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ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DA GUARDA

INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA


I CURSO DE MESTRADO DE SAÚDE INFANTIL E PEDIATRIA
Unidade Curricular de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria

Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Elaborado por: Bárbara Rebelo; Cláudia Isca;


Isabel Lino; Leonor Castelo; Sílvia Lucas

Orientado por: Prof.ª Fernanda Lopes

Outubro 2010
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

ALIMENTAÇÃO DO BEBÉ

Aleitamento materno deverá ser a alimentação


exclusiva do bebé, até aos 6 meses de idade (OMS, 1981).

Importante Fortalece
Suporte Sistema
Nutricional Imunitário

Leites Artificiais e Fórmulas Lácteas são alternativas


ao leite materno, quando a amamentação não for
possível ou for insuficiente.

Orientação de médico ou enfermeiro


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Leite Depende da origem fonte proteica


Fórmulas (leite de vaca ou não)(Rego e Guerra; 2008)

o
a boraçã
El

Leite • Proteínas
Suficiente
materno • Lípidos
valor • Hidratos de Carbonos
papel
calórico
orientador • Sais Minerais
• Vitaminas
• Água O crescimento somático e marcadores
proteicos, biológicos e lipídicos, de lactente
Estéreis
(Fricker, et al; 2001) alimentado exclusivamente com leite
materno, são indicadores de referência
(Rego, Ribeiro e Guerra; 2005).
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEGISLAÇÃO
DESTINADA A LEITES E FÓRMULAS PARA
LACTENTES SAUDÁVEIS

DEC. Lei
03 Maio 14 Maio nº115/93 12
directiva nº directiva nº Abril e Port.
89/398/CEE 91/321/CEE Nº541/93 25
Maio

to
irei
od
p ara
as
or tad
nsp
Tr a
rno
Evolução tecnológica e
Estabeleceu normas relativas às inte novos conhecimentos
fórmulas para lactentes e de científicos
transição para bebés saudáveis, da
comunidade Europeia
Regulamenta as
regras 16 Junho
respeitantes aos
leites para Dec. Lei nº
lactentes e de 220/99
transição
(Rego, Ribeiro e Guerra; 2005).
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEGISLAÇÃO
DESTINADA A LEITES E FÓRMULAS PARA LACTENTES
COM NECESSIDADES DE UMA ALIMENTAÇÃO ESPECIAL

25 Março
directiva nº
03 Maio 1999/21/CE
19 Dezembro
directiva nº directiva nº Tendo como
89/398/CEE 96/84/CE base o nº1
artº4º
directiva
nº89/398/CE

Fixou normas específicas para


alimentos destinados a fins
medicinais
Parlamento Europeu e Conselho,
Transposição
estabeleceram normas relativas a para o direito
géneros alimentícios especiais interno, a
2 Setembro
directiva 1999, Dec. Lei
estabelecendo nº212/2000
regime jurídico .
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEGISLAÇÃO
EM PORTUGAL

16 Junho
Decreto Lei nº
220/99

10 Novembro 05 Junho
Decreto Lei Decreto Lei nº
286/2000 138/2004

11 Outubro
Decreto Lei
217/2008

Revoga todos
os DLs
anteriores
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Comité de Nutrição da
Sociedade Europeia de
Comissão das Gastroenterologia e Nutrição
Comunidades Europeias Pediátrica
Publicadas recomendações
para elaboração de leites e
fórmulas, no sentido de
orientar quer para a
composição dos nutrientes
em geral, quer para cada um
em particular. Essas
publicações, deram origem à
legislação existente. Através
da evolução dos seus estudos,
actualizaram-se as leis.
European Society of Pediatric Allergy
and Clinical Immunology (ESPACI)
(Rego, Ribeiro e Guerra; 2005)
(Rego e Guerra; 2008)
Estéreis
• Leite de Continuação: alimento líquido adaptado
às necessidades nutricionais das crianças com 1 – 3 anos
idades compreendidas entre 1 a 3 anos e que
complementem com uma alimentação
diversificada.
• Leite de Transição: alimento líquido com 4/6 m –
indicações nutricionais especificas, destinado a 12 m
lactentes com idades superiores a 4/6 meses e
que progressivamente iniciem uma alimentação
diversificada.
• Leite para Lactentes: alimento líquido com RN-4 m
indicações nutricionais específicas e destinado a
lactentes até perfazerem 4/6 meses de idade.
CLASSIFICAÇÃO DOS LEITES ARTIFICIAIS E FÓRMULAS LÁCTEAS
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

