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Universidade Rovuma

Curso de: licenciatura em ciências alimentares com habilitação em segurança


alimentar

Legislação alimentar

Docente: Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


Email: florianamm80@gmail.com
Turma 2020, II Semestre
Aula 03

Tema: Principais Convenções, Protocolos Internacionais e Tratamento legal dos


principais problemas alimentares em Moçambique sob ponto de vista da Soberania
alimentar, a Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação
Adequada

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Tópicos

• Conceito de legislação;
• Convenções e protocolos internacionais ractificados por Moçambique;
• Directrizes regionais para regulamentação da segurança sanitária dos
alimentos nos países membros da SADC;
• Normas moçambicanas sobre produtos Alimentares

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Conceito de legislação
Segundo a teoria da justiça de Rawls, as leis são diretrizes endereçadas a pessoas racionais para sua orientação (RAWLS,
2009, 38, p. 295-6), dentro da estrutura básica da sociedade, supondo que esta seja bem ordenada.
Para garantir que os alimentos sejam seguros para a saúde humana, é necessário que haja uma legislação alimentar bem
definida, com um elevado grau de cumprimento. Estes devem começar desde a produção primária até a mesa do
consumidor, observando-se a legislação, regulamentos e normas alimentares em vigor a nível nacional e internacional.
Entende-se por legislação
 Um conjunto de leis, regulamentos, requisitos ou procedimentos, emitidos pelas autoridades públicas, relacionados
com géneros alimentícios e/ou rações para alimento de animais e abrangendo a protecção da saúde pública, a
protecção dos consumidores e as condições do comércio justo, SADC, (2011).
 Legislação alimentar, são as disposições legislativas, regulamentares e administrativas que regem os géneros
alimentícios em geral e a sua segurança em particular, a nível quer comunitário querem nacional; abrange todas as
fases da produção, transformação e distribuição de géneros alimentícios, bem como de alimentos para animais
produzidos para, ou dados a animais produtores de géneros alimentícios (REGULAMENTO (CE) Nº 178/2002).

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Segurança alimentar como direito à alimentação
O direito à alimentação e à proteção contra a fome é há muito tempo reconhecido em acordos
internacionais (multilaterais e regionais). O artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos
Humanos das Nações Unidas estabelece claramente a segurança alimentar entre os direitos
humanos fundamentais. Contudo, ainda não se dispõe de mecanismos que o tornem efetivo.
Uma das propostas para a formalização do direito à alimentação é a de criar um código de
conduta para reger o comportamento dos que estão implicados na realização do direito à
alimentação, cujo conteúdo legal e os compromissos dos Estados constariam da convenção
internacional relativa aos direitos econômicos, sociais e culturais, sem lesar a sua soberania.
O conceito de soberania alimentar defende que cada nação tem o direito de definir políticas que
garantam a Segurança Alimentar e Nutricional de seus povos, incluindo aí o direito à preservação
de práticas de produção e alimentares tradicionais de cada cultura.

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


 Entende-se por Direito humano à alimentação adequada, o direito humano
indivisível, universal e não discriminatório que assegura a qualquer ser humano
uma alimentação saudável e condizente com seus hábitos culturais.
No entanto é preciso perceber que para a garantia do DHAA, é dever do Estado
estabelecer políticas que melhorem o acesso das pessoas aos recursos para produção
ou aquisição, selecção e consumo dos alimentos, por meio da elaboração e
implementação de políticas, programas e acções que promovam sua progressiva
realização.

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


Convenções e protocolos internacionais ractificados por Moçambique
Conceito de convenção
 Uma convenção é uma lei internacional que tem princípios a serem seguidos pelos países que aceitaram e
assinaram (Países signatários), UNICEF-MOZ, (2019).
Em principio, no caso das leis internacionais relativas aos alimentos são da responsabilidade da Comissão
Internacional do Codex Alimentarius, organismo criado na década de 1960 sob a égide da FAO e da OMS e
actualmente é composto por 165 países membros que comprometem-se a criar comissões nacionais do Codex
visando estabelecer normas nacionais, respeitando a sua soberania e que venham a ser compatíveis com aquelas
deliberadas em nível internacional. Maluf, R.S et al (s.a).
É importante verificar também a posição das normas de direito internacional relativamente ao quadro
constitucional vigente em cada país. Em alguns países, como os casos de Portugal, Moçambique, São Tomé e
Príncipe e Timor Leste, a Constituição estipula que os tratados de direito internacional, quando assinados e
ractificados, assumem um estatuto igual ou equivalente à constituição, podendo por isso ser directamente
aplicados na ordem interna.
Moçambique é um dos países signatários de varias convençoes, como se pode observar a seguir;

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


A SAN e as Políticas Internacionais

 A Declaração sobre Agricultura e Segurança Alimentar em África 2003 decidiu: (i)


revitalizar a agricultura africana; (ii) implementar o Programa Integrado de
Desenvolvimento da Agricultura Africana (CAADP); (iii) assegurar o estabelecimento de
sistemas regionais de reservas alimentares; (iv) intensificar a cooperação com os parceiros
de desenvolvimento, de modo a concretizar a visão da União Africana de um sector agrário
viável e próspero, assim entendido no contexto da NEPAD e dos ODMs.
 A Resolução da Cimeira de Abuja sobre a Segurança Alimentar 2006 assumiu os seguintes
compromissos: (i) Expandir os mercados, com base nas necessidades próprias de África e
promover o comércio intra-africano de bens alimentares de primeira necessidade; (ii)
mobilizar recursos para a implementação das acções prioritárias no âmbito da SAN, com
ênfase nos produtos estratégicos seleccionados; e (iii) assegurar a integração sistemática de
aspectos nutricionais nas intervenções agrícolas e de SAN.

