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FÍSICA GERAL E

EXPERIMENTAL III

Prof. Kelly Cristina dos Prazeres


INTRODUÇÃO

A termologia é o capítulo da física que estuda os fenômenos ligados a uma forma de energia
capaz de aquecer, resfriar ou mudar o estado físico de uma substância (o calor). A
termometria estuda a temperatura.
TEMPERATURA
É a grandeza que mede o nível de agitação das partículas
(átomos, moléculas, íons, etc.) de um corpo. Quanto mais
agitadas estiverem as partículas de um corpo, maior será
sua temperatura.
EXPERIÊNCIA DE JOHN LOCKE
O tato é um método de verificação de temperatura muito limitado, pois não
podemos tocar em objetos muitos quentes ou muito frios. O garoto após
colocar as duas mãos na água morna terá sensação de quente com a mão
direita e de frio com a mão esquerda, ou seja, duas sensações diferentes para
uma mesma temperatura.
EQUILÍBRIO TÉRMICO

Quando dois ou mais corpos que possuem temperaturas diferentes estão num
recinto isolado termicamente, após certo intervalo de tempo eles atingem o
equilíbrio térmico (mesma temperatura).

Ex: Um feijão retirado do fogo e um copo com água da geladeira são colocados
sobre a mesa. Após alguns minutos, observamos que ambos atingiram a
temperatura ambiente (o feijão “esfriou” e a água “esquentou”).
TERMÔMETRO
A palavra termômetro origina-se do grego thermo que significa quente e
metro que significa medida. Assim, termômetro é definido como o
instrumento que mede temperatura.
A construção de um termômetro está baseada no uso de alguma grandeza
física que depende da temperatura, como o volume de um gás mantido a
pressão constante, o volume de um corpo e a resistência elétrica de
condutores metálicos entre outras grandezas.
Para a medida da temperatura de um corpo com um termômetro, é preciso esperar
o equilíbrio térmico, isto é, quando em contato com o corpo, precisamos esperar
alguns minutos para que o termômetro e o corpo estejam a mesma temperatura, e
assim, podermos medir seu valor.
Termometria: tentativas de medir o grau de calor Invento do termômetro:
Invento do termômetro - O astrônomo italiano
Galileo Galilei (1564 – 1642) foi um dos primeiros
a construir um termômetro em 1593, em
Florença. O termômetro florentino mostrado na
figura, surgiu logo a seguir. Ele registrava
mudanças de temperatura pela elevação e queda
das bolas de vidro no interior de tubos com água.

Pires et al, 2006


Os registos históricos existentes situam a primeira
tentativa de estabelecer uma “escala de temperaturas” por
volta de 170 d.c. O médico grego Claudius Galenus de
Pergamum (129 – 201) terá sugerido que as sensações de
quente e de frio fossem medidas com base numa escala com
quatro divisões numeradas acima e abaixo de um ponto
neutro. A essa escala termométrica atribuiu a temperatura
Claudius Galenus
de “4 graus de calor” à água a ferver, a temperatura de “4
graus de frio” ao gelo e a temperatura de “neutra” à mistura
de iguais quantidades daquelas duas substâncias.
Físico italiano Galileu Galilei (1564 – 1642). O equipamento consistia de

um recipiente aberto contendo água colorida e sobre a qual se inseria a

extremidade de um tubo fino de vidro suspenso, tendo na extremidade

superior uma esfera oca. Pensa-se que Galileu tenha usado vinho ao invés

de água. Antes da imersão do tubo, de alguma forma, foi expelida uma

parte do ar contida no seu interior, criando naquela câmara uma pressão


Galileu Galilei
menor do que a atmosférica, fazendo com que o líquido subisse dentro do

tubo. Um aumento de temperatura do ar no interior da esfera provocava

uma expansão do ar e, consequentemente uma movimentação no nível do

líquido para baixo e, por outro lado, uma queda de temperatura resultava

no movimento do nível do líquido para cima.


As flutuações da temperatura da esfera podiam assim ser observadas, anotando
a posição do líquido dentro do tubo. Este primeiro instrumento foi designado
por termoscópio.

