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Arcos de circunferência

 A e B dividem a circunferência em
duas partes.
 Cada uma dessas partes é um arco de
circunferência (ou apenas arco).
 A e B são denominados
extremidades dos arcos.
 AP’B : arco de extremidades A e B,
contendo P.
 AP’B : arco de extremidades A e B,
contendo P’.
Medida de arcos de circunferência:
medida angular

A medida do ângulo AÔB é igual à medida angular


do arco AB.

13.2
Medida de arcos de circunferência:
medida angular

Vamos representar a medida do ângulo e do arco da


seguinte forma:

 med(AÔB): medida do ângulo AÔB; 


 med(AB): medida angular do arco AB. 

13.2
Medida de arcos de circunferência:
medida angular

Sempre que nos referirmos à medida de um arco, vamos


considerar sua medida angular e usar como unidades de
medida o grau ou o radiano.

13.2
Medida de arcos de circunferência:
medida angular

A medida linear de um arco é a medida de seu


comprimento.
Se fosse possível “esticar” o arco CD, poderíamos medir
seu comprimento.

13.3
Medida de arcos de circunferência:
medida angular

Quando nos referirmos ao comprimento de um arco, vamos


considerar sua medida linear e usar como unidades
lineares de medida o metro, o centímetro, o milímetro etc.

13.3
Unidade de medida de arcos e ângulos:
o grau
Uma das unidades de medida do arco é o grau: 1º (um grau)
é cada parte de uma circunferência que foi dividida em 360
partes iguais. Dizemos, então, que a circunferência mede
360º (trezentos e sessenta graus).

13.4
Unidade de medida de arcos e ângulos:
o grau
 med(AB) = 60º e med(AÔB) = 60º
O grau tem submúltiplos:
 1’ (1 minuto) = do grau

 1’’ (1 segundo) = do minuto

13.4
Unidade de medida de arcos e ângulos:
o radiano
Um arco de um radiano (1 rad) é aquele que tem comprimento
igual ao raio da circunferência que o contém, ou seja, o
comprimento do arco dividido pelo raio da circunferência é
igual a 1. De modo geral:

13.5
Unidade de medida de arcos e ângulos:
o radiano
Para arcos determinados por um mesmo ângulo central, a
razão entre o comprimento do arco e o raio da circunferência
que o contém também é constante e representa a medida 
do ângulo, em radiano, que é igual à medida do arco
correspondente.

13.6
Unidade de medida de arcos e ângulos:
o radiano
Exemplo

Uma circunferência mede 360º; essa medida também pode ser


dada em radiano.
Sabemos que o comprimento de uma circunferência de centro O e
raio r é dado por 2r e que um arco de medida 1 rad tem
comprimento r, assim:

Logo, a medida de uma circunferência, em radiano, é 2rad.

13.7
Relação entre grau e radiano

Grau 0 45 90 135 180 270 360

Radiano 0
 

medidas em grau medidas em radiano

13.8
Relação entre grau e radiano
Exemplo
a) Vamos verificar quanto mede, em grau, um arco de rad.
Sabendo que rad = 180º, fazemos a substituição:

Assim, um arco de rad mede 30º.

13.9
Relação entre grau e radiano
Exemplo
b) Para determinar quanto mede, em radiano, um arco de 200º,
fazemos:

radiano grau
 180
x 200

Portanto, um arco de 200º mede rad.

13.9
Relação entre grau e radiano
Exemplo
c) Vamos calcular o comprimento de uma circunferência de raio 5 cm:

C = 2r ⇒ C = 2∙ 5 ⇒ C ≃ 31,4

Assim, a circunferência tem cerca de 31,4 cm de comprimento.

13.10
Relação entre grau e radiano
Exemplo
c) Vale lembrar que, quando escrito na forma decimal, o número  é
uma dízima infinita que não apresenta repetições periódicas:

 = 3,141592653589732...

Em cálculos práticos, aproximamos o valor de  para 3,14.