ESAN II, (2007)

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 A Resolução da Cimeira Mundial da Alimentação (CMA) 1996- que estabeleceu sete
compromissos sobre os quais Moçambique tem registado progressos. Contudo, o paísdeve
manter-se estável e melhorar os actuais níveis de crescimento económico e concentrar as
políticas de desenvolvimento da agricultura, comércio, educação e serviços básicos de
saúde e saneamento para as populações mais pobres, deficitárias de alimentos e de baixa
renda.
 Os ODMs (Objectivo de Desenvolvimento do Milenio) 2000- reflectem o compromisso
assumido ao nível das Nações Unidas, depois de diversas conferências internacionais e
cimeiras mundiais que se realizaram na década 90, com o objectivo de erradicar a pobreza
nos países em vias de desenvolvimento. Sendo o ODM mais relacionado com a SAN é o
primeiro, que é “Erradicar a pobreza extrema e a fome” cujas metas são:(i) Reduzir para
metade a proporção das pessoas que vivem na pobreza absoluta até 2015; e(ii)reduzir
para metade a proporção das pessoas que sofrem de fome até 2015.

ESAN II, (2007)

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


 Compromissos Internacionais: Convenção sobre a Eliminação de todas as
formas de Discriminação contra a Mulher de 1979, Carta Africana dos Direitos do
Homem e dos Povos de 1989, Convenção dos Direitos da Criança de 1989,
Cimeira Mundial da Alimentação (1996), Protocolo de Cartagena sobre
Biosegurança de 2000, os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (2000),
Directrizes Voluntárias em apoio à realização do DHAA no contexto da SAN
(2004);
 Compromissos do Continente Africano: NEPAD, Declaração de Maputo (2003),
Plano de Acção de Segurança Alimentar (Declaração de Abuja, 2006);

ESAN II, (2007)

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A SAN e o Direito Internacional
 A SAN está consagrada no Direito Internacional. As convenções mais importantes que se referem à SAN são:
Convenção Internacional sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais de 1966, Convenção sobre a eliminação
de todas as formas de discriminação contra a Mulher de 1979, Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos
de 1989, Convenção dos Direitos da Criança de 1989, Protocolo de Cartagena sobre Biosegurança de 2000, (ESAN
II, 2007).
Pese embora Moçambique nao tenha ratificado o PIDESC (Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e
Culturais) que proclama o DHAA, ESAN, 2007, o “direito a alimentação” é reconhecido de forma implícita, quer
através do reconhecimento de outros direitos correlacionados, quer através do reconhecimento de princípios básicos
constitucionais, que pode ser interpretado de forma implícita enquanto componente dos seguintes direitos:
 Direito da Criança, (Artigo 47º),
 Direito dos Idosos, (Artigo 124º),
 Direito das Pessoas com Deficiência, (Artigo 125º),
Moçambique tem se esforçado integrando princípios constitucionais que podem contribuir para a realização
progressiva do direito à alimentação sobretudo no que respeita: a promoção do bem-estar e qualidade de vida; a
satisfação de necessidades básicas
Importa referir que Moçambique está também a desencadear esforços para assinar e ractificar o PIDESC, em linha em
coerência com as suas opções políticas a nível nacional.
Pinto, J.N, (2011)
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Directrizes regionais para regulamentação da segurança sanitária dos alimentos nos
países membros da SADC

Porque regulamentar a segurança sanitária dos alimentos nos países membros da SADC?
As medidas Sanitárias e Fitossanitárias, conforme detalhadas no Acordo de Medidas Sanitárias e
Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (WTO) tornaram-se uma questão muito
importante no comércio mundial de produtos agrícolas e alimentares, dai que são motivo de preocupação
porque afectam os fluxos comerciais e a habilidade dos países em desenvolvimento para ganharem e/ou
manterem acesso aos mercados de produtos agrícolas e alimentos de maior valor, especialmente nos
países industrializados, SADC, (2011)

