Você está na página 1de 31

Renascentista

Renascimento ou Renascença

Prof.ª: Daniela Brendolan


Email: dani_brendolan@hotmail.com
Faj - Gastronomia
Renovação em todos os
setores de atividade
• Período de "renascimento" das letras e das artes como um todo.

• Teve início na Itália no século 14, tendo alcançado seu auge no


século 16, influenciando todos os demais países da Europa.

• Os termos, Renascença ou Renascimento passaram a ser
utilizados a partir do Século 15 para designar o retorno da cultura
aos padrões clássicos.

• Tal movimento se iniciou com os estudos dos cânones artísticos


da antiguidade clássica.
•     
O homem passou a ser o
parâmetro do mundo
• A visão do homem sobre si mesmo modificou-se radicalmente,
pois no período anterior, todos os campos do saber humano
tendiam a voltar-se para as explicações teocêntricas.

• a visão do homem, basicamente, tinha Deus como ponto de


partida para todas as discussões acerca do universo, suas
origens e seus mecanismos.
• Na Renascença, o homem voltou seu olhar sobre si mesmo,
isto é, houve o ressurgimento dos estudos nos campos das
ciências humanas, em que o próprio homem toma-se como
objeto de observação, ao mesmo tempo em que é o
observador.
As grandes descobertas e
invenções
•  No campo da ciência, o período foi um dos mais férteis na
história da humanidade. Galileu Galilei, mesmo perseguido
pela Igreja, afirmava não ser a Terra o centro de todo o
universo.

• Pela constatação do movimento da Terra em torno do Sol, as


teorias de Galileu seguiam em rota de colisão com os
próprios conceitos religiosos vigentes: tal fato, por si mesmo,
já era considerado um desafio às autoridades religiosas.
•     
• A invenção da bússola, assim como o aprimoramento das
técnicas de navegação, facilitou a expansão marítima
europeia, resultando na nova rota marítima para as Índias,
realizada por Vasco da Gama.

• Por outro lado, a pólvora, outrora utilizada meramente para a


fabricação de fogos de artifício, passou a ser utilizada para
fins militares. Desta forma, os colonizadores europeus
passaram a obter vantagem bélica esmagadora sobre os povos
dos territórios conquistados.
Leonardo da Vinci, o
gênio da Renascença.
• Leonardo da Vinci foi aquele que melhor personificou os padrões
do homem renascentista, tendo sido pintor, escultor, arquiteto,
cientista e músico.

• Da Vinci deixou contribuições nas artes, entre elas, uma das mais
populares pinturas na história das artes, La Gioconda, a Mona
Lisa.

• Paralelamente, realizou inúmeros experimentos científicos, entre


eles os seus projetos de engenharia, que assombraram sua época.
• No desenho, era um mestre da perspectiva: este constitui um
efeito pictórico que "insere" o observador no espaço representado
no desenho, ao contrário das obras produzidas anteriormente, em
que a ideia da onisciência de Deus fornecia parâmetros como
ponto de vista.

• A representação do ponto de vista da onisciência resultava em


figuras planas, sem profundidade espacial.

• Donatello e Sandro Botticelli foram grandes artistas da época.

• Fim das restrições da Arte Bizantina, surgimento da Arte Gótica


na Alemanha.
Arte Gótica

Arte Bizantina
Declínio do feudalismo
• A sociedade feudal, a partir da Renascença, teve seus
mercados alterados através do nascimento de uma
burguesia urbana, que revolucionava os padrões então
vigentes na produção.

• Os centros urbanos se multiplicaram a partir do


desenvolvimento das atividades comerciais, substituindo
paulatinamente os antigos feudos. (Enciclopédia Master
da Arte)
Leonardo da Vinci e a
Alimentação no
•  
Renascimento
• Em 1980 foi descoberto o Codex Romanoff ou, para
simplificar, os "Cadernos de Cozinha" de Leonardo Da Vinci.
• Não há comprovação total de que os registros anotados nesse
documento tenham sido produzidos pelo gênio maior do
Renascimento. Entretanto, existem vários indícios nos escritos
que nos permitem supor que essa relíquia seja autêntica.
• Entre eles poderíamos citar nomes de personalidades da época
com as quais Leonardo teve contato, locais nos quais viveu ou
pelos quais passou, hábitos típicos do período renascentista e
alimentos próprios da região onde vivia o artista.

• Outra informação que nos coloca em sintonia com a descoberta


dos "Cadernos" refere-se ao fato de que Da Vinci anotava
sistematicamente tudo aquilo que acontecia em sua vida.
Mantinha total regularidade em relação a seus apontamentos e
tinha como prática detalhar todos os acontecimentos, mesmo
aqueles que faziam parte de um cotidiano que a maioria das
pessoas parece viver, mas não perceber e saborear.
• A partir da descoberta desse precioso arquivo pessoal de Da Vinci é
possível perceber que seus conhecimentos avançaram e atingiram
também as artes da mesa.