Em 1611, Bartolomeu Telioux, de Roma, desenhou um termoscópio dotado de


uma escala. Mas o verdadeiro “termómetro” foi inventado pelo médico
Sanctorius Sanctorius, que, cerca de 1612, desenvolveu um termómetro de ar
equipado com uma escala para leitura da temperatura.
Em 1644, Evangelista Torricelli descobriu a
variabilidade da pressão do ar e, cerca de 1660,
comprovou-se que o termômetro a ar reagia não só à
variação de temperatura mas também à variação de
Torricelli pressão.
A solução para esse problema (e também o passo
seguinte na medição de temperatura) fora dado em 1651
por Ferdinando II (1610 – 1670), Gran Duque da Toscânia,
que desenvolveu o primeiro termómetro que usava líquido

Ferdinando II
em vez de ar como meio termométrico. Selou um tubo
contendo álcool e tendo gravada uma escala arbitrária,
dividida em 50 graus. Não era referido nenhum ponto fixo
como sendo o zero da escala. Nascia assim o termómetro
Florentino.
Em 1664, Robert Hook (1635 – 1703), da London Royal
Society, usou tinta vermelha no álcool. A sua escala, em
que os graus representavam um incremento no volume
equivalente a cerca de 1/500 do volume total do líquido

Robert Hook
no termômetro, necessitava apenas de um ponto fixo. O
ponto fixo que ele escolheu foi o ponto de solidificação
da água. Hook reparou que a mesma escala poderia ser
usada por termômetros de vários tamanhos.
• Em 1702, o astrônomo Olef Roemer (1644 – 1710),
oriundo de Copenhaga, utilizou dois pontos fixos na sua
escala (o ponto de solidificação e o ponto de ebulição da
água), dando início à criação de escalas termométricas
que se assemelham às que se conhecem hoje em dia e à
Olef Roemer
construção de termômetros muito próximos dos modelos
atuais.
A escala Réaumur (ºR), do francês René-Antoine F. de
Réaumur (1683 – 1757), apresentada em 1730, era baseada
na expansão térmica do álcool (etanol). Os pontos fixos
eram o ponto de congelamento da água (0 ºR), e o ponto de
ebulição desta (80 ºR). Como o álcool tem ponto de
René Réaumur
ebulição baixo (78,3 ºC), tornava-se difícil medir altas
temperaturas. Para resolver o problema, os cientistas
misturavam água ao álcool, mas tinha o inconveniente de a
dilatação não ser uniforme.
Cerca de 1714, Daniel Gabriel Fahrenheit (1686 – 1736), um fabricante

holandês de instrumentos de precisão, fabricou um termômetro de líquido

em vidro Fahrenheit obteve o primeiro ponto da sua escala a partir de uma

mistura de água, gelo e sal (0 ºF). O segundo ponto era obtido apenas com

Daniel Fahrenheit água e gelo (30 ºF). E o terceiro ponto da escala era a temperatura interna

do corpo humano (96 ºF). Na sua escala, Fahrenheit atribuiu o ponto de

ebulição da água a 212 ºF. Mais tarde alterava o ponto de solidificação da

água para 32 ºF, de forma que o intervalo entre o ponto de solidificação e o

de ebulição da água fosse de 180 graus. A unidade atribuída a essa escala é

o grau Fahrenheit
Cerca de 1742, Anders Celsius (1701 – 1744) propôs que o
ponto de fusão do gelo e o ponto de ebulição da água fossem
adoptados para definir uma escala de temperaturas. Curiosamente,
atribuiu zero graus ao ponto de ebulição da água e 100 graus ao
ponto de solidificação.
Anders Celsius