COMPOSIÇÃO DOS NUTRIENTES


VALOR ENERGÉTICO – 60 a 70 Kcal/100ml Leite para Lactente
Proteínas HC e Pré- Lípidos Minerais Vitaminas Probióticos
bióticos
•1,8g (3,0g) /100 • 0,8g/100ml • Ácido • Na e Fe e • Beta-caroteno» • Microorganismos
Kca c/relação Galacto- araquidónico e outros vitamina A» vivos que
caseína oligossacáridos Á. Docosa- minerais, com antioxidante melhoram o
/proteína (GOS-90%) e hexanóico» 0,35 quantidades Existe no leite equilíbrio da flora
inferior fruto- e 0,2 inferiores em materno intestinal,
favorecem o
a 50/50 oligossacáridos respectivamente relação a leites
sistema
(semelhante ao (FOL-10%) do total dos de transição imunológico, com
materno 45/55) •LM» ácidos gordos • Suplemento de repercussões a
• Nucleótidos» oligossacáridos » essenciais selénio» nível de processos
síntese de DNA e 2,2g/dl no • Triglicéridos oligoelemento infecciosos,
RNA, igualmente colostro e (ácido palmítico) com acção alérgicos, a nível
benefícios a 1,2g/dl leite participa na anti-oxidante sistémico, no
nível imunitário maduro absorção das metabolismo dos
(maturação gorduras e cálcio lípidos, pressão
linfócito T); do recém- arterial, neoplasia
biodisponibilida nascido
de Fe,
modificação flora
intestinal,
+metabolismo Estéreis
lipoproteínas;
+aproveitamento
do ácido gordo
polinsaturado
cadeia longa (Adaptado de: Rego e Guerra; 2008)
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Leite de Transição

Proteínas HC e Pré- lípidos Minerais Vitaminas Probióticos


bióticos

•1,8g/100Kcal • 0,8g/100ml • Ricos em • Rico em Fe Beta-caroteno •Microorganismos


c/relação caseína Galacto- ácidos gordos transforma em vivos que
/lactoproteínas oligossacáridos essenciais vitamina A» melhoram o
do soro superior (GOS-90%) e antioxidante equilíbrio da flora
a 1 e próximo do fruto- intestinal,
leite de vaca favorecem
oligossacáridos
(80/20)-o maior sistema
valor de caseína
(FOL-10%) imunológico, com
proporciona mais •LM» repercussões a
lento oligossacáridos nível de
esvaziamento » 2,2g/dl no processos
gástrico colostro e infecciosos,
permitindo maior 1,2g/dl leite alérgicos, a nível
saciedade maduro sistémico, no
•Nucleótidos»sínt metabolismo dos
ese de DNA e lípidos, pressão
RNA, sistema arterial,
imunitário, … neoplasia

(Adaptado de: Rego e Guerra; 2008)


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Leite de Continuação

Leites destinados a crianças entre os 1 e 3 anos de idade. Por


essa razão muito frequentemente substituído pelo leite de
vaca. No entanto tem muitas vantagens:
• -Teor proteico
• +Oligoelementos (Fe e Zn)
• + AG essenciais
• +Vitaminas (D)

Está totalmente contra-indicado o leite de vaca


durante o 1º ano de vida

Poderá ser utilizado o leite para lactente até aos 12


m e o de transição até aos 3 anos

(Rego, Ribeiro e Guerra; 2005)


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Leites e Modificando
os nutrientes
Fórmulas para melhorar
quando Cólicas sintomas
surgem Obstipação
problemas Refluxo
Alergia
Proteína Leite
Vaca
Diarreia
Intolerância à
Lactose
Bebé baixo
peso
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

