EM COMPARAÇÃO AOS DEMAIS
MÉTODOS
Funcionamento
do
Banheiro seco
O BANHEIRO SECO TEM SEU FUNCIONAMENTO CON-
TÍNUO NECESSITANDO APENAS ALTERNAR O USO DE
SUAS CÂMARAS DECOMPOSITORAS.ESTA ALTER-
NÂNCIA É REALIZADA A CADA SEIS MESES,QUANDO
A MATÉRIA ORGÂNICA É RETIRADA E ENCAMINHA-
DA PARA UM MINHOCÁRIO, DEPOIS DE TRANSFOR-
MADA EM HÚMUS É UTILIZADA COMO ADUBO EM
PLANTAÇÕES E PARA ENRIQUECIMENTO DO SOLO.
IMAGEM BANHEIRO SECO
O BANHEIRO SECO É COBERTO POR TELHADO, PO-
DENDO ESTE SER DE DIFERENTES TIPOS DE TELHAS
OU COBERTO POR PLANTAS. NA PARTE SUPERIOR
INTERNA SÃO INSTALADOS O ASSENTO SANITÁRIO E
A TAMPA DE FECHAMENTO DA CÂMARA, QUE SERÁ
ISOLADA DURANTE SEIS MESES PARA DECOMPOSI-
ÇÃO.
NA PARTE INTERNA INFERIOR DO SANITÁRIO A 80
CM DO ASSENTO É ENCONTRADA UMA RAMPA COM
INCLINAÇÃO MÍNIMA DE 45º POR ONDE PASSAM AS
FEZES SE MISTURANDO A SERRAGEM QUE É UTILI-
ZADA PARA UMA MELHOR DECOMPOSIÇÃO E ELI-
MINAÇÃO DE UMIDADE EVITANDO ASSIM O ODOR
DESAGRADÁVEL. AS CÂMARAS ONDE O COMPOSTO
É ARMAZENADO TEM 1 METRO CÚBICO CADA, SÃO
FEITAS DE TIJOLOS E O PISO É DE CONCRETO NÃO
HAVENDO ASSIM CONTATO COM O SOLO.
NA PARTE EXTERNA DAS CÂMARAS SÃO ENCONTRA-
DAS DUAS PORTAS PARA RETIRADA DO COMPOSTO
ORGÂNICO, UMA CHAPA METÁLICA PINTADA COM A
COR PRETA PARA QUE HAJA ABSORÇÃO DA LUZ SO-
LAR GARANTINDO ASSIM UMA TEMPERATURA ELE-
VADA NO INTERIOR DA CÂMARA AUXILIANDO NO
PROCESSO DE DECOMPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS.
O AR FRIO QUE ENTRA PELO BURACO DO ASSENTO
É AQUECIDO PELO CALOR GERADO PELA CHAPA
PRETA E CAPTADO PELA CHAMINÉ E DIRECIONADO
PARA FORA DA CÂMARA ELIMINANDO GASES E
ODORES. É IMPORTANTE QUE ESTA CHAPA METÁLI-
CA, AQUI NO BRASIL, FIQUE INSTALADA VOLTADA
PARA O NORTE ONDE RECEBERÁ INSOLAÇÃO
DURANTE TODO DIA.
OUTRO CUIDADO QUE SE DEVE TER É PARA QUE NE-
NHUMA ÁRVORE OU EDIFICAÇÃO FAÇA SOMBRA
PARA NÃO INTERFERIR NO PROCESSO DE DECOM-
POSIÇÃO TERMOFÍLICO DAS CÂMARAS. ANTES DO
PRIMEIRO USO A RAMPA DEVE SER MOLHADA E CO-
BERTA POR SERRAGEM, DURANTE O PERÍODO DE
UTILIZAÇÃO AO FIM DE CADA USO DEVE SER COLO-
CADA UMA PEQUENA QUANTIDADE SERRAGEM QUE
ENVOLVE AS FEZES AUXILIANDO NO PROCESSO DE
DECOMPOSIÇÃO.
PODEMOS CITAR COMO VANTAGENS DO USO DO BANHE-
IRO SECO, A NÃO GERAÇÃO DE EFLUENTES SANITÁRIOS, A
UTILIZAÇÃO DO COMPOSTO ORGÂNICO GERADO PELAS
FEZES E PELA URINA EM ADUBO ORGÂNICO,O QUE ELIMI-
NA A NECESSIDADE DO USO DE ADUBOS QUÍMICOS, EN-
RIQUECENDO ASSIM O SOLO E DEVOLVENDO OS NUTRI-
ENTES AO CICLO. COMO DESVANTAGENS, TEMOS O TEM-
PO DE TRATAMENTO, A FUNCIONALIDADE ASSOCIADA AO
USO CORRETO E A ACEITAÇÃO DO USO DO BANHEIRO SE-
CO POR PARTE DA POPULAÇÃO.
VÍDEO
BANHEIRO SECO
BACIAS DE
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
(BET)
TAMBÉM CHAMADA DE TANQUE DE EVAPO-
TRANSPIRAÇÃO - TEvap, QUE É POPULARMENTE
CONHECIDA COMO “FOSSA DE BANANEIRAS” E
SEU USO É DIFUNDIDO POR PERMACULTORES
EM DIVERSOS PAÍSES COMO MEIO ALTERNATIVO
PARA O TRATAMENTO DE ÁGUAS NEGRAS EM
DOMICÍLIOS.
TRATA-SE BASICAMENTE DE UMA CAVA OU TANQUE
DE FERROCIMENTO IMPERMEABILIZADO, ONDE ES-
TE É PREENCHIDO COM DIFERENTES CAMADAS FOR-
MADAS POR PNEUS, TIJOLOS, BRITAS, AREIA E A
INSTALAÇÃO DE UM DUTO PARA ELIMINAÇÃO DE
GASES E O POSTERIOR PLANTIO DE ESPÉCIES COM
CRESCIMENTO RÁPIDO COM ALTA ABSORÇÃO DE
ÁGUA, COMO BANANEIRAS, MAMOEIROS E TAIO-
BAS.
PARA O TRATAMENTO DE ESGOTO EM UMA
RESIDÊNCIA COM CINCO HABITANTES UTILIZA-
SE UMA BACIA COM 10 METROS QUADRADOS
SENDO CONTABILIZADOS 2 METROS
QUADRADOS POR INDIVÍDUO.
FUNCIONAMENTO
DA BACIA OU
TANQUE DE
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
A BET RECEBE APENAS OS EFLUENTES ORIUNDOS
DO VASO SANITÁRIO, OU SEJA, AS ÁGUAS NEGRAS.
A MATÉRIA ORGÂNICA É NATURALMENTE DEGRA-
DADA POR ORGANISMOS MICROBIANOS NO PRO-
CESSO DE FERMENTAÇÃO NA CÂMARA DE PNEUS.
ENTRE AS PEDRAS E TIJOLOS EXISTENTES AO LADO
DA CÂMARA, OS NUTRIENTES SÃO MINERALIZADOS,
OCORRENDO A ABSORÇÃO E A EVAPOTRANSPIRA-
ÇÃO DA ÁGUA PELAS ESPÉCIES PLANTADAS.
É UM SISTEMA QUE TRANSFORMA OS DEJETOS HU-
MANOS EM NUTRIENTES E DEVOLVE AO MEIO AMBI-
ENTE ÁGUA LIMPA, POIS, NESTE SISTEMA A ÁGUA
VOLTA AO CICLO ATRAVÉS DA TRANSPIRAÇÃO DAS
FOLHAS, POR ISSO ESTE TRATAMENTO É DENOMINA-
DO EVAPOTRANSPIRAÇÃO.
UMA DAS VANTAGENS DESTE MÉTODO É QUE NÃO
EXISTE A CONTAMINAÇÃO DO SOLO, DOS LENÇÓIS
FREÁTICOS E DOS CURSOS HÍDRICOS, POIS A PERCO-
LAÇÃO DA ÁGUA EXISTENTE NA BACIA OCORRE DE
BAIXO PARA CIMA. DEPOIS DE SEPARADA DOS RESÍ-
DUOS HUMANOS PASSA GRADATIVAMENTE PELAS
CAMADAS DE BRITA, AREIA E SOLO CHEGANDO ATÉ
AS RAÍZES DAS PLANTAS E DEVOLVIDA AO MEIO AM-
BIENTE APÓS O PROCESSO DE EVAPOTRANSPIRA-
ÇÃO LIVRE DE CONTAMINAÇÃO.
OUTRA VANTAGEM É O MANEJO QUE CONSISTE
EM MANTER O SOLO PROTEGIDO COM AS FO-
LHAS QUE CAEM DAS PLANTAS E APARAS DE
PODAS DE OUTRAS PLANTAS DO JARDIM PARA
QUE O SOLO PERMANEÇA COBERTO E ASSIM
NÃO OCORRA INFILTRAÇÃO DAS ÁGUAS DAS
CHUVAS NO SISTEMA.
A DESVANTAGEM É QUE APENAS SERÃO TRA-
TADOS OS EFLUENTES QUE SAEM DOS SANITÁ-
RIOS, POIS A PRESENÇA DE PRODUTOS QUÍMI-
COS ACABA PREJUDICANDO AS BACTÉRIAS
ESSENCIAIS NO PROCESSO, DESTE MODO A
ÁGUA CINZA, PRESENTE EM PIAS, CHUVEIROS E
MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS DEVEM RECEBER
OUTRO TRATAMENTO.
VÍDEO
TANQUE DE
EVAPOTRANSPIRAÇÃO
FOSSA
BIODIGESTORA
O SISTEMA FUNCIONA NO VASO SANITÁRIO. ASSIM
QUE A DESCARGA É ACIONADA, OS EFLUENTES SÃO
LEVADOS PARA A PRIMEIRA PARTE DO SISTEMA DE
TRATAMENTO DE ESGOTO ATRAVÉS DE UMA
LIGAÇÃO DIRETA DE CANOS.
NESSA PRIMEIRA ETAPA OS EFLUENTES FICAM
ARMAZENADOS POR UM DETERMINADO PERÍODO E
PASSAM PELA BIODIGESTÃO.
IMAGEM FOSSA BIODIGESTORA
NESTA CAIXA ACONTECE UM PROCEDIMENTO INTE-
RESSANTE E QUE SEPARA A FOSSA BIODIGESTORA
DE OUTROS MODELOS. A BIODIGESTÃO É FEITO
ATRAVÉS DE UMA MISTURA DE ESTERCO DE BOI E
ÁGUA. É COLOCADO UM TOTAL E 10 LITROS DE ES-
TERCO DE BOI PARA 10 LITROS DE ÁGUA.EM FAZEN-
DAS E ÁREAS RURAIS, ONDE ESSES SISTEMAS SÃO
MAIS UTILIZADOS, O USO DO ESTERCO TORNA A
FOSSA BIODIGESTORA AUTOSSUFICIENTE E UM EX-
CELENTE SISTEMA PARA TRATAMENTO DE ESGOTO.
IMAGEM FOSSA BIODIGESTORA
AS BACTÉRIAS PRESENTES NA MISTURA DE ESTERCO
COM ÁGUA SÃO CAPAZES DE DECOMPOR AS BACTÉ-
RIAS PRESENTES NOS DEJETOS HUMANOS EM UM
PROCESSO CHAMADO DE BIODIGESTÃO. QUANDO A
PRIMEIRA CAIXA COMEÇA A ENCHER, ELA TRANS-
BORDA PARA A SEGUNDA ETAPA.ESSE
PROCEDIMEN-TO FAZ COM QUE OS GASES SEJAM
PRODUZIDOS MAIS RAPIDAMENTE E
EVENTUALMENTE LIBERA-DOS POR DIVERSAS
VÁLVULAS.
COMO
CONSTRUIR
UM FOSSA
BIODIGESTORA
VIDEO
FOSSA SÉPTICA
ECOLÓGICA
SISTEMA DE
COLETA E
TRANSPORTE
DOS ESGOTOS COLETIVO
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS ESGO-
TOS:
COLETIVO: CARACTERIZADO PELA COLETA E/OU
TRATAMENTO DE GRANDES CONTRIBUIÇÃO DE
ESGOTO SANITÁRIO PROVENIENTE DE IMÓVEIS
DOMICILIARES, COMERCIAIS E PÚBLICOS DE
LOCAIS PROVIDOS DE COLETA DE ESGOTO.
UNIDADE DE COLETA:
-RÁPIDO AFASTAMENTO DO ESGOTO SANITÁ-
RIO DO PONTO DE GERAÇÃO;
-FORMADA PELAS LIGAÇÕES PREDIAIS, COLETO-
RES E ÓRGÃOS ACESSÓRIOS QUE RECEBEM E
TRANSPORTAM O ESGOTO;
-SAINDO DO COLETOR PREDIAL ATÉ A UNIDADE
DE TRATAMENTO OU DESTINO FINAL.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE
DOS ESGOTOS COLETIVO.
UNIDADE DE COLETA:

