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Escola superior de Negocios e Empreendedorismo de Chibuto

Curso: Gestão de Empresas


Cadeira: PSEIV

Tema: Problemática do desenvolvimento, Indicadores de desenvolvimento

2° Ano/ Semestre: I

Discentes: Docentes:
Joaquina Sambo Dr: Hélder Mutondo
Problemática do desenvolvimento

Para Amartya Sen (2000) O desenvolvimento requer que se removam as principais fontes de
privação de liberdade: pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destituição
social sistemática, negligência dos serviços públicos e intolerância ou interferência excessiva
de Estrados repressivos.
Atualmente o estudo das ciências econômicas é divido em períodos ao qual cada período com seus
respectivos pensadores ganham o nome de Escola de Pensamento Econômico. Cada escola
formulou suas teorias baseadas na realidade vivida em cada período, e
conseqüentemente o estudo e a abordagem do crescimento e desenvolvimento econômico estava
atrelada ao período histórico de cada escola.
A Escola Clássica

O período clássico é considerado o primeiro “divisor de águas” no estudo das ciências econômicas. O
tratado de Adam Smith (1723-1790) “A Riqueza das Nações” demoliu magistralmente muitas dessas
idéias. Em especial, Smith mostrou que dinheiro não deve ser confundido com riqueza. Para ele a riqueza
de um país consiste não apenas em seu ouro e sua prata, mas em suas terras, casas e bens de consumo de
todo tipo.

Ainda no período clássico surge o pensamento marxista de desenvolvimento econômico através do


economista alemão Karl Marx (1818-1883). Conforme Araújo (1988) Marx embasou sua teoria de
desenvolvimento econômico sobre os conceitos da Lei do Valor Trabalho, da Mais Valia, das Relações de
Produção Básicas, do Desenvolvimento das Forças Produtivas, da Lei de Acumulação e o Exército de
Reserva. Em resumo, para Marx o desenvolvimento econômico se daria no momento em que a classe
operária se apropriasse de uma parcela maior do produto social (mais-valia), sendo assim alcançando o
bem-estar social.
A Escola Neoclássica
O Neoclassicismo implica uma nova forma de classicismo. Os economistas neoclássicos eram marginalistas,
no sentido de que enfatizavam a tomada de decisões e a determinação das variações na margem. Nesse
período se destaca dois modelos de desenvolvimento econômico, pois os maiores esforços dos economistas
neoclássicos se concentravam muito mais nos fatores de equilíbrio de mercado e nas fundamentações
microeconômicas da econômica do que nos aspectos relativos ao crescimento e desenvolvimento econômico.

Modelos de desenvolvimento econômico

O modelo de desenvolvimento keynesiano

John Maynard Keynes (1883-1946) pode ser considerado o segundo maior “divisor de águas na
economia”. O próprio Keynes não se importou em formular uma teoria para o desenvolvimento
econômico, haja vista que seus esforços se encontravam numa solução para a crise capitalista vivida
pelos ingleses após 1929.
O modelo dos economistas Roy F. Harrod (1900-1978) e Evsey Domar (1914-1997) foram os primeiros a
utilizarem os pilares da teoria keynesiana. Considerado um modelo de crescimento exógeno, o modelo de
Harrod-Domar diz que o crescimento e desenvolvimento de uma economia podem ser explicados pelo
nível de poupança e pela produtividade do capital. Suas implicações são que o crescimento depende da
quantidade de trabalho e capital; mais investimento leva à acumulação de capital, que gera crescimento
econômico.

Os modelos endógenos de Lucas e Romer


Os modelos de crescimento endógeno se baseiam, conforme Barquero (2001) é constituído
principalmente, ainda que não exclusivamente, sobre os recursos localmente disponíveis, tais como as
potencialidades da ecologia local, das forças de trabalho, conhecimentos e modelos locais para articular
produção e consumo, etc. Seria o desenvolvimento realizado com recursos oriundos da própria região.
O modelo de Sen
Amartya Kumar Sen (1933) desenvolveu um modelo de crescimento que veio abrir um novo
conceito de desenvolvimento para uma determinada nação. Segundo o próprio Sen:
O desenvolvimento pode ser encarado como um processo de alargamento das liberdades reais
de que uma pessoa goza. A tônica nas liberdades humanas contrasta com perspectivas mais
restritas de desenvolvimento, que o identificam com o crescimento do produto nacional bruto,
com o aumento das receitas pessoais, com a industrialização, com o progresso tecnológico, ou
com a modernização social. Considerar o desenvolvimento como expansão das liberdades
substantivas orienta as ações para os fins que tornam o desenvolvimento algo importante, mais
do que para os meios que desempenham papéis de relevo.
Indicadores de desenvolvimento