CLASSIFICAÇÃO DOS LEITES ARTIFICIAIS E FÓRMULAS


LÁCTEAS PARA CASOS ESPECIAIS

Leites hipoalergénico (HA)/Parcialmente hidrolisados


e Extensamente hidrolisados e “Dietas” Semi-elementares
Leites sem Lactose
Leites anti-cólicas (AC) e anti-obstipação (AO)
Leites anti-regurgitação (AR)
Leite para prematuros
Fórmulas de Soja

Algumas marcas
Indicações Características
comerciais
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES HIPOALERGÉNICOS

INDICAÇÃO
Prevenir o aparecimento de sintomas atópicos e outros alérgicos, em lactentes geneticamente
susceptíveis e que não estão a ser amamentados
Tratar sintomatologia em lactentes, associada a alergia à Proteína do Leite de Vaca (PLV)

CARACTERISTICAS
• Substituição de PLV por um hirolisado da mesma, obtido por acção enzimática.
• Este hidrolisado pode ser de caseína ou proteínas do soro. Os peptídeos resultantes têm um peso
molecular variado.

•O peso molecular mínimo de um peptideo para não provocar alergia situa-se entre 1200-1600
daltons (14 resíduos de amino ácidos). No entanto não são valores absolutos.

Classificação em 2 grupos:
Parcialmente hidrolisados (PH)
Extensamente hidrolisados (EH)

(Ferreira; 2005)
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ LEITES HIPOALERGÉNICOS

Apenas os leites hipoalergénicos extensamente hidrolizados são utilizados para o


tratamento da alergia à PLV(com peptídeos de peso molecular inferior a 1200 daltons), por
ser o único leite que cumpre os critérios da Academia Americana de Pediatria.

Esta recomenda que, para ser rotulada de hipoalergénico, um leite deverá demonstrar,
através de estudos clínicos que, não provoquem reacção alérgica a 90% de crianças com
APLV. Só estes cumprem estes critérios e por consequência só estes poderão ser utilizados
para tratamento das crianças com APLV documentadas por estudos clínicos.

DIFERENTES OPINIÕES

European Society of Pediatric Allergy and Clinical Immunology (ESPACI)/ESPGHAN

EH »utilizado como preventivo ? preventivo «


PH
§ leites + caros . peptídeos peso molecular 1200
/5000D
§ ausência de indução de imunotolerância . dados opostos ao anterior
• PH»
(importante para ultrapassar a fase de preventivo (devidamente comprovada a sua eficácia
alergia alimentar)
Após vários
§ sabor maisestudos, define-se e que seja suficiente)
desagradável
•EH» tratamento
(Ferreira;
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES PARCIALMENTE HIDROLISADOS


(HA)

INDICAÇÃO
Preventivo de eczema atópico (história familiar de pelo menos um progenitor), alergia
alimentar, manifestações respiratórias (asma, rinoconjuntivite, …)

CARACTERISTICAS
 Leites em que as proteínas, parcialmente hidrolisadas, contêm ainda fragmentos com
dimensão suficiente para provocar reacção alérgica, em crianças sensibilizadas (peptídeos de
peso molecular de 5000D);
 O teor de fragmentos de ß-globulina (um dos indicadores de alergenicidade residual), é
inferior aos leites EH.
 Alguns leites são enriquecidos com ß-caroteno (Conformil 1 e 2 ®; Nutrilon HA 1 e 2 ®;
Nutribén Natal HA ®; Omneo 1 ®), com nucleótidos (Similac Advance HA ®) e com
selénio (Conformil 1 ®; Omneo 1 ®; Similac Advance HA ®). Restante composição dos
nutrientes, é idêntica aos leites já referenciados.

(Rego, Ribeiro e Guerra;


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Leites HA/ PH

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


Aptamil HA 1, 2 e 3 ®; Enfalac HA ® e Enfalac HA ® 2; Nan HA 1 e 2 ®;
Nan HA/AR ®; Nidina HA 1 e 2 ®; Novalac HA 1 e 2 ®;
Nutribén Natal HA ®; Nutrilon HA 1 e 2 ®; Similac Advance HA ®
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES EXTENSAMENTE HIDROLISADOS E


“DIETAS” SEMI-ELEMENTARES

INDICAÇÃO
Tratamento sintomático associada a APLV; alergia alimentar; dermatite atópica; síndrome
de má absorção; associados a: doença Celíaca e de Crohn; entre outros.