• Essa passagem de Leonardo pela gastronomia foi significativa. Nos


legando desde alguns artefatos considerados básicos (e essenciais)
na área, como os guardanapos e as tampas de panelas e
repercutindo também pelo fato do artista ser vegetariano, numa
época em que as carnes eram consideradas essenciais para a
composição de uma alimentação farta e um indicativo de posição e
status social.
• Leonardo não parecia muito interessado em firmar-se
dentro desse universo social das elites de Milão e
Florença.

• Por isso, pouco parecia se importar com a ideia de que


comer carne era como um quesito fundamental para
participar desse seleto "clube".

• Privilegiava os legumes e as verduras por acreditar se


tratarem de alimentos mais leves e saudáveis, numa época
em que poucas pessoas pareciam se importar com a
relação entre alimentação e saúde.
• Outro dado esclarecedor dessa relação de proximidade
entre Da Vinci e a Gastronomia refere-se ao fato de que
o inventor chegou a abrir uma espécie de restaurante.

• Foi um verdadeiro e retumbante fracasso comercial,


especialmente pelo fato de que não se serviam pratos
com carnes. O estabelecimento, se antecipando em
aproximadamente 500 anos, era vegetariano.

• Da Vinci e Botticelli preparavam pratos ornamentados,


uma tendência que se celebraria no período
contemporâneo, para a qual as pessoas comuns do
Renascimento não estavam preparadas.
• Outro feito de Leonardo na
área gastronômica foi
trabalhar como mestre de
cerimônias para os
banquetes do poderoso
Ludovico Sforza,
governante da poderosa
cidade italiana de Milão.
Cabia a ele ordenar os
banquetes quanto aos
serviços, os instrumentais
utilizados, a programação
artística, a ornamentação
dos locais onde se
realizariam as refeições.
• No período renascentista a alimentação tinha o intuito de
definir as bases sociais, especialmente na Itália, das
poderosas e ricas cidades que controlavam o acesso de
especiarias provenientes do Oriente, através do Mar
Mediterrâneo. Por isso, as tradicionais e poderosas
famílias que reinavam em Florença, Milão, Veneza ou
Gênova organizavam suas refeições cotidianas, e
especialmente suas grandes recepções, com o intuito de
comprovar sua riqueza e seu poder.
• Outra informação importante refere-se ao fato de que, a
composição básica da alimentação cotidiana era feita com
produtos típicos de cada região. Especialmente no que se
refere aos alimentos que estragam com maior rapidez.
• Por isso, os produtos importados do Oriente eram caros
demais para o povo e, dificilmente atingiam os pratos
daqueles que estivessem longe das cidades

• Fonte: João Luís de Almeida Machado


Itália
• A Itália é considerada o berço da cozinha ocidental por ter sido
palco de dois grandes episódios da nossa história: o Império
Romano e o Renascimento. O Renascimento trouxe novo brilho às
artes e à gastronomia local. Entre os séculos 14 e 16, cidades
como Veneza e Florença se converteram em centros de
refinamento cultural e artístico.
• Foi nessa época que os banquetes e os exageros da Idade Média
cederam lugar ao requinte, à sobriedade e à moderação da nova
corte europeia. Surgia a alta gastronomia, que prezava a
moderação no cozimento e no uso de especiarias, assim como os
bons modos à mesa.
• Durante o auge da Renascença no século XV, a nobreza
italiana vivenciou uma grande mudança nos conceitos
alimentares.

• O alimento, que antes era servido de maneira rudimentar,


passou a receber um tratamento especial. Grandes
descobertas gastronômicas permitiram que os temperos
fossem usados de maneira correta, realçando o sabor dos
alimentos, em vez de mascarar sabores desagradáveis.

• Além disso, começaram a se preocupar com a


apresentação dos pratos. As refeições passaram a ter outro
sentido na vida das pessoas, tornando-se momentos de
prazer e entretenimento.
Origem dos restaurantes
• Final do século 18

• 250 atrás

• Primeiras cidades: China, Londres, Paris, Nova York


e Berlim

• Cardápio: basicamente internacional, mais ou menos


francês
• Meados do século XVIII, havia ocasiões para comer
durante uma viagem ou dia de trabalho.

• Estalagens, lugares para viajantes deixarem seus cavalos


para descansar e comer – e a pessoa também descansava e
comia.