Mais tarde Carolus Linnaeus (1707 – 1778) de Upsula, Suécia,


definiu a sua escala utilizando, também, o ponto de fusão do gelo e
o ponto de ebulição da água, sendo 0 e 100 graus, respectivamente
(oposta da de Celsius).
Carl Linnaeus
Em 1794, definiu-se que o grau termométrico seria a centésima parte
da distância entre as marcas correspondentes ao ponto de fusão do gelo e
ao ponto de ebulição da Daniel Fahrenheit Anders Celsius Carl Linnaeus
Temperatura e sua medição 76 água. Surgia assim a escala centígrada, a
outra denominação da escala Celsius (até 1948, quando a IX Conferência
Internacional de Pesos e Medidas mudou o nome para grau Celsius, ºC).
No início do século XIX, William Thomson (Lord Kelvin) (1824 –
1907) desenvolveu uma escala termodinâmica universal baseada no
coeficiente de expansão de um gás ideal. Kelvin verificou que a
pressão de um gás diminuía de 1/273 do valor inicial quando
Lord Kelvin arrefecido a volume constante de 0 a -1ºC. Concluiu que a pressão
seria nula quando o gás estivesse a -273ºC e como consequência a
temperatura também o seria, visto não haver agitação das moléculas
(à luz da Física Clássica). A escala criada por Kelvin tem origem (zero)
no zero absoluto e adopta como unidade o kelvin (K). A sua escala
veio a tornar-se a base da moderna termometria.
ESCALAS TERMOMÉTRICAS
É um conjunto de valores numéricos em que cada valor está associado a uma
temperatura. Os valores de uma escala termométrica são obtidos
arbitrariamente e atribuídos a dois estados térmicos denominados pontos
fixos, conforme a seguinte descrição:
1.º ponto fixo: corresponde ao ponto de gelo (temperatura na qual podemos
encontrar gelo e água em equilíbrio térmico sob pressão normal – 1 atm).
2.º ponto fixo: corresponde ao ponto de vapor (temperatura de ebulição da
água sob pressão normal).
Zero absoluto (0 K)
Quando elevamos a temperatura de um corpo, aumentamos o estado de
agitação de suas moléculas. Ao diminuir essa temperatura, o estado de agitação
das moléculas também diminui. Se continuarmos reduzindo a temperatura
desse corpo, a tendência é cessar o movimento das moléculas, chegando-se à
menor temperatura que um corpo poderia alcançar, situação inatingível até os
dias de hoje.
Corresponde à temperatura em que as partículas de um sistema cessariam seu
movimento vibratório, isto é, estado de agitação nulo. Essa temperatura é na
realidade apenas teórica, pois nunca se conseguiu tal valor. A temperatura
mais baixa até hoje conseguida foi de 2,8.10-10 K e está no Guinness, o livro dos
recordes (feito anunciado em 1993, realizado no Laboratório de baixas
Temperaturas da Universidade de Tecnologia de Helsinque, na Finlândia).
CONVERSÃO ENTRE AS ESCALAS
Às vezes é necessário transformar uma indicação na escala Fahrenheit para
escala Celsius e vice-cersa. Abaixo mostraremos a relação que existe entre as
escalas Celsius, Fahrenheit e kelvin.

C: Temperatura Celsius
F: Temperatura Fahrenheit
K: Temperatura Kelvin
03-04-2022
CONVERSÃO ENTRE AS VARIAÇÕES

São comuns situações em que se observa a variação de temperatura. Por


exemplo: em certo dia, a temperatura mínima em uma determinada cidade foi
de 15°C, e a máxima, de 25°C. A temperatura variou, então, 10°C. Para
determinar essa variação em outra escala, é preciso utilizar as
proporcionalidades entre as divisões da escala.