CARACTERISTICAS
 Leites extensamente hidrolisados, oferecem um alimento desprovido de proteínas
alergizantes (a maior parte do nitrogénio encontra-se sob a forma de aminoácidos e
peptideos inferiores a 1500 Daltons.)
 Para além da APLV, associam-se outros problemas, como síndrome de má absorção ou
outras alergias alimentares , deve-se fazer uma associação de EH (mistura de
aminoácidos) + sem lactose + com triglicédeos de cadeia média » “ Dietas” Semi-
Elementares. Estéreis
 No mercado estão disponíveis hidrolisado de caseína (Nutramigen®) e lactoproteínas do
soro (Alfaré®; Nutrilon Pepti 1 e 2®; Pepti-Junior®).
(Rego, Ribeiro e Guerra;
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ EH e Semi-elementares

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


Aptamil Pepti®; Nutribén Hidrolisado®
Aptamil Pepti Junior®; Alfaré® ; Nutrilon Pepti®
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES SEM LACTOSE

INDICAÇÃO
• Diarreias agudas e/ou gastroenterites leves a moderadas. Intolerância congénita ou
adquirida à lactose (ex: galactocémia, desnutrição, ressecção intestinal, administração
prolongada de neomicina).
• Alimentação benéfica na fase de recuperação de diarreia grave, como leite de transição
entre uma dieta semi-elementar anteriormente utilizada e alimentação habitual. ( Silva;
2005)

CARACTERISTICAS
 Leite em que a lactose é substituída por polímeros de glicose ou por dextrinomaltose.
 Hidratos de Carbono com menor Osmolaridade, comparativamente aos leites para
lactentes e de transição, adequados às necessidades do lactente, eficazes e seguros em
termos nutricionais, proporcionando boa digestão e absorção.
 Suplemento de Nucleótidos (AL 110®; S26 Sem Lactose®) e com ß-carotenos (S26
Sem Lactose®; Nutilon Lactomin®).
(Rego, Ribeiro e Guerra; 2005)
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Leites Sem Lactose

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


AL 110®; Nutribén Sem Lactose; Aptamil Sem Lactose; Novalac
AD® (anti-diarreico); Nutrilon Lactomin®; S26 Sem lactose®
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES ANTI-CÓLICAS E
ANTI-OBSTIPAÇÃO

INDICAÇÃO
• Pequenos transtornos intestinais, como cólicas, flatulência e obstipação.

CARACTERISTICAS
 Leites em que se modificam os triglicerídeos para obter ácido pálmico na posição ß
(semelhante ao leite materno)
 Alguns leites são enriquecidos com bífidos activos, prébióticos e magnésio,
proporcionando efeito laxante.
 Nos leites anti-cólicas as proteínas são PH de forma a facilitar a sua digestão e alguns têm
maltodextrina, que reduz a quantidade de ar abdominal.

(Lorente, Serra; 2007)


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Leites AC e AO

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


Aptamil Confort®; Novalac AC® e Novalac AO®; Omneo®;
NAN Transit®; Nutribén Simbiotic®; Nutribén AO®;
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES ANTI-REGURGITAÇÃO

INDICAÇÃO
• Refluxo gastro-esofágico (RGE) e outros leves transtornos do aparelho digestivo.