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DIRECTRIZES REGIONAIS PARA GESTÃO DA SEGURANÇA SANITÁRIA DOS ALIMENTOS
Devido ao impacto que tem na saúde pública assim como as suas implicações económicas e políticas, a gestão
da segurança sanitária dos alimentos não deve ser considerada apenas como uma questao nacional ou como a
responsabilidade de um único ministério, deve envolver varios actores, desde as agências governamentais
relevantes, a indústria alimentícia, as universidades, os pesquisadores e representantes dos consumidores,
assim como outras partes interessadas ao longo do contínuo da produção de alimentos.
Para o efeito, a SADC estabelece que as directrizes regionais da segurança sanitária dos alimentos devem
fornecer uma estrutura que tenha um reconhecimento ao nível político mais alto da região, ou nos Estados
Membros, na forma de uma política de gestão da segurança sanitária dos alimentos para assistir a região e os
Estados Membros no desenvolvimento e operação dos sistemas regionais e nacionais de gestão da segurança
sanitária dos alimentos.
Esses sistemas destinam-se a assegurar que os requisitos para os alimentos e os sistemas associados de
produção alcancem, ou contribuam, para a realização da protecção da saúde dos consumidores, assegurando
práticas equitativas no comércio de alimentos, para alem de trazer uma abordagem científica clara na gestão da
segurança sanitária dos alimentos e a aplicação do sistema de gestão da segurança sanitária dos alimentos de
Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (HACCP), na produção de produtos alimentares.
SADC, (2011)

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CONCEITO DO CONTÍNUO DA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

A gestão da segurança sanitária dos alimentos e a qualidade é assegurada de um modo melhor por meio de
uma abordagem integrada e multidisciplinar, considerando a cadeia alimentar na sua totalidade, desde a
produção primária ao consumidor final
A eliminação ou controlo de riscos alimentares logo de início, isto é, uma abordagem preventiva, que é mais
eficaz na redução ou eliminação de riscos de efeitos de saúde indesejáveis do que contar com o controlo final
do produto, tradicionalmente aplicado por meio de amostras de “verificação de qualidade”.

As abordagens à gestão da segurança sanitária dos alimentos têm evoluído nas últimas décadas, desde os
controlos tradicionais baseados em boas práticas (Boas Práticas Agrícolas, Boas Práticas de Higiene, Boas
Práticas Veterinárias, etc.), até aos sistemas de gestão alimentar mais direccionados baseados na análise de
perigos e pontos críticos de controlo (HACCP) para abordagens baseadas no risco da segurança sanitária dos
alimentos utilizando a gestão de análise de riscos na segurança sanitária dos alimentos.
SADC, (2011)

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OBJECTIVOS DAS DIRECTRIZES DA POLÍTICA REGIONAL DE GESTÃO DA
SEGURANÇA SANITÁRIA DOS ALIMENTOS
 Assegurar um alto nível de protecção da vida da e da saúde humana em prosseguimento das políticas
regionais;
 Assegurar a circulação livre de alimentos seguros e saudáveis como um aspecto essencial do mercado
regional e contribuir significativamente para os seus interesses sociais e económicos;
 Assegurar que os requisitos nacionais de gestão da segurança sanitária dos alimentos não diferem
significativamente de Estado Membro para Estado Membro, ao ponto de impedir a livre circulação de
alimentos na região; e
 Assegurar que todas as instituições dos Estados Membros que têm mandatos relacionados com o trabalho
de gestão da segurança sanitária dos alimentos trabalham e colaboram em conjunto com o sector privado,
incluindo produtores, universidades, organizações de pesquisa e quaisquer outras partes interessadas para
garantir a coordenação e a sustentabilidade a longo prazo da segurança sanitária, qualidade e rentabilidade
dos alimentos produzidos na região.
SADC, (2011)

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DIRECTRIZES PARA A LEI GERAL DA SEGURANÇA SANITÁRIA DOS ALIMENTOS DA
SADC
De forma geral, um sistema eficaz de gestão da segurança sanitária dos alimentos é uma necessidade para cada
um dos Estados Membros que visa proteger os consumidores de alimentos que estão contaminados, adulterados
ou que são, de outras formas, prejudiciais à saúde, ou que estão embalados ou rotulados incorrectamente.
Dai que uma lei nacional da segurança sanitária dos alimentos ao nivel dos paises membros deve abordar, de uma
forma integrada, todos os elementos relacionados com a produção nacional, importação e exportação de géneros
alimentícios e rações animais, devendo em especial, regular a produção, armazenamento, transporte,
manuseamento e venda de alimentos e rações dentro das fronteiras territoriais.

PRINCÍPIOS GERAIS DA LEI DA SEGURANÇA SANITÁRIA DOS ALIMENTOS


A lei da segurança sanitária dos alimentos procura alcançar um ou mais dos objectivos gerais de um nível
adequado de protecção da vida e saúde humana e a protecção dos interesses dos consumidores, incluindo boas
práticas no comércio de alimentos, tendo em conta, sempre que apropriado, a protecção da saúde e bem-estar dos
animais, saúde das plantas e do meio ambiente, para alem de procurar alcançar a circulação livre na região de
alimentos e rações fabricados ou comercializados de acordo com os princípios gerais e requisitos desta lei.
SADC, (2011)

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Que elementos essenciais ter em conta na definicao de uma política de gestão de
segurança sanitária dos alimentos

 Deverão incluir uma infra-estrutura de gestão da segurança sanitária dos alimentos, legislação sobre a gestão da
segurança sanitária dos alimentos, serviços de inspecção e fiscalização, laboratórios de alimentos, TICs, recolha e
análise de informação científica, rastreio de produtos alimentares, gestão de crises de segurança sanitária de
alimentos, sistemas de gestão de garantia de qualidade, educação na gestão de segurança sanitária dos alimentos,
segurança de qualidade de alimentos importados e exportados, alimentos de novidade e tecnologias e participação em
fóruns internacionais de gestão de segurança sanitária de alimentos.
 Todos estes elementos, quando tratados de modo eficaz e implementados ao nível regional ou dos Estados Membros
irão, então, constituir um sistema eficiente de gestão da segurança sanitária dos alimentos.
SADC, (2011)

