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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB,

CAMPUS VIII
LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
BIOLOGIA DOS CORDADOS

Endotermia

EQUIPE: CARLOS ROBERTO, GABRIELE GOMES,


ITAYNARA SANTOS, JOSÉ MARCELINO, LIZA
ROBERTA, MAILANE EMANUELE, MARIA DANYARA
E MAX LIMA.
SUMÁRIO

 Introdução
 Termorregulação endotérmica
 Animais endotérmicos no ártico
 Migração para evitar condições adversas
 Torpor como resposta a temperaturas baixas e
limitações de alimento
 Estratégias de sobrevivência no deserto
INTRODUÇÃO

ECTOTÉRMICO ENDOTÉRMCO
(ecto = de fora) (endo = de dentro)

Calor de fontes externas Produção metabólica de calor


N
ENDOTERMIA

Aves
 Característica derivada Mamíferos
 Requer alto nível de metabolismo aeróbico
 Desafios do meio ambiente físico
 Energeticamente cara

Predadores
 Interações Competidores
Presas
 Em caso de condições
adversas:

MIGRAÇÃO

HIBERNAÇÃO
TERMORREGULAÇÃO
ENDOTÉRMICA

Precisão:
 Manutenção da temperatura Na produção
corporal Perda metabólica de calor

 Com a variação da taxa


metabólica consegue mudar a
intensidade da produção de calor
 As condições de isolamento
térmico alteram a perda de calor

Pelos e penas
 Calor
Taxa metabólica basal ou repouso
Alimentação (Ação dinâmica específica)

 Solução fisiológica à temperatura


Hipotálamo
Atividade do músculo esquelético
Tremor
MECANISMOS DE
TERMORREGULAÇÃO
Temperatura corpórea X Produção metabólica de calor

TEMPERATURA
AMBIENTAL
(-70°C até +40°C)
Zona de Tolerância
 Temperatura corporal estável
 Ajustes fisiológicos, perdas e
produção de
calor
 Morte por frio e a morte por
calor
 Capacidade de tolerância em
animais grandes e pequenos
(superfície/massa)
Zona Térmica Neutra
 Taxa metabólica no nível basal
 Termorregulação através da Taxa
de Perda de Calor

Regulação da perda de calor:


• Alisando ou afofando pelos ou
penas
• Transformações posturais (esticar-
se ou enovelar-se)
• Mudanças no fluxo sanguíneo
(vasoconstricção ou vasodilatação)
ANIMAIS ENDOTÉRMICOS
NO ÁRTICO

 Animais de pequeno porte


(Redpolls e Chickadees)
 Termorregulação
 Aumento da produção de calor
 Mecanismo termorregulador
Conservação de calor
Comprimento e
 Isolamento térmico das espécies espessura do pelo
 Mamíferos de maior porte
possuem taxa de
neutralidade que alcança
níveis bem abaixo do
congelamento
 Aumento da taxa
metabólica
RAPOSA DO ÁRTICO X
GAIO CINZA
 Temperatura crítica da Raposa do Ártico
inferior -40°C
Ao chegar em -70°C ocorreu o aumenta
da taxa metabólica de 50%.
 Taxa de calor corporal de 110°C acima da
temperatura do ar.
Gaio cinza do ártico
 Temperatura crítica inferior a 0°C
Podendo suportar ate -60°C aumentando
sua taxa metabólica em 150%
Mas o que fazer quando os pelos ou as penas estão molhados?

 Gordura como isolamento


térmico
 A camada interna de gordura se
adapta a temperatura interna do
animal
 Pinipédios e Cetáceos

Interior de
Rede de membranas
Sangue
capilares interdigitais
Migração para evitar
condições adversas

 Aspectos desfavoráveis
 Mudanças sazonais (fatores climáticos)
 Temperatura e índice pluviométrico
 Suprimentos
 Reprodução
 Longas distâncias Aves
Animais Marinhos

 Desvantagem (espécies terrestres)


 Barreiras geográficas e gasto energético
BALEIAS

Vasta alimentação (3-4


 Nas águas polares e subpolares meses)
Baleias grávidas nutrem seus
 Fim do verão – migração filhotes
 Estoque de gordura

