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SEMANA DE ARTE

MODERNA NO BRASIL
RAQUEL CARDOSO 
A MODERNIDADE CHEGA AO BRASIL
RIO DE JANEIRO SÃO PAULO
• ESCOLA DE BELAS ARTES • LAVROURAS DE CAFÉ
• PARIS BRASILEIRA • CAPITAL INDUTRIAL
• MENTE ARISTOCRÁTICA • IMIGRAÇÃO
• URBANIZAÇÃO
“E só mesmo uma figura como ele [Paulo
Prado] e uma cidade como São Paulo,
poderiam fazer o movimento modernista e
objetivá-lo na Semana (...) Ora São Paulo
estava muito mais "ao par" que o Rio de
Janeiro. E, socialmente falando, o
modernismo só podia ser importado por São
Paulo e arrebentar aqui. Havia uma diferença
profunda, já agora pouco sensível, entre Rio e
São Paulo (...). São Paulo era muito mais
"moderna", fruto necessário da economia do
café e do industrialismo consequente”.
Semana de 22, por Mário de Andrade,
1942, Estado de São Paulo
“Faz vinte anos, este mês de fevereiro, que se realizou
no Teatro Municipal, a Semana de Arte Moderna. É
todo um passado longínquo de que sorrio sem medo,
mas que me assombra um pouco também. Foi
gostoso, ficou bonito, mas como tive coragem para
participar daquilo! (...) Como pude fazer uma hórrida
conferência na escadaria do teatro, cercado de
anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?... O
meu mérito de participante é mérito alheio: fui
encorajado, fui enceguecido pelo entusiasmo dos
outros. (...)
O modernismo no Brasil foi uma ruptura, foi um
abandono consciente de princípios e de técnicas, foi
uma revolta contra a intelligensia nacional. É mais
possível imaginar que o estado de guerra da Europa
tivesse preparado em nós um espírito de guerra. E as
modas que revestiram este espírito foram
diretamente importadas da Europa.
• 1912 – Oswald de
Andrade traduz o
Manifesto Futurista.
• 1913 – Exposição Lasar
Segall.
• 1914 – Exposição de
pintura de Anita
Malfatti. 
• 1917- Exposição Malfatti
(“Paranóia ou
ANTECEDENTES DA Mistificação?”). 
SEMANA DE 22 • 1922 – Paulicéia
Desvairada. 
LASAR SEGALL: O LITUANO
BRASILEIRO

Homem com Violino, Lasar Duas Amigas, Lasar Segall, Autorretrato, Lasar Segall,
Segall, 1912, óleo s/ tela, 71 cm Mulher ajoelhada, Segall,
x 51 cm 1913, óleo s/ tela. 1919, óleo s/ tela. litografia s/ papel, 45 cm 29
Eternos Caminhantes, Lasar Segall, 1919. Óleo s. Tela (138 x 184 cm)
Rua de Erradias, Lasar Segall, Interior de pobres II, Lasar
1956, óleo s/ tela, 116 cm 147 Segall, 1921, óleo s/ tela, 140
cm 173 Meus avós, Lasar Segall, 1922,
óleo s/ tela, 90 cm 73

Desenho anguloso, cores fortes, inquietude e o drama da raça humana.


Navio de Emigrantes, Lasar Segall,1939-41, óleo
com areia sobre tela, 230 cm x 275 
Guerra, Lasar Segall, óleo s/ tela 1942, 185.00 cm x 270.00 cm
Progrom, Lasar Segall, óleo s/ tela com
areia 1937, 184 cm x 150 cm
XILOGRAVURAS
Bananal, Lasar Segall, 1927,
óleo s/ tela, 116 cm 147

Mãe Preta, Lasar Segall, 1930, Menino com lagartixa, Lasar


Favela 1, Lasar Segall, 1956, Segall, 1924, óleo s/ tela, 116
óleo s/ tela, 116 cm 147
óleo s/ tela, 116 cm 147 cm 147

Deslumbramento pela luz e pelas cores tropicais:


marginais das cidades brasileiras
A boba, Anita Malfatti, Mulher de cabelos
1915 óleo s/ tela, A estudante, 1915, óleo verdes, 1915, óleo s/
61x50 s; tela 76x61 tela, 61x51

