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Administração e Organização

Profa. Juliane Silveira


Depto de Administração e Administração Pública / ICHS
julianesilveira.uff@gmail.com
2

Abordagens da Administração

Clássica Humanística Sistêmica Contingencial


Estruturalista

Início século XX Década de 30 Década de 40 Década de 50 Década de 70


Era Industrial Recessão Econômica

• Administração • Teoria das Relações • Teoria da Burocracia • Teoria dos Sistemas • Teoria da Contingência
Científica- Taylor e Humanas- Experiência • Teoria Estruturalista
Ford de Hawthorne
• Teoria Clássica- Fayol

Abordagem descritiva e Organização como um Maior ênfase no ambiente


Abordagem prescritiva e Abordagem prescritiva e explicativa sistema aberto externo
normativa normativa
Homem organizacional Ênfase no ambiente Não há nada de absoluto
Homem econômico Homem social nas organizações ou na
Ênfase na estrutura,
Ênfase nas tarefas e na Ênfase nas pessoas pessoas e no ambiente teoria administrativa.
estrutura
3

Fonte: SERPRO
http://www1.serpro.gov.br/publicacoes/gco_site/m_capitulo01.htm
Teoria de Sistemas
Abordagem Sistêmica
“O organismo é um todo maior que a soma das suas partes”
Teoria de sistemas
• Surgimento de uma nova teoria indisciplinar
• Transcender os problemas exclusivos de cada ciências e
proporcionar princípios gerais sejam físicos, biológicos, sociológicos
e químicos
• Se baseia na compreensão de dependência recíproca de todas as
disciplinas e das necessidades de usar integração
• Passam a tratar os objetos de estudo como sistemas.
Teoria de sistemas
• Princípios intelectuais:

 Reducionismo: É o princípio que se baseia na crença de que todas as


coisas podem ser compostas e reduzidas em elementos
fundamentais e simples
 Pensamento analítico: É utilizado pelo reducionismo para explicar
as coisas ou tentar entender, a análise consiste em decompor o todo
 Mecanicismo: É o princípio que se baseia na relação de causa e
efeito entre dois fenômenos (sistema fechado)
 Sistema fechado: Não apresenta intercâmbio com o meio ambiente
externo
 Sistema aberto: Apresenta intercâmbio com o ambiente externo por
intermédio de entradas e saídas
Teoria de sistemas
Teoria de sistemas
Teoria de sistemas

Com esses princípios, a teoria geral de sistemas permitiu o


surgimento da cibernética e desagrou na teoria geral da
administração redimensionando totalmente suas concepções.
Teoria de sistemas

Cibernética: criada entre 1943-1947 por Norbert Wiener.

Vem do grego “kybernykity”=


Arte de governar navios

Surgiu como uma ciência inter-


disciplinar destinada a estabelecer
relações entre as várias ciências.
Preencher os vazios não pesquisa-
dos pelas demais ciências.
Teoria de sistemas
Campo de estudo da Cibernética: Sistema

• É um conjunto de elementos (que são as partes ou órgãos do


sistema)
• Dinamicamente relacionados em uma rede de
comunicações (em decorrência da interação dos elementos)
• Formando uma atividade (que é a operação ou processamento
do sistema)
• Para atingir um objetivo ou propósito (finalidade do sistema)
• Operando sobre dados/energia/matéria (que são insumos ou
entradas de recursos para o sistema operar)
• Para fornecer informação/energia/matéria (que são as saídas do
sistema)
Teoria de sistemas
Modelos

• Representação de sistemas originais através de outro sistemas


comparáveis.
• É a representação simplificada de alguma parte da realidade.
Teoria de sistemas
Teoria de sistemas
Conceitos:

1. Entrada (Input)
2. Saída (Output)
3. Caixa Negra (Black Box)
4. Retroação (Feedback)
5. Homeostasia
6. Informação
Teoria de sistemas
1. Entrada (Input)

• A entrada de um sistema é tudo o que o sistema importa ou recebe do seu


mundo exterior para poder funcionar.