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


Sistemas de Inspecção e certificação
Os sistemas de inspecção e certificação devem desempenhar eficientemente a sua tarefa, tendo em conta os custos para os
consumidores e os custos, em tempo e dinheiro, para a indústria alimentar e de ração afectados e consultas do governo com
os órgãos interessados, conforme apropriado.
Um sistema eficaz de certificação depende da existência de um sistema de controlo eficaz e a procura para a certificação
deve ser justificada pelo risco à saúde ou risco de fraude ou decepção.
 Programas de controlo e operações
Os programas de controlo ajudam a assegurar que as acções de inspecção se relacionam com os objectivos, uma vez que os
resultados destes programas podem ser avaliados em função dos objectivos fixados para o sistema de inspecção e
certificação. Os serviços de inspecção devem elaborar programas de controlo com base em objectivos precisos e análise de
risco adequada
Na ausência de investigação científica detalhada, os programas de controlo devem ser baseados nos requisitos
desenvolvidos dos conhecimentos e práticas actuais.
Assim, todos os esforços devem ser feitos para aplicar a análise de risco com base na metodologia aceite
internacionalmente, quando esta se encontra disponível. Em particular, os países deveriam solicitar ou encorajar o uso de
uma abordagem HACCP nos estabelecimentos de alimentação e alimentos animais. Os inspectores oficiais devem ser
treinados na avaliação da aplicação dos princípios HACCP.
SADC, (2011)

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


Sempre que os programas incluem a colecta e análise de amostras, métodos analíticos apropriadamente
validados e amostragem adequada devem ser estabelecidos para garantir que os resultados sejam
representativos e fiáveis em relação aos objectivos específicos.
Assim, os elementos de um programa de controlo devem incluir:
 a) inspecção/auditoria;
 b) amostragem e análise;
 c) verificação de higiene, incluindo a higiene pessoal e o vestuário;
 d) verificação de registos escritos e outros;
 e) verificação dos resultados de todos os sistemas operados pela verificação do estabelecimento;
 f) auditoria dos estabelecimentos pela autoridade nacional competente;
 g) auditoria nacional e verificação do programa de controlo.
SADC, (2011)

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Instrumentos jurídico alimentares moçambicanos para garantia do
DHAA.

Formulação de políticas públicas e sua contribuicao para a realização do direito à alimentação


A discussão sobre a formulação de políticas públicas de segurança alimentar exige considerar a diversidade de
situações existentes entre os países, considerando duas premissas:
 A primeira premissa refere-se ao carácter multidimensional e intersetorial que deve ser assumido na gestão das
políticas públicas de segurança alimentar. Assim, entendendo a segurança alimentar como um dos elementos
articuladores das macropolíticas, a elaboração e execução de suas políticas devem se dar através de intensa
articulação nos diferentes campos de intervenção do estado, como o agrícola, a saúde, a educação, o trabalho, a
tecnologia, o ambiental e no actual contexto de globalização, as relações internacionais, entre outros, Maluf,
R.S et al (s.a)

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


 Uma outra premissa relevante é a que articula as ações de natureza emergencial com as estruturais
Quanto às políticas emergenciais, elas se concretizam em programas e ações públicas dirigidas a
grupos populacionais específicos, com o objetivo de suplementar carências alimentares e
nutricionais e que são qualificadas como medidas assistenciais de natureza compensatória. Essas
políticas emergenciais de segurança alimentar são indispensáveis para o enfrentamento de
problemas que não podem esperar o tempo de resposta de medidas estruturais que devem trazer
obrigatoriamente componentes ligados a uma transformação estrutural das condições geradoras
das situações que as justificam Maluf, R.S et al (s.a)
Por exemplo: No que se refere especificamente à distribuição de alimentos, os programas
compensatórios devem se caracterizar por serem:
a) educativos, em relação aos hábitos e práticas alimentares;
b) organizativos, para a defesa dos direitos de cidadania;
c) emancipadores, visando promover a autonomia e não a dependência dos beneficiários.

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Uma política de distribuição de alimentos, por exemplo, deve incluir a criação das condições e obrigatoriedade
das famílias “beneficiárias” em ter os filhos na escola, em constituir conselhos locais com a participação dos
próprios “beneficiários” para o acompanhamento dessa política, etc.
 O princípio da atenção pública para assegurar direitos que devem ser universais, como é o caso do direito à
alimentação suficiente e adequada, sustenta-se mesmo no caso dos programas em que é conveniente buscar
uma maior focalização nos respectivos beneficiários. Maluf, R.S et al (s.a)
 As políticas de segurança alimentar devem se constituir num espaço privilegiado de exercício do interesse
público, o que pressupõe efectivo envolvimento da sociedade civil, não se constituindo num assunto
exclusivamente governamental Maluf, R.S et al (s.a)