ANITA MALFATTI: A MULHER MODERNA


Homem das sete cores, de
Anita Malfatti, 1917, carvão e
pastel s/ tela 60x 45

Tropical, de Anita Malfatti, 1917, óleo s/ tela 77x 102


“Agora são 10 e meia. Apenas me
levantei. Mas a primeira coisa que faço
é pensar em ti e no teu desenho. Acabo
de tornar a olhá-lo. Queres a minha
opinião sobre ele, orgulhosinha? Pois
fica sabendo que me entusiasmei”.
Carta de Mário à Anita.
"A Propósito da Exposição
Malfatti“ Monteiro Lobato, 1917

“Seduzida pelas teorias do que ela


chama de arte moderna, penetrou
nos domínios de um impressionismo
discutibilíssimo, e põe todo o seu
talento a serviço de uma espécie de
nova caricatura. Sejamos sinceros:
futurismo, cubismo, impressionismo e
“tutti quanti” não passam de outros
tantos ramos da arte caricatural”.
“Todas as artes são regidas por
princípios imutáveis, leis
fundamentais que não dependem do
tempo nem da latitude. As medidas
de proporção e equilíbrio, na forma
ou na cor, decorrem de que
chamamos sentir.”

Artigo publicado em O Estado de S. Paulo, em 20  Crítica demolidora e


de dezembro de 1917, com o título "A Propósito
da Exposição Malfatti“.
mordaz de Monteiro
Lobato à exposição
de Anita Malfatti
Cambuquira, A. Malfatti, 1945 óleo s/ La rentrée (interior) A. Malfatti, 1927 Torrando café, A. Malfatti, 1930 - óleo s/
tela. óleo s/ tela. tela.

"Procurei todas as técnicas e voltei à simplicidade, diretamente, não


sou mais moderna nem antiga, mas escrevo e pinto o que me encanta."
“Belo da arte: arbitrário, convencional, Mário de
transitório - questão de moda. Belo da
natureza: imutável, objetivo, natural - tem a Andrade
eternidade que a natureza tiver. Arte não
consegue reproduzir a natureza, nem este é
seu fim. Todos os grandes artistas, ora
consciente (...), ora inconscientemente (a
grande maioria), foram deformadores da
natureza. Donde infiro que o belo artístico,
tanto mais subjetivos quanto mais se afastar
do belo natural. Outros infiram o que
quiserem. Pouco me importa.” 
• Prefácio interessantíssimo, 1922..
A obra, de Mário de Andrade, é
emblemática do Modernismo
brasileiro.
A capa, feita por Guilherme de
Almeida, representa, para Mário de
Andrade, a cidade de São Paulo:
constituída de pessoas de diferentes
extrações sociais, de diferentes
origens, de diferentes cores – uma
colcha de retalhos, arlequinal e
desvairada.
Somos as Juvenilidades Auriverdes! 
A passiflora! O espanto! A loucura! o desejo! 
Cravos! mais cravos para nossa cruz! (...) 
Nós somos as Juvenilidades Auriverdes! 
As forças vivas do torrão natal, as ignorâncias iluminadas, 
os novos sóis luscofuscolares 
entre os sublimes das dedicações! (...) 
(queremos) Os tumultos da luz!... 
As lições dos maiores!... 
E a integralização da vida no Universal! 
As estradas correndo todas para o mesmo final!... 
E a pátria simples, una, intangivelmente 
partindo para a celebração do Universal! (...)
 (...) Cães! Piores que cães! Vós, burros! malditos! cães! piores que cães! (...) 
Seus borras! Seus bêbados! Infames! Malditos! (...) 
Seus ............................................................!!! 
(a maior palavra feia que o leitor conhecer)
ODE AO BURGUÊS, Mário de Andrade
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
"– Ai, filha, que te darei pelos teus
o burguês-burguês!
anos?
A digestão bem feita de São Paulo! – Um colar... – Conto e quinhentos!!!
O homem-curva! o homem-nádegas! Mas nós morremos de fome!"
......................
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, Come! Come-te a ti mesmo, oh!
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
… 
Morte à gordura!
Morte às adiposidades
cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao
burguês-tílburi!
Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-
o. Tenho pontos de contacto com o futurismo.
Oswald de Andrade, chamando-me de futurista,
errou. A culpa é minha. Sabia da existência do
artigo e deixei que saísse. Tal foi o escândalo,
que desejei a morte do mundo. Era vaidoso.
Quis sair da obscuridade. Hoje tenho orgulho.
Não me pesaria reentrar na obscuridade. Pensei
que se discutiram minhas idéias (que nem são
minhas): discutiram minhas intenções. Já agora
não me calo. Tanto ridicularizaram meu silêncio
como esta grita. 
SEMANA DE ARTE
MODERNA

Libertar a arte brasileira da


reprodução de padrões e dar
início à construção de
uma cultura essencialmente
nacional.

