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Psicologia, ciência e profissão.

YOHANN EIJI MORI SARACHO


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SEÇÃO 3 – OS ESTÁGIOS E AS
ATIVIDADES
COMPLEMENTARES
1 – A FORMAÇÃO DO
UNIDADE 3 PROFESSOR DE PSICOLOGIA
2 – AS ATIVIDADES
COMPLEMENTARES: FORMAS E
TIPOS
3 – OS ESTÁGIOS
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Professor de curso superior é distinta da formação de
professores para o nível básico ou fundamental.
 Outro tipo de abordagem e outro nível de complexidade
do assunto.
 Introdução a temas gerais x introdução a temas
específicos.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Segundo Gatti (2003) discute-se pouco as questões
ligadas à formação de professores para a educação
superior.
 Formação acadêmica voltada inteiramente para a área
da pesquisa, com pouca ênfase na discussão pedagógica.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Problema complexo, pois professor necessita de uma
formação aprofundada, passando por discussões
científicas e que combine com a didática.
 Formação constante e nunca finalizada.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Programas de mestrado, stricto senso. Duração de 2
anos. Ênfase na pesquisa e pouca ênfase na didática e
formação pedagógica.
 Estágio em docência, voluntário e com média adesão.
 Poucas disciplinas que tenham como ênfase a discussão
da natureza da docência.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Doutorado, 4 anos de duração e constata-se o mesmo
problema. Desenvolvimento de uma tese original e
disciplinas voltadas para a discussão do objeto de estudo.
 ‘professor pesquisador’ que aponta para uma
indissociabilidade entre ambas.
 Porém, no Brasil cada vez mais temos uma ausência
desta figura. Ex: Corte de 90% para o Cnpq.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 95% das pesquisas realizadas no Brasil são realizadas por
universidades públicas (Fonte: Unifesp)
 Ausência de investimento público, ausência de pesquisa.
 País com baixo nível de desenvolvimento não necessita
formar pesquisadores e tecnologia de ponta.
 Importação de tecnologia ultrapassada x países centrais
com tecnologia de ponta
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Professor pesquisador pesquisa pouco sobre a atuação
de ser professor e pesquisador. (Gatti, 2003)
 Barros (2007): ‘a psicologia aplicada é a base da
psicologia brasileira que se reflete nos cursos de
formação de psicólogos até os dias atuais.’
 Conseguir valorizar a psicologia através de sua aplicação
prática.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Poucos cursos superiores ofertam a licenciatura como
opção de curso na psicologia.
 Os que ofertam, tem baixíssima adesão.
 Promulgação em 1971 da psicologia como disciplina do
ensino médio, em conjunto com filosofia e sociologia.
 Em 1996, são todas retiradas da grade básica.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Já em 2006 há um retorno da obrigatoriedade da
sociologia e filosofia na grade básica, porém, a psicologia
não retorna.
 Desinteresse dos próprios psicólogos por áreas de
atuação da psicologia que não estejam voltados ao
campo da prática.
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1 – A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE
PSICOLOGIA
 Souza (2014): Atuação do psicólogo como docente em
1988: 6,6%
 Atuação do psicólogo como docente em 2001: 2,2%
 Atividade complementar a atuação na clínica.
 Inserção no mercado de trabalho do que
necessariamente identificado com a docência em si.
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VOCÊ ACHA QUE A
PSICOLOGIA TEM MUITO A
CONTRIBUIR NA
FORMAÇÃO DE CIDADÃOS
POR A PARTIR DO ENSINO
MÉDIO?
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Carga horária mínima para o curso de psicologia: 4000
horas.
 Estágios e atividades complementares não podem
ultrapassar 20% da carga horária total do curso, ou seja,
800 horas.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Art. 2º - As Atividades Complementares são as distintas
atividades realizadas pelos estudantes ao longo do Curso
de Psicologia, com os objetivos de propiciar a
indissociabilidade entre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão
e qualificar sua formação profissional. (Furg, 2013)
 Tripé universitário.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Extensão: Estender os serviços e práticas possíveis na
universidade à comunidade externa. Ex: Plantão
psicológico, arte terapia, terapia casal e de família e
clínica psicológica.
 Extensão popular.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Ensino: Projeto de ensino que busca transmitir um dado
conteúdo extra-curricular. Ex: Projeto Psicossomática na