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Em Moçambique a Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (ESAN) é o instrumento específico no
campo da SAN que estabelece a SAN e o direito à alimentação como elemento central nas diferentes
estratégias sectoriais no âmbito do combate à pobreza e em todos os níveis de governação.
Esta foi aprovada em 1998 e revista no ano 2007 (ESAN II), através da Resolução nº 56/2007 de 16 de
Outubro, distinguindo-se da primeira estratégia por considerar de forma explícita o direito humano à
alimentação adequada, definindo inclusivé os níveis de responsabilidade do próprio Estado.
Um dos principais desafios identificados para o horizonte 2008-2015 é o estabelecimento do dever do
Estado e da responsabilidade da sociedade civil e demais actores na satisfação da SAN de forma
permanente na perspectiva do direito humano à alimentação, incluindo assim a responsabilidade de
respeitar, proteger, promover e prover este direito de forma progressiva, para alem da identificação e o
establelecimento de mecanismos de exigibilidade são também apontados como desafios no quadro da
ESAN II.
Em termos de conteúdo, a ESAN contempla os seguintes seis objectivos específicos:
 Objectivo 1 - Garantir a auto-suficiência alimentar do do país;
 Objectivo 2 - Contribuir na melhoria do poder de compra dos agricultores familiares;

ESAN II, (2007)


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 Objectivo 3 - Reduzir a incidência de desnutrição (aguda e crónica) através do melhoramento das
condições de saúde, água saneamento do meio e educação alimentar e nutricional;
 Objectivo 4 - Garantir de forma progressiva a realização do direito humano à alimentação adequada
para todos os cidadãos;
 Objectivo 5 – Aumentar a capacidade dos agricultores familiares em responder as variações sazonais
quanto a produção, o acesso físico e económico à alimentos adequados;
 Objectivo 6 - Criar e desenvolver uma estrutura adequada para uma intervenção multissectorial.
 Para a concretização destes objectivos foram definidos cinco pilares estratégicos que correspondem às
dimensões da SAN, através dos quais se pretende implementar as acções: (i) produção e
disponibilidade; (ii) acesso; (iii) uso e utilização; (iv) adequação; e (v) estabilidade.
Este instrumento adopta uma clara abordagem intersectorial definindo intervenções para todas as
dimensões da SAN.

ESAN II, (2007)

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Políticas e Estratégias Nacionais:
Das políticas nacionais salientam-se a:
 Agenda 2025, o Programa Quinquenal do Governo (PQG)
A Agenda 2025 integra a visão e as opções estratégicas do país para o futuro e foi aprovada pela
Assembleia da República em 2003. A função principal da visão é proporcionar um conjunto de cenários
com linhas gerais de actuação a médio e longo prazo para os líderes e decisores nos sectores públicos,
privado e sociedade civil. Na agenda 2025, a segurança alimentar consta como uma questão chave da
Visão nacional;
 O Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA II)
O PARPA II (2006-2009) considera a SAN como uma questão transversal, ou seja, está integrada nas
diversas políticas e estratégias dos sectores do Governo. Estas políticas sectoriais, em geral, são
complementares e têm em comum a preocupação de combater a pobreza absoluta e, por conseguinte, a
InSAN. O PARPA II contém indicadores específicos de SAN e inclui o DHAA como uma abordagem a
adoptar no país.

ESAN II, (2007)

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As políticas sectoriais mais relevantes para a SAN
 Política de Agricultura e Estratégia de Implementação (PAEI) e Programa de Agricultura (PROAGRI):
As Políticas Agrárias tem como objectivo fundamental garantir o auto-sustento da população, que concorre em grande
medida para a melhoria da SAN, com vista a uma contínua produção e o acesso aos alimentos. No quadro da implementação
do PAEI foi concebido o PROAGRI, que neste momento está na sua segunda fase, com uma abordagem mais abrangente e
mais centrada na SAN.
 Estratégia da Educação, Política da Saúde, Estratégia de Desenvolvimento Nutricional:
As Políticas de Educação, Saúde e Nutrição têm como objectivos fundamentais o desenvolvimento do capital humano,
através de uma maior assimilação do conhecimento, assim como da mudança de atitude e hábitos alimentares dentro dos AFs
e na sociedade como um todo. Ao nível da Saúde e Nutrição, destaca-se a redução da prevalência da desnutrição por macro e
micronutrientes; da prevalência da anemia; o desenvolvimento da capacidade de investigação em nutrição e o reforço da
capacidade de advocacia para a nutrição; programas de combate a doenças endémicas; e melhoria do acesso à água potável.
 Política e Estratégia Nacional do Género; Política e Estratégia da Indústria e Estratégia de Comercialização
Agrícola (ECA):
As Políticas e Estratégias Industriais e Comerciais visam o desenvolvimento adequado da produção industrial e da
comercialização geral e agrícola; estabelecimento de um ambiente legislativo e administrativo favorável à produção industrial
e à comercialização, estabelecimento de infra-estruturas adequadas ao mercado; disponibilização de informação sobre
comércio; intensificação da produção; promoção da comercialização agrícola nacional e do comércio externo.