Teatro Municipal de São Paulo, entre 13 e 17 de fevereiro de1922.


“Bruta sacudidela nas artes nacionais! (...) é
indiscutível que jamais reviravolta de arte
movimentou e apaixonou e enlouqueceu mais a
monotonia brasileira que o chamado Futurismo.
Enchente de tintas, vulcões de lama, saraivada de
calúnias. Muito riso e pouco siso. De ambas as
partes.”
(Mário de Andrade)
“É preciso que se saiba que
nos manicômios se
produzem poemas,
partituras, quadros e
estátuas, e que essa arte
de doidos tem o mesmo
característico da arte dos
futuristas e cubistas que
andam soltos por ai”.
JORNAL DO COMÉRICO, fevereiro de
1922.
HEITOR VILLA-LOBOS
 O índio de casaca” del Picchia.
 Música erudita mesclada com música
indígena e negra.
 Rodas de choro e música nordestina.

“Villa-Lobos se
orgulhava de ser o
mais vaiado do
mundo”, Tom Jobim.
“O povo é, no fundo, a origem de
todas as coisas belas e nobres,
inclusive da boa música. O que é uma
sinfonia senão a expressão musical
dos sentimentos de um povo
expressada por um indivíduo? O
compositor genuíno, por mais
cosmopolita que seja, é mais do que
nada a expressão de um povo, de um
ambiente.” (VILLA-LOBOS, Heitor, apud NEVES,
J. M. Música contemporânea brasileira. São Paulo:
Record, 1986. p. 53.)
VICTOR BRECHERET: O
ARROJADO
“Não sei de talento mais original e fantasioso
entre nossos artistas; a sua técnica, acepilhada
no convívio com os mestres europeus, é destra
e moderna; seus torsos michelangiolescos, se
obedecem à fatalidade realista dos moldes
fisiológicos, espiritualizam-se no arrojo de sua
estilização admirável, forrando-se às
animalidades anatômicas, para criarem uma
alma profunda, impressionante, soberba.
Oxalá São Paulo possa aproveitar-lhe o gênio!”.
Vídeo 14m51 - 19
Nijinsky como fauno (1912) , A. Rodin, bronze (Escultura)
O ídolo, Brecheret, 1921, bronze (Escultura) São Paulo.
“Escola dos
continuadores,
concretizadores e
resumidores de
Rodin”

Consolidado
no futurismo:
abandono do
naturalismo

A Vitória, Brecheret, 1921, bronze (Escultura) O fauno, Brecheret, 1921, pedra sabão (Escultura) São
São Paulo. Paulo.
Art Deco:
simplicidade
da forma

Dançarina, Brecheret, 1920, mármore. Tocadora de Alaúde, Brecheret, 1921, bronze patinado
(Escultura) São Paulo.
Brancusi: Maior escultor modernista

“Desde o gótico, a escultura europeia


se tornara saturada de plantinhas e
florezinhas – toda a sorte de
excrescências superficiais que
escondiam completamente a forma. A
missão de Brancusi foi se livrar desses
brotamentos e nos tornar novamente
Senhorita Pogany, 1913,
mármore. conscientes da forma.” Henry Moore
Pássaro no espaço, Brancusi, 1927, metal.
Cabeça de cristo, Brecheret, 1921,
mármore de Carrara.São Paulo.

Diana a caçadora, Brecheret, 1921, pedra de


frança.
Túmulo de Olívia Guedes Penteado, Cemitério da
Consolação, Brecheret, 1923
Branca e hercúlea, de pé, num bloco de Carrara,
Que lhe serve de trono, a formosa escultura,
Vênus, túmido o colo, em severa postura,
Com seus olhos de pedra o mundo inteiro encara.