CARACTERISTICAS
 A característica principal, que distingue este leite, dos leites para lactentes e de transição, é a presença
de espessante.
 Capacidade de espessamento través da adição de: amido de milho ( Novalac AR®; S26 AR®); amido
de arroz (Enfamil AR®) e amido de batata (Nan HA/AR)» passivos de digestão pelas amilases,
comportando aumento carga energética. Bem tolerados.
E farinha de semente de alfarroba (Aptamil AR®; Nutriben Natal AR®; Nutrilon AR®)» acalórica,
resistente à hidrólise digestiva e à absorção. Com efeito fibra ( vigiar diarreias e cólicas).
 Biodisponibilidade de Ca, Fe e Zn superior, nos leites com HC digeríveis.
 A ESPGHAN recomenda a associação ao leite anti-regurgitante, a utilização de terapêutica médica
adequada, em lactentes com RGE em que o vómito se repercuta no estado nutricional.
Suplemento de selénio (Aptamil AR®; Enfamil AR®; Nutriben Natal AR®; S26 AR®), de ß-caroteno
(Aptamil AR®; Nutriben Natal AR®; Nutrilon AR®; S26 AR®) e de nucleótidos (Nutriben Natal AR®;
S26 AR®).

(Rego, Ribeiro e Guerra; 2005)


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Leites AR

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


Aptamil AR 1 e 2®; Enfamil AR e 2®; Nutriben Natal AR®; S26 AR®; Nutrilon AR®;
Nan HA/AR®; Novalac AR 1 e 2®;
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

LEITES PARA PREMATUROS E LACTENTES


DE BAIXO PESO PARA A IDADE
GESTACIONAL
INDICAÇÃO
• Lactentes pré-termo e/ou Recém-nascido (RN) de baixo peso, débil e com ligeiro
atraso ponderal.

CARACTERISTICAS
 1951 (Widdson e Spray)» 1º leite para lactentes pré-termo
 O objectivo deste leites é garantir um crescimento semelhante ao ocorrido até então no ventre materno
(!?)
 Proteínas: cerca de 3,0g/Kcal. As solúveis são em maior numero, de forma a obter melhor
digestibilidade.
 Hidratos de Carbono: valores entre 9,6 a 12,5 g /Kcal e de lactose: 4-12,5 g/Kcal. É baixa a
actividade de HC no intestino, mas é importante para a absorção de Ca.
 Lípidos : (importante fonte energética e como factor de desenvolvimento de tecidos gordos (cérebro). No córtex
cerebral existem em grande quantidade ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa (LC_PUFAs) – ácidos
araquidónico (AA) e o ácido docosa-hexaenóico(DHA)» importantes para a acuidade visual e desenvolvimento
psicomotor. ) Totais entre 4,4 e 5,7g/100Kcal; ácido linoleico (% ácidos gordos totais) 8-25%; AA máx.
ácidos gordos 0,6% e DHA 0,35%; relação AA/DHA deverá situar-se entre 1,5 e 2; triglicerideos de
cadeia média máx. 50% dos ácidos gordos.
(Amaral; 2005)
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Leites para Prematuros

CARACTERISTICAS
 Minerais: teores elevados de Ca e P, conseguindo taxas retenção e de mineralização dos ossos
semelhantes às verificadas nos 3º trimestre. Fe » 1,7-3,0mg/100K. Também o Na, o Zn e o Cu são
fornecidos em maior quantidade.
Atenção quando a alimentação do lactente se faz por sonda, há possibilidade de aderência e
compromisso da ingestão de Ca e P. Recomendações, suplemento: Ca 123-185mg/100Kcal e de P 82-
109mg/100kcal. Protocolos (?)
 Vitaminas: Enriquecidos com vitaminas D e E
Vitamina D » 75-270 UI/100Kcal e Vitamina E » 2-8mg-alfa-TE/100Kcal
(Amaral, 2005)

CONCLUSÃO

“Aos 8 anos comprovou-se que as crianças alimentadas com leites para pré-termo evidenciaram melhor
desempenho em testes de inteligência em comparação com as crianças do outro grupo. Não se
verificaram diferenças significativas quanto ao peso, altura ou outro parâmetro antropométrico.