13.10
Relação entre grau e radiano
Exemplo
d) Para calcular o comprimento do arco AB de 45º de uma
circunferência de 8 cm de raio, e considerando que um ângulo de
45º corresponde à oitava parte da circunferência
(360º : 8 = 45º), fazemos:

Assim, o arco mede aproximadamente 6,28 cm


de comprimento.

13.10
Relação entre grau e radiano
Exemplo
e) Para determinar a medida x, em grau e em radiano, de um ângulo
correspondente a um arco com aproximadamente 12,56 cm de
comprimento, em uma circunferência com 12 cm de raio,
calculamos:
 a medida em grau:
comprimento (cm) medida (grau)

12,56
x
2 ∙∙ 12 360

Portanto, o ângulo mede aproximadamente 60º.

13.11
Relação entre grau e radiano
Exemplo
 a medida em radiano:

Como 12,56 ≃ 4, também podemos obter o valor de x:

Assim, o ângulo x mede aproximadamente rad


ou 1,047 rad.

13.11
Exercício resolvido

R1. Determinar, em grau, a medida do arco de 1 radiano.


(Adote  = 3,14.)

13.12
Exercício resolvido

R1.
Resolução
radiano grau

 80
1 x

Pela resolução, o número 180 corresponde a 180º.


Assim, para encontrar o valor de x, dividimos 180º por 3,14:

13.12
Exercício resolvido

R1.
Resolução

Assim: x ≃ 57º19’29’’
Portanto, um arco de 1 rad mede cerca de 57º19’29’’.

13.12
Exercício resolvido

R2. Qual é a medida, em grau, do menor ângulo formado


pelos ponteiros de um relógio às 11h45min?
Resolução
 Na figura abaixo, observamos que o ângulo procurado
mede  + 60º.

A cada 60 minutos, o ponteiro das horas percorre 30º.

13.13
Exercício resolvido

R2.
Resolução
Usando a regra de três, calculamos :

30o — 60 min
— 45 min

 + 60º = 22,5º + 60º = 82,5º = 82º30’

Portanto, a medida do menor ângulo é 82º30’.

13.13
Exercício resolvido

R3. Pela manhã, uma pessoa idosa completou três voltas em


torno de uma praça circular de 42 m de raio. Calcular
quantos metros a pessoa caminhou.
Resolução
Três voltas: C’ = 3 ∙ 2 ∙  ∙ 42 ⇒ C’ ≃ 791,28
Portanto, a pessoa caminhou aproximadamente 791,28 m.

13.14
Exercício resolvido

R4. Em um relógio, o ponteiro dos minutos mede 15 cm.


Determinar o comprimento do arco percorrido pela
extremidade desse ponteiro das 14h às 14h20min.

Resolução
Como 20 minutos equivalem à terça parte de
uma hora, a extremidade do ponteiro

PKRUGER/SHUTTERSTOCK
descreve um arco de medida  igual à terça
parte do comprimento da circunferência:

=
Logo, o ponteiro percorre um arco de cerca de 31,4 cm.
13.15
Circunferência orientada no
plano cartesiano
A circunferência trigonométrica, ou ciclo trigonométrico,
tem centro na origem O(0, 0) de um plano cartesiano e raio
de 1 unidade.

No ciclo trigonométrico, o ponto A(1, 0) é a origem de todos


os arcos, isto é, o ponto a partir do qual percorremos a
circunferência até um ponto P para determinar o arco AP
(P é a extremidade do arco).

13.16
Circunferência orientada no
plano cartesiano
A cada ponto P da circunferência, associamos a medida AP ,
tal que: 0 rad  med (AP)  2 rad ou 0o  med (AP)  360º

13.16
Sentido horário e sentido anti-horário
Podemos percorrer uma circunferência em dois sentidos:
no sentido horário e no sentido anti-horário.