ΔC: Variação Celsius


ΔF: variação Fahrenheit
ΔK: Variação Kelvin
Contudo, é preciso cuidar de escolher termômetros próprios para
que se consiga atingir os objetivos, pois a massa do termômetro
deve ser bem menor que a massa do objeto cuja temperatura
queremos medir, caso contrário o termômetro poderá alterar a
temperatura do corpo, como por exemplo, um termômetro comum
e uma gota de água.
Contudo, é preciso cuidar de escolher termômetros próprios para que se
consiga atingir os objetivos, pois a massa do termômetro deve ser bem
menor que a massa do objeto cuja temperatura queremos medir, caso
contrário o termômetro poderá alterar a temperatura do corpo, como
por exemplo, um termômetro comum e uma gota de água.
O termômetro clínico da foto está graduado simultaneamente nas escalas
Celsius (entre 35 0 C e 42 0 C) e Fahrenheit (entre 94 0 F e 108 0 F). A graduação
é feita apenas entre esses valores extremos porque eles correspondem aos
limites da temperatura do corpo humano.
Esse termômetro utiliza a dilatação de líquidos, principalmente o mercúrio.
São construídos para medir temperaturas entre 34oC e 43oC que são
consideradas temperaturas críticas, pois a temperatura considerada normal de
nosso corpo é 36,5oC.
Apresenta um tubo capilar com um estrangulamento na
base, junto ao bulbo, o que permite a passagem do
mercúrio quando sofre a dilatação, mas que impede o seu
retorno quando se contrai, por isso este termômetro
continua indicando a temperatura do corpo mesmo sem
contato com o corpo e por um longo intervalo de tempo
mesmo que o termômetro seja levado a um local com
temperatura mais baixa. Para que o líquido termométrico
volte à posição inicial no interior do bulbo, é necessário
sacudi-lo rapidamente.
Mais moderno que o termômetro clínico comum são os termômetros de
cristal líquido também utilizados para a medida da temperatura do corpo
humano. São pequenas faixas plásticas transparentes com pequenos
retângulos que contêm um cristal líquido que entram em contato com o corpo
e, conforme o valor da temperatura, o cristal no seu interior, muda de cor.
Porém, os especialistas dizem que não são muito confiáveis.
Da mesma forma que o clínico, há o termômetro a álcool, normalmente
utilizado em laboratório de ciências, pois possui escala entre -10oC e 150oC. É
também usado em residências, para verificar a temperatura ambiente.
Alguns termômetros desse tipo utilizam corantes vermelhos, possuindo um
custo mais baixo que o de mercúrio, e além disso, são menos prejudiciais a
nossa saúde, pois o mercúrio é um metal tóxico e um de seus efeitos colaterais
é a doença renal.
Há os termômetros de máxima e mínima que, como o próprio
nome sugere, indicam a temperatura mais alta e a mais baixa
atingida pelo termômetro em um certo intervalo de tempo.
São termômetros utilizados em meteorologia, sendo que, com
uma única leitura, pode-se determinar a temperatura máxima
e mínima atingida desde a última vez que o termômetro foi
ajustado de modo que a temperatura máxima e mínima
viessem a coincidir entre si e com a temperatura ambiente.
Quando a temperatura aumenta o álcool se dilata e
passa livremente pelo flutuador fazendo com que o
mercúrio se expanda levando o flutuador a
correspondente temperatura - a máxima. Quando a
temperatura diminui o álcool se contrai e leva o mercúrio
e, consequentemente, o outro flutuador que registra a
menor temperatura - a mínima.
A coluna de mercúrio apresenta o formato da letra "U" e em suas
extremidades há dois bulbos: um totalmente preenchido por
álcool e o outro só parcialmente.
Nos extremos das colunas de mercúrio há dois flutuadores de
ferro esmaltado que são os índices das temperaturas, pois sobem
quando o mercúrio se dilata, mas que ficam presos ao tubo
capilar quando o mercúrio se contrai devido ao atrito com a
parede do tubo e só retornam a posição original com o auxílio de
um ímã.
Os termômetros a gás medem a temperatura através da
leitura da pressão do gás mantido a volume constante. Pode
ser graduado fazendo com que cada volume corresponda a
um valor de temperatura na escala Celsius, por exemplo.
São utilizados para a medida de baixas temperaturas,
usando-se o gás hélio, cuja temperatura de condensação,
sob pressão atmosférica, é de aproximadamente -269oC.
Atualmente são utilizados os termômetros de radiação que atuam
a grandes distâncias, isto é, sem contato com o objeto. São usados
nos satélites meteorológicos para a obtenção da temperatura na
atmosfera e na superfície da Terra e podem medir temperaturas
entre -50oC e 3000oC.
Pode ser utilizado para a medida de temperatura de qualquer
sistema que emite radiação eletromagnética na forma de luz visível
ou radiação infravermelha, assim como a radiação de corpo negro.
Um exemplo de termômetro desse tipo é o pirômetro óptico.
Através da radiação infravermelha, pode-se fazer a imagem da distribuição de
temperatura do corpo humano localizando infecções, ou detectar problemas
com a rede elétrica encontrando os pontos onde os fios estão mais quentes.

