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ESCRITURA VERSUS DOCUMENTO PARTICULAR AUTENTICADO

Actos especialmente regulados no DecretoDecretoLei nº116/2008 de 4 de Julho [1] que entrou em vigor (relativamente a tais actos) em 01 de Janeiro de 2009

INTRODUÇÃO 

Com as recentes alterações legislativas acentuou-se a intenção do legislador na desformalização de muitos dos actos que estavam sujeitos a escritura pública, bem como alargar a outros juristas e entidades a atribuição de competências para determinados actos que antes estavam reservados à função notarial.

INTRODUÇÃO 

Foi já em Março de 2000 que ocorreram as primeiras alterações legislativas que introduziram a dispensa de escritura pública para muitos actos. (1) 1
escrito particular desde que feitos por estabelecimentos bancários. O DL 255/93 de 15/07 [32] regula e iniciou a dispensa de escritura pública para compra e venda com mútuo, desde que o documento seja lavrado por instituição de crédito. O DL 28/2000 de 13/03 [3] atribuiu aos solicitadores e advogados e outras entidades a competência para extrair, certificar fotocópias conforme os originais. O DL 36/2000 de 14/03 [4] veio dispensar de escritura pública vários actos previstos no CSC, nomeadamente, a alteração do contrato de sociedade, a dissolução de sociedade, a constituição originária da sociedade unipessoal por quotas, etc. Outros diplomas se seguiram com idênticas dispensas, nomeadamente através do DL 64-A/2000 de 22/04, [5] (para arrendamentos sujeitos a registo, para comércio, indústria ou profissão liberal) do DL 237/2001 de 30/08, [6] do DL 111/2005 de 08/07, [7] do DL 76-A/2006 de 29/03, [8] etc.

(1) O DL 32765 de 29/04 de 1943 [32-A] já previa os contratos de mútuo por

INTRODUÇÃO 

Com aquelas alterações parecem ter-se aproximado, em Portugal, relativamente a alguns actos, a um sistema jurídico semelhante ao anglo-saxónico anglo(common law - v.g. Grã-Bretanha e países da GrãCommonwealth) em paralelo com o sistema jurídico romano-germânico (civil law) ou sistema de notariado latino vigente na actual função notarial portuguesa. Efectivamente, os agentes notariais no sistema angloanglosaxónico (designados notaries, solicitors ou barristers) não sendo oficiais públicos, agindo como profissionais liberais certificadores, certificam que os intervenientes compareceram perante si e que aceitaram o conteúdo do documento que lhe foi apresentado A autoria do apresentado. documento é imputado às partes intervenientes, portanto a sua elaboração ou redacção é inteiramente alheia ao agente certificador. (não defende minimamente os certificador.
sujeitos da relaçao juridica) juridica)

Obs: (melhor/mais corresponsabilização no nosso regime)  .INTRODUÇÃO  Verifica-se pois que o sistema anglo-saxónico tem anglomuitas semelhanças relativamente à forma de alguns dos actos especialmente regulados no Decreto-Lei Decretonº116/ nº116/2008 Esta semelhança é contudo aparente pois existe a aparente. obrigatoriedade da entidade com competência para autenticar documentos particulares de verificar a existência de alguns pressupostos e requisitos legais exigíveis aos actos.

A obrigatoriedade de verificação dos pressupostos e requisitos legais. etc. atendendo aos diversos tipos de documentos particulares(1) que possam surgir para autenticar à entidade competente. obrigatoriedade é ainda extensiva à comunicação ou participação. A nº3 artº23 nº1 artº24 116/2008. vamos debruçar-nos apenas com a actividade do debruçarsolicitador. modificação. administrativos. quando disposições legais ou regulamentares as imponham aos actos que importem reconhecimento. Civil. comerciais. legais poderá abarcar os vários ramos do direito. contratos de trabalho. agora considerada facultativa.Deveres e obrigações do solicitador   Esta obrigatoriedade de verificação está indubitavelmente expressa no nº3 do artº23 e nº1 do artº24 do DL 116/2008. solicitador. podem surgir . (1) Além de contratos especialmente regulados no Cód. aquisição. Apesar de existirem outras entidades com competência para autenticar documentos particulares. constituição. bancários. divisão ou extinção dos direitos de propriedade e outros direitos sobre coisas imóveis ou outros direitos que pressupunham a exigência de escritura pública.