Adotando o sentido anti-horário para as


medidas positivas, determinamos o
sentido oposto (horário) para as
medidas negativas.
Sentido anti-horário: med (AP) = 60º
Sentido horário: med (AP) = –300º

13.17
Quadrantes do ciclo trigonométrico
O eixo das abscissas (eixo A’A ) e o eixo das ordenadas
(eixo B’B ) do plano dividem o ciclo em quatro quadrantes
(QI, QII, QIII e QIV), como mostram as figuras a seguir.

13.18
Quadrantes do ciclo trigonométrico
Dado um arco AP, temos:

 Se P  QI  0 rad < med (AP) < 2 rad
ou 0º < med (AP) < 90º

 Se P  QII 
2 < med (AP) <  rad

ou 90º < med (AP) < 180º

3
 Se P  QIII   rad < med (AP) < rad
2
ou 180º < med (AP) < 270º
3
 Se P  QIV  2 rad < med (AP) < 2  rad

ou 270º < med (AP) < 360º

13.18
Quadrantes do ciclo trigonométrico
Observação
Os pontos A, A', B e B' pertencem aos eixos,
portanto não são considerados pontos dos
quadrantes.

13.18
Simetria no ciclo trigonométrico
med (AP) =  rad

13.19
Simetria no ciclo trigonométrico

Simétricos
Pontos Característica Medida do arco
em relação

têm abscissas
ao eixo das Med (AP’) = ( – ) rad ou
P e P’ opostas e
ordenadas
ordenadas iguais (180º – )
têm abscissas
med (AP’’) = ( + ) rad ou
P e P’’ à origem opostas e
ordenadas opostas (180º + )

têm abscissas med (AP’’’) = (2 – ) rad ou


ao eixo das
P e P’’’ iguais e ordenadas
abscissas
opostas
(360º – )

13.19
Simetria no ciclo trigonométrico
Se as extremidades de dois arcos com mesma origem são
pontos que apresentam uma dessas simetrias, dizemos que
esses arcos são arcos simétricos.

13.19
Simetria no ciclo trigonométrico
Exemplo
a) Vamos determinar a medida dos arcos simétricos ao arco de 60º
em relação aos eixos das ordenadas e das abscissas.
Observe o ciclo trigonométrico abaixo:

13.20
Simetria no ciclo trigonométrico
Exemplo
a) Em um ciclo trigonométrico, quando um valor, em grau, está
associado a um ponto, subentende-se que esse valor indica a
medida, em grau, de um arco cuja extremidade é representada
por este ponto.
Percebemos que os arcos simétricos ao arco de 60º medem:
 em relação ao eixo das ordenadas: 180º – 60º = 120º
 em relação ao eixo das abscissas: 360º – 60º = 300º

13.20
Simetria no ciclo trigonométrico
Exemplo
b) Agora, analisando a figura do ciclo trigonométrico, no exemplo
anterior, vamos encontrar a medida de todos os arcos simétricos ao
simétrico de 60º em relação à origem O.
O arco simétrico ao arco de 60º em relação à origem O é o arco
de 240º.
Portanto, o arco de 240º é simétrico aos arcos:
 de 120º, em relação ao eixo das abscissas;
 de 300º, em relação ao eixo das ordenadas;
 de 60º, em relação à origem: 180º + 60º = 240º

13.21
Exercício resolvido

R5. Determinar a medida dos arcos simétricos ao arco de


rad em relação aos eixos das ordenadas e das
abscissas e em relação à origem.

13.22
Exercício resolvido

R5.
Resolução
Observe o ciclo trigonométrico a seguir.

Em um ciclo trigonométrico, quando um valor, sem unidade de


medida, está associado a um ponto, subentende-se que esse
valor representa a medida de um arco em radiano.

