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NEUROTOXOPLASMOSE

ANNE DATTEIN
CASO CLÍNICO
NOME: Emanuelly Rodrigues Brito
IDADE: 1 ano e 7 meses

DIAGNÓSTICO: toxoplasmose
congênita
HPMA: toxoplasmose gestacional

QUADRO CLÍNICO: disartria,

paraparesia
QUEIXA PRINCIPAL: dificuldade para
aquisição da sedestação
CASO CLÍNICO
Posturas: gato, ajoelhada, sedestação
e ortostatismo adotadas com total
auxílio, de forma assimétrica, com
flexão de quadril, extensão de
joelhos e flexão plantar.
Trocas Posturais: rola em bloco.
Ausência de transferência de peso
em MMII e MMSS.
Retrações Musculares: ísquio-tibiais,
íleo-psoas, adutores e quadríceps.
Clônus: região plantar MID.
CASO CLÍNICO
Reflexos: não persistententes.
Reações Ausentes: apoio lateral e
precipitação.
Objetivos: promover experiências
sensório-motoras, estimular simetria,
prevenir retrações musculares,
estimular o controle postural para
facilitar nas AVD’s, estimular DNPM,
ganhar controle de tronco e cervical,
ganhar e manter ADM, prevenir sub-
luxação de quadril.
CASO CLÍNICO
• Conduta: trocas posturais, estímulos
visuomotores e auditivos, descarga
de peso em MMSS e MMII,
alongamento passivo global e
manobras miofasciais, Shantala,
tapping em DV, estimulação tátil,
estimular reações de proteção.

ARTIGO
 NEONATAL SEROLOGIC
SCREENING AND EARLY TREATMENT
FOR CONGENITAL TOXOPLASMA
GONDII
 Nicholas G. Guerina, Ho-Wen Hsu, H.
Cody Meissner, James H. Maguire, Ruth
Lynfield, Barbara Stechenberg, Israel
Abroms, Mark S. Pasternack, Rodney
Hoff, Roger B. Eaton, George F. Grady,
and the New England Regional
Toxoplasma Working Group
 N Engl J Med 1994; 330:1858-1863
INTRODUÇÃO
• A toxoplasmose congênita é uma
infecção do protozoário que pode
resultar em cegueira e retardo
mental.

INCIDÊNCIA
• Nos Estados Unidos, sua incidência é
estimada de 1 em cada 1000
nascimentos (Klein JO, Remington
JS, 1995).
QUADRO CLÍNICO
• A maioria dos recém-nascidos
infectados não apresentam
sintomas no nascimento, mas
graves manifestações clínicas
podem ocorrer durante a infância e
a idade adulta.
• Com a idade de 20, até 85 por cento
tiveram coriorretinite, incluindo
muitos que estavam livres de
sintomas no nascimento Klein JO,
Remington JS, 1995 (Ceccon MEJ,
Diniz EMA, Costa Vaz FA, et al.,
MÉTODOS
• Todos os ensaios para anticorpos
toxoplasma foram realizados por um
laboratório (New England Regional
Programa de Triagem Neonatal) em
uma punção no calcanhar amostra de
sangue que haviam sido adsorvido
em uma placa de filtro de papel,
obtidos rotineiramente para todos os
recém-nascidos antes da alta
hospitalar (Overall Jr. JCO., 1992//
Oxtoby MJ. Human,1988// Duarte G,
Mussi-Pinhata MM, Martinez R, Lemos
C, Figueiredo EML, Quintana S.,1997).
DISCUSSÃO
• Não há uma abordagem padrão para
a prevenção da toxoplasmose
congênita nos Estados Unidos
(Yamamoto AY, Figueiredo LTM,
Mussi- Pinhata MM., 1999).
• Contrastando com a abordagem
agressiva tomada na França, onde
as mulheres suscetíveis são
submetidas a testes de série
durante a gravidez (Paschoini MC.,
DISCUSSÃO
• O argumento contra tal programa
nos Estados Unidos é baseada em
parte no aumento do custo:
infecção prévia e imunidade são
menos comuns entre as mulheres
grávidas nos Estados Unidos, e a
proporção de mulheres
soropositivas, que exigiria exames
seriados seriam muito superiores
(Benchetrit LC, Fracalanzza SEL,
Peregrino H et al., 1982).
DISCUSSÃO
• Após 20 anos de seguimento, 9
pacientes (82%) apresentaram
evidências de coriorretinite, sendo
4 com deficiência visual grave e 3
com cegueira monocular.
• Resultados semelhantes foram feitos
por Wilson et al. (Isada NB, Paar DP,
Grossman JH et al., 1992).