Baleia cinzenta (Eschrichtius robustus)


• 9.000 km
• 245 dias sem comer = 18.375 kg de
gordura metabolizados
• Período migratório = 880 kg
BEIJA-FLORES
 Menores endotérmicos
 Beija-flor de garanta vermelha
(Archilochus Colubris)
 3,5 até 4,5 gramas – vôo ininterrupto
de 800 km
 Golfo do México – Península de
Yucatan
 2 gramas de gordura = 24-26 horas de
vôo (40km por hora)
Contingências inesperadas
 Estoque completo de gordura Condições atmosféricas
favoráveis
TORPOR COMO
RESPOSTAS A
TEMPERATURAS
Limitações de alimentos e
baixas temperaturas
 A necessidade de manter alta a
temperatura corporal quando as
temperaturas do ambiente são baixas
 Escassez sazonal de energia provida
por alimentos
Em resposta a esse problema

Entra em torpor (economia de energia e água)


Ajustes fisiológicos durante o torpor
 Torpor profundo
 Os ritmos cardíacos
 Respostas voluntárias motoras
 Vários graus de torpor
O torpor não será muito favorável para um animal
grande como é para os animais pequenos.
 Manutenção de temperaturas
 Resfriamento e Taxa metabólica
 Reaquecimento
Aspectos energéticos do torpor diário
 Estoques de gordura
 0,80g de gordura em média
 0,24g durante a manhã
 0,56g de gordura
metabolizada durante a noite
Aspectos energéticos do torpor prolongado
 Hibernação
 Período de torpor e o
despertar
ESTRATÉGIAS DE
SOBREVIVÊNCIA NO
DESERTO

 Temperaturas elevadas
 Pouca disponibilidade
de água e alimentos
 Falta de áreas
sombreadas
 RESPOTAS DOS
ENDOTÉRMICOS ÀS
CONDIÇÕES DESÉRTICAS:

Relaxamento da
homeostase

Evitação

Especializações
RELAXAMENTO
DA HOMEOSTASE
 Estocar Calor
 Antílopes
 Evitação
Esquilo-antílope do solo
(Ammospermophilus leucuros)
 Ele economiza água por não liberar
suor
 Seu corpo aquece até uma
temperatura acima do ambiente, ate
que ela se dissipe.

Esquilo-de-solo do Cabo
(Xenurus inauris)
 A cauda também pode ser larga e
achatada, servindo como um
sombreiro
 Reduz a temperatura em 6-8°C
 Especializações
Camundongo-de-bolso da
Califórnia
(Perognathus californicus)

Evita o Economia
Baixo estoque Entra em
aquecimento energética
de alimento torpor
corporal de 45%
AVES

 Enfrentam as condições do deserto


 Realizam longos vôos em busca de água
 Toleram hipertermia
 Temperatura corpórea em torno de 40°C
 Reprodução em épocas em que há
disponibilidade de água
Pombos de regiões Aves “sandgrouse”
áridas
Estas aves carregam, até os seus
Filhotes se alimentam do leite- filhotes, água acumulada em suas
de-pomba penas
• Produzido no papo da ave • As penas do seu peito são
• Este leite é composto de água, enroladas e acumulam água
proteína e gorduras • Carregam de 10 a 20 vezes seu
peso em água
INDICAÇÃO

Documentário “Nosso Planeta”


https://www.netflix.com/watch/80094026?tr
ackld=200257859
REFERÊNCIAS

BATALHÃO, Luciene H. G.; BÍCEGO, Kênia C. Capítulo


3 – Ectotermia e Endotermia. Fisiologia Térmica de
Vertebrados. São Paulo: Editora Cultura Acadêmica,
2020. p. 69 – 88.
POUGH, F. Harvey; JANIS, Christine M.; HEISER, John
B. Capítulo 22 – Endotermia: Uma Abordagem dos
Processos Vitais de Alta Energia. A Vida dos
Vertebrados. São Paulo: Editora Atheneu, 2008. p. 578 –
604.
OBRIGADO!

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