13.22
Exercício resolvido

R5.
Resolução
Os arcos simétricos ao arco de rad medem:

em relação ao eixo das ordenadas (eixo y):

em relação ao eixo das abscissas (eixo x):

em relação à origem (O):

13.22
Seno de um arco
med(CÔP) = med (AÔP) = med (AP) = 

Aplicando a definição de seno de um ângulo agudo:

sen  =

13.23
Seno de um arco
De modo geral, para m e n reais pertencentes ao
intervalo [–1, 1]:

Para todo arco AP do ciclo trigonométrico, com P(m, n),


med(AP) =  rad,   ℝ e 0    2, temos sen  = n.

O seno do ângulo  é a ordenada de P no eixo .


O eixo , das ordenadas, é também chamado
eixo dos senos.

13.23
Simetria no estudo do seno
Para determinar o seno dos arcos dos demais quadrantes,
devemos considerar a simetria do ponto P, com P  QI,
e de seus simétricos em relação ao eixo das abscissas,
à origem O e ao eixo das ordenadas.

13.24
Simetria no estudo do seno
Exemplo
Nas figuras a seguir, observe o seno de alguns arcos do 1º
quadrante e o seno de seus simétricos em relação aos eixos ou à
origem O.

13.25
Simetria no estudo do seno
Exemplo

13.25
Simetria no estudo do seno
Exemplo

13.25
Simetria no estudo do seno
Exemplo

Observação

Os valores do seno dos arcos 0, , , , , , e 2 são chamados

de valores notáveis.

13.25
Redução ao 1o quadrante
Para , em radiano, no 1o quadrante:
  

13.26
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
Vamos determinar o seno de e o seno de seus simétricos em
relação aos eixos e à origem O.

13.27
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
O arco (QIII) é simétrico ao arco de:

 (QII) em relação ao eixo :

sen = –sen

 (QIV) em relação ao eixo :

sen = sen

 (QI) em relação à origem O:

sen = –sen

13.27
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
Portanto:

13.27
Variação do seno
Se imaginarmos um ponto P percorrendo o ciclo trigonométrico,
no sentido anti-horário, a partir de A(1, 0), verificaremos que
o seno:
cresce de 0 a 1 no 1o quadrante ;

decresce de 1 a 0 no 2o quadrante ;

decresce de 0 a –1 no 3o quadrante ;

cresce de –1 a 0 no 4o quadrante .

13.28
Variação do seno
Observação
No ciclo trigonométrico, para todo   ℝ,
com 0    2, temos:

–1  sen   1

13.28
Exercício resolvido

R6. Colocar em ordem crescente os valores de:

Resolução

13.29
Exercício resolvido

R6.
Resolução
O arco de localiza-se no 1o quadrante:

Logo:

Sabemos que: e

(valores extremos para o seno)

13.29
Exercício resolvido

R6.
Resolução
Em QIII, o seno decresce conforme as medidas dos
arcos crescem:

; logo,

Em ordem crescente:

13.29
Cosseno de um arco

Aplicando a definição de cosseno de um ângulo agudo:

13.30
Cosseno de um arco
De modo geral, para m e n reais pertencentes ao
intervalo [–1, 1]:

Para todo arco AP do ciclo trigonométrico, com P(m,


n), med(AP) = ,   ℝ e 0    2, temos cos = m.

O cosseno do ângulo é a abscissa de P no eixo .


O eixo , das abscissas, é também chamado eixo
dos cossenos.

13.30
Simetria no estudo do cosseno
Para determinar o cosseno dos arcos dos demais quadrantes,
devemos considerar a simetria do ponto P, com P  QI, e de
seus simétricos em relação ao eixo das abscissas, à origem O e
ao eixo das ordenadas.

13.31
Simetria no estudo do cosseno
Exemplo
Observe, nas figuras a seguir, o cosseno de alguns arcos do
1o quadrante e o cosseno de seus simétricos em relação aos
eixos ou à origem O.

 cos = cos =

 cos = sen =–

13.32
Simetria no estudo do cosseno
Exemplo

13.32
Simetria no estudo do cosseno
Exemplo

13.32
Simetria no estudo do cosseno
Exemplo

Observação

Os valores do cosseno dos arcos 0, e 2

são chamados de valores notáveis.