• É constituída de:
– Informação: é aquilo que permite reduzir a incerteza a respeito
de alguma coisa. A informação proporciona orientação e conhecimento a
respeito de algo, permitindo planejar e programar o funcionamento do
sistema.
– Energia: é a capacidade utilizada para movimentar e dinamizar o
sistema, fazendo-o funcionar.
– Materiais: são os recursos físicos utilizados pelo sistema como meios
para produzir as saídas (produtos ou serviços). Podem ser operacionais ou
produtivos.
Teoria de sistemas

2. Saída (Output)

• É o resultado final da operação de um sistema. Através da


saída, o sistema exporta o resultado de suas operações para o
meio ambiente.
• É o caso de organizações que produzem saídas como bens e
serviços de uma infinidade de outras saídas (informações,
lucros, pessoas aposentadas ou que se desligam, poluição e
detritos etc)
Teoria de sistemas

3. Caixa Negra (Black Box)

• Sistema cujo interior não pode ser desvendado, cujos


elementos internos são desconhecidos e que só pode ser
conhecido “por fora”, através de manipulações externas ou de
observação externa.
• Utiliza-se este conceito quando o sistema é impenetrável ou
inacessível por alguma razão (por exemplo, o cérebro humano
ou o corpo humano etc.) ou quando o sistema é complexo, de
difícil explicação ou detalhamento (como um computador
eletrônico ou a economia nacional).
Teoria de sistemas
4. Retroação (Feedback)
• Servomecanismo, retroalimentação ou realimentação.
• É um mecanismo pelo qual parte da energia de saída de um sistema ou de uma máquina
volta ou retorna à entrada. Serve para comparar a maneira como um sistema funciona em
relação ao padrão estabelecido para ele funcionar.

• Pode ser Retroação (Feedback):


• – Positiva – é a ação estimuladora da saída que atua sobre a entrada do sistema. Na
retroação positiva, o sinal de saída amplifica e reforça o sinal de entrada (aumento de
vendas)
• – Negativa – é a ação inibidora da saída que atua sobre a entrada do sistema. Na retroação
negativa o sinal de saída diminui e inibe o sinal de entrada. (diminuição das vendas)

• Principais funções:
– Controlar a saída enviando mensagens geradas ao regulador de entrada.
– Manter um estado relativamente estável da operação do sistema quando este se defronta
com variáveis externas que podem ocasionar sua flutuação.
– Aumentar a possibilidade de que o sistema seja eficaz diante de situações externas.
Teoria de sistemas

5. Homeostasia

• É o equilíbrio dinâmico obtido através da auto-regulação, ou seja,


através do autocontrole.
• O conceito nasceu na filosofia animal com Claude Bernard (1813-
1878), ao propor que “todos os mecanismos vitais têm por objetivo
conservar constantes as condições de vida no ambiente interno”.
• É a capacidade que tem o sistema de manter certas variáveis dentro
de limites, mesmo quando os estímulos do meio externo forçam
essas variáveis a assumirem valores que ultrapassam os limites da
normalidade, como no caso da temperatura do corpo humano e do
piloto automático da aviação.
Teoria de sistemas
6. Informação

• Envolve um processo de redução de incerteza. O conceito de


informação requer dois outros conceitos:

– Dado: é um registro ou anotação a respeito de um evento ou


ocorrência.
– Informação: é um conjunto de dados organizados, agrupados e
categorizados em padrões para criar um significado. Um conjunto de
dados numéricos como 16, 01 e 46, transforma-se em informação
quando significa a data de nascimento de uma pessoa.
– Comunicação: quando uma informação é transmitida a alguém,
sendo, então, compartilhada também por essa pessoa. A informação
transmitida, mas não recebida, não foi comunicada.
Teoria de sistemas
Teoria de sistemas
Teoria de sistemas
Teoria da Contingência
Abordagem Contingencial
• Na abordagem sistêmica houve um estudo do sistema aberto, mas
ainda de forma tímida. A abordagem contingencial veio a estudar
mais profundamente o meio externo gerando o fenômeno
organizacional. A abordagem sistêmica estudou as organizações
como sistemas abertos em estreito intercâmbio com o ambiente. Já
a abordagem contingencial como sistemas abertos e cuja estrutura
depende das contingências ambientais. A abordagem contingencial
veio estudar até que ponto o ambiente externo afeta a
estratégia da organização. As características organizacionais
somente podem ser entendidas mediante a análise das
características ambientais com as quais aquelas se defrontam.
Teoria da Contingência
• Surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os
modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em
determinados tipos de empresas. Essas pesquisas pretendiam
confirmar se as organizações mais eficazes seguiam os pressupostos
da Teoria Clássica, como divisão do trabalho, amplitude de controle,
hierarquia de autoridade. Os resultados das pesquisas conduziram a
uma nova concepção de organização: a estrutura da organização
e o seu funcionamento são dependentes da interface com o
ambiente externo. Verificaram que não há um único e melhor
jeito de organizar.

