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RISCOS BIOLÓGICOS

UFCD 6562 – Prevenção e controlo da infeção: princípios


básicos a considerar na prestação de cuidados de saúde.
Formadora – Daniela Mendes
Formanda – Inês Magalhães
INTRODUÇÃO
Com este trabalho pretendo definir o que são riscos biológicos, quais são e o papel
crucial do Técnico Auxiliar de Saúde como portador deste agentes patogénicos e
transmissor dos mesmos alargando assim o nível risco associado e criando situações de
risco profissional para si e para os outros. A prevenção é a melhor estratégia pois os
perigos diversos a nível hospitalar seja direta ou indiretamente.
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O QUE SÃO ?
Definem-se como qualquer substância biológica que seja prejudicial para pessoas,
animais ou meio ambiente. Incluem fluidos corporais, tecido humano, sangue e vómito,
etc. Eles são identificáveis como itens que estão contaminados por bactérias, vírus,
parasitas, protozoários, fungos e bacilos que, se não bem cuidados, podem causar até a
morte, como agulhas, bisturis, objetos não esterilizados.
Esta contaminação pode acontecer em camas, equipamentos,
laboratórios, roupas e utentes (respiração, espirros, tosse). 
QUAIS SÃO?
Os agentes responsáveis pela contaminação de riscos biológicos são
classificados com base em: identificação do risco; identificação das possíveis fontes
geradoras; os meios de propagação desses agentes; o possível dano que a infeção pode
causar, se existe tratamento para a infeção causada e qual o risco de uma propagação
coletiva.
Classe de Risco 1: agentes biológicos que representam pouca capacidade de gerar
sofrimento ao trabalhador e seu risco de transmissão é menor. Não causam doenças
nem ao homem ou animais adultos saudáveis.
Exemplos: Lactobacillus spp. e Bacillus subtilis.
QUAIS SÃO?
Classe de Risco 2: aqueles com uma moderada capacidade de gerar doenças e baixo
risco de propagação no ambiente de trabalho ou comunidade. Podem causar doenças
em pessoas e animais, mas há tratamentos.

Exemplos: Vírus da rubéola e Schistosoma mansoni.


QUAIS SÃO?
Classe de Risco 3: aqueles que causam sérios problemas ao indivíduo e têm risco
moderado de propagação e possuem a capacidade de transmissão, pessoa a pessoa, e,
especialmente por via respiratória. Podem transmitir doenças graves e fatais.
Exemplos: Febre-amarela e o HIV.
QUAIS SÃO?
Classe de Risco 4: aqueles que representam um perigo extremo, são também risco
para toda a sociedade, pois, têm alto poder de propagação. Não tem um tratamento
eficaz, muitas vezes leva ao óbito do paciente, e têm facilidade de propagação.
Exemplos: Ébola.
CONSEQUÊNCIAS!
A contaminação acontece através de cortes expostos, feridas superficiais e contato
com as mucosas e a pele. As consequências variam de acordo com a classificação do
agente patológico e do tipo de transmissor, ou seja:
Bactérias: Podem causar desde uma infeção alimentar a até mesmo doenças
graves como pneumonia, tuberculose e meningite.
Vírus: Desde simples resfriados a doenças como, hepatite, sarampo,
caxumba e em casos mais extremos, doenças pandêmicas como HIV, Ébola e a nova
COVID-19.
Fungos: São causadores de micoses,
candidíase, dentre outros tipos.
Protozoários: Geradores de problemas
no intestino até a doença de chagas. das pessoas
que mais têm contato com tais agentes. 
PREVENÇÃO
A melhor maneira de prevenir é realizar uma correta higiene e gestão de resíduos.
O papel dos auxiliares é fundamental na medida em que depende deste a contaminação
ou não de espaços, materiais, equipamentos, utentes, familiares e comunidades-
As principais medidas de prevenção são:
 Usar Equipamento de Proteção Individual (EPI).
Não sair das zonas perigosas com as luvas postas;
 Não beber, comer no ambiente hospitalar;
 Utilizar materiais de limpeza de acordo com as normas e procedimentos
definidos;
PREVENÇÃO
Higienização e desinfeção frequente das mãos, roupas e ambientes;
 Estabelecer procedimentos rígidos sobre o manuseio, estoque, transporte e
uso de objetos cortantes;
 Limitar ao máximo o número de funcionários expostos aos riscos;
 Instalar sistemas de esterilização do ar;
 Ter um plano de emergência que deve conter informações referentes a:
avaliação do bio-risco, gerenciamento e descontaminação para cada acidente
possível, tratamento médico de emergência para o pessoal lesado,
levantamento médico e acompanhamento clínico do pessoal exposto e
investigação epidemiológica.
 
TAS VS RISCOS
O TAS tem um papel crucial como vetor destes microrganismos, pois circula
por todo o hospital e tem contacto diverso com um inúmero tipo de doentes,
familiares, espaços, materiais, fluidos e equipamentos. Compete-lhe garantir um
extremo cuidado, vigilância e cumprimento de todas a regras de higiene e
prevenção, diminuindo assim o nível de risco, sendo que este dificilmente é
completamente eliminado. Evitar locais sobrelotados, cumprir regras de
segurança e expor situações comprometedoras.
A higiene frequente das mãos, troca de luvas, bata e toca são as primeiras a ter
em conta e que podem salvar vidas e evitar uma contaminação cruzada e diminuir
as infeções nosocomiais.
CONCLUSÃO
A manutenção de condições de higiene e segurança, bem como o cumprimento
de legislação vigente por parte de funcionários e instituições são pontos de partidas
essenciais pra se estabelecer um nível de risco inferior.
Quanto ao individuo a manutenção de hábitos de vida saudável com uma
alimentação equilibrada e prática diária de exercício físico, ajudam no estabelecimento
de um nível imunitário maior, funcionando como uma excelente barreira à entrada de
agentes patogénicos.
OBRIGADA PELA VOSSA
ATENÇÃO

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