13.32
Redução ao 1o quadrante
Para a, em radiano, no 1o quadrante:
 cos ( – ) = –cos   cos ( + ) = –cos   cos (2 – ) = cos 

13.33
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
11
Vamos calcular o cosseno de e o cosseno de seus
6
simétricos em relação aos eixos e à origem O.

13.34
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
O arco de (QIV) é simétrico ao arco de:

∎ (QI) em relação ao eixo :


(QIII) em relação ao eixo :

∎ (QII) em relação à origem O:

13.34
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
Portanto:

13.34
Variação do cosseno
Se imaginarmos um ponto P percorrendo o ciclo trigonométrico,
no sentido anti-horário, a partir de A(1, 0), verificaremos que
o cosseno:

decresce de 1 a 0 no 1o quadrante ;

decresce de 0 a –1 no 2o quadrante ;

cresce de –1 a 0 no 3o quadrante ;

cresce de 0 a 1 no 4o quadrante .

13.35
Variação do cosseno
Observação
No ciclo trigonométrico, para todo ∈ ℝ, 0 ≤ ≤ 2, temos:

–1 ≤ cos  ≤ 1

13.35
Exercício resolvido

R7. Escreva em ordem decrescente os valores de:

13.36
Exercício resolvido

R7.
Resolução
Os valores do cosseno variam de 1 (cos 0) a –1 (cos ).
Os arcos de e de localizam-se no QII, onde os
valores do cosseno decrescem conforme as medidas
dos arcos crescem, e:

13.36
Exercício resolvido

R7.
Resolução
Logo: 0 > cos > cos > –1

O arco de está no QIV: < < 2

Logo: 0 < cos <1

Em ordem decrescente: cos 0, cos , cos , cos , cos 

13.36
Tangente de um arco

Aplicando a definição de tangente de um ângulo agudo:

13.37
Tangente de um arco
De modo geral, para m e n reais pertencentes ao
intervalo [–1, 1]:

Para todo arco AP do ciclo trigonométrico, com P(m, n),


med(AP) = , ∈ ℝ e 0 ≤  ≤ 2e , temos:
tg = t, ordenada de T, em que T é a intersecção das
retas e .

13.37
Tangente de um arco
Vamos considerar a reta , perpendicular a pelo ponto A,
como o eixo das tangentes, com origem A, mesmo sentido e
mesma unidade do eixo dos senos.

13.37
Simetria no estudo da tangente
Para determinar a tangente dos arcos dos demais quadrantes,
devemos considerar a simetria do ponto P, com P ∈ QI, e de
seus simétricos em relação ao eixo das abscissas, à origem O
e ao eixo das ordenadas.

13.38
Simetria no estudo da tangente
Exemplo
Na figura, vamos observar a
tangente de alguns arcos do
1o quadrante e a tangente de
seus simétricos em relação aos
eixos ou à origem O.

13.39
Simetria no estudo da tangente
Exemplo

13.39
Simetria no estudo da tangente
Exemplo
Vale destacar:
 tg 0 = tg = 0
 Não existe tg nem tg ,
pois nesse caso temos:
OP // AT

13.39
Simetria no estudo da tangente
Observação
Assim como ocorre com o seno e o cosseno, os
valores da tangente dos arcos 0, , , , e 2
também são chamados de valores notáveis.

13.39
Redução ao 1o quadrante
Para , em radiano, no 1o quadrante:
 tg ( – ) = –tg   tg ( + ) = –tg   tg (2 – ) = –tg 

13.40
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
Vamos determinar a tangente de um arco de e a tangente de
seus simétricos em relação aos eixos das abscissas ( ), das
ordenadas ( ) e à origem O.

