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MODIFICAÇÕES DE PROCESSO, DE PROPRIEDADES DE

METAIS E DE PROJETOS

Brendha Santos de Estácio


Brendo Paulo Nunes Garcia
Nelson Scalzer Pagani
Lucas Penitente Sfalsin
Matheus Ayolphi Liuth

Professor: João Victor Soares Chagas


Disciplina: Corrosão
Engenharia Mecânica
Instituto Federal do Espírito Santo
Sumário

1. Introdução;
2. Modificação de Processo;
3. Modificação de Propriedades de Metais;
3.1 Compatibilidade entre Materiais Metálicos e Meios Corrosivos
4. Modificação de Projetos;
5. Conclusão;
6. Referências Bibliográficas.

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Introdução

◦ Nem sempre é possível ou conveniente acrescentar um inibidor para


diminuir a ação corrosiva de um determinado meio;

◦ Fatores: custo do inibidor, contaminação de produtos e influência no


processo industrial;

◦ Com isso, deve-se utilizar outras medidas de proteção como modificações


de processo, de propriedades de metais e de projetos;

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Introdução

Breve definição:

MODIFICAÇÃO DE PROCESSO

MODIFICAÇÃO DE PROPRIEDADES DE
METAIS

MODIFICAÇÃO DE PROJETOS

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20.1 Modificações de Processo

Em alguns casos, deve-se modificar o processo, a fim de controlar a corrosão.


Exemplos:

01 Na síntese da uréia, a partir de dióxido de carbono e amônia


No processo, é comum se adicionar pequena quantidade de ar ou de oxigênio para passivar o aço
inoxidável usado na construção do reator;

02 Solventes clorados não são corrosivos para diversos materiais metálicos


Mas, em presença de água aquecida, podem sofrer hidrólise, formando ácido clorídrico, que é
corrosivo. Com isso, deve-se atentar ao processo para evitar esse evento.

03 O titânio se oxida com ignição em presença de cloro seco


O processo deve-se utilizar cloro úmido, a qual o titânio resiste.
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20.1 Modificações de Processo

Em alguns casos, deve-se modificar o processo, a fim de controlar a corrosão.


Exemplos:

04 Algumas substâncias são relativamente inertes quando secas, mas podem absorver água
tornando-se, então severamente corrosivas.
O aço-carbono não é atacado pelo H2SO4 concentrado, porque esse está pouco ionizado, mas é atacado
pelo diluído, pois na diluição ele o ácido sulfúrico sofre um acréscimo na ionização. Daí, se procura
evitar que ácido sulfúrico concentrado armazenado em tanques de aço-carbono absorva umidade;

05 A amônia anidra causa corrosão sob tensão fraturante em tanque de aço-carbono


Mas, a adição de pequena quantidade de água (cerca de 0,2%), funciona como inibidor da corrosão;

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20.2 Modificação de Propriedades de Metais

Em muitos casos, a adição de pequenas quantidades de elementos de liga influenciam


mais nas propriedades mecânicas do que na taxa de corrosão;

Entretanto, pode ocorrer uma influência acentuada na taxa de corrosão em determinado


meio corrosivo, conforme tabela abaixo:

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20.2 Modificação de Propriedades de Metais

Com o mecanismo do processo de corrosão estabelecido, pode-se obter ligas adequadas para
serem usadas em determinados meios.

◦ A adição de cerca de 2% a 4% de molibdênio nos aços inoxidáveis aumenta a sua


resistência contra os meios corrosivos ácidos;

◦ Para meios corrosivos básicos ou alcalinos, são mais recomendados magnésio, prata e
níquel.

◦ Em meios básicos, deve-se evitar o emprego de alumínio, zinco, chumbo e estanho, pois
esses metais são rapidamente atacados por soluções alcalinas, formando sais e desprendendo
hidrogênios.

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20.2 Modificação de Propriedades de Metais

◦ O aço-carbono tensionado e exposto a solução alcalina pode sofrer corrosão sob tensão
fraturante. Para evitar a corrosão , deve-se alterar o meio corrosivo ou se fazer um
tratamento de alívio de tensões;

◦ Para aço exposto ao ataque atmosférico ou de bases fortes, como NaOH e KOH, costuma-
se adicionar 0,2% de cobre para reduzir a taxa de corrosão;

◦ Usam-se também tratamentos térmicos, visando a evitar áreas diferentemente


deformadas ou tensionadas ou com diferentes estruturas.

