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DIREITO AMBIENTAL

Prof.: Wellington Viana


IFPE/Campus Recife
Histórico:
 Código de Hamurábi, o Livro dos Mortos do antigo já demonstram a
preocupação dessas antigas civilizações com o respeito à natureza,
 volta de 1780 a.C. na Mesopotâmia.

 Portugal o crime de poluição das águas e outras infrações ambientais,


caso condenadas eram degredados para o Brasil (século XV) 

 Magna Carta, outorgada por João Sem - Terra : “ As florestas


pertenciam ao rei, sendo proibidas aos súditos a caça e a exploração de
madeira”. Inglaterra 1215.

 Revolução Industrial, o uso crescente de combustíveis fósseis


como carvão e petróleo, uso da terra pelo através do desmatamento e
uso indiscriminado de fertilizantes. (século XIX – metade XX)
CONCEITO:
Para Luís Paulo Sirvinskas, o Direito Ambiental “é o ramo do
Direito que estuda, analisa e discute as questões ambientais
e sua relação com o ser humano, tendo como objetivo a
defesa do meio ambiente e a melhoria das condições devida
no planeta.”

Já Hely Lopes Meirelles afirma que o Direito ambiental é


constituído pelos princípios e regras que têm como finalidade
evitar ou minorar a destruição ou a degradação do meio
ambiente.
Marcos Internacionais:
Conflito entre os EUA e o Canadá (1940);

Clube de Roma (1972);

Conferência Internacional sobre Meio Ambiente em Estocolmo


(1972):
 Presença de 113 países e mais 400 instituições
governamentais e não governamentais.
 Concebido documentos relacionados aos temas ambientais,
de preservação e uso dos recursos naturais, isso em esfera
global.
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento (Rio 92):

Resultou a “Declaração do Rio”, uma atualização da “Declaração de


Estocolmo” com ênfase para o conceito de desenvolvimento sustentável. 

Nessa oportunidade foram aprovadas, além da “Convenção sobre a


Diversidade Biológica”, também a “Convenção sobre a Mudança
Climática” e a “Agenda 21”.

Estabelecendo programas de atividades a serem desenvolvidos no século


XXI visando à preservação do equilíbrio ecológico em face do
desenvolvimento econômico e social (sustentabilidade) 
PROBLEMAS AMBIENTAIS:
 Desaparecimento de espécies da fauna e da flora;

 Perda de solos férteis pela erosão e pela desertificação;

 Aquecimento da atmosfera e as mudanças climáticas, a diminuição da camada de ozônio;

 Acúmulo crescente de lixo e resíduos industriais;

 Colapso na quantidade e na qualidade da água;

 O aumento significativo da população mundial;

 Esgotamento dos recursos naturais;

 Grandes acidentes nucleares.


Princípios do Direito Ambiental:
 Princípio da prevenção: necessidade de buscar meios para
que os danos ambientais não ocorram;

 Princípio do usuário ou poluidor pagador reparação de


danos causada pelo poluidor;

 Princípio do acesso equitativo aos recursos naturais: que


todos possam utilizar, de forma equilibrada;

 princípio da responsabilidade: sobre a responsabilidade do


poluidor reparar todo dano ambiental causado;
Princípios do Direito Ambiental:
 Princípio da informação: assegurar e disponibilizar, através do Poder
Público, o acesso à informação de matéria ambiental para a população;

 Princípio da educação: cabe ao poder público envolver e educar a


população em relação ao meio ambiente;

 Princípio do acesso à justiça em questões ambientais, qualquer


pessoa pode participar de decisões políticas envolvendo questões
ambientais

 Principio da cooperação

 Principio da Universalidade
Previsão Constitucional:
 Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e
futuras gerações.

§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo


ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar
as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão
permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a
integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
Art. 225. Todos têm direito ao meio ecologicamente equilibrado, bem de uso comum
do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras
gerações.

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente


causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto
ambiental, a que se dará publicidade;

V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e


substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização


pública para a preservação do meio ambiente;

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em
risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os
animais a crueldade.
Competência Legislativa:
A possibilidade de os entes da federação legislar, criando
normas de Direito Ambiental. Estabelece competência
concorrente da União, Estados e do Distrito Federal para
legislar sobre Direito Ambiental. (Art. 24, VI, CF).

A competência legislativa dos municípios em matéria


ambiental deve limitar-se à demonstração da existência de
interesse local e, o teor da norma deverá ser, nos termos
do art. 24, § 1º CF.
Instrumentos de Política Ambiental
Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA

O art. 6º da Lei nº 6938/81 traz o Sistema Nacional


do Meio Ambiente – SISNAMA, assim tido, em síntese,
como a congregação dos órgãos e entidades da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, bem
como as fundações públicas responsáveis pela proteção
e melhoria da qualidade ambiental.
Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA
 O art. 8º da Lei nº 6.938/198 e o art. 4º do Decreto nº 99274/1990,
trazem a composição do Conselho Nacional do Meio Ambiente –
CONAMA, órgão integrante do SISNAMA e que tem várias
competências em matéria ambiental.

Dentre suas competências, damos destaque a duas, que vêm sendo


objeto de questionamento pelos examinadores, são elas:

a) A competência de editar normas e critérios de licenciamento


ambiental (arts. 8º, I da Lei nº 6.938/1981 e 7º, I do Decreto nº
99.274/1990);

b) De decidir, como última instância administrativa, sobre as


penalidades aplicadas pelo IBAMA (arts. 8º, III)
LICENÇAS
O licenciamento de empreendimentos ou atividades
considerados efetiva ou potencialmente causadores de
significativa degradação ambiental, poderá ser precedido da
realização de Estudos de Impacto Ambiental e do respectivo
Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

O EIA/RIMA será obrigatória diante da possibilidade de


ocorrência de significativo impacto ambiental. Neste
sentido, o art. 2º da Resolução CONAMA nº 01/86.
BENS AMBIENTAIS

Meio ambiente natural (recursos naturais):


Biológicos;
hidrícos,
Energéticos
e minerais,

Meio ambiente artificial (construído pela ação humana,


espaços naturais em espaços urbanos):
Edificações
Espaços
BENS TUTELADOS
 Meio ambiente cultural (relacionado com o patrimônio artístico, cultural e
paisagístico) Art 216 CF:
 I-  as formas de expressão;

II - os modos de criar, fazer e viver;

III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;

IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às


manifestações artístico-culturais;

V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,


arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

 Meio ambiente do trabalho (local onde o trabalhador desenvolve suas atividades) ;

 E o patrimônio genético.
Referências bibliográficas

 BRASIL, Constituição (1988), artigo 225, parágrafo 1°, inciso V, Disponível em: Acesso em:

10 de outubro 2020.
 DUARTE JÚNIOR, Ricardo César Ferreira. Princípios do Direito Ambiental e a Proteção

Constitucional ao Meio Ambiente Sadio. Disponível em:  Acesso em: 14 outubro 2020. 


 GIEHL, Germano Os princípios gerais de direito ambiental, Disponível em: > Acesso em: 10

de outubro 2020. 
 JÚNIOR, Rosenval. Direito Ambiental - Princípios 1.1 - Estratégia Concursos -
Prof. Rosenval Júnior. Disponível em: 10 de outubro 2020. 
 NASCIMENTO, Meirilane Santana. Direito ambiental e o princípio do desenvolvimento

sustentável. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XII, n. 71, dez 2009. 
 Takeda, Tatiana de Oliveira. Princípio do usuário-pagador, Disponível em: Acesso em: 24

outubro 2020. 

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