13.41
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
O arco de está no QIV e é simétrico aos arcos de:

 (QI) em relação ao eixo :

 (QII) em relação à origem O:

 (QIII) em relação ao eixo :

13.41
Redução ao 1o quadrante
Exemplo
As tangentes dos arcos do QI e do QIII são positivas.
As tangentes dos arcos do QII e do QIV são negativas.
Portanto:

13.41
Variação da tangente
Se imaginarmos um ponto P percorrendo o ciclo
trigonométrico, no sentido anti-horário, a partir de A(1, 0),
verificaremos que:
no 1o quadrante, a tangente cresce de 0 a +∞;
no 2o quadrante, a tangente cresce de –∞ a 0;
no 3o quadrante, a tangente cresce de 0 a +∞;
no 4o quadrante, a tangente cresce de –∞ a 0.

13.42
Exercício resolvido

R8. Escrever em ordem crescente as tangentes dos arcos de


.

Resolução

Em relação à origem O, são simétricos os arcos de:


 (QIV) e (QII), pois:

Logo:

 (QIII) e (QI), pois:

Logo:

13.43
Exercício resolvido

R8.
Resolução
Como e a tangente é crescente no QII, temos:

Como e a tangente é crescente no QI, temos:

Em ordem crescente:

13.43
Relação fundamental da Trigonometria

Essa relação é válida para qualquer arco AP do ciclo


trigonométrico, mesmo quando P pertence a um dos eixos.

13.44
Relação fundamental da Trigonometria
Exemplo
Sabendo que  é a medida de um arco do 2o quadrante e
tg  = –2,4, vamos calcular sen  e cos .

Primeiro, temos:

Logo: sen = –2,4 ∙ cos 

13.45
Relação fundamental da Trigonometria
Exemplo
Da relação fundamental, sen2+ cos2= 1, para um arco do
2o quadrante, temos:

Como  é a medida de um arco do 2o quadrante, temos:

Portanto, como sen = –2,4 ∙ cos , temos:

13.45
Exercício resolvido

R9. Sabendo que sen = 0,5 e que  é a medida de um arco do


2o quadrante, obter cos .

Resolução

Como , temos:

cos ≃ ±0,87

Agora, como  é um arco do 2o quadrante: cos ≃ –0,87

13.46
Exercício resolvido

R10. Determinar k para que se obtenha simultaneamente

13.47
Exercício resolvido

R10.
Resolução
Devemos impor a condição de existência para e :

Da relação fundamental da Trigonometria, temos:

 k = –1 (não convém, pois não satisfaz a condição k ≥ 2)


ou k = 2 (satisfaz a condição k ≥ 2)
Portanto: k = 2
13.47
Equação trigonométrica

Toda equação em que aparecem razões trigonométricas


com arco de medida desconhecida é chamada equação
trigonométrica.

Exemplos

∎ ∎ ∎

13.48
Equação trigonométrica
Observação
3x ∙ cos  = 2 e sen não são equações
trigonométricas, pois a incógnita x não é a medida de um arco.

13.48
Resolução de equações trigonométricas
Vamos determinar os valores de x que satisfazem a equação
cos x = , com x ∈ [0, 2].
Observe a figura a seguir:

13.49
Resolução de equações trigonométricas
Veja que existem dois arcos com cosseno igual a , o arco
de e seu simétrico em relação ao eixo x, o arco de .

Portanto, como estabelecemos que x ∈ [0, 2], os valores


de x são e .

13.49
Resolução de equações trigonométricas
Para calcular o valor de x na equação ,
com x ∈ [0, 2], fazemos:

O arco cujo seno é –1 mede .

Então:

Como ∉ [0, 2], o conjunto solução da equação é: S = Ø

13.49
Resolução de equações trigonométricas
Vamos determinar quais valores de x satisfazem a equação
cos x + 1 = sen² x, com x ∈ [0, 2].
Da relação fundamental, temos: sen² x = 1 – cos² x
Então:
cos x + 1 = 1 – cos² x ⇒ cos² x + cos x = 0 ⇒

⇒ cos x (cos x + 1) = 0

Portanto:

13.50
Resolução de equações trigonométricas
Vamos determinar o conjunto solução da equação
cos² x – cos x –2 = 0, com x ∈ [0, 2].
Substituindo cos x por y, temos:
y² – y – 2 = 0, com –1 ≤ y ≤ 1
Resolvendo a equação do 2o grau, obtemos:
y = 2 (não convém) ou y = –1
Logo: cos x = –1 ⇒ x = 
Portanto: S = {}

13.50
Exercício resolvido

R11. Determinar o conjunto solução da equação tg 2x = ,

com x ∈ [0, 2].