Nas pesquisas sobre desenvolvimento regional a utilização de indicadores tem a finalidade de


quantificar determinada concepção de desenvolvimento. Entretanto, uma variável econômica ou
social somente se configura como um indicador quando representa algum aspecto relevante
desta concepção. Em função disso, a questão essencial não está relacionada ao fato de como
mensurar algo mas, sobretudo, se aquilo que está sendo mensurado realmente expressa aspectos
relevantes do processo de desenvolvimento que está sendo analisado (Nohlen; Nuscheler, 1993).
Desta forma, toda vez que um determinado aspecto do desenvolvimento não é diretamente
mensurável, um indicador recebe a função de expressar quantitativamente este aspecto.
Principais tipos de indicadores

Indicadores per capita: Estes indicadores exprimem médias esta-tísticas em relação ao que eles
medem diretamente (pela divisão de medidas agregadas pela população estimada). São indicadores de
caráter mais econômico e desconsideram classes de distribuição. Exemplos: renda per capita, consumo
de calorias por habitante.
Indicadores percentuais: Estes indicadores exprimem, em relaçãoao que eles medem diretamente, os
percentuais que determinados grupos detêm ou não em relação a um aspecto específico. São,
basicamente, indicadores de caráter social e consideram classes de distribuição. Exemplos:
concentração/distribuição da renda, alfabetização.
Indicadores estruturais: São indicadores que, apesar de também apresentarem os dados que
quantificam em percentuais, não representam metas de desenvolvimento, ou seja, não têm como
objetivo implícito atingir 100% ou 0% nos casos ideais; apenas demonstram determinada estrutura.
Exemplo: estrutura etária, classificação por sexo.
Indicadores sociais
Em 1995 o Banco Mundial chamou a atenção ao propor uma forma alternativa de mensuração do bem-
estar e da sustentabilidade de cada país (World Bank, 1996), partindo do pressuposto de que é necessário
considerar conjuntamente os bens de capital (abrangendo máquinas, infra-estrutura, equipamentos, etc.),
o capital humano (compreendendo aspectos relacionados à escolarização, qualificação, alimentação e
saúde, entre outros), as potencialidades naturais (aspectos como matérias-primas, flora, fauna,
diversidade biológica) e o capital social (abrangendo instituições sociais, redes e saber coletivo). Uma
vez que neste índice agregado foram incorporados conceitos e variáveis controversos e de difícil
mensuração, é natural que o indicador proposto pelo Banco Mundial ainda seja alvo de críticas e ajustes.
Além destes, há uma série de outros indicadores mais específicos. Os dados disponíveis, todavia, são, em
boa parte, estimativas para países. O aprofundamento de análises à mensuração destes aspectos em
regiões, estados, províncias e municípios depende de levantamentos primários.
O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano

Entre as principais críticas ao IDH cabe citar o fato de que no primeiro relatório sobre o
desenvolvimento humano o país que registrou o maior índice foi o Japão: um país cuja trajetória está
vinculada a consideráveis custos humanos. Igualmente alguns aspectos metodológicos foram duramente
criticados, no sentido de que os indicadores sociais utilizados envolveram principalmente avanços
“baratos”: com o IDH apenas se constatou que os pobres estão vivendo mais tempo em função de
melhorias na saúde e que as políticas na educação levam à alfabetização, mas não necessariamente ao
emprego.
Apesar destes aspectos, mais de 50 países já elaboraram o Índice de Desenvolvimento Humano para as
suas regiões, estados ou províncias e municípios. A utilização exclusiva de determinado tipo de
indicador pode influenciar significativamente o resultado de análises sobre o processo de
desenvolvimento.
O problema da escolha de indicadores não é, portanto, apenas uma questão de praticidade: uma análise
criteriosa deveria não apenas utilizar indicadores per capita, geralmente mais fáceis de serem
Gratos pela atenção
dispensada

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