• Estrutura organizacional= forma que a organização assumiu para


integrar seus recursos
• Estratégia= plano de alocação de recursos para atender as demandas
do ambiente
Teoria da Contingência
• Pesquisa de Chandler

 Estudou pormenorizadamente a experiência de quatro grandes


empresas americanas : DuPont, General Motors, Standard OilCo. (New
Jersey) e Sears Roebuck & Co.
 Sua pesquisa era sobre estratégia e estrutura organizacional, à medida
que o ambiente trazia ameaças ou oportunidades, as
organizações mudavam sua estrutura.
 As diferentes espécies de estruturas organizacionais foram necessárias para
tocar diferentes estratégias e enfrentar diferentes ambientes. A alteração
ambiental é o fator principal da alteração da estrutura.
Teoria da Contingência
• Pesquisa de Emery e Trist: Eles definiram 4 tipos de contexto ambiental. Para cada
tipo de contexto desenvolve-se um tipo de organização mais adequado.
 Tipo 1: (competição pura) É o ambiente mais simples e tranqüilo. Justamente pelo seu
pequeno tamanho, a organização não pode afetar as outras organizações do ambiente.
Essas organizações sobrevivem em pequenas unidades, isoladas e dificilmente se
adaptariam a um outro ambiente. O tamanho das empresas é geralmente pequeno. Número
infinito de empresas. Exemplos: mercado, bares e farmácia.
 Tipo 2: (competição monopolística) Ambiente também estático. São as empresas que
se dedicam a um tipo de produto em uma região onde não há mercado competitivo. O
tamanho das empresas é grande e pequeno. Grande número de empresas. Exemplo:
supermercado.
 Tipo 3: (oligopólio) Ambiente mais dinâmico do que estático. Desenvolvem-se
organizações do mesmo tamanho, tipo, objetivos, dispondo das mesmas informações e
pretendendo o mesmo mercado. Surgem as rivalidades, tornando necessário o
conhecimento das reações dos rivais. As empresas são geralmente grandes. Pequeno
número de empresas. Exemplo: montadora de carros.
 Tipo 4: (monopólio puro) Se caracteriza pela complexidade, turbulência, dinamicidade.
É quase impossível a entrada de novas empresas no mercado. As empresas são grandes.
Uma ou poucas empresas. Exemplo: sistema operacional, empresas de cimento.
Teoria da Contingência
• Pesquisa de Burns e Stalker: Pesquisaram 20 indústrias inglesas e as
dividiram em dois tipos:

• Sistemas mecânicos
Há predominância dos princípios da Teoria Clássica. O ambiente é estável e
permanente. A estrutura organizacional burocrática e rígida. As comunicações
são quase sempre verticais. As decisões são centralizadas na cúpula da
organização. Temos como exemplo uma indústria.

• Sistemas orgânicos
Há predominância dos aspectos democráticos da Teoria das Relações
Humanas. O ambiente é instável e dinâmico. A estrutura organizacional
flexível e mutável. As comunicações são quase sempre horizontais. As decisões
são descentralizadas, ad hoc (aqui e agora). Temos como exemplo uma
empresa de consultoria.
Teoria da Contingência
• Pesquisa de Lawrence e Lorsch: Os autores fizeram uma pesquisa
com 10 empresas em três diferentes meios industriais (plásticos,
alimentos empacotados e recipientes-containeres).

• A denominação Teoria da Contingência derivou desta pesquisa.

• Concluíram que os problemas organizacionais básicos são diferenciação e


integração.
 Diferenciação é a divisão da organização em subsistemas ou departamentos,
cada qual desempenhando uma tarefa especializada em um contexto
ambiental também especializado.
 Integração refere-se ao processo oposto, tem como função alcançar a
coordenação entre vários departamentos (ou subsistemas).