ESAN II, (2007)


Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021
 Política e Estratégia de Estradas:
A Política e Estratégia de Estradas (PEE), que prioriza a utilização de recursos locais e a utilização de sistemas
modernos e eficientes de planificação e controlo, visa a continuação e expansão da reabilitação de estradas,
garantindo a sua manutenção efectiva, de modo a garantir uma melhor ligação entre os locais de produção e de
consumo dos produtos nacionais e importados. A PEE contribui, deste modo, para a concretização da agenda de
SAN.
 Política das Pescas e Plano Estratégico da Pesca Artesanal (PESPA); Estratégia para a Pescaria de
Camarão e Estratégia de Desenvolvimento da Aquacultura em Moçambique:
A Política e Estratégia das Pescas visa essencialmente incentivar o aumento da produção e melhoramento da
qualidade de pescado para o consumo da população moçambicana e exportação, promoção de emprego para a
população, melhoramento das condições de vida das comunidades pesqueiras, exploração sustentável dos recursos
pesqueiros e a valorização dos produtos pesqueiros nacionais através do processamento, conferindo-lhes deste
modo um valor acrescentado e contribuindo assim para a SAN.
 Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (1998):
É uma estratégia orientadora das políticas, estratégias e planos multissectoriais e sectoriais com os quais deve
estabelecer sinergias e complementaridade no país.

ESAN II, (2007)

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Normas moçambicanas aplicadas aos produtos Alimentares
 Uma Norma: é um documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido, que fornece para
utilização comum e repetida, regras, linhas directrizes ou características para actividades ou seus resultados, garantindo
um nível óptimo de ordem num dado contexto, Decreto n." 71/2001 de 12 de Junho
 As normas internacionais relativas aos alimentos são de responsabilidade da Comissão Internacional do Codex
Alimentarius, organismo criado na década de 1960 sob a égide da FAO e da OMS, atualmente composto por 165 países
 Codex Alimentarius – é um organismo Internacional que elabora normas e directrizes na áreas alimentar a serem
seguidas pelos Países, em conjunto com a OMS, (Decreto n.º 9/2016 de 18 de Abril) para alem de "auxiliar os
governos a elaborar e melhorar normas para conteúdo de nutrientes de todos os alimentos importantes" e considerar "a
formulação e adoção de normas internacionais similares para facilitar e proteger o intercâmbio de tais produtos entre os
países".
 Ao desenvolver estas normas, o Codex estabelece uma coordenação com todas as organizações internacionais
governamentais e não governamentais que atuam na área de alimentos, buscando apoiar-se nos centros de excelência
que atuam em segmentos específicos, incluindo-os nos trabalhos dos comitês pertinentes. O codex alimentarius possui
cerca de 204 Normas Elaboradas.

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
As Normas Codex se baseiam em conhecimentos científicos e para isto são utilizadas as avaliações dos
organismos de especialistas da FAO e da OMS, além de consultas técnicas com especialistas sobre os temas
novos que surgirem.
NORMALIZAÇÃO EM MOCAMBIQUE
Em Mocambique, o INNOQ coordena a actividade normativa nacional, bem como colabora com as partes
interessadas. É da responsabilidade do INNOQ a aprovacao e disponibilizacao do Programa de Normalizacao,
bem como a homologação das Normas Moçambicanas.
O objectivo da Normalização é o estabelecimento de soluções, por consenso das partes interessadas, para
assuntos que têm carácter repetitivo, tornando-se uma ferramenta poderosa na auto-disciplina dos agentes
activos dos mercados, ao simplificar os assuntos e evidenciando ao legislador se é necessária uma
regulamentação específica em matérias não cobertas por normas.
Qualquer norma é considerada uma referência idónea do mercado a que se destina, sendo por isso usada em
processos de legislacao, de acreditacao, de metrologia, de informacao tecnica e, muitas vezes, nas relacoes
Cliente – Fornecedor.

INNOQ, (2017)

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
As Normas Técnicas têm em vista a:
 Defesa dos interesses nacionais;
 Racionalizacao na fabricacao ou producao e na troca de bens e servicos, por meio de operações sistemáticas e
repetitivas;
 Protecção dos interesses dos consumidores;
 Segurança de pessoas e bens; e
 Uniformidade dos meios de expressão e comunicação.

Na elaboracao de Normas mocambicanas e assegurada a


possibilidade de participacao de todas as partes
interessadas, conforme a Directiva INNOQ 1: 1998,
comecando por identificar a necessidade de elaboracao
da tal norma de acordo com o esquema de Elaboração
das Normas Moçambicanas aqui representado

INNOQ, (2017)
Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021
SISTEMA DE GESTÃO DA SEGURANÇA ALIMENTAR NM ISO 22000
 Se existe uma área para a qual os consumidores e os cidadãos em geral estão mais expostos e
sensíveis é a segurança alimentar, uma vez que ela interage directamente com a sua saúde, dai que as
organizacoes associadas a cadeia alimentar devem implementar metodologias capazes de assegurar
que os riscos e perigos para a saúde dos consumidores sejam eliminados ou reduzidos a níveis
aceitáveis.
 Para o efeito, os intervenientes nesta cadeia, desde os produtores e fabricantes, distribuidores,
transportadores, fornecedores de embalagens e materias-primas manipuladoras e prestadores de
servicos associados, podem adoptar o modelo de Gestão de Segurança Alimentar, estabelecido pela
norma ISO 22000, que especifica um conjunto de requisitos, reconhecidos como essenciais, que
permitem garantir a segurança dos géneros alimentícios ao longo da cadeia alimentar, até ao
consumidor final, INNOQ, (2017),

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Qual a importância da implementação de um Sistema de Gestão de
Segurança Alimentar nas organizações?