• Tavernas, lugares para beber, mas sempre tinha um


caldeirão com um ensopado para quem quisesse comer.
• Nas pequenas cidades era possível comer no chamado
table d’hôte

• Um preço fixo era estabelecido. Tinham clientes


regulares, mas serviam também aos viajantes. Outra
opção era jantar em hospedarias onde passassem a noite.
As hospedarias tinham fama de ser mal frequentadas e de
ter uma comida horrível.

• Nas grandes cidades era possível se alimentar melhor. Em


Paris era possível obter o equivalente à uma moderna
refeição. Os tipos de alimentos eram salsichas, sopas e
aves.
• O primeiro restaurante era um estabelecimento que levava o
nome de um tipo especial de comida, o caldo restoratif. O
restaurante servia um saudável caldo de carne quente, que
acreditavam ser restaurador.

• Outros restaurante vieram rapidamente. Tornou-se um lugar


específico para a alimentação supostamente saudável em novo
estilo (incluindo o caldo de carne original, mas não se limitando a
ele). Foram logo desenvolvidos hábitos de escolher em cardápio,
pagar apenas o que se consumiam, sentar em uma pequena mesa
com amigos e poder escolher entre vários horários.

• O fato de jantar com conhecidos em público encorajou a noção de


comer não só como questão de saúde, mas também como
expressão de gosto e especialização.
• O conjunto completo de práticas características de um “verdadeiro
restaurante” pode ser melhor observado em La Grande Taverna de
Londres, que abriu em Paris em 1782 e foi, nas palavras de Jean-
Anthelme Brillat-Savarin, “o primeiro a combinar os quatro pontos
essenciais: uma sala elegante, garçons vistosos, uma adega
selecionada e culinária superior.

• O desenvolvimento do restaurante como símbolo maior da cultura


francesa valeu-se da emergência de uma nascente indústria
publicitária.

• Havia abundância de guias, catálogos e resenhas de restaurantes. A


pessoa que pôs essa máquina para funcionar foi o advogado e
gastrônomo parisiense Alexandre –Balthazar –Laurent Grimod de
La Reynière, que publicou o Almanach des gourmands em 1803.
• O restaurante francês se tornou um evento da sofisticada cultura
internacional, um importante produto de exportação da França.
O restaurante francês torna-se francês de fato ao ser exportado
para outros países, como a Inglaterra. Em 1820 era possível
encontrar culinária francesa nos hotéis de Londres. O principal
exemplo é o Saint James, dirigido por um aluno do restaurateur
Carême.

• Com a irregularidade da pratica de comer fora, o restaurante


mudou drasticamente nos primeiros cinquenta anos do
século XIX.
• Novos públicos, novas comidas, novas partes do mundo ocidental
desenvolveram cultura de restaurantes, que, ao mesmo tempo
mantiveram a tradição forjada na primeira metade do século XIX e
buscaram novos caminhos, como os clientes domingueiros nos
restaurantes menos grandiosos de paris.

• Assim, já no fim do século XIX, a noção de restaurante começou a


mudar. Algumas das principais características de meados do século
XVIII, como garçons e contas no fim da refeição, seriam
transformadas em self-service e pagamento no caixa. O que
permaneceu constante foi a noção da escolha a partir de cardápio.
• A época de meados do século XIX marca o inicio de
restaurantes voltados para as classes trabalhadoras.

• Algumas das característica básicas que definiam o restaurante


do século XIX estavam, muitas vezes, ausentes nesses
estabelecimentos, já que quase sempre eram self-service e a
comida não era necessariamente feita sob pedido.
• Embora o restaurante clássico tenha persistido e prosperado
durante o século XX, o mundo dos restaurantes incorporou
novas comidas público e apresentações que se expandiram em
todas as direções, até que, no início do século XXI, em muitos
lugares do Ocidente comer fora se tornou mais comum do que
comer em casa.

• As redes de restaurante que surgiram no fim do século XXI não


se restringiam a restaurantes para classes médias e trabalhadoras.
Em seu auge, o império Ritz-Carlton tinha grandes hotéis não só
em Londres, Paris e Nova York, mas também em Budapeste,
Roma, Nápoles, Buenos Aires, Evian, Lucerna, Rapallo, Boston,
Filadélfia e Atlantic City.
• Conforme os restaurantes se multiplicavam, comer e
trabalhar nesses estabelecimentos viram questões de
controle governamental, organização sindical e crescente
especialização. A indústria de restaurantes emergiu, e com
ela surgiram instituições educacionais, como o Instituto
Culinário da América (1946 – CIA) e centros de
treinamento do McDonald’s, ambos treinando chefs com
precisão militar apropriada às técnicas segmentadas e
controladas de uma culinária cada vez mais padronizada.

Você também pode gostar