(…)Há ainda respostas não dadas a muitas questões, constituindo um grande desafio no futuro, a
alimentação dos RN com prematuridade extrema de peso inferior a 750 gramas.” (Amaral, 2005:39)
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Leites para Prematuros

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


Aptamil Prematil®; Aptamil PDF®; Aptamil FMS ®; Pre-Nan®;
Nutrilon®
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

FÓRMULAS DE SOJA
INDICAÇÃO
• Lactentes > 6 meses : alergia comprovada à alergia PLV

CARACTERISTICAS

 Proteína de soja: 2,25g/100 Kcal (1,8g/100 Kcal proteína vaca) » diminuição valor
nutricional; menor digestibilidade e biodisponibilidade de Zn, Ca e Fe. Alto conteúdo de
fitatos, Al, Mg e isoflavonas.
Cumpre as recomendações em micro e macro nutrientes, da ESPGHAN, Associação
Americana de Pediatria e EU, para leites para lactentes e de transição.
Em substituição da lactose utiliza a dextrinomaltose e/ou a sacarose.
 Pode conter amido.
 Lípidos: óleos vegetais como de soja, milho ou de coco.
 Suplemento de cálcio, devido à alta concentração de fitatos que podem inibir a sua
absorção e a relação de Ca/P deverá estar compreendida entre 1,2 e 2.
 Hidrolisado de proteina de soja: habitualmente associado a proteina animal – colagénio de
porco » Hidrolisados de soja e colagénio » registo de valores de aminoácidos não
essenciais em hidrolisados de soja, em lactentes com um mês de vida.
(Lorente, Serra; 2007)
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais/ Fórmula de Soja

ALGUMAS MARCAS COMERCIAIS


Prosobee®; Visoy®; Aptamil Soja® e Pregomin®
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

CONCLUSÕES
Os Leites para lactentes e de transição
são idênticos. Algumas diferenças:
teor de micronutrientes e de proteínas
Em Portugal existe grande variedade,
por cada 100Kcal; alguns leites
de leites e fórmulas
inclusão de nucleótidos,
oligossacáridos, de ß-caroteno ou de
selénio.

Maiores diferenças qualitativas entre


leites PH e EH; fonte de hidratos de Leites para pré-termo devem ter
carbono é diferente nos leites AR; o suplemento de ácidos gordos de
tipo de proteína também pode ser cadeia longa (AA e DHA)
diferente» fórmula

(Rego, Ribeiro, Guerra; 2005)


Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

BIBLIOGRAFIA
Amaral, João M. Vieira (2005). LEITES PARA PREMATUROS E/OU RN BAIXO PESO in Índex de
Nutrição Pediátrica (volume 1). Edição Egas Moniz, Cooperativa de Ensino Superior, CRL.
Ferreira, Gonçalo Cordeiro (2005). LEITES HIPOALÉRGICOS in Index de Nutrição Pediátrica
(Volume 1).Edição Egas Moniz, Cooperativa de Ensino Superior, CRL.
Fricker, Jacques; Dartois, Anne-Marie e Fraysseix (2001). Guia da Alimentação da Criança. Lisboa:
Artes Gráficas Lda., ISBN 972-771-307-6, p. 206-213.
Lorente, B. Ferrer; Serra, J. Dalmau (2007). Fórmulas Lácteas Especiales. Problemas mayores:
alergias a la proteína de la leche de vaca. Probleas menores: estreñimento, regurgitaciones in: Manual
Prático de Nutricion en Pediatria, Majadahonda (Madrid): Ergon, ISBN 978-84-8473-594-6, p.
209-218.
Martín, Santiago Valdés; Vasallo, Anabel Gómez (2006). Temas de Pediatria. La Habana (Cuba):
Editorial Ciências Médicas, ISBN 959-212-213- X, p. 48-49.
Rego, Carla; Guerra, António (2008). LEITE E FÓRMULAS INFANTIS in Tratado de Clínica
Pediátrica , Amadora:Abbott, ISBN 978-989-20-1277-3, p. 294-30.
Rego, Carla; Ribeiro, Laura e Guerra, António (2005). LEITE E FÓRMULAS INFANTIS in Nutrição
Pedriátrica: Princípios Básicos. Lisboa: Aires Cleofas da Silva e João Gomes Pedro Editores, p.
79-97.
Silva, Luis Ribeiro (2005). LEITES SEM LACTOSE in Index de Nutrição Pediátrica (Volume
1).Edição Egas Moniz, Cooperativa de Ensino Superior, CRL.
Leites e Fórmulas Lácteas Especiais

Adeus a todos !
Obrigada pela vossa
atenção.

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