Do IRS [13] [30].(2) bem como a verificação das obrigações de natureza administrativa e fiscal(3) inerentes ao fiscal(3 acto. Desde logo na verificação dos requisitos legais a que estão sujeitos os negócios jurídicos e a conformidade com as disposições do Código do Notariado(1) e ainda a demais Notariado(1 legislação sobre a matéria. nº1 do artº42 e as alíneas a) e n) do nº1 do artº2º do Cód. Ainda relativamente ao branqueamento de capitais. aplicando todos os atenção seus conhecimentos e experiência.73/2009 de 31/03 [17-D] (3) Por exemplo. a verificação da existência de licenças camarárias (DL 555/99 de 16/12 [9] e DL 281/99 de 26/07. Outras existem [5-A]. [10] com a redacção dada pelo DL 116/2008). a verificação se do plano de urbanização de cada Município existem normas reguladoras especiais. art.L. 49 do Cód. (2) Nomeadamente o direito de preferência (para além do regulado no Cod. Imposto Selo [11] [31].H. Civil [17] ) previsto no artº26 do D.Deveres e obrigações do solicitador   É nesta verificação que o solicitador deverá ter o maior empenho. redobrados cuidados e atenção. os deveres previstos da Lei 25/2008 de 05/06 -alínea f) do artº4-[10-A]. tais como na P. e as de natureza fiscal tais como as previstas nos Artº25 do DL 116/2008 [1] . (1) DL 207/95 de 14/08 [2] e subsequentes alterações. Do IMT [12] e artº123 do Cód. E até alguns requisitos dos documentos (ex: Apostila) [17-E]. .

que considera que desempenham funções notariais. aplicaNotariado. sendo as funções consideradas como notariais. a competência notarial. em relação a certos actos.Deveres e obrigações do solicitador  A aplicação das normas do Código do Notariado aos solicitadores resulta ainda da alínea d) do nº1 nº1 do artigo 3º daquele código. Logo. mesmo que da legislação que atribua competências ao solicitador não seja mencionado expressamente a aplicabilidade da lei notarial.  . excepcionalmente. aplica-se o Código do Notariado. as entidades a quem a lei atribua.

competência e capacidade. obrigavam a verificação da conformidade com a lei notarial(2) e demais legislação. A validade dos referidos actos depende do registo informático (Portaria 657-B/2006 de 29/06). no nº 1 do art. artº5 e artº6 do DL 237/2001 de 30/08 [6] (reconhecimentos com menções especiais. autenticar documentos particulares. por semelhança e certificar ou fazer e certificar traduções de documentos). nomeadamente para os reconhecimentos simples e com menções especiais.Deveres e obrigações do solicitador  Já as competências anteriormente atribuídas aos solicitadores(1). (1) DL 28/2000 de 13/03 [3] (certificação de fotocópias). [15] (2) Ver referência ao Código do Notariado como lei reguladora do acto. certificar (ou fazer e certificar) traduções de documentos. no artº5º do DL237/2001 de 30/08 [6] . tais como a validade. 38 do DL 76-A/2006 de 29 de Março [8] e nº1 do art. sendo para os solicitadores na aplicação ROAS. artº38 do DL 76-A/2006 de 29/03 [8] (alarga competências para reconhecimentos presenciais e autenticação de documentos particulares e posteriormente. embora ainda não regulamentado).[1] . para além da verificação de outros pressupostos legais. em suporte de papel e à digitalização dos originais que lhes sejam apresentados para certificação. 24 do DL 116/2008 de 04/07. [14] veio permitir a certificação da conformidade de documentos electrónicos com os documentos originais. presenciais e por semelhança. pela alteração introduzida pelo DL 8/2007 de 17/01.

na sua actividade mutandis. pelo menos em documentos que titulem actos de natureza contratual). solicitadores de tradução. pois as limitações e incompatibilidades a eles impostas. (2) Nesse sentido ver a título de exemplo o Acórdão da Relação de Évora de 07/07/2005. [16].(2) (1) Artº5 do Código do Notariado [2] . aos solicitadores. importa aqui alertar para notarial a importância dos impedimentos aí previstos e impostos aos notários(1). reconhecimentos e autenticação de documentos (as quais julgo dever ser aplicável. são aplicáveis. . o solicitador deverá sempre recusar intervir em actos que verifique ter interesse directo ou possa comprometer a segurança e garantia de isenção e rigor. mutatis mutandis. contratual).Deveres e obrigações do solicitador Impedimentos e segredo profissional  Relativamente à lei notarial. Embora possam surgir situações discutíveis.

aplicável ao solicitador. relativamente à existência e conteúdo dos documentos particulares apresentados para reconhecimento ou autenticação.Deveres e obrigações do solicitador Impedimentos e segredo profissional  De igual forma deverá entender-se o segredo profissional imposto na lei notarial. Do Notariado [2] . atento o fim do registo quanto à publicidade da situação jurídica dos imóveis).( com o segredo profissional imposto ao solicitador pelo seu Estatuto (sem prejuízo das necessárias adaptações relativamente aos contratos particulares com actos sujeitos a registo predial. (1) Artº32 do Cód.(1) articulado autenticação.

(2) feito. actividade notarial. deverá recusar a solicitador. conjugado com o D. fazendo constar no termo de autenticação. 103/90 de 22/03 [17-A] (emparcelamento e fraccionamento de prédios rústicos. (1) Artº173 do Cod.384/88 de 25/10 [17-B]). . Do Notariado.L. [2] (2) Artº174 do Cód. expressamente. a advertência que tenha feito.L.Deveres e obrigações do solicitador Recusa   O solicitador apoiado na observância da lei.(1) Já o não poderá recusar se o acto for anulável ou ineficaz ineficaz. prática de um acto quando verifique que o mesmo é nulo ou quando tiver dúvidas sobre a capacidade ou concluir da incapacidade do interveniente