Resolução

Observe a figura ao lado.


Veja que existem dois arcos com
tangente igual a : o arco de e
o arco de .

Assim: 2x = ou 2x =

Então, o conjunto solução da equação é:

S= 13.51
Exercício resolvido

R12. Resolver a equação sen (x – ) = .


Resolução
Não há nenhum arco com seno maior que 1.
Portanto, o conjunto solução da equação é: S = Ø

13.52
Inequação trigonométrica

Toda inequação na qual aparecem razões


trigonométricas com arco de medida desconhecida
é chamada inequação trigonométrica.

Exemplos

  

13.53
Resolução de inequações trigonométricas
Considere a inequação trigonométrica sen x > ,
com 0  x  2.
Vamos determinar para quais números reais essa sentença
é verdadeira.
No intervalo considerado, os arcos e
têm seno igual a .
No destaque do ciclo trigonométrico
ao lado, observe as extremidades
dos arcos cujas medidas são a
solução da inequação dada.

13.54
Resolução de inequações trigonométricas
O conjunto dessas medidas é o intervalo aberto:

Portanto: S =

13.54
Resolução de inequações trigonométricas
Vamos resolver a inequação trigonométrica cos x ≤ ,
com 0 ≤ x ≤ 2.
Primeiro, determinamos para quais números reais essa
sentença é verdadeira.
No intervalo considerado, os arcos têm cosseno
igual a .

13.55
Resolução de inequações trigonométricas
No destaque do ciclo trigonométrico
ao lado, observe as extremidades dos
arcos cujas medidas são a solução da
inequação dada:
O conjunto dessas medidas é o
intervalo fechado:

Portanto: S =

13.55
Resolução de inequações trigonométricas
Vamos resolver a inequação trigonométrica tg x ≥ 1,
com 0 ≤ x ≤ 2, x ≠ ex≠ .

Sabemos que: tg = tg =1

Observe a resolução da equação na


figura ao lado:

13.56
Resolução de inequações trigonométricas
A solução é verdadeira para os arcos de e (excluindo )
ou de a (excluindo ).

Portanto:
S=

13.56
Exercício resolvido

R13. Resolver a inequação trigonométrica sen x ≤ ,


com 0 ≤ x ≤ 2.

Resolução
Sabemos que:

sen = sen =

Observe o intervalo no eixo


dos senos:

13.57
Exercício resolvido

R13.
Resolução
Os pontos do ciclo que têm ordenada
nesse intervalo são extremidades de arcos
de medida x entre e (incluindo
esses valores).
Portanto:

S=

13.57
Exercício resolvido

R14. Resolver a inequação 2 ∙ cos x > –1,


com 0 ≤ x ≤ 2.
Resolução
De 2 ∙ cos x > –1, temos: cos x >

Os arcos cujo cosseno é


medem e .

Observe o intervalo no eixo


dos cossenos:

13.58
Exercício resolvido

R14.
Resolução
Os pontos do ciclo que têm abscissa
nesse intervalo são extremidades de
arcos de medida x do conjunto solução:

S=

13.58
Exercício resolvido

R15. Determinar os valores de x, com 0 ≤ x ≤ 2, para os


quais 3 ∙ tg x < .

Resolução
De 3 ∙ tg x < , temos: tg x <

Os arcos cuja tangente é medem


e .

Observe o intervalo no eixo


das tangentes e, na figura, os arcos

para os quais tg x < :

13.59
Exercício resolvido

R15.
Resolução
Portanto:
S=

13.59

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