Também são usados em equipamentos de visão noturna sendo possível


identificar pessoas, animais e até vegetais mais quentes que outros em uma
floresta. A essa técnica dá-se o nome de termografia.
Para altas temperaturas utiliza-se o termômetro conhecido por pirômetro
óptico que é utilizado para a medida de temperaturas de metais
incandescentes, fornalhas ou estrelas, pois pode ser usado à distância e pode
medir temperaturas acima do ponto de fusão dos materiais que o constituem.
Há ainda o termômetro de lâmina bimetálica que é constituído por duas
lâminas de metais diferentes soldadas uma com a outra e que, quando
aquecidas, dilatam-se. Como os metais são diferentes, com a variação de
temperatura, um se dilata mais que o outro o que provoca um encurvamento
da lâmina. Há também os que tem forma de espiral com uma extremidade fixa
e a outra livre, com um ponteiro que gira com o aquecimento indicando a
temperatura em um mostrador.
Termômetros desse tipo funcionam entre temperaturas de -5 oC e 300oC e são utilizados no controle de temperatura de
fornos, ferros elétricos e saunas.
Existem ainda os termômetros digitais baseados em propriedades elétricas ou
eletrônicas. Podem ser encontrados em relógios de pulso e em equipamentos
eletrônicos como computadores.
A medida da temperatura é feita através da variação de suas características
elétricas. Os mais comuns utilizam um resistor que faz parte de um circuito
elétrico que aciona o indicador de temperatura de acordo com o valor da
resistência.
O controle da temperatura e sua medida também são realizadas através dos
dispositivos denominados termopares que são usados em painéis de
automóveis para a indicação da temperatura do motor. Geralmente há uma
lâmpada que acende quando há superaquecimento. Podem medir até 1800oC,
sendo também utilizados na indústria, na medida da temperatura de fornos de
fundição de metais e vidros.
(UEPB)

1 Numa aula de física, um aluno é convocado a explicar fisicamente o que acontece quando um pedaço de ferro quente é
colocado dentro de um recipiente de água fria. Ele declara: “O ferro é quente porque contém muito calor. A água é mais fria
que o ferro porque contém menos calor que ele. Quando os dois ficam juntos, parte do calor contido no ferro passa para a
água, até que eles fiquem com o mesmo nível de calor... e aí eles ficam em equilíbrio”. Tendo como referência as declarações
do aluno e considerando os conceitos cientificamente corretos, analise as seguintes proposições:
I. Segundo o conceito atual de calor, a expressão “O ferro
é quente porque contém muito calor” está errada.
II. Em vez de declarar: “... parte do calor contido no ferro passa para a água”,
o aluno deveria dizer que “existe uma transferência de temperatura entre eles”.
RESPOSTA: B
III. “... até que eles fiquem com o mesmo nível I. Correto. O aluno confunde os
conceitos de calor e temperatura. O
de calor... e aí eles ficam em equilíbrio” é correto, pois quando dois corpos
caloratingem o equilíbrio
é energia térmico seus ou
em trânsito, calores
seja, é
específicos a energia térmica que se transfere de
se igualam. um corpo para o outro. A temperatura,
por outro lado, é uma grandeza
Assinale a alternativa correta: associada ao grau de agitação das
a) Todas as proposições são verdadeiras. partículas que constituem o material
em estudo. II. Incorreto. A
b) Apenas a proposição I é verdadeira. transferência é de energia, o que
c) Apenas a proposição II é verdadeira. provoca uma variação de temperatura.
III. Incorreto. Aqui o aluno confunde
d) Apenas a proposição III é verdadeira. os conceitos de energia em trânsito
e) Apenas as proposições I e III são verdadeiras. (calor) e calor específico.
2( A fim de diminuir o risco de explosão durante um incêndio, os botijões de gás possuem um pequeno pino
com aspecto de parafuso, conhecido como plugue fusível. Uma vez que a temperatura do botijão chegue a
172 ºF, a liga metálica desse dispositivo de segurança se funde, permitindo que o gás escape.

Em termos de nossa escala habitual, o derretimento do plugue ocorre, aproximadamente, a:

a) 69 ºC.
RESPOSTA: B
b) 78 ºC.

c) 85 ºC.

d) 96 ºC.

e) 101 ºC.
(Unirio-RJ)
3 O nitrogênio, à pressão de 1,0 atm, condensa-se a uma temperatura de –392 graus numa escala
termométrica X. O gráfico representa a correspondência entre essa escala e a escala K (Kelvin).

