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Universidade Federal Dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Programa de Pós- Graduação em Zootecnia


Disciplina: Sistemas Silvipastoris

Sistemas silvipastoris
Componente árboreo

Mestranda: Joysiene Sanguinete Coelho


Orientador: Dr. Saulo Alberto do Carmo Araújo
Introdução
Sistema de produção
Demanda por madeira
Sistema silvipastoril

 Árvore no Sistema Silvipastoril


Objetivos

Neste contexto esta revisão aborda alguns aspectos


relativos ao componente arbóreo na adoção do
sistema silvipastoril
Revisão - Interceptação Luminosa
 Fonte de energia-copa da árvore


 Silva (2006) apresentou algumas equações que permitem
a caracterização da sombra projetada por diversos tipos
de árvores, conforme local, época e horário especificado.




 adequado de árvores - abrigar todos os animais da
pastagem- evitando excesso de árvores
Revisão

Leite et al 2010 observaram que as Gliricídias


observadas
 possuíram diâmetro médio da copa:

de até 1,5 metros

diâmetro da copa acima de 2,5.

Demonstrando este fato que a copa da Gliricidia sepium não


atingiu grande extensão, proporcionalmente a sua idade, o
que favoreceria o crescimento de outras espécies sob sua
copa.
Revisão – Arranjo espacial
(Espaçamento)
Oliveira et al. (2003)

Fonte: Domingos S. C. Paciullo

Condução do rebanho
Revisão

Fonte : Andrade, 2002

- espaçamento e densidade,
- altura das árvores e
-arquitetura de suas copas.
Arquitetura favorável
Revisão

Sartor et al. (2006) que observaram menor produção de


forrageiras de inverno sob a projeção da copa de Pinnus taeda
em relação ao meio da parcela.

Sob a copa de pau d`arco e jatobá Veras etal. (2010)


observaram que a produção de matéria seca do capim-
andropogon não foi afetado pelo sombreamento.


Revisão
O espaçamento exerce influência sobre :
a densidade de árvores,
sobre a taxa de crescimento da mesma,
qualidade da madeira,
idade de corte -viabilidade do empreendimento

Planejamento - finalidade da produção de madeira;


- a declividade e face de exposição do terreno;
- a proteção do rebanho e das pastagens;
- a conservação de solo e água
(PORFÍRIO- DA-SILVA, 2006).
Revisão

Castilhos et al. (2009) avaliando o desempenho dos componentes


arbóreo e animal em um sistema silivipastoril, sugerem
densidades arbóreas entre 1000 e 833 árvore.ha-1 para que haja
equilíbrio entre produção árborea e animal em SSP`s viáveis
para produtores rurais.


 Mesma densidade = diferentes arranjos
Revisão
Espaçamentos menores
Equilíbrio produtivo (Oliveira, 2005)

Segundo Oliveira et al. (2003) no arranjo com linhas duplas os
espaçamentos 2x3 ou 3x3 são os mais usuais, podendo variar de
10 a 50 m entre os renques.

Arranjos amplos




Fonte: Porfírio -da-Silva et al. (2010)

Revisão
Porfírio-da-Silva et al. (2010) recomenda 1ᵃ desrama - mais de
60% das árvores estiverem com no mínimo 6 cm de diâmetro a
altura do peito (DAP).

Fonte: www.manejoflorestal.org

Fonte: Porfírio-da-Silva et al. (2010)


Revisão
Desbaste - Porfírio-da-Silva et al. (2010).
 Finalidade
Madeira da (Carvão,
Fina Madeira lenha, palanques
Madeira
de cerca)
Grossa (Serraria e
laminação)
Arranjo espacial Espaça- n˚ Área ocupada Espaça- n˚ Área ocupada
(Espaçamento) mento árvore pela faixa de mento árvore/ pela faixa de
(m) /ha árvores (m) ha árvores
Faixa de árvores 14x2 357 14,3 14x4 179 14,3
(Linha simples) ou ou ou
28x4 89 7,1
Faixa de árvores 14x2x3 417 25 14x3 185 11,1
(Linha dupla)
Faixa de árvores 14x3x1,5 1000 40 20x3 167 10
(Linha tripla)

ota: não estão considerados possíveis mortes de árvores ao longo do tempo


onte: Porfírio-da-Silva et al. (2010).
Revisão -Espécies nativas
 Misto- crescimento inicial rápido- longevidade

Nicodemos etal. (2009) – SP- para avaliar o desempenho
inicial de - nativas :
mutambo,
capixingui
e canafístula
apresentaram características no primeiro ano de avaliação
que indicam seu uso em sistemas silvipastoris na região
estudada.


Revisão
Melloto et al. (2009) avaliaram o índice de sobrevivência e o
crescimento inicial
 - 11 espécies arbóreas nativas do Brasil central, Campo
Grande, MS,
 - espaçamentos 10,0 x 4,0 m.

 Sendo que três espécies chico-magro (G. ulmifolia),


caroba (J. decurrens) e canafístula (P. dubium).
 - Podem ser empregadas em Sistemas Silvipastoris na
região dos cerrados na região de Campo Grande.


Revisão - Leguminosas
Leguminosas – produtivas e protetoras
 biota do solo, principalmente a macrofauna (Gomes et
al.,2000).


Conforme observado por Dias (2006) que observaram que as
leguminosas arbóreas contribuíram para aumentar a densidade
de alguns grupos de fauna:
 Oligochaeta,
 Coleoptera,
 Araneae e
 Formicidae.


Revisão - Introdução das árvores em
Pastagens Convencionais
 - roçado, reforma ou renovação de pastagem.
 Obstáculo

 Melo & Zoby (2004)- 21 espécies- arborização em áreas
do Cerrado
 -(9x3)- Brachiaria decumbens- DAP- DC e sobrevivência
 Jacaré
 Tamboril
 Angico-do-Cerrado
 E. Citriodora, E. urophylla
 Mata -cachorro



Revisão

Custo- cercas e introdução dos animais

Dias et al. (2009) 16 espécies leguminosa arbórea- sem


proteção e na presença de animais
Jurema preta pode ser implantada neste caso.
leucena, gliricídia e a acácia auriculada- menos indicadas.
Revisão
Dias et al. (2010)


Revisão -Eucalipto
Fonte:www.biologicaonline.com.br

Fonte:www.cpt.com.br

Fonte:www.dingu.com.br
Fonte:tudoparaconfecção .com.br

Fonte:www.casaduna.com.br
Revisão
De acordo Xavier & Silva 2009 com a evolução dos programas de
melhoramento e seleção clonal – ganhos em qualidade e
diminuição de custos devido à utilização de um material mais
específico.


Souza et al. 2004 avaliando crescimento e sobrevivência
-Acacia mangium
-5 Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla
Manaus, encontraram diferença na produção volumétrica de
400% entre o clone mais e o menos produtivo.


Considerações finais

A arborização de pastagens constitui uma alternativa a ser usada


na recuperação destas. Permitindo além da diminuição do
processo de degradação melhoria para os animais, e uma
alternativa de diversificação para o produtor.

Necessidade de mais pesquisas avaliando espécies nativas e
clones


Devendo-se na ocasião da adoção desta tecnologia observar
aspectos econômicos, sociais e ambientais a fim de tornar o
sistema sustentável.

Obrigada
!

josy_zoo@hormail.com