Você está na página 1de 23

Y 


  
Faculdade Maurício de Nassau
Direito Penal I
Profª Msc. Ana Flávia Jordão
        
 Delito e sociedade: o crime é um fenômeno social
NORMAL (concepção de Durkheim)

 Delito como conduta desviante especialmente grave


porque ameaça a coexistência pacífica na sociedade.

 affaroni acredita que o crime é artificial, criado


pelas instâncias sociais dotadas de poder simbólico
para definir significados. (exp: incesto)

  

 Objeto de estudo: normas jurídicas (princípios e


regras) de natureza penal.

 iência jurídica º Linguagem descritiva


—  
_ ˜   
 
_    
 (exp.: art. 121, P):
˜   

 


_ —     
 (exp.: art. 63):
˜        

           
   !
   " 
 
# 
      $ 
      
 As normas incriminadoras, em regra, estão na Parte
Especial do ódigo Penal e na legislação especial.

 As normas não incriminadoras, em regra,


encontram-se na parte Geral. ontudo, é possível
encontrá-las na parte especial e na legislação
especial, como por exp. art. 181, P.
˜  %  &    
   


      #
  !
#'
(   )!
  *  
!
+
((    
 ! 
   #  
 #  !  



   
  
 egundo Bittencourt, Direito Penal é Î

!
    !
# 
  
,!   "   "-  
'
  
 "-   .´

 Esse conceito pode ser complementado, já que


as normas não incriminadoras também fazem
parte do sistema normativo penal, muito embora
não criem delitos e prevejam sanções.
   
  
Direito Penal é disciplina integrante das iências
jurídicas e tem como objeto de estudo o conjunto
sistemático de normas incriminadoras, que
constituam crimes e cominem sanções penais
(pena e medida de segurança), e normas não-
incriminadoras, que orientam a interpretação e
aplicação das normas incriminadoras.
Ê       
 

1) Integra o ramo do Direito Público;
2) Limita a ação repressiva do Estado
3) Busca inibir as condutas contrárias ao Direito
4) Tem como finalidade a proteção de bens jurídicos
relevantes para a sociedade;
5) É predominantemente sancionador, apesar de ser
integrado por normas não-sancionadoras.

    
  
  
1) Direito penal Objetivo:
º é sinônimo de Direito Penal Positivo, isto é,
constitui-se de um conjunto de normas
jurídicas que definem crimes, cominam penas
e, de uma forma geral, regulam a atividade do
juiz e dos órgãos administrativos relacionados
ao  
    
 ocê sabia que....

º Nas ações penais privadas, o ofendido e seus


sucessores (querelante) têm legitimação para
requerer a condenação do réu (querelado)...

ontudo, a aplicação da pena é de competência


do Estado, devendo o réu ser julgado por juiz
competente. Quando sua pena for executada, o
juiz das Execuções Penais será competente para
acompanhá-lo.

    
  
  
£    
º É conhecido como 


º É o direito subjetivo de punir que, atualmente, é
monopólio do Estado.
º Passagem da autocomposição para a Jurisdição.
    
 O sistema penal é a estrutura burocrática estatal
responsável pelo ONTROLE OIAL de
condutas desviantes.

 affaroni define sistema penal como ³ 



 
'.
%& ˜# $

V  '(  

 "!# $
!  ˜ Art. 82 e ss da
LEP:
  ˜  
 Penitenciária,
)    adeias, asas

*  + de Albergado,
Auto de prisão Ação Penal que olônias
em flagrante, termina com agrícolas/indu
Inquéritos entença striais,
Policiais e TO ondenatória Hospital de
ou absolutória custódia e
ou extintiva
 

    
     

   
  
  
 Direito penal comum: aplicado pela Jurisdição
omum (Justiça Estadual e Justiça Federal)

 Direito penal especial: relaciona-se às normas


específicas aplicadas pelas Justiças Especiais
(Justiça Penal Militar e Justiça Penal Eleitoral)

OB: o Tribunal Penal Internacional (TPI) tem


jurisdição subsidiária

      
  
 
     ,: é o direito processual
penal (direito adjetivo)

     +  -   : é a


totalidade de leis penais em vigor (= Direito
penal propriamente dito)
  
  
1. Proteção de bens jurídicos
2. Instrumento de ontrole ocial
3. Garantia onstitucional contra arbitrariedade
4. Efeito moralizador-educativo (função ético-
social)
5. Função simbólica (perigo: direito penal do
terror!)
6. Prevenir que as pessoas pratiquem crimes
(Função preventiva-motivadora).
  
  
o. Reduzir a violência estatal, imprimindo
legitimidade às penas (o Estado não deve se
igualar ao delinquente porque a pena não é
vingança oficial).
8. ervir com instrumento de transformação
social (crimes de bagatela)
Õ   
  
Õ 
 
      Relação de
instrumentalidade.

        Relação de legitimidade


(garantias) e validade (constitucionalidade)

  ˜
    rimes contra a Adm.
Pública (P, Leis de licitação, crimes contra a
ordem tributária etc) e omplementos para normas
penais em branco heterogêneas (Lei de drogas)

     onceitos indeterminados, relações


civis que interferem nas normas penais (ausas de
Questões prejudiciais heterogêneas)
 !      
 Tradicionalmente, a criminologia, a política
criminal e o Direito penal são reconhecidos
como ramos autônomos, porém auxiliares.
 A auxiliariedade deriva do compartilhamento do
interesse pelo mesmo fenômeno: crime, sujeitos
envolvidos com o crime e sistema penal.
 ontudo, ressalva-se que o objeto tem
abordagens peculiares.
Õ   
   
 !      
    : é ciência empírica e
interdisciplinar que estuda o crime, o delinquente,
a vítima e o controle social do comportamento
desviante.
 )     é o ramo do conhecimento
cujo objetivo é analisar as normas penais e o
sistema penal como um todo, para assim, criticar a
situação e propor novas estratégias.
    . 
*  
conhecer o sentido da norma, como interpretá-la e
aplicá-la. Não se questiona as premissas.
  
  
 ,  
º Ënião (art. 22, I da F)

Atenção!! o parágrafo único do art. 22 traz uma


possibilidade pouco utilizada no Direito Penal,
mas ainda assim, válida: A L pode autorizar
que os estados legislem sobre /
  )0   (exp.: lei temporária e calamidade
pública)
  
  
 , 0 
 1   0
º onstituição (mandamentos de
criminalização)
º leis ordinárias
º Tratados internacionais de Direitos humanos
º súmulas vinculantes
º jurisprudência (principalmente quanto à
aplicação de princípios em colisão)
º atos administrativos (complementos da norma
penal em branco heterogênea)
  
  
 , +
 : doutrina
 , 0 :  2 e princípios
gerais do direito.
*OB.: pode haver costume descriminalizador?
Há divergência, mas prevalece o entendimento
de que o costume não pode criar crimes e
tampouco revogá-los. O costume pode ser usado
somente como critério de interpretação (exp.:
art. 155 e repouso noturno)