Em função dos dados apresentados no gráfico, podemos verificar que a temperatura de condensação do
nitrogênio, em kelvins, é dada por:

a) 56. d) 200.
b) 77. e) 273.
c) 100.
RESPOSTA: B
4 Na reportagem original da BBC de Londres, o texto trazia os valores de temperatura originalmente escritos
na escala Fahrenheit. Nessa escala, a variação de temperatura entre a água próxima à superfície e a água
da profundidade que o extremo do cano atinge é, em ºF:
a) 14,4.
b) 25,2.
RESPOSTA: D
c) 45,0.
d) 48,6.
e) 59,0.
EXERCÍCIOS

1. Quando podemos dizer que dois corpos estão em equilíbrio térmico?


Quando os dois corpos encontram-se em temperaturas iguais,
dizemos que os corpos estão em equilíbrio térmico.
2. Efetue as seguintes transformações:
a) 40°C em °F 104 °F
b) 303 K em °C 30 °C
c) 59°F em °C 15 15 °C
d) 86°F em K 303 K
3. Amélia viajou de férias para os Estados Unidos e, repentinamente, ficou
doente. Ela
comprou um termômetro, porém graduado na escala Fahrenheit. Ao colocá-lo
em contato com
seu corpo, o mesmo acusou 1020F. Ela estaria com febre? R:38,890C

4. (Exemplo 12.2 Tipler 6aEd.)O “supercondutor de alta temperatura” YBa2Cu3O7


se
torna supercondutor quando a temperatura cai para 92K. Determine a
temperatura limiar de
supercondutividade em graus Fahrenheit. R:-2940F
5. (ex. 16.37 Tipler 6aEd.):o ponto de ebulição do gás Nitrogênio (N2) é
77,55K, expresse essa Temperatura na escala Fahrenheit e Celsius.

6. (ex. 16.40 Tipler 6aEd.):Na escala Réaumur, o ponto de fusão da água


é 00R e de ebulição é 800R. Deduza uma relação de conversão entre a escala
Réaumur e a escala Celsius.
7. Dado o diagrama de temperaturas em Kelvin,
calcule a temperatura do núcleo do sol.

8. Dadas as escalas com os pontos de ebulição e fusão


da água. Obtenha uma equação de conversão dessas
escalas com a escala Celsius.
9. (Ex. 18.5 Halliday. 9aEd) Qual a temperatura na escala Fahrenheit que corresponde à metade
na escala Celsius? E qual temperatura na escala Celsius corresponde ao dobro na escala Fahre-
nheit?

10. Ex. 18.6 Halliday. 9aEd) Em uma escala linear 0X, o ponto de congelamento da água é -1250X,
o ponto de ebulição da água é 3750X. Em outra escala linear Y, a água congela à -70,00Y e ferve
a -30,00Y. Uma temperatura de 50,00Y, corresponde a qual temperatura na escala X?

11. (Ex. 17.35 Tipler, 6aEd.) O comprimento da coluna de mercúrio de um termômetro é 4,00cm
quando o termômetro está imerso em água com gelo, à pressão de 1atm e 24,0cm quando o
Termômetro está imerso em água fervente à mesma pressão. Suponha a coluna de mercúrio
variando linearmente com temperatura.
a)Construa uma equação que descreva a temperatura em função da altura da coluna?
b)Qual a altura da coluna em temperatura ambiente (22,00C)?
12. (p.18.4 Halliday 8aEd.) Em 1964, uma vila na Sibéria atingiu a menor temperatura registrada,
-710C. A mais alta temperatura foi registrada no Vale da Morte, na Califórnia, 1340F. Calcule
Essa temperatura na escala Celsius e Kelvin.

13. Calcule a temperatura equivalente nas escalas Celsius e Fahrenheit.

14. Um estudante de engenharia desenvolveu um termômetro, medindo a altura da dilatação de


um fluido, comparando com um termômetro graduado em Celsius. Dessa forma, quando a
coluna marcou 2,50cm, a temperatura equivalente foi de 200C. Quando a temperatura chegou a
500C, a coluna atingiu uma altura de 6,00cm. Nessas condições, obtenha uma relação entre a
altura da coluna e a escala Celsius.
Também, qual a altura da coluna quando no ponto de ebulição e fusão da água?
BIBLIOGRAFIA
HALLYDAY & RESNICK. Fundamentos da Física.v.1.6 ed. LTC. Rio
de Janeiro, 2006.

PIRES, D. P. L.; AFONSO, J. C.; CHAVES, F. A. B.; A termometria nos séculos XIX e XX, Rev. Bras. Ens. Fis., vol. 28 (1), 101-
114, 2006.

SEARS & ZEMANSKI. Física.v.1. 12 ed. Pearson. São Paulo, 2009.

TIPLER. P. Física. V.1. 5 ed. LTC. Rio de Janeiro, 2006.

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