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20.2 Modificação de Propriedades de Metais

20.2.1 Compatibilidade entre Metais Metálicos e Meios Corrosivos

Existe uma lista com indicação orientadora na seleção de materiais metálicos, visando a
maior resistência à corrosão em determinados meios corrosivos. Temos os seguintes
exemplos que são compatíveis (“não” provocam corrosão):

◦ Aço-carbono - ácido sulfúfico concentrado (acima de 85%);


◦ Aço inoxidável - ácido nítrico, ácido sulfúrico diluído e aerado em temperatura ambiente,
álcalis;
◦ Alumínio - ácidos nítrico 80%, acético, cítrico, tártico, málico, graxos, hidróxido de amônio
e água destilada;
◦ Cobre - água do mar, exposição atmosférica, ácidos não-oxidantes, não-aerados e diluídos
como sulfúrico, acético e fosfórico, água potável.

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20.2 Modificação de Propriedades de Metais

Incompatíveis (provocam muita corrosão):

◦ Aço inoxidável austeníticos - ácido clorídrico e água do mar;

◦ Alumínio, zinco, estanho e chumbo - soda cáustica ou álcalis;

◦ Alumínio, cobre e suas ligas - mercúrio e sais de mercúrio;

◦ Cobre e suas ligas - ácidos nítrico, amônia e soluções amoniacais em presença de oxigênio
e gás sulfídrico;

◦ Níquel e suas ligas - enxofre e sulfeto (principalmente em altas temperaturas).

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20.3 Modificação de projetos

Durante as especificações dos detalhes de um projeto e determinação de métodos de


fabricação e de montagem de estruturas ou equipamentos, diversas variáveis são
consideradas, como:

● propriedades mecânicas, de soldagem e de usinagem do material;


● Facilidade e custos de obtenção; fabricação, inspeção e manutenção
● compatibilidade com equipamentos já existentes;
● vida estimada do material ou processo;
● Segurança;

Nisto, é necessário também se utilizar dos conhecimentos sobre corrosão,


evitando incidir em erros que poderão significar grandes perdas futuras.

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20.3 Modificação de projetos

Além de usar metais mais resistentes à corrosão, dentro das limitações de


emprego e custo, algumas boas práticas que devem ser consideradas na fase de
projeto são:

01 Superdimensionar adequadamente as espessuras das diferentes partes dos materiais, tendo


conhecimento prévio do tipo e intensidade de corrosão que devem ser esperados durante a utilização
do equipamento;

02 Usar soldas bem acabadas e contínuas (no sentido de evitar bolsas,


reentrâncias, etc.) e aliviadas de tensões;

03 Prever máximo de acessibilidade à parte do equipamento mais sujeito à


corrosão, a fim de facilitar a inspeção e manutenção;

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20.3 Modificação de projetos

04 Em equipamentos que há movimento de fluidos, a velocidade destes deve ser mantida dentro de certos
limites para evitar sedimentação de produtos, erosão, turbulência e impingimento;

05 Não formar ângulos fechados e estrangulamentos desnecessários nas tubulações, a fim de evitar
turbulências e ação erosiva do meio, como impingimento e cavitação;

06 facilitar a completa drenagem de líquidos,


evitando áreas de estagnação de água ou de
soluções corrosivas;

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20.3 Modificação de projetos

07 Evitar contatos diretos de materiais metálicos com alta diferença de potencial, com o uso, por
exemplo, de gaxetas, niples ou arruelas não metálicas, que agirão como isolantes;

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20.3 Modificação de projetos

08 Bases de tanques de armazenamento que impeçam a presença de frestas, daí, quando possível, usar
tanques suspensos;

09 Localizar o equipamento o mais afastado possível da água ou vapores corrosivos proveniente de


outras unidades;

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Considerações Finais

◦ Nem sempre é possível ou conveniente se acrescentar um inibidor para diminuir a ação


corrosiva de um determinado meio;

◦ Essa impossibilidade depende de vários fatores, como custo elevado do inibidor,


contaminação de produtos e influència no processo industrial;

◦ Deve-se se atentar a usar medidas de proteção como modificações de processo, de


propriedades de metais e de projetos;

◦ Saber do que é composto certo material e qual o meio corrosivo que o mesmo estará exposto
é obrigatório para um bom planejamento do engenheiro;

◦ É papel do engenheiro definir qual procedimento será menos custoso e que evite problemas
com corrosão.
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Referências Bibliográficas

VICENTE, Gentil. Corrosão. 3. ed. Rio de Janeiro, Travessa do Ouvidor, 1996.

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Professor: João Victor Soares Chagas

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