psicanálise lacaniana.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Pesquisa: Graduação, projetos de iniciação científica.
 Algumas vezes em colaboração com o projeto do
docente.
 Possível de ser realizada como pesquisa original.
 Ex: ‘Sobre o conceito de raça em Franz Fanon’.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 As atividades complementares tem que se relacionar, de
alguma forma, com o curso.
 Ex: Aluno da psicologia cursar uma disciplina em áreas
similares como educação, filosofia, sociologia, letras,
educação e saúde.
 Interconexão entre as disciplinas de acordo com a as
resoluções universitárias.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Outras formas de atividades complementares:
Congressos.
 Palestras (realizando ou ouvinte)
 Grupos de estudos
 Disciplinas especiais
 Publicações monitoria, prêmios acadêmicos e etc.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Monitoria
 Prêmios acadêmicos e etc.
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2 – AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
FORMAS E TIPOS
 Cargas horárias máximas de acordo com cada atividade
complementar.
 Não se pode cumprir a carga horária de atividades
complementares somente com uma única atividade.
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VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE
ALGUM TIPO DE
ATIVIDADE
COMPLEMENTAR?
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3 – OS ESTÁGIOS
 Ênfase na prática do psicólogo. Brasil tem uma tradição
de enxergar a psicologia como prática, colocando alunos
desde muito cedo submetidos a estágios curriculares.
 Consolidação e disseminação dos cursos de psicologia
durante a ditadura empresarial-militar, nos anos 70.
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3 – OS ESTÁGIOS
 Outros países (Canadá, EUA e Europa) realizam uma
formação em psicologia que não habilita o exercimento
da prática psi após a conclusão do curso, mas somente
após uma especialização.
 No Canadá, alguns estados tem como premissa o título
de doutor antes de emitir uma licença para o
exercimento da prática clínica.
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3 – OS ESTÁGIOS
 O estágio, como importante produto da formação, deve
preparar o aluno aspirante a psicólogo, nesse contexto
específico, para desenvolver as competências e
habilidades necessárias ao exercício da profissão.
 Exercer e conhecer a prática do psicólogo em diversos
campos de atuação.
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3 – OS ESTÁGIOS
 O estágio não parece formar profissionais próximos da
realidade da população brasileira e nem preparados para
ingressar no mercado de trabalho.
 Estágio possui seus limites intrínsecos a sua própria
concepção ou ele está sendo realizado de forma
inadequada?
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3 – OS ESTÁGIOS
 Estágios curriculares, necessários serem cumpridos sob
supervisão de um docente para a obtenção dos créditos
necessários.
 Variam de acordo com o programa político pedagógico
(PPP) de cada universidade e curso.
 Ênfase em diversas áreas da psicologia, escolar, POT,
assistência social e clínica.
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3 – OS ESTÁGIOS
 Experiência na UEL: 5º ano dedicado exclusivamente aos
estágios: POT, escolar e clínica.
 Mudança curricular que coloca ênfase em apenas duas
áreas a partir do terceiro ano e inicia-se a prática
supervisionada com todos os departamentos.
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3 – OS ESTÁGIOS
 Lógica especialista já na graduação, impedindo do aluno
ter uma visão totalizante sobre o curso e as múltiplas
determinações humanas.
 Estágios em sua maioria uniteóricos.
 Possibilidade de uma maior experiência em outras áreas.
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3 – OS ESTÁGIOS
 Estágios extra-curriculares: não necessários para a
obtenção do diploma.
 Não obrigatoriedade de supervisão fornecida pela
própria instituição.
 Exercido a partir da vontade individual do aluno.
 Podendo ser contado como atividade complementar.
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QUAL A RELEVÂNCIA DO
ESTÁGIO NA FORMAÇÃO
DO PSICÓLOGO? VOCÊ
TEM EXPERIÊNCIA COM
ESTÁGIO?
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REFERÊNCIAS:
 https://
www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/3799-universid
ades-publicas-realizam-mais-de-95-da-ciencia-no-brasil
 Lisboa, Felipe Stephan, and Altemir José Gonçalves
Barbosa. "Formação em Psicologia no Brasil: um perfil
dos cursos de graduação." Psicologia: ciência e
profissão 29 (2009): 718-737.
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REFERÊNCIAS:
 Barros, Carlos César. "Reflexões sobre a formação de
professores de Psicologia." Temas em Psicologia 15.1
(2007): 33-39.

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