• Quanto mais diferenciação mais ação de integração a empresa


deverá fazer.
Teoria da Contingência
• Pesquisa de Woodward: Socióloga industrial inglesa que utilizou uma
amostra de 100 firmas. Percebeu que a tecnologia utilizada pela empresa
define o ciclo de funcionamento da empresa. Ela classificou as firmas em 3
grupos de tecnologia de produção.

• Produção unitária ou oficina - É o caso de produção de aviões, navios,


locomotivas, geradores.
• Produção em massa ou mecanizada - É o caso de empresas montadoras de
automóveis, brinquedos, etc.
• Produção em processo ou automatizada - É o caso de refinarias de petróleo,
cimento, siderúrgicas.
Teoria da Contingência

• As 5 pesquisas de Chandler, Emery e Trist, Burns e Stalker, Lawrence e


Lorsh e Woodward revelam a estreita dependência da organização
em relação ao seu ambiente e à tecnologia adotada. As
características da organização não só dependem dela própria e sim do
ambiente externo e da tecnologia. A Teoria da Contingência salienta
que as características das organizações são variáveis
dependentes do ambiente (variável externa) e da tecnologia
(variável interna). Daí a enorme importância do estudo sobre o ambiente
e a tecnologia administrativa.
Ambiente Geral e Ambiente de
Tarefa
Tipologia de ambientes
• Quanto à estrutura ambiental
Ambiente Homogêneo: É composto de fornecedores, clientes e
concorrentes semelhantes. Há pouca segmentação do mercado. Estrutura
organizacional simples.
Ambiente Heterogêneo: Fornecedores, clientes e concorrentes
heterogêneos. Muita segmentação de mercado. Estrutura organizacional
diferenciada.

• Quanto à dinâmica
Ambiente estável: Pouca ou nenhuma mudança. Rotina, previsibilidade e
certeza. Manutenção do status quo (realidade como se apresenta em
determinado momento). Ênfase na eficiência. Ambiente da Escola Clássica de
Ford.
Ambiente instável: Muitas mudanças. Imprevisibilidade e incerteza.
Tendência à adhocracia (lidar com o aqui e agora). Ênfase na eficácia.
Tecnologia
• Ao lado do ambiente, a tecnologia constitui outra variável
independente que influencia as características organizacionais
(variáveis dependentes).

• Se desenvolve nas organizações através de conhecimentos acumulados e


desenvolvidos sobre o significado e execução de tarefas – know how (como
fazer), o que diferencia uma empresa da outra é o know how.

• Tecnologia é conhecimento! A tecnologia é o conhecimento de como


fazer as coisas para alcançar objetivos humanos.
Tecnologia
• Incorporação de bens 
• Tecnologia incorporada: Hardware. Está contida em bens de capital,
matérias primas.
• Tecnologia não incorporada: Software. Encontra-se nas pessoas
(engenheiros, pesquisadores) sob a forma de conhecimentos intelectuais ou
profissionais. 

• Pode ser considerada uma variável


• Ambiental (Exógena): Fora da organização. As empresas incorporam as
tecnologias desenvolvidas pelas outras empresas do seu ambiente de tarefa
em seus sistemas.
• Organizacional (Endógena): Dentro da organização. A tecnologia faz
parte do sistema interno da organização, influenciando também o seu
ambiente tarefa.
Tecnologia
• Tipologia de Thompson: Para ele “a tecnologia é uma importante
variável para a compreensão das ações das empresas”. Ele identifica três
tipos de tecnologia:

 Elos em sequência: Baseada na interdependência serial das tarefas


necessárias para completar um produto. Repetitividade do processo
produtivo. Abordagem da Administração Científica. Tecnologia fixa e
estável. É o caso da linha de produção.
 Mediadora: Têm por função básica a ligação de clientes que são ou
desejam ser interdependentes. Tecnologia fixa e estável. Repetitividade
do processo produtivo. Abordagem da Teoria da Burocracia. É o caso da
internet, das telecomunicações, correio.
 Intensiva: Quem manda é o cliente no feedback. Abordagem da Teoria
da Contingência. Tecnologia flexível. Como exemplo, empresa de
consultoria, propaganda e marketing, salas de emergência nos EUA
Administração da Qualidade
Era da Qualidade
• Não basta mais oferecer um produto ou serviço padronizado (Era da
Produção em Massa) a baixo custo operacional (Era da Eficiência): mais do
que isso, o cliente quer o atendimento das suas necessidades, o que significa
"qualidade".