De acordo com o INNOQ, (2017), a implementação de um Sistema de Gestão de Segurança Alimentar para além do
controlo dos perigos e do cumprimento de requisitos legais, e importante porque as organizações se beneficiam de
um conjunto vantagens adicionais tais como:
 Transmitir maior confiança aos consumidores, reforçando a sua imagem no mercado;
 Melhorar a satisfação dos clientes;
 Comunicar com maior eficácia a todas as partes interessadas sobre as questões relativas à segurança alimentar;
 Assegurar que actua em conformidade com a sua política declarada sobre segurança alimentar;
 Gerir com maior eficácia os seus recursos internos;
 Reduzir os custos em função da melhoria da eficiência do sistema de gestão implementado; e
 Aceder a possibilidade de concretizar a entrada noutros mercados.

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19/02/2021
Sistema de classificação de Normas segundo o ICS

O sistema de classificação de Normas segundo o ICS é uma estrutura hierárquica subdivida em três níveis:
Nível 1: Comporta as áreas genéricas de actividade. A descrição numérica deste nível é composta por dois (2) dígitos:
Exemplo: 67 Tecnologia Alimentar.
Nível 2: Comporta áreas secundárias que se integram nas áreas genéricas descritas no Nível 1. A descrição numérica
deste nível é composta pelo número da área genérica ao qual são integrados três dígitos.
Exemplo: 67 120 Carne, produtos de carne e outros produtos de origem animal
Nível 3: Comporta secções que se integram nas áreas secundárias descritas no nível anterior. A descrição numérica deste
nível é composta pelo número da área genérica, seguida do número da área secundária e por mais dois dígitos.
Exemplo: 67 120 20 Aves e ovos

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19/02/2021
Relação de normas classificadas por assunto segundo o ICS

A relação de normas classificadas por assunto segundo o ICS contém a informação bibliográfica de cada documento na
seguinte sequencia: (1) (2) (3) (4)

NM 107: 2009 Ed. 1 12p. Ovos de galinha – Especificações, onde:


(1) Corresponde ao número do documento normativo (ex: NM 107: 2009), formado por um prefixo (NM), um número
da norma (107) e pelo ano da publicação (2009);
(2) Refere ao número de edição de cada norma (Ed. 1);
(3) Número de páginas de cada documento (12p.);
(4) Título do documento normativo (Ovos de galinha – Especificações).

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19/02/2021
Legislação existentes no sector alimentar
Documento Descrição
Diploma Ministerial 51/84 Aprova o Regulamento sobre os Requisitos Higiénicos dos Estabelecimentos Alimentares
Decreto 76/2009 Regulamento Geral para o Controlo Hígio-Sanitário dos Produtos Alimentares de Origem Aquática
 
Decreto 27/2016 Aprova o regulamento da Lei de Defesa do Consumidor Lei 22/2009 Aprova Lei de defesa do consumidor
 
Diploma Ministerial nº 80/87 Regulamento sobre Alimentos Importados
Decreto 15/2016 Aprova o regulamento sobre os requisitos higiénicos-sanitários de produção, transporte, comercialização,
  inspecção e fiscalização de géneros alimentícios, e revoga todas as normas aprovadas pelo Decreto nº
12/82, de 23 de Junho
Lei 8/82 Aprova a Lei sobre crimes contra a Saúde Pública no âmbito da higiene alimentar
 
Diploma Ministerial nº 88/87 Regulamento sobre Pesticidas.
Diploma Ministerial nº 100/87 Regulamento sobre Aditivos Alimentares
Diploma Ministerial nº 51/84 Regulamento sobre os requisitos Higiénicos dos Estabelecimentos
Alimentares.
Decreto 54/2013 Regulamento Sobre o Controlo de Produção, comercialização e consumo de Bebidas Alcoólicas
 
Decreto 26/2009 Regulamento de Sanidade Animal
Diploma Ministerial 247/2011 Regime específico da rotulagem e publicidade dos produtos alimentares de origem aquática

  Código de boas práticas de manipulação de


alimentos.
  Manual de inspecções no âmbito de higiene
alimentar (1998).

