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Máquinas de Corrente PROF.

ANDERSON
Contínua DIAS
As máquinas de corrente contínua podem ser utilizadas
Máquinas tanto como motor quanto como gerador. Porém, uma vez
que as fontes retificadoras de potência podem gerar tensão
de Corrente contínua de maneira controlada a partir da rede alternada,
pode-se considerar que, atualmente, a operação como
Contínua gerador fica limitada aos instantes de frenagem e reversão
de um motor.
Máquinas de
Corrente Contínua
Atualmente, o desenvolvimento das técnicas de
acionamentos de corrente alternada (CA) e a
viabilidade econômica têm favorecido a substituição
dos motores de corrente contínua (CC) pelos motores
de indução acionados por inversores de frequência.
Principais
Características
Fácil controle de velocidade;
Fabricação cara;
Cuidados na partida;
Uso em declínio.
Geradores e Motores
O motor de corrente contínua é composto de duas
estruturas magnéticas:

Componentes – Estator (enrolamento de campo ou ímã permanente);


– Rotor (enrolamento de armadura).
Esquema de uma máquina CC
Rotor
Rotor
O rotor é um eletro ímã constituído de um núcleo de
ferro com enrolamentos em sua superfície que são
alimentados por um sistema mecânico de comutação.

Esse sistema é formado por um comutador, solidário


ao eixo do rotor, que possui uma superfície cilíndrica
com diversas lâminas às quais são conectados os
enrolamentos do rotor; e por escovas fixas, que
exercem pressão sobre o comutador e que são ligadas
aos terminais de alimentação.
Núcleo Magnético: é constituído de um pacote de chapas
de aço magnético laminadas, com ranhuras axiais para
alojar o enrolamento da armadura;

Enrolamento da Armadura: é composto de um grande


número de espiras em série ligadas ao comutador. O giro
da armadura faz com que seja induzida uma tensão neste
enrolamento;
Rotor
Comutador: é constituído de lâminas de cobre (lamelas)
isoladas umas das outras por meio de lâminas de mica
(material isolante). Tem por função transformar a tensão
alternada induzida numa tensão contínua;
Eixo: é o elemento que transmite a potência mecânica
desenvolvida pelo motor a uma carga a ele acoplada.
Estator
O estator é composto de uma estrutura
ferromagnética com pólos salientes aos
quais são enroladas as bobinas que formam
o campo, ou de um ímã permanente.
Carcaça - estrutura de aço ou ferro. Serve de
suporte para as partes constituintes da máquina.

Sapatas Polares - são de ferro laminado


aparafusado ou soldado na carcaça. A sapata polar
Estator é curvada e mais larga do que o núcleo polar, a fim
de espalhar o fluxo mais uniformemente.

Interpolos - também estão montados na carcaça,


entre os pólos principais e geralmente, possuem
menor tamanho.
Estator
Enrolamento auxiliar de campo: igualmente alojado
sobre o pólo principal. À semelhança do enrolamento
de compensação, tem por função compensar a
reação da armadura reforçando o campo principal;

Pólos de Comutação: são alojados na região entre os


Estator pólos e constituídos por um conjunto de chapas
laminadas justapostas;

Enrolamentos de Comutação: são percorridos pela


corrente de armadura, sendo ligados em série com
este. Têm por função facilitar a comutação e evitar o
aparecimento de centelhamento no comutador;
Motor CC
com imas
permanent
e
Circuito de um Gerador CC

Circuito de Campo Circuito de


Armadura
E = Tensão de campo
Ra = Resistência da armadura
Ia = Corrente de armadura
E = Força Eletromotriz induzida ou Força Contra-Eletromotriz
da armadura
Circuito de um Motor CC

Circuito de Campo Circuito de


Armadura
V = Tensão de armadura
Ra = Resistência da armadura
Ia = Corrente de armadura
E = Força Eletromotriz induzida ou Força Contra-Eletromotriz
da armadura
Modelo do circuito elétrico do motor CC
Pela Lei da Indução de Faraday, a força eletromotriz induzida é proporcional ao fluxo e à rotação,
ou seja:

Onde: 𝐸=𝐾 . Φ . 𝑁
N = velocidade de rotação
K = constante que depende do tamanho do rotor, do número de pólos do rotor, e como esses
polos são interconectados.
Φ = fluxo no entreferro
Modelo do circuito elétrico do motor CC
Como a força-contra-eletromotriz, E, varia com a velocidade e o fluxo, podemos chegar na
seguinte equação de velocidade (em rpm):

𝐸 𝑉 − 𝑅𝑎 . 𝐼 𝑎
𝑁= 𝑁= Φ= 𝐾 1 𝐼 𝑓
𝐾 .Φ 𝐾 .Φ

Esta equação nos diz que a velocidade do motor depende da tensão aplicada na armadura, da
corrente na bobina e do valor do fluxo magnético. Note que a velocidade do motor tende ao
infinito quando o fluxo tende a zero. Consequentemente, não devemos tirar, sob hipótese alguma,
a corrente de campo, pois o motor “dispara”.
Modelo do circuito elétrico do motor CC

Portanto, a velocidade é diretamente proporcional à tensão de armadura, e inversamente


proporcional ao fluxo no entreferro.
Modelo do circuito elétrico do motor CC

O controle da velocidade, até a velocidade nominal, é feito através da variação da tensão de


armadura do motor, mantendo-se o fluxo constante.
Velocidades superiores à nominal podem ser conseguidas pela diminuição do fluxo, mantendo-se
a tensão de armadura constante.
Modelo do circuito elétrico do motor CC

Sabendo que o fluxo é proporcional à corrente de campo, ou seja:

Φ= 𝐾 1 𝐼 𝑓

K = constante.
If = corrente de campo
Modelo do circuito elétrico do motor CC
A equação para o torque desenvolvido na armadura será em função do fluxo magnético e da
corrente da armadura: O conjugado do motor é dado por:

𝑃𝑠 60. 𝑃 𝑠 𝑃𝑠
𝐶 𝑜𝑢𝑇 =Φ . 𝐾 . 𝐼 𝑎𝑇 = = =9,55 .
𝜔𝑚 2𝜋 .𝑁 𝑁
Onde:
C ou T - conjugado eletromagnético do motor, N.m;
Ia - Corrente de armadura, A;
P-W;
N - deve ser dado em RPM;
Modelo do circuito elétrico do motor CC
Se o conjugado requerido pela carga for constante, o motor tenderá a supri-lo, sempre
absorvendo uma corrente de armadura também praticamente constante. Somente durante as
acelerações provocadas pelo aumento da tensão, que transitoriamente a corrente se eleva para
provocar a aceleração da máquina, retornando após isso, ao seu valor original.
Modelo do circuito elétrico do motor CC
Portanto, em regime, o motor CC opera a corrente de armadura essencialmente constante
também. O nível dessa corrente é determinado pela carga no eixo.
Assim, no modo de variação pela tensão de armadura, até a rotação nominal, o motor tem a
disponibilidade de acionar a carga exercendo um torque constante em qualquer rotação de regime
estabelecida, que representa as curvas características dos motores CC.
O controle da velocidade após a rotação nominal é feito variando-se o fluxo e mantendo a tensão
de armadura constante e, por isso, chama-se zona de enfraquecimento de campo.
O diagrama de fluxo de potência Gerador
O diagrama de fluxo de potência - Motor
TIPOS DE MOTORES CC
1. Motor cc de excitação separada

2. Motor cc shunt

3. Motor série

4. Motor composto
Tipo de
Excitaçã
o
Paralelo
Tipo de Excitação Paralelo (shunt)

Velocidade praticamente constante;

Velocidade ajustável por variação da tensão de armadura.


Tipo de Excitação Paralelo (shunt)
.
Tipo de
Excitaçã
o Série
Tipo de Excitação Série

Bobinas de campo estão em série com o enrolamento da armadura


Só há fluxo no entreferro da máquina quando a corrente da armadura for diferente de zero
(máquina carregada)
Conjugado é função quadrática da corrente, uma vez que o fluxo é praticamente proporcional à
corrente de armadura
Tipo de Excitação Série

Conjugado elevado em baixa rotação


Potência constante
Velocidade extremamente elevada quando o motor é descarregado, por isso não se recomenda
utilizar transmissões por meio de polias e correias
Tipo de Excitação Série

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