• As empresas japonesas começam a evidenciar que estavam melhor


preparadas que as empresas americanas e européias: nos anos 50 e 60, as
empresas japonesas começam a difundir um novo conceito - Qualidade
Total – que viria a marcar de forma indiscutível um novo paradigma na
relação "empresa/cliente".

• Atender necessidades e interesses do cliente (eficácia), ao contrário


do enfoque clássico que busca eficiência nos recursos, nas relações humanas
ou desempenho.
Eficiência e Eficácia
Processo Resultado
(eficiência) (eficácia)

Função Produto
Entrada f(x) Saída ou
serviço

Feedback
Retroalimentação

Eficiência: Meios, uso dos recursos. É o processo que funciona


da forma adequada.
Eficácia: Fins, alcance das metas. É o resultado desejado.
Efetividade: Eficiência + Eficácia. É o processo correto que
gerou o resultado desejado.
Administração japonesa

• Eiji Toyoda e Taichi Ohno: Toyotismo


- Modelo de produção baseado no princípio taylorista/fordista de
produção e conhecimentos de Deming, Shewart e a cultura japonesa:
Automatização, Just-in-time, trabalho em equipe, flexibilização da
mão de obra, gestão participativa, controle
de qualidade e subcontratação ou terceirização

- Adotou uma nova forma de organização do trabalho mais flexível,


com menor espaço e menor concentração de estoques
- Todo elemento que não agregue valor ao produto deve ser eliminado
por ser um desperdício. Produção enxuta, Lean production
Administração japonesa

• Kaizen: melhoria contínua


kai (Repetição)
zen (Estado da perfeição)- religião budista, conceito espiritual para dentro das
empresas

• Just-in-time: eliminação total dos desperdícios


Produzir o mínimo de unidades, nas menores quantidades possíveis, no
tempo mais longo possível e eliminando todas as razões para se fazer
estoques.
Qualidade Total: Ciclo PDCA de
Deming
Qualidade Total

• Ishikawa: Espinha de peixe ou diagrama de causa-e-efeito


Identifica causas e subscausas de um problema
Diagrama de causa e efeito
Metodologia para construção:

• Identificar que os efeitos podem ser:


 Positivos (uma meta a ser atingida);
 Negativos (um problema a ser eliminado);

• Montar a caixa do efeito escolhido e conecta-la à espinha dorsal;


• Montar as caixas nas quais serão inscritas as causas determinadas;
• Fixar as espinhas primárias nas caixas e na espinha dorsal;
• Definir as causas secundárias e fixá-las nas espinhas secundárias;
• Com o diagrama concluído, analise-o e estabeleça o plano de ação
que poderá eliminar o efeito indesejado ou potencializar a meta
pretendida
Exemplo

- Taylor, estou com um problema na minha linha de produção.


- Faça então um estudo de tempos e movimentos. (processo)

- Fayol, estou com problema na gestão da minha empresa.


- O problema está nos seus gerentes e administradores. (processo)

- Weber, a minha empresa tem problemas.


- Você precisa aprimorar as normas e os procedimentos. (processo)

- Joseph Juran, o que faço para melhorar minhas vendas?


- Atenda as necessidades do seu cliente.
- Trilogia da qualidade: planejamento, controle e aprimoramento
Teoria Z

• Teoria Z:
É uma administração participativa formulada por William Ouchi e
apresenta a cultura e o estilo japonês de administração.

Esta teoria se fundamenta nos seguintes princípios:


• Emprego estável (isso está mudando).
• Pouca especialização (≠ divisão do trabalho).
• Avaliação do desempenho, promoção lenta.
• Igualitarismo no tratamento das pessoas (não existe sala privativa
para o chefe).
• Democracia e participação (≠visão taylorista “Uns são pagos para
pensar e outros para executar”).
• Valorização das pessoas.

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