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Algumas Normas existentes no sector alimentar

Norma Descrição
67 020 Processos da indústria alimentar
NM ISO 22000:2006 Ed. 1 44p Sistemas de Gestão de Segurança Alimentar — Requisitos para qualquer organização
que opere na cadeia alimentar
NM 98: 2009 Ed. 1 24p. Código de Boas Práticas para higiene dos géneros alimentícios
NM ISO/TS 22004: 2006 Ed. 1 24p. Sistema de gestão da segurança de alimentos — Guia de aplicação da ISO
  22000:2006
67 040 Produtos alimentares em geral
NM 54: 2008 Ed. 1 40p. Princípios gerais para a higiene de alimentos
NM 345: 2011 Ed. 1 24p. Código de prática de higiene para alimentos préconfecionados
 
NM 512: 2014 Ed. 1 96P Norma geral para os contaminantes e toxinas presentes nos alimentos e racoes

67 050 Métodos gerais de ensaios e análises para produtos alimentares


NM 393: 2017 Ed. 1 32p. Sistema de análise de perigos e pontos críticos de controlo (HACCP) – Requisitos
 
NM 466: 2012 Ed. 1 28p. Produtos alimentícios. Métodos de ensaio

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Norma Descrição
67 060 Cereais, leguminosas e produtos derivados
NM 5: 2017 Ed. 3 16p. Cereais – Especificações para a farinha e sêmola de milho fortificado incluindo
  métodos de análise e amostragem
NM 7: 2017 Ed. 3 16p. Cereais – Especificações para a farinha de trigo fortificado incluindo métodos de
  análise e amostragem
 
NM 51: 2017 Ed. 2 08p. Farinha de mandioca para uso alimentar – Especificacoes
 
67 120 Carne, Produtos de carne e outros produtos de origem animal
NM 295: 2011 Ed. 1 08p. Pescado - Preparação e apresentação de peixes, crustaceos e moluscos, congelados
 
NM 302: 2011 Ed. 1 08p. Bovinos de consumo – Terminologia
NM 440: 2017 Ed. 2 12p. Indústrias alimentares. Frango abatido
67 180 Açúcar, Produtos do açúcar e Amido
NM 110: 2017 Ed. 3 16p. Açúcar – Especificações
67 200 Óleos e gorduras comestíveis. Sementes de oleaginosas
NM 425: 2017 Ed. 3 28p. Óleos alimentares vegetais fortificados
NM 9 : 2012 Sal fortificado

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Normas existentes
Norma Descrição Âmbito de aplicação
 
NORMA MOÇAMBICANA ISO Esta Norma integra os princípios do Sistema de É aplicável a todas as organizações,
22000:2006. Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo independentemente da sua dimensão e
Gestão de Segurança Alimentar (HACCP) e as etapas de aplicação complexidade, que estão envolvidas em qualquer
desenvolvidas pela Comissão do Codex aspecto da cadeia alimentar e querem
Alimentarius implementar sistemas que, de forma consistente,
permitam fornecer produtos seguros
NORMA MOÇAMBICANA 4:2009. Visando garantir a protecção dos consumidores, Especificar os requisitos para o milho em grão
Cereais – Especificações para o milho foi elaborada a presente Norma Moçambicana inteiro, separado da espiga e ou do grão duro e
incluindo métodos de análise e para o milho, baseada na norma Codex Stan 153 para os seus híbridos. Esta norma aplica-se ao
amostragem 1985, (Rev 1 1995) do Codex Alimentarius. milho destinado ao consumo humano, quer se
apresente embalado ou seja vendido a granel ao
consumidor
NORMA MOÇAMBICANA 87:2009.   Esta Norma Moçambicana tem como objectivo
Biscoitos – especificações prescrever os requisitos essenciais e métodos de
ensaio para biscoitos, incluindo bolachas
assadas. Aplica-se a todos biscoitos ou bolachas
produzidos e ou comercializados no território
nacional
Cereais – Especificações para a farinha de trigo  
 NM 7: 2012 fortificada incluindo métodos de análise e
amostragem

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava


19/02/2021
Bibliografia consultada
Casadei, E. (s.a). MOÇAMBIQUE: ÁGUAS, ALIMENTOS E AMBIENTE. Gráfica: Darklighi - Tipografia: I'olibtampa, \ia dei Sabelli, 215 – Roma

Decreto n.º 9/2016 de 18 de Abril. Regulamento de Fortificação de Alimentos com Micronutrientes Industrialmente Processados

Decreto n." 71/2001 de 12 de Junho, (2001). REGULAMENTO DE INSPECÇÃO E GARANTIA E QUALIDADE DOS PRODUTOS DA PESCA. I
serie, n° 23

FAO. World food summit - synthesis of the technical background documents. Rome, FAO, 1996.

Glossário temático, (2008). Alimentação e nutrição/Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Secretaria de Atenção à Saúde. 1.ª edição – 2.ª reimpressão.
Editora do Minis tério da Saúde. Brasília
INNOQ, (2017). Catalogo de normas Mocambicanas. Maputo, Mocambique

Maluf, R.S.; Menezes, F & Marques, S.B.; (s.a) Caderno “Segurança Alimentar”, Brasil

Pinto, J.N.; (2011). Direito à Alimentação e Segurança Alimentar e Nutricional nos Países da CPLP.
Diagnóstico de Base. Project Number: GCP/INT/297/SPA
República de Moçambique, Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, (2007). Estratégia e plano de acção de segurança alimentar e
nutricional 2008-2015; - (ESAN II, 2007)

UNICEF/Mocambique, (2019). Convenção sobre os Direitos da Criança

Enga Floriana Joaquim Mastre Machava 19/02/2021


FIM DA 3ª AULA

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