REFERÊNCIAS
• 1. Klein JO, Remington JS. Current Concepts
of infections of the fetus and newborn
infant. In: Remington JS & Klein JO, eds.
Infectious Diseases of the Fetus and
Newborn Infant. 4ª ed. Philadelphia: WB
Saunders Co; 1995. p. 1-19.
• 2. Ceccon MEJ, Diniz EMA, Costa Vaz FA, et
al. Imunidade do feto e do recém-nascido.
Pediatria 1997; 19:9-23.
• 3. Overall Jr JCO. Viral Infections of the fetus
and Neonate. In: Feigin RD, Cherry JD.
Textbook of Pediatric Infectious Diseases.
3ª ed. Philadelphia: WB Saunders Co;
1992. p. 924.
REFERÊNCIAS
• 4. Oxtoby MJ. Human immunodeficiency
virus and other viruses in human milk:
Placing the issues in broader perspective.
Pediatr Infect Dis J 1988; 7:825-9.
• 5. Ministério da Saúde. Coordenação
Nacional de Doenças Sexualmente
transmissíveis e AIDS. Bol Epidemiol 1997;
5:1-18.
• 6. Duarte G, Mussi-Pinhata MM, Martinez R,
Lemos C, Figueiredo EML, Quintana S.
Frequency of pregnant women with HbsAg
in a Brazilian community. Pan Am J Public
Health 1997; 1: 35-40.
REFERÊNCIAS
• 7. Duarte G, Quintana SM, Marana HRC, Gir
E, Mussi-Pinhata MM. The ascending
chalange of the HIV infection and other
STD during pregnancy: a six year
experience. IX International Conference on
AIDS, berlin, Germany, 1993; Abstract
Book I [PO-BO5-1023]: 306.
• 8. Tess BH, Rodrigues LC, Newell ML, Dunn
DT, Lago TDG and the São Paulo
Collaborative Study of Vertical
Transmission of HIV-1. Breastfeeding,
genetic, obstetric and other risk factors
associated with mother-to-child
transmission of HIV-1 in São Paulo State,
Brazil. AIDS 1998; 12:513-20.
REFERÊNCIAS
• 9. Castilho EA. An estimation of the
incidence of congenital toxoplasmosis in
São Paulo city, Brasil. Rev Inst Med Trop
1976; 18: 202-5.
• 10. Yamamoto AY, Figueiredo LTM, Mussi-
Pinhata MM. Prevalência e aspectos
clínicos da infecção congênita por
citomegalovírus. J pediatr (Rio J.) 1999;
1:23-8.
• 11. Paschoini MC. Avaliação da
soroprevalência dos vírus Herpes simples
em parturientes do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto – Universidade de São Paulo.
[Dissertação de Mestrado – Fac Medicina
REFERÊNCIAS
• 12. Benchetrit LC, Fracalanzza SEL,
Peregrino H et al. Carriage of group B
streptococcus in women and neonates
and distribution of serological types: a
study in Brazil. J Clin Microbiol 1982; 15:
787-90.
• 13. Cerqueira BCS, Levy CE, Silva ML et al.
Estreptococos do grupo B (SGB) em
recém-nascidos. Resumos do XVII
Congresso Brasileiro de Microbiologia
1993; 11 [B7.049]:103.
• 14. Isada NB, Paar DP, Grossman JH et al .
TORCH infections. Diagnosis in the
molecular age. J Reprod Med 1992; 37:

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