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ESCOAMENTO SUPERFICIAL

AULA 01
FACULDADE MAURICIO DE NASSAU
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL – BLOCO 5
DISCIPLINA HIDROLOGIA
PROFESSOR – DIÊGO BORGES
CONCEITUAÇÃO E GENERALIDADES

 ESCOAMENTO SUPERFICIAL – É a fase do ciclo hidrológico que trata do conjunto das águas que ,
por efeito da gravidade, se desloca na superfície da Terra.
Gotas de Chuva ---- Grandes Cursos D’Água ---- Solo saturado ou Impermeável.
 As águas que escoam superficialmente representam uma das nossas maiores riquezas naturais. Sua
importância não precisa então ser realçada, basta lembrar as regiões onde esse recurso é escasso.
 Dentro do ciclo hidrológico e com relação a Engenharia, o escoamento superficial é uma das fases mais
importantes.
1 CONSTITUIÇÃO DA REDE DE
DRENAGEM SUPERFICIAL

 O Escoamento Superficial é intimamente ligado às precipitações atmosféricas. A análise quantitativa


da correlação entre esses dois fenômenos, será objeto de estudo posterior.

 Aqui será indicado o mecanismo de formação do Escoamento Superficial visando o melhor


entendimento do regime dos cursos de água.

Águas livres ---- Águas sujeitas


1.1 ÁGUAS LIVRES

 Do volume total de água precipitado, parte é interceptada. ( evapora – atm)


 Do volume restante que atinge o solo:
I. Evapora (superfícies solidas e liquidas)
II. Evapotranspira
III. Infiltra
IV. Escorre Livremente pela superfície do terreno (Linhas de Maior Declividade)
 A % relativa de cada uma destas parcelas é variável no tempo e no espaço.
Em uma precipitação constante , nota-se uma tendência do aumento na parcela do ES com o passar do tempo, onde as
demais parcelas tornam-se praticamente constantes.
1.1 ÁGUAS LIVRES

 Na fase inicial da precipitação o ES forma uma película laminar (P.depressões do terreno)

 Com a continuação do processo, a lamina se torna mais espessa, passando a escoar um volume que
representa a diferença entre a precipitação total e os volumes das diferentes parcelas desse fenômeno.
 Essas águas, que não têm ainda um caminho preferencial de escoamento, mas tão somente um sentido
dado pela linha de maior declividade do terreno, são conhecidas como águas livres.
Seu estudo é importante para o conhecimento da EROSÃO
1.2 ÁGUAS SUJEITAS

 As águas livres vão pouco a pouco, confluindo para os pontos mais baixos do terreno, passando a
escoar em conjunto pelos pequenos canais que formam a microrede de drenagem.
 A própria capacidade erosiva das águas tende a aprofundar essas canaletas, fixando, cada vez mais,
caminhos preferenciais para o escoamento (torrentes).
 As torrentes e as contribuições do escoamento subterrâneo formam, nas calhas coletoras mais
profundas, os cursos de águas (rios) que apresentam um regime mais ou menos perene devido à
contribuição continua do aquífero.
 Constitui-se dessa forma a rede de drenagem propriamente dita (subafluentes, afluentes)
Curso de água principal ---- Destino Final
 Águas sujeitas são aquelas com caminhos bem definidos (calhas, riachos ou rios), que compõe a rede
de drenagem superficial.
2 MEDIDA DO ESCOAMENTO
SUPERFICIAL

 Quanto à aplicação de interesse da Engenharia, importa principalmente conhecer o ES que passa por
um ponto determinado de um curso de água.

 Assim sendo serão considerados somente a medida das águas sujeitas em uma seção alimentada por
uma certa área da bacia contribuinte.
2.1 GRANDEZAS CARACTERISTICAS

 Entre as grandezas características do ES podem ser Indicadas como as mais importantes:


a. Coeficiente de deflúvio
b. Nivél da água
c. Velocidade
d. Vazão
e. Módulo de deflúvio anual
f. Vazão específica
g. Altura Média
h. Declividade da linha de água
 Dessas grandezas, somente o nível de água, a velocidade, a vazão e a declividade se prestam a medida direta, devendo as
demais serem determinadas analiticamente.
COEFICIENTE DE DEFLÚVIO

 Relação entre a quantidade total escoada pela seção e a quantidade total de água precipitada na bacia
contribuinte.

 Pode referir –se a uma precipitação determinada, ou a todas as precipitações ocorridas num
determinado período de tempo.
NIVÉL DA ÁGUA

 É a altura atingida pela água na seção em relação a uma certa referência.

 Pode se referir a valores instantâneos ou médias de períodos (dia, mês, ano...)


VELOCIDADE

 É a relação entre o espaço percorrido pela partícula líquida e o tempo de percurso.


VAZÃO

 É relação entre o volume escoado e o intervalo de tempo em que escoa; é igual ao produto da
velocidade média pela área da seção.
MODULO DE DEFLÚVIO ANUAL

 É o volume total escoado em um ano. ( M3 ou Km3)


VAZÃO ESPECÍFICA

 É relação entre a vazão e a área da bacia contribuinte.

 Mede-se em litros por segundo por metros quadrado


ALTURA MÉDIA

 É a relação entre o volume total escoado em um intervalo de tempo e a área da bacia. (mm)
DECLIVIDADE DA LINHA DA ÁGUA

 Relação entre a diferença de nível entre dois pontos da superfície líquida e a distancia entre os
mesmos. (m/m ou Km/km)
ESCOAMENTO SUPERFICIAL
AULA 02
FACULDADE MAURICIO DE NASSAU
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL – BLOCO 5
DISCIPLINA HIDROLOGIA
PROFESSOR – DIÊGO BORGES
NIVEL DE ÁGUA
Flutuador

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