-RAMAL PREDIAL;
-COLETOR SECUNDÁRIO;
-INTERCEPTORES;
-EMISSÁRIO;
-ELEVATÓRIO;
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS COLETIVO.
UNIDADE DE COLETA:

-ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DOS ESGOTOS (ETE);


-DISPOSIÇÃO FINAL;
-POÇOS DE VISITA.
RAMAL PREDIAL: TRECHO COMPREENDIDO EN-
TRE O LIMITE DO LOTE E O COLETOR PÚBLICO.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS ESGOTOS:
COLETIVO.
RAMAL PREDIAL:
-NO MÍNIMO DIÂMETRO DE 100MM;
-MATERIAL DE RÁPIDO ESCOAMENTO;
-NÃO TER VAZAMENTO DE MATÉRIA E SAÍDA DE GASES;
-NÃO TER PASSAGEM DE ANIMAIS;
-NÃO PREJUDICAR A QUALIDADE DA ÁGUA EM
NENHUMA HIPÓTESE
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.
COLETOR SECUNDÁRIO: CANALIZAÇÃO DE ME-
NOR DIÂMETRO QUE RECEBE OS ESGOTOS DAS
RESIDÊNCIAS, TRANSPORTANDO-OS PARA OS
COLETORES TRONCOS OU PRINCIPAIS.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.
COLETOR TRONCO: CANALIZAÇÃO DO SISTEMA
COLETOR QUE RECEBEM AS CONTRIBUIÇÕES
COLETORES SECUNDÁRIOS, TRANSPORTANDO-
AS PARA OS INTERCEPTORES. OS DIÂMETROS
SÃO USUALMENTE MAIORES QUE OS DOS COLE-
TORES SECUNDÁRIOS.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS ESGOTOS:
COLETIVO.
INTERCEPTORES: DESENVOLVEM-SE AO LONGO DOS FUN-
DOS DE VALE, MARGEANDO CURSOS D’ÁGUA OU CANAIS.
OS INTERCEPTORES SÃO RESPONSÁVEIS PELO TRANSPOR-
TE DOS ESGOTOS DE SUA SUB-BACIA, EVITANDO QUE OS
MESMOS SEJAM LANÇADOS NOS CORPOS DE ÁGUA. EM
VIRTUDE DAS MAIORES VAZÕES TRANSPORTADAS, OS
DIÂMETROS SÃO USUALMENTE MAIORES QUE OS DOS
COLETORES TRONCO.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.

EMISSÁRIO: CANALIZAÇÃO QUE LIGA A EXTRE-


MIDADE FINAL DA REDE À ESTAÇÃO DE TRATA-
MENTO, QUANDO HOUVER, E/OU AO LOCAL DE
LANÇAMENTO. OS EMISSÁRIOS NÃO RECEBEM
CONTRIBUIÇÕES AO LONGO DE SEU PERCURSO.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.
ELEVATÓRIA: QUANDO AS PROFUNDIDADES DAS
TUBULAÇÕES SE TORNAM DEMASIADAMENTE
ELEVADAS, QUER DEVIDO À BAIXA DECLIVIDADE
DO TERRENO, QUER DEVIDO À NECESSIDADE DE
SE TRANSPOR UMA ELEVAÇÃO, TORNA-SE NE-
CESSÁRIO BOMBEAR OS ESGOTOS PARA UM NÍ-
VEL MAIS ELEVADO.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.
A PARTIR DESSES PONTO, OS ESGOTOS PODEM
VOLTAR A FLUIR POR GRAVIDADE. AS UNIDADES
QUE EFETUA O BOMBEAMENTO DOS ESGOTOS
SÃO DOMINADAS ELEVATÓRIAS, E AS TUBULA-
ÇÕES QUE TRANSPORTAM O ESGOTO BOMBEA-
DO SÃO DENOMINADAS LINHAS DE RECALQUE.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DOS ESGOTOS (ETE):
TEM POR FINALIDADE REMOVER OS POLUENTES
DOS ESGOTOS, OS QUAIS PODERIAM CAUSAR
UMA DETERIORAÇÃO DA QUALIDADE DOS COR-
POS D’ÁGUA.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.
DISPOSIÇÃO FINAL: APÓS O TRATAMENTO, OS
ESGOTOS SÃO LANÇADOS EM UM CORPO
D’ÁGUA RECEPTOR OU, EVENTUALMENTE
APLICADOS NO SOLO.
SISTEMA DE COLETA E TRANSPORTE DOS
ESGOTOS: COLETIVO.

POÇO DE VISITA: SÃO ESTRUTURAS COMPLE-


MENTARES DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO. A
SUA FINALIDADE É PERMITIR A INSPEÇÃO E
LIMPEZA DA REDE.
Como funciona
uma estação de tratamento
de esgoto?
A ÁGUA UTILIZADA NAS RESIDÊNCIAS, ESTABE-
LECIMENTOS COMERCIAIS E INDÚSTRIAS SE
TORNA O QUE CHAMAMOS DE ESGOTO. AO
DEIXAR AS CASAS, ELE É ENCAMINHADO POR
TUBULAÇÕES PARA AS REDES COLETORAS E O
DESTINO FINAL É A ETE, ESTAÇÃO DE TRATA-
MENTO DE ESGOTO.
INICIALMENTE, O TRATAMENTO DO ESGOTO
CONSISTE NA SEPARAÇÃO DA PARTE LÍQUIDA
DA SÓLIDA. NESSA PRIMEIRA ETAPA OCORRE A
REMOÇÃO DE MATERIAIS GROSSEIROS, COMO
OBJETOS SÓLIDOS (PAPÉIS,PLÁSTICO E OUTROS)
AREIA E GORDURA. O SISTEMA É COMPOSTO
GERALMENTE POR PENEIRAS E GRADES, RES-
PONSÁVEIS PELA RETENÇÃO DESSES MATERIAIS.
DEPOIS DISSO, O ESGOTO É TRANSPORTADO PARA UMA
CAIXA CUJA FUNÇÃO É RETIRAR OS RESÍDUOS DE AREIA E
A GORDURA QUE PERMANECERAM. ESSES RESÍDUOS PO-
DEM SER REMOVIDOS DE FORMA MANUAL OU MECANI-
ZADA E, POSTERIORMENTE, DEVEM SER DESTINADOS DE
MANEIRA ADEQUADA AOS ATERROS SANITÁRIOS. OS
PROCESSOS SUBSEQUENTES DEPENDEM DA TIPOLOGIA
DO SISTEMA DE TRATAMENTO E PODEM SER DIVIDIDOS
EM TRÊS NÍVEIS: PRIMÁRIO, SECUNDÁRIO E TERCIÁRIO,
DE ACORDO COM O GRAU DE POLUENTES QUE SE DESEJA
REMOVER.
SISTEMA
PRIMÁRIO
NO SISTEMA PRIMÁRIO, OCORRE APENAS A REMO-
ÇÃO DOS SÓLIDOS SUSPENSOS E SEDIMENTÁVEIS
PRESENTES NO ESGOTO. NESSA ETAPA UTILIZA-SE
SOMENTE PROCESSOS FÍSICOS, COMO A DECANTA-
ÇÃO. ESSE É UM MÉTODO SIMPLES E PRÁTICO, EM
QUE A MISTURA FICA EM REPOUSO POR ALGUM
TEMPO E, DEVIDO A ISSO, AS IMPUREZAS SE SEDI-
MENTAM, OU SEJA, DEPOSITAM-SE NO FUNDO DO
RECIPIENTE. AO FINAL, O LÍQUIDO É ESCOADO CUI-
DADOSAMENTE.
O MATERIAL EM REPOUSO FORMA UM RESÍDUO,
NESTE CASO CHAMADO DE LODO PRIMÁRIO. É IM-
PORTANTE QUE O SEU EXCESSO SEJA RETIRADO DO
SISTEMA A FIM DE NÃO CAUSAR PREJUÍZOS NAS
OUTRAS ETAPAS DO TRATAMENTO. A SUA REMO-
ÇÃO É FEITA POR MEIO DE BOMBEAMENTO PARA
UNIDADES DE DESIDRATAÇÃO, QUE PODEM SER LEI-
TOS DE SECAGEM, CENTRÍFUGAS, ADENSADORES
OU OUTRO PROCESSO DEFINIDO PELA EMPRESA
QUE CONTROLA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO.
IMAGEM DE LODO
OUTRA TÉCNICA USADA É A FLOTAÇÃO*, QUE
CONSISTE EM UMA SEPARAÇÃO FÍSICO-QUÍMI-
CA POR MEIO DA ADIÇÃO DE BOLHAS DE AR EM
UMA SUSPENSÃO CHAMADA DE COLOIDAL. AS
PARTÍCULAS QUE ESTÃO SUSPENSAS ADEREM
ÀS BOLHAS DE AR E SÃO ARRASTADAS PARA A
SUPERFÍCIE DA MISTURA. ASSIM, FORMA-SE
UMA ESPÉCIE DE ESPUMA QUE PODE SER RE-
MOVIDA DA SOLUÇÃO.
NA ETE, O LODO ADVINDO DOS DECANTADORES
PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO SÃO ENCAMINHADOS
AOS ADENSADORES. "DECANTADORES OU ADENSA-
DORES SÃO OPERAÇÕES UNITÁRIAS DISTINTAS,
MAS BASEADAS NO MESMO PRINCÍPIO E OBJETIVO
QUE É PROMOVER A SEPARAÇÃO
SÓLIDO/LÍQUIDO.O PRIMEIRO CLARIFICA A ÁGUA E
O SEGUNDO AU-MENTA O TEOR DE SÓLIDOS",ESTAS
OPERAÇÕES PO-DEM SER FEITAS DE DUAS FORMAS:
SEPARAÇÃO POR GRAVIDADE: PELA AÇÃO DA
FORÇA DA GRAVIDADE. O LODO SEDIMENTADO
SERÁ REMOVIDO POR MEIO DE UM FOSSO LO-
CALIZADO NO FUNDO DOS TANQUES.
SEPARAÇÃO POR FLOTAÇÃO: ATRAVÉS DA INJE-
ÇÃO DE LÍQUIDOS SATURADOS COM AR PARA
QUE AS BOLHAS FORMADAS POSSAM ARRAS-
TAR OS FLOCOS PARA A SUPERFÍCIE E LÁ SEREM
RETIRADOS.
AS MICROBOLHAS PODEM SER OBTIDAS POR TRÊS
TIPOS DE SISTEMAS DE FLOTAÇÃO:
• FLOTAÇÃO ELETROSTÁTICA OU ELETROFLOTAÇÃO:
ATRAVÉS DE ELETRODOS E ENERGIA ELÉTRICA. VISA À
PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO E OXIGÊNIO A PARTIR DA
PASSAGEM DE SOLUÇÃO AQUOSA DILUÍDA ENTRE OS
ELETRODOS."ESTA TÉCNICA REQUER MUITOS CUIDADOS
OPERACIONAIS E TEM CUSTOS ELEVADOS COM ENERGIA,
EMBORA PRODUZA LODO COM MAIOR CONCENTRAÇÃO
DE SÓLIDOS, SE COMPARADO A UM DECANTADOR CON-
VENCIONAL“.
• FLOTAÇÃO POR AR DISPERSO: UTILIZAÇÃO DE
PRODUTOS QUÍMICOS QUE,EM CONTATO, PROVO-
CAM REAÇÕES QUÍMICAS E PRODUZEM AS MICRO-
BOLHAS. HÁ DOIS AGRAVANTES NESTE SISTEMA,SE-
GUNDO O ENGENHEIRO DA EQMA: AS BOLHAS AU-
MENTAM MUITO DE TAMANHO,PRODUZINDO FOR-
TE TURBULÊNCIA, O QUE OCASIONA QUEBRA DE
BOA PARTE DOS FLOCOS; E ALGUNS DESSES PRODU-
TOS PODEM DEIXAR RESÍDUOS QUE INVIABILIZAM
O TRATAMENTO DA ÁGUA POTÁVEL.
"ASSIM COMO A FLOTAÇÃO ELETROSTÁTICA, A
FLOTAÇÃO POR AR DISPERSO DESPENDE MAI-
OR CUSTO OPERACIONAL E REQUER CUIDADOS
ESPECIAIS, MAS TEM COMO PRINCIPAL BENE-
FÍCIO A PRODUÇÃO DE LODO MAIS CONCEN-
TRADO",
IMAGEM DE FLOTADOR POR AR DISPERSO
FLOTAÇÃO POR AR DISSOLVIDO (FAD): A TECNOLOGIA MAIS
UTILIZADA, POR PRESSURIZAÇÃO E DESPRESSURIZAÇÃO DE
AR NA MASSA LÍQUIDA, COM MICROBOLHAS DA ORDEM DE
MICRA."A VANTAGEM DA FAD É QUE POSSUI MENOR CUSTO
OPERACIONAL DENTRE AS TRÊS TÉCNICAS, DEVIDO À INJE-
ÇÃO DE AR ATMOSFÉRICO DIRETAMENTE NA MASSA LÍQUI-
DA PARA FORMAR AS MICROBOLHAS“.ELE EXPLICA QUE
QUANDO É FEITA A INJEÇÃO DE AR NA MASSA LÍQUIDA NA
CÂMARA DE SATURAÇÃO, CUJA PRESSÃO VARIA DE 2,5 A 3,5
KGF/CM², ELE SE SOLUBILIZA NA ÁGUA ATÉ A COMPLETA SATU-
RAÇÃO.
IMAGEM DE FLOTAÇÃO POR AR DISSOLVIDO
COMUMENTE NESSA ETAPA SÃO USADOS SEPARADO-
RES DE ÁGUA E ÓLEO OU GORDURA, QUE SÃO EQUIPA-
MENTOS QUE USAM MÉTODOS FÍSICOS PARA SEPARAR
OS DOIS LÍQUIDOS. UM IMPORTANTE FATOR É A DEN-
SIDADE, VISTO QUE O ÓLEO FLUTUA SOBRE A ÁGUA.
ESSA FASE DO TRATAMENTO É ESSENCIAL EM ESGOTOS
PROVENIENTES DE ÁREAS DE MANUTENÇÃO INDUS-
TRIAL E LAVAGEM DE VEÍCULOS E MÁQUINAS, COMO
EM OFICINAS MECÂNICAS, JÁ QUE A ÁGUA GERAL-
MENTE ESTÁ CONTAMINADA COM ÓLEOS E GRAXAS.
OUTRA TÉCNICA É A ELETROCOAGULAÇÃO, OU
A PASSAGEM DE CORRENTE ELÉTRICA PELA
ÁGUA, O QUE COAGULA OS POLUENTES. ISSO
ACONTECE PORQUE OS CAMPOS ELÉTRICOS
TORNAM AS REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO POS-
SÍVEIS, FORMANDO FLOCOS DE CONTAMINAN-
TES.
SISTEMA
SECUNDÁRIO
NO SISTEMA SECUNDÁRIO OCORRE A REMOÇÃO DA
MATÉRIA ORGÂNICA DISSOLVIDA, POR MEIO DE PRO-
CESSOS BIOLÓGICOS, EM QUE UM CONJUNTO DE MI-
CRORGANISMOS CONSOME A MATÉRIA ORGÂNICA
PRESENTE PARA SE ESTABILIZAR, REMOVENDO-A DO
ESGOTO. O OBJETIVO DESSES MÉTODOS É ACELERAR A
DECOMPOSIÇÃO DOS POLUENTES ORGÂNICOS QUE
OCORRE DE FORMA NATURAL, PORÉM MAIS LENTA-
MENTE. NESSE CASO, A MATÉRIA ORGÂNICA PODE
ESTAR DISSOLVIDA, SOLÚVEL OU EM SUSPENSÃO.
OS PROCESSOS BIOLÓGICOS USADOS PARA REMO-
VER A MATÉRIA ORGÂNICA PODEM SER AERÓBIOS
(QUE NECESSITAM DA PRESENÇA DE OXIGÊNIO PARA
ACONTECER) OU ANAERÓBIOS (QUE NÃO REQUE-
REM A PRESENÇA DE OXIGÊNIO). NO PROCESSO
ANAERÓBIO, A MATÉRIA ORGÂNICA É CONVERTIDA
EM GÁS CARBÔNICO E GÁS METANO, SENDO O ÚL-
TIMO GERADOR DE ODORES DESAGRADÁVEIS.O ÍN-
DICE DE REMOÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA NESSA
ETAPA DE TRATAMENTO FICA ENTRE 60% E 75%.
NO CASO DE DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂ-
NICA FEITA POR MICRORGANISMOS QUE PRECISAM
DE OXIGÊNIO, A MATÉRIA ORGÂNICA É CONVERTI-
DA EM GÁS CARBÔNICO E ÁGUA, E ESSE PROCESSO
É MAIS EFICIENTE QUE O ANAERÓBIO. NO ENTAN-
TO, É NECESSÁRIO GARANTIR AERAÇÃO DENTRO DO
SISTEMA POR MEIO DE DIFUSORES E SOPRADORES
DE AR, O QUE ENVOLVE CONSUMO DE ENERGIA ELÉ-
TRICA E, CONSEQUENTEMENTE, UM CUSTO MAIS
ELEVADO.
NORMALMENTE AS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO
DE ESGOTO OPTAM PELOS DOIS TIPOS DE PRO-
CESSOS A FIM DE ATINGIR A MAIOR EFICIÊNCIA
OPERACIONAL E, ASSIM, UM ESGOTO COM BAI-
XOS NÍVEIS DE MATÉRIA ORGÂNICA.
SISTEMA
TERCIÁRIO
NO SISTEMA TERCIÁRIO OCORRE A REMOÇÃO
DE COMPOSTOS INORGÂNICOS DO SISTEMA,
TAIS COMO NITROGÊNIO E FÓSFORO. DESSA
FORMA, O TRATAMENTO TEM FOCO EM POLU-
ENTES ESPECÍFICOS QUE NÃO FORAM RETIRA-
DOS PELOS PROCESSOS ANTERIORES, COMO
METAIS PESADOS, COMPOSTOS NÃO BIODE-
GRADÁVEIS, NUTRIENTES E OUTROS.
ESTA ETAPA É UTILIZADA QUANDO SE PRETENDE
REMOVER ESGOTOS COM CARACTERÍSTICAS DE
INDUSTRIAL OU REMOVER NUTRIENTES A UMA
CONCENTRAÇÃO QUE NÃO É POSSÍVEL DE SE
ATINGIR APENAS COM O PROCESSO SECUNDÁ-
RIO.
O PROCESSO PODE OCORRER POR MEIO DA UTILI-
ZAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS (FÍSICO-QUÍMICO)
OU DE FORMA BIOLÓGICA (MICRORGANISMOS OU
BACTÉRIAS). NESSE ÚLTIMO CASO É NECESSÁRIO
CRIAR ESTRUTURAS QUE POSSIBILITEM UM AMBI-
ENTE FAVORÁVEL PARA SUA OCORRÊNCIA. A DEFI-
NIÇÃO DO PROCESSO DEPENDE DA QUALIDADE RE-
QUERIDA PELO ESGOTO TRATADO E DOS ESTUDOS
DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA.
NESSE CASO, PODEM SER USADAS VÁRIAS TÉC-
NICAS, COMO:

MICROFILTRAÇÃO: NESSE PROCESSO, UMA


PRESSÃO APLICADA REALIZA A SEPARAÇÃO DA
PARTE LÍQUIDA DO ESGOTO DOS SÓLIDOS
POLUENTES;
PRECIPITAÇÃO QUÍMICA: ADIÇÃO DE SUBSTÂN-
CIAS QUÍMICAS COAGULANTES, COM O OBJE-
TIVO DE FORMAR FLOCOS QUE DECANTAM COM
O LODO, REMOVENDO O POLUENTE DO ESGO-
TO, QUE FICA MAIS LÍMPIDO. UM EXEMPLO É A
ADIÇÃO DE SAIS DE ALUMÍNIO, FERRO E CÁLCIO
PARA REMOÇÃO DE FÓSFORO DO EFLUENTE;
ADSORÇÃO: NESSE PROCESSO, USA-SE O CAR-
VÃO ATIVADO PARA PROMOVER A ADSORÇÃO,
OU SEJA, OS POLUENTES SÃO TRANSFERIDOS
PARA A SUPERFÍCIE DO COMPOSTO UTILIZADO;

TROCA IÔNICA: ÍONS POLUENTES QUE ESTÃO


NA ÁGUA FICAM RETIDOS NA RESINA POLIMÉ-
RICA APLICADA NO ESGOTO.
QUAL É A
IMPORTÂNCIA
DA ESTAÇÃO
DE TRATAMENTO
DE ESGOTO?
A ETE É RESPONSÁVEL POR RECEBER O ESGOTO
COLETADO NO MUNICÍPIO E DAR O TRATAMEN-
TO ADEQUADO, SENDO A ÚLTIMA ETAPA DO
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO. DE
FORMA GERAL, UM MUNICÍPIO QUE TRATA SEU
ESGOTO GARANTE MAIOR QUALIDADE DE VIDA
PARA SUA POPULAÇÃO.
MUITAS VEZES OS CORPOS HÍDRICOS QUE RE-
CEBEM ESGOTO SEM O DEVIDO TRATAMENTO
SERVEM DE ABASTECIMENTO PARA COMUNI-
DADES VIZINHAS, COLOCANDO EM RISCO A
SAÚDE DAS PESSOAS. AFINAL, O TRATAMENTO
DA ÁGUA EVITA A PROLIFERAÇÃO DE DOENÇAS
DE VEICULAÇÃO HÍDRICA, OU SEJA, AQUELAS
QUE TÊM NA ÁGUA UM MEIO DE PROPAGAÇÃO.
EM MÉDIA 50 TIPOS DE DOENÇAS PODEM SER TRANS-
MITIDOS DE UMA PESSOA CONTAMINADA PARA UMA
SAUDÁVEL POR DIFERENTES CAMINHOS, ENVOLVENDO
AS EXCRETAS HUMANAS. OS ESGOTOS NÃO TRATADOS
CONTAMINAM A ÁGUA, O ALIMENTO, AS MÃOS, OS
UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS E O SOLO, ASSIM COMO PO-
DEM SER TRANSPORTADOS POR INSETOS (BARATAS E
MOSCAS, POR EXEMPLO) E ROEDORES, PROVOCANDO
NOVAS INFECÇÕES. NESSE CASO, PODEMOS CITAR A CÓ-
LERA, A HEPATITE, A LEPTOSPIROSE, AS VIROSES, A FEBRE
TIFOIDE, A DISENTERIA, AS PARASITOSES E OUTRAS
PARA SE TER UMA IDEIA, DE ACORDO COM A ORGA-
NIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, A CADA $1 INVESTI-
DO EM SANEAMENTO, HÁ UMA REDUÇÃO DE $4 EM
GASTOS COM A SAÚDE. O MESMO RELATÓRIO DA
OMS AINDA REFORÇA QUE UMA COMUNIDADE COM
ESGOTO TRATADO É MAIS PRODUTIVA, COM MENOS
DIAS PERDIDOS DE TRABALHO, ALÉM DE TER SEUS
IMÓVEIS VALORIZADOS, O QUE IMPACTA POSITIVA-
MENTE NA ECONOMIA.
OUTRA RAZÃO DE RELEVÂNCIA PARA TRATAR OS
ESGOTOS É A PRESERVAÇÃO DO MEIO AM-
BIENTE. OS POLUENTES PRESENTES NO ESGOTO
IN NATURA, OU SEJA, SEM TRATAMENTO, IMPA-
CTA DIRETAMENTE NA QUALIDADE DA ÁGUA E
NA SOBREVIVÊNCIA DA VIDA AQUÁTICA.
A DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA POR MEIO
NATURAL, POR EXEMPLO, CAUSA A DIMINUIÇÃO DA CON-
CENTRAÇÃO DE OXIGÊNIO DISSOLVIDO, PROVOCANDO A
MORTE DO ECOSSISTEMA AQUÁTICO (PEIXES E OUTROS
ORGANISMOS), ESCURECIMENTO DA ÁGUA E PROVOCA
CHEIROS DESAGRADÁVEIS. TAMBÉM EXISTE A POSSIBILI-
DADE DE EUTROFIZAÇÃO PELA PRESENÇA DE NUTRIENTES
PROVENIENTES DOS RESTOS ALIMENTARES E DAS FEZES.
ISSO GERA UM CRESCIMENTO ACELERADO DE ALGAS QUE
PRODUZEM BIOTOXINAS NA ÁGUA.
POR FIM, PENSANDO MAIS ALÉM, A PRESERVAÇÃO DOS
RECURSOS HÍDRICOS GARANTIRÁ A SUSTENTABILIDADE
DESSE RECURSO PARA AS FUTURAS GERAÇÕES. HOJE EM
DIA, TEMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE A ÁGUA NÃO É UM
RECURSO NATURAL INFINITO. APESAR DE RENOVÁVEL,
DEVIDO À SUA CAPACIDADE DE SE RECOMPOR (PRINCI-
PALMENTE PELAS CHUVAS), ELA É USADA EM UMA PRO-
PORÇÃO MUITO MAIOR DO QUE A NATUREZA CONSEGUE
PRODUZIR. DESSA FORMA, SE OS ESGOTOS NÃO FOREM
TRATADOS, PODE OCORRER UM DESEQUILIBRO, AFETAN-
DO A VIDA DAS PRÓXIMAS GERAÇÕES
QUAIS SÃO AS
TENDÊNCIAS E
NOVIDADES NO
TRATAMENTO DE
ESGOTO?
O DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS É IMPOR-
TANTE PARA AUMENTAR A EFICIÊNCIA NOS SERVIÇOS DE
SANEAMENTO BÁSICO. AFINAL, OS SISTEMAS QUE PER-
TENCEM AO SANEAMENTO SÃO BASTANTE COMPLEXOS,
COM REDES DE DISTRIBUIÇÃO QUE PODEM SE ESTENDER
ATÉ POR DEZENAS DE QUILÔMETROS. DESSA FORMA, PA-
RA CONSEGUIR A AMPLIAÇÃO DA OFERTA PARA A POPU-
LAÇÃO, A OTIMIZAÇÃO DO TRATAMENTO E A REDUÇÃO
DOS CUSTOS, É NECESSÁRIO EMPREGAR SOLUÇÕES CRI-
ATIVAS E INOVADORAS.
NESSE CONTEXTO, AS EMPRESAS DO SETOR DE
SANEAMENTO BÁSICO TÊM BUSCADO POR NO-
VAS TIPOLOGIAS DE TRATAMENTO DE ESGOTO,
A FIM DE GARANTIR ALTA PERFORMANCE OPE-
RACIONAL E EFICIÊNCIA NA REMOÇÃO DE PO-
LUENTES.
NAS ÚLTIMAS DÉCADAS, HOUVE A ENTRADA DE
DIVERSOS PLAYERS NO SETOR, QUE ESTUDAM E
DESENVOLVEM NOVAS SOLUÇÕES DE TRATA-
MENTO PARA AGREGAR TECNOLOGIA AOS
PROCESSOS CONVENCIONAIS JÁ EXISTENTES,
AUMENTANDO SUA PERFORMANCE E FAZENDO
COM QUE ELES TRAGAM VANTAGENS TÉCNICAS
E ECONÔMICAS PARA AS EMPRESAS DE SANEA-
MENTO.
ENTRE ESSAS TECNOLOGIAS PODEMOS CITAR AS
MEMBRANAS DE MICROFILTRAÇÃO E ULTRAFILTRA-
ÇÃO, REATORES DE LEITO MÓVEL COM BIOFILME
(MBBR) E A TÉCNICA DO LODO GRANULAR AERÓ-
BIO. O INTERESSANTE É QUE ESSAS NOVAS TECNO-
LOGIAS PODEM SER UTILIZADAS SEPARADAMENTE
OU EM CONJUNTO PARA POTENCIALIZAR OS PRO-
CESSOS CONVENCIONAIS, O QUE DEPENDE DO
GRAU DE EXIGÊNCIA DO TRATAMENTO DO ESGOTO.
A DISPOSIÇÃO DE LODO É UM PROBLEMA NO BRA-
SIL, VISTO QUE GRANDE PARTE DOS MUNICÍPIOS
NÃO TÊM ATERROS LICENCIADOS.POR ISSO,AS EM-
PRESAS TÊM PROCURADO ALTERNATIVAS PARA
PROMOVER A DESIDRATAÇÃO DO LODO, POIS AS-
SIM MENOS VOLUME TERÁ QUE SER DISPOSTO.
ENTRETANTO, NORMALMENTE ESSE PROCESSO EXI-
GE CUSTOS COM ENERGIA ELÉTRICA, O QUE ONERA
AS DESPESAS OPERACIONAIS.
PARA RESOLVER ESSE E OUTROS PROBLEMAS DE
CUSTOS COM OS PROCESSOS HÁ UMA TENDÊN-
CIA NO BRASIL PARA GERAR ENERGIA ELÉTRICA
POR MEIO DAS ETAPAS DAS PRÓPRIAS ESTAÇÕES
DE TRATAMENTO. UM EXEMPLO É A UTILIZAÇÃO
DO BIOGÁS GERADO EM REATORES PARA PRO-
DUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A SER USADA
PELA PRÓPRIA PLANTA OU ENTÃO INJETADA NA
REDE PÚBLICA DE ENERGIA.
ALÉM DISSO, A PLANTA DE BIOMETANO ESTÁ SEN-
DO ESTUDADA PARA USO EM VEÍCULOS, ALGO QUE
AINDA É INÉDITO NO BRASIL. A ENERGIA É GERADA
A PARTIR DO BIOGÁS, PRODUTO QUE É RESULTANTE
DO TRATAMENTO DOS ESGOTOS.EM MÉDIA,A PLAN-
TA CONSEGUE PRODUZIR 1.500 NM³ DE BIOMETA-
NO DIARIAMENTE, O QUE É EQUIVALENTE ENERGE-
TICAMENTE A 1.500 LITROS DE GASOLINA COMUM.
OUTRA MEDIDA TECNOLÓGICA INTERESSANTE TEM
SIDO IMPLEMENTADA EM ÁREAS REMOTAS,ONDE O
TRATA-MENTO DOS ESGOTOS É DIFÍCIL E MAIS RA-
RO.A EMBRAPA (EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA
AGROPECUÁRIA) DESENVOLVEU UMA FOSSA SÉP-
TICA BIODIGESTORA QUE É CAPAZ DE TRATAR O ES-
GOTO DIRETAMENTE DO VASO SANITÁRIO E, DE-
POIS, PRODUZ UMA SUBSTÂNCIA QUE É USADO
PARA ADUBAR O SOLO
ESSE SISTEMA É IDEAL PARA UMA RESIDÊNCIA
COM ATÉ CINCO MORADORES, E A ÚNICA EXI-
GÊNCIA PARA O SEU FUNCIONAMENTO É ADI-
CIONAR, MENSALMENTE, UMA MISTURA DE
ÁGUA E ESTERCO DE BOI FRESCO.
ESSE PROCESSO FORNECE NUTRIENTES ÀS BAC-
TÉRIAS PRESENTES NO MEIO, A FIM DE QUE
ELAS POSSAM REALIZAR A BIODIGESTÃO DOS
DEJETOS, TRANSFORMANDO-OS EM FERTILI-
ZAN-TE PARA O SOLO. O INTERESSANTE É QUE
A FOSSA TEM BAIXO CUSTO, É DE SIMPLES INS-
TALAÇÃO E AINDA NÃO GERA CHEIROS DESA-
GRADÁVEIS.
POR FIM, É POSSÍVEL CONCLUIR QUE O PROCESSO
REALIZADO NA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ES-
GOTO É LONGO E BASTANTE COMPLEXO, DEMAN-
DANDO CUSTOS RELEVANTES PARA A COMPANHIA
DE SANEAMENTO. APESAR DISSO, AS ETAPAS PER-
MITEM QUE O ESGOTO FIQUE LIVRE DE CONTAMI-
NANTES QUE TRAZEM RISCOS AO MEIO AMBIENTE
E AOS SERES HUMANOS, SENDO DEVOLVIDO PARA
A NATUREZA SEM CAUSAR IMPACTOS NEGATIVOS.
ALÉM DISSO, É IMPORTANTE QUE A POPULA-
ÇÃO COLABORE COM TODO O PROCESSO.PARA
TANTO, ALGUNS CUIDADOS PODEM SER ADO-
TADOS A FIM DE EVITAR PROBLEMAS COM OS
SISTEMAS DE ESGOTO, COMO:
-SEMPRE DEIXAR A CAIXA DE GORDURA PERTO
DA PIA DA COZINHA, UMA VEZ QUE SE HOU-
VER ACÚMULO DE GORDURA SERÁ MAIS SIM-
PLES LIMPÁ-LA E DESENTUPIR O CANO;
-INVESTIR EM SISTEMAS COM SIFÃO, VISTO
QUE ESSAS PEÇAS RETÊM A SUJEIRA;
-EVITAR JOGAR RESTOS DE ALIMENTOS E DE
QUALQUER OUTRO DETRITO EM VASOS SANI-
TÁRIOS, PIAS E RALOS;
-EVITAR O DESCARTE DE LIXO, COMO PAPÉIS,
PLÁSTICOS, CIGARROS, FRALDAS, ABSORVEN-
TES, OU DE QUALQUER OUTRO OBJETO NOS
VASOS SANITÁRIOS, PIAS E RALOS;
-DESCARTAR O ÓLEO DE COZINHA SEPARADA-
MENTE E NÃO EM PIAS E RALOS;
-OBSERVAR SE TODA A CASA ESTÁ CORRETA-
MENTE INTERLIGADA À REDE DE ESGOTO.
Tratamento de
esgoto no Brasil
ainda está longe do ideal
O BRASIL VEM AMPLIANDO SEU SERVIÇO DE TRA-
TAMENTO DE ESGOTO COM MUITA LENTIDÃO. O
PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO BÁSICO, DEFI-
NIDO EM 2007, PREVIA A UNIVERSALIZAÇÃO DO
SERVIÇO ATÉ 2033. PORÉM, AINDA HÁ UM LONGO
CAMINHO PELA FRENTE: A PERSPECTIVA ATUAL, EM
FUNÇÃO DO BAIXO VOLUME DE INVESTIMENTOS
QUE O SETOR TEM RECEBIDO NOS ÚLTIMOS ANOS,
É QUE HAJA UM ATRASO DE 30 ANOS PARA QUE A
UNIVERSALIZAÇÃO ACONTEÇA.
SEGUNDO DADOS DO TRATA BRASIL, APENAS
46% DO ESGOTO DO BRASIL RECEBE ALGUM
NÍVEL DE TRATAMENTO,SENDO A REGIÃO NOR-
TE A MAIS PREJUDICADA, COM APENAS 22%.
OS DEJETOS QUE NÃO PASSAM POR ESSE PRO-
CESSO SÃO JOGADOS DIRETAMENTE NA NATU-
REZA, AFETANDO DIRETAMENTE A SAÚDE PÚ-
BLICA E O MEIO AMBIENTE, PRINCIPALMENTE
PELA POLUIÇÃO DOS RIOS.
Quais são as
maiores
dificuldades?
E as soluções?
A DIFICULDADE SE INICIA NO PROCESSO DE CO-
LETA, JÁ QUE, COMO JÁ VIMOS, NÃO ATENDE
GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO.OUTRO ENTRA-
VE É A CONSCIENTIZAÇÃO DAS PESSOAS QUE,
MUITAS VEZES, DESCARTAM RESÍDUOS, LIXO,
ÓLEO DE COZINHA E OUTROS PRODUTOS NO
SISTEMA DE ESGOTAMENTO.
AS REDES DE COLETA AQUI NO BRASIL SÃO PROJE-
TADAS PARA RECEBER 99% DE LÍQUIDOS E 1% DE
SÓLIDOS. ASSIM, AQUELE PEDAÇO DE EMBALAGEM
QUE ESCORRE PELO RALO DA PIA, OU UM APARE-
LHO DE BARBEAR, UM PEDAÇO DE FIO DENTAL DES-
CARTADO NO VASO SANITÁRIO PODEM CAUSAR
ENTUPIMENTOS NA TUBULAÇÃO. OS PROBLEMAS
GERADOS VÃO DESDE O RETORNO DO ESGOTO PARA
DENTRO DE CASA ATÉ O ROMPIMENTO DAS TUBU-
LAÇÕES.
ENQUANTO ISSO, HOJE, 4 MILHÕES DE BRASILEIROS
AINDA NÃO TÊM BANHEIRO EM SUAS CASAS E AS 100
MAIORES CIDADES DO BRASIL DESPEJAM DIARIAMENTE
3.500 PISCINAS OLÍMPICAS DE ESGOTO SEM TRATAMEN-
TO EM RIOS E MARES.
ALÉM DISSO, AINDA QUE O INVESTIMENTO EM SANEA-
MENTO RESULTE DIRETAMENTE EM REDUÇÃO DE GASTOS
COM SAÚDE PÚBLICA, O CORRETO TRATAMENTO DE ES-
GOTO GERA CUSTOS, E QUANTO MAIS AMPLO E MELHOR
O SERVIÇO, MAIS CUSTOSO ELE TENDE A SER.
Quais são os
perigos do
descarte
incorreto
do esgoto?
A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS) ESTIMA QUE
PARA CADA US$1 GASTO EM SANEAMENTO BÁSICO, US$4
SÃO ECONOMIZADOS EM SAÚDE. ALÉM DISSO, UMA DAS
PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE EM CRIANÇAS DE ATÉ 5
ANOS É A DIARREIA, UMA ENFERMIDADE QUE É FACIL-
MENTE EVITADA QUANDO SE TEM TRATAMENTO DE ES-
GOTO E DE ÁGUA.
OUTRO IMPACTO DIRETO É NA NATUREZA, PRINCIPAL-
MENTE PARA A VIDA NOS RIOS E OCEANOS. NO BRASIL,
HÁ VÁRIAS PRAIAS IMPRÓPRIAS PARA O BANHO POR
CONTA DO DESCARTE INCORRETO DE ESGOTO.
ALÉM DO ODOR E DO ASPECTO VISUAL DAS
ÁGUAS,OS DEJETOS AMEAÇAM A VIDA AQUÁTI-
CA. QUANDO DESPEJADO NOS RIOS SEM TRATA-
MENTO, O ESGOTO ALTERA A COMPOSIÇÃO NA-
TURAL DAQUELE ECOSSISTEMA, TRAZENDO DA-
NOS PARA OS SERES HUMANOS QUE ALI VIVEM,
A FAUNA E A FLORA AQUÁTICA.
5 tecnologias
que têm
auxiliado no saneamento
1. Processos com biomassa
aeróbica granular
O PROCESSO DE BIOMASSA AERÓBICA GRANULAR
FOI DESENVOLVIDO NA HOLANDA, PELA UNIVERSI-
DADE DE TECNOLOGIA DE DELFT. A TECNOLOGIA FOI
PATENTEADA PELA EMPRESA ROYAL HASKONINGDHV
E RECEBEU O NOME DE NEREDA. NESSA METODO-
LOGIA REVOLUCIONÁRIA, EM VEZ DA BIOMASSA
ENCARREGADA PELO TRATAMENTO DO ESGOTO SE
ESTRUTURAR EM FLOCOS (COMO EM PROCESSOS
CONVENCIONAIS.
NA TECNOLOGIA NEREDA ELA SE ORGANIZA EM
GRÂNULOS,CUJA VELOCIDADE DE SEDIMENTAÇÃO É
SIGNIFICATIVAMENTE SUPERIOR, SEM NECESSIDADE
DE ADIÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS E DISPENSAN-
DO A INSTALAÇÃO DE UNIDADES DE DECANTAÇÃO.
A SELEÇÃO DE BACTÉRIAS CAPAZES DE FORMAR
GRÂNULOS FAVORECE A REMOÇÃO NÃO SÓ DA MA-
TÉRIA ORGÂNICA (TRATAMENTO SECUNDÁRIO),MAS
TAMBÉM DO FÓSFORO E DO NITROGÊNIO DAS
ÁGUAS RESIDUAIS (TRATAMENTO TERCIÁRIO).
DESSA FORMA, A NEREDA PROMOVE UM TRA-
TAMENTO DE ESGOTO EFICIENTE E COLABORA
COM A PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRI-
COS.
2. Sistema
MBBR (Moving
Bed Bio-Reactor)
O sistema MBBR consiste na utilização, dentro dos reatores
biológicos, de pequenas peças de plástico, chamadas
biomídias. Essas estruturas se caracterizam pela formação de
um biofilme concentrado em seu interior, o que permite, em
um mesmo volume de reação que sistemas convencionais, uma
maior população de microorganismos responsáveis pelo
tratamento.

Esse tipo de tecnologia, assim como a Nereda, otimiza o


tratamento do esgoto quando há pouca disponibilidade de
espaço.
3. Membranas filtrant
de água
A etapa de filtração tem sido objeto de estudo de diversas
pesquisas importantes. Antigamente, era comum que essa fase
do tratamento de água fosse realizada com grandes filtros de
areia. Hoje, observa-se um movimento para a operação com
membranas.

Apesar de ainda apresentar um alto custo de implantação, esse


tipo de tecnologia reduz de maneira considerável a área
ocupada pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs).
4. Medidores
online de
qualidade
de água
Os aparelhos de medição da qualidade da água são um avanço
tecnológico que ajudam, e muito, a aperfeiçoar o saneamento
básico.

Por meio de dispositivos que apresentam sensores online


ligados a um display, é possível obter informações valiosas
sobre a água, entre elas: temperatura, concentração de sais,
cor, turbidez, pH, cloro residual, entre outras.

O acesso a esses dados possibilita um controle mais rígido das


etapas de tratamento de água e esgoto. Dessa forma, possíveis
intervenções podem ser realizadas para que os resultados
sejam cada vez mais satisfatórios.
5. Programas de redução de
perdas de água tratada
Um grande problema enfrentado no Brasil é o desperdício de
água devido à ineficiência da rede de distribuição, que
apresenta vazamentos e falta de manutenção. Como as
tubulações estão debaixo da terra, é enorme a dificuldade para
encontrar os locais exatos de perda d’água.

Por isso, a detecção desse tipo de problema tem sido feita com
equipamentos bastante tecnológicos, que utilizam sensores de
pressão, sistemas acústicos e até imagens via satélite.

Além disso, a análise dos algoritmos gerados pelos aparelhos


de monitoramento permite encontrar as anormalidades da
rede e realizar os devidos reparos para reduzir o desperdício.
Por que o despejo de esgoto sem
tratamento nos rios é um
problema?
O ESGOTO DOMÉSTICO É COMPOSTO POR
ÁGUA (99%) E SÓLIDOS (1%). ESSES REJEITOS
SÓLIDOS SÃO, EM SUA MAIORIA, CONSTITUÍ-
DOS POR MATÉRIA ORGÂNICA EM DECOMPO-
SIÇÃO, ORIGINADA DE FEZES E DE ATIVIDADES
HUMANAS EM PIAS, TANQUES, MÁQUINAS DE
LAVAR, CHUVEIROS ENTRE OUTROS.
QUANDO DESPEJADO NOS RIOS SEM TRATA-
MENTO, ELE ALTERA A COMPOSIÇÃO NATURAL
DAQUELE ECOSSISTEMA, TRAZENDO DANOS
PARA A FAUNA E A FLORA AQUÁTICA E OS SE-
RES HUMANOS QUE VIVEM NO ENTORNO.

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