Um sopro, um quê ele vida o gênio lhe insuflara;


E impassível, de pé, mostra em toda a brancura,
Desde as linhas da face ao talhe da cintura,
A majestade real de uma beleza rara.
Francisca Júlia, Vênus, Mármores (1895)

Musa Impassível, para o túmulo de Francisca Júlia da


Silva (poetisa paulista), 1920
O Monumento às Bandeiras, Brecheret, 1954, Granito, São
Paulo.
Emiliano Di Cavalcanti
 1923- Paris -
Expressionismo, Cubismo
e Surrealismo.

 Cotidiano da sociedade da Auto-retrato,


época – vida boêmia do 1943.
Rio.
 Cenas do carnaval, bares
noturnos, festas
populares.
Samba, Di Cavalcanti.
Nascimento de Vênus – Botticelli.
Di Cavalcanti –
Nascimento de
https://www.youtube.com/watch?v=iifb8zAIBME
Vênus.
Emiliano Di Cavalcanti foi um dos
idealizadores da Semana de Arte
Moderna de 1922.
Nos períodos de 1923 a 1925, morou na
capital francesa e teve contato com
alguns artistas da Escola de Paris, entre
eles, Pablo Picasso, que se evadia das
linhas severas do cubismo para as curvas
sensuais das madonas clássicas. O crítico
Frederico Morais (2005) afirmou: “Di
Cavalcanti deu à mulata brasileira a
dignidade da madona renascentista,
madonizou a nossa mulata.”
(Adaptado de: Mestres do Modernismo: exposição.
São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo, Fundação José e Paulina Nemirovsky e
Pinacoteca do Estado, 2005. e In. MORAIS, F. .
Acesso em: 12 abr. 2016.)

Di Cavalcanti, Moças com violão, óleo sobre tela, 49,8 ×


60,8 cm, 1937.
A partir dessa figura, da afirmação do crítico Frederico Morais e dos conhecimentos
sobre o modernismo brasileiro, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a
seguir.
( ) As mulatas de Di Cavalcanti são o resultado de uma interpretação pessoal das
mulheres clássicas de Picasso.
( ) As mulheres de Di Cavalcanti não são sofridas e solitárias, expressam,
plasticamente, o que há de ondulante, de macio, de materno e de sensual no corpo
feminino.
( ) Di Cavalcanti reproduz, acriticamente, as lições que aprendeu com artistas da
Escola de Paris.
( ) Em Paris, Di Cavalcanti, em contato com obras do passado e do seu presente,
intensificou sua visão de um Brasil multicultural, nem exótico, nem folclórico.
( ) A representação da mulher nas obras de Di Cavalcanti revela que o belo na arte e
a beleza feminina são universais e imutáveis.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Vicente do Rego Monteiro

 Recife, 1899.
 Uma obra inovadora e
nacional.
 Sinuosidade e
sensualidade.
 Clima místico e
metafísico.
 “Prefiro as cores
construtivas, cores terra.
Sou terráqueo,
essencialmente terrestre”.
Figura sentada, Vicente do Rego Monteiro.
Maternidade indígena, Vicente do
Rego Monteiro.

Os arqueiros , Vicente do Rego


Monteiro.
Pietá, Vicente do Rego
Monteiro.
APÓS A SEMANA DE ARTE MODERNA

Segunda fase do Modernismo (1930-1945):


valorização da cultura brasileira.
“Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas. Com a
água dos rios no meio, o Brasil está
dormindo, coitado. Precisamos
colonizar o Brasil."
Carlos Drummond de Andrade.
Sedimentação das
conquistas do
“Cuidado! Fortifiquem-se bem de teorias e modernismo – abandono
desculpas e coisas vistas em Paris. Quando dos princípios
vocês aqui chegarem, temos briga, na certa. acadêmicos.
Desde já, desafio vocês todos juntos, Tarsila,
Oswaldo, Sérgio para uma discussão
Análise objetiva da
formidável. Vocês foram a Paris como realidade brasileira em
burgueses. Estão épates [chatos]. E se fizeram busca de nossa
futuristas! (…) Se vocês tiverem coragem, identidade (raízes).
venham para cá, aceitem meu desafio”. Mário
de Andrade Arte menos experimental
e mais realista.
Tarsila do Amaral
Autorret
1ª FASE: PAU BRASIL. rato –
Solidez e construção cubista; Tarsila.

• Estilização geométrica das frutas e


plantas tropicais, dos caboclos negros;

Cores caipiras
(azul puríssimo, rosa
violáceo, amarelo
vivo, verde cantante)
“A Poesia Pau-Brasil. Ágil e
cândida. Como uma criança.(...)
A língua sem arcaísmos, sem
erudição. Natural e neológica. A
contribuição milionária de
todos os erros. Como falamos.
Como somos.(...) Nenhuma
fórmula para a contemporânea
expressão do mundo. Ver com
olhos livres.”

Manifesto Pau-Brasil de Oswald de


Andrade
Estrada de Ferro Central do Brasil – Tarsila.
Morro da
favela –
Tarsila.
2ª FASE: (1928) FASE ANTROPOFÁGICA.

o Manifesto antropofágico – Oswald de


Andrade.

o Proposição do canibalismo da cultura.

o Conhecer os movimentos estéticos


europeus + criar uma arte om feições
brasileiras.

Abaporu – Tarsila do Amaral.


A Negra – Tarsila.

"Antropofagia: Tarsila.
3ª FASE: SOCIAL (1930-
1933).

Exposição em Moscou em
1931 - reuniões do Partido
Comunista. 
Operários,1933: a
primeira de cunho
específicamente social no
Brasil.

Operários – Tarsila.
Arte experimental, TEMÁTICA
irreverência formal

Les demoiselles Guernica, Picasso, 1937.


d'Avignon, Picasso, 1907.
Cândido Portinari
• Brodósqui, SP – 1903.
• 1918 - Escola Nacional de Belas-
Artes
Auto-retrato, Portinari
• 1928 – viagem ao exterior.
• Pintura de murais (inspiração do
Muralismo mexicano): a luta das
classes trabalhadoras nas
plantações, nas favelas e nas
cidades.
• 1940 acentuou–se a pintura do
sofrimento de grandes massas do
povo brasileiro.
ARTE PARTICIPANTE DO PROCESSO SOCIAL

• TEMAS NACIONAIS
• Cubismo – a superfície chapada e
a geometrização das formas.
• Expressionismo – força
dramática, distorção da figura.

O lavrador de café
– Portinari.
• 

Café -
Portinari
Os Retirantes-
Portinari
Primeira Missa – Victor Meirelles.
Primeira Missa – Portinari.
OS ATELIÊS COLETIVOS

• Grupo de jovens artistas – rejeição dos princípios


tradicionalistas da arte
• Escola Nacional de Belas Artes – ideias da Missão
Artística francesa (Academicismo e romantismo)

Núcleo Bernadelli
Sociedade Pró- Arte Moderna - SPAM
Clube dos Artistas Modernos –CAM
Grupo Santa Helena
Núcleo Bernardelli - (RIO DE JANEIRO, 1931/19
• “Éramos – todos os fundadores do Núcleo Bernardelli –
jovens, pobres, românticos e inconformados” Edson
Motta.
• Séc. XIX Rodolfo e Henrique Bernadelli.

Estúdio fotográfico de Nicolas Alagemovits.


1931 - Porões da ENBA.
1935 – Núcleo expulso porões.
José Pancetti
• 1922 – 1946 Marinha da Guerra do Brasil.
• 1932 – ligou-se ao Núcleo Bernardelli.
• Retratos e temas de paisagens urbanas e
marinhas.
• Característica fundamental –
luminosidade natural.
Grupo Santa Helena (São Paulo, 1935/1944)
Palacete Santa Helena, na Praça da Sé.
Ateliês de Francisco Rebolo e Mario Zanini.
Imigrantes pobres – preconceito.
Aprimoramento técnico de pintura, sessões de
modelo vivo, excursões aos subúrbios da cidade para
pintura ao ar livre.

Paisagens – foco subúrbios, arredores da cidade.


Francisco Rebolo Gonzales
 Pintor de paredes,
jogador de futebol.

 Retratos.
 Natureza morta.
 Paisagens que
retratam os bairros
de São Paulo.
ALFREDO VOLPI (1893-1988)
oCarpinteiro, encanador e pintor de paredes.
oDécada de 30 – contato com Rebolo e o Grupo Santa
Helena.
oPrimeiros quadros – paisagens, interiores e figuras
humanas (naturalismo associado a técnicas
impressionistas).
o1950 – fachadas de casarios, mastros, bandeiras e fitas.
o(não recebem um tratamento naturalista, trabalhados
esquematicamente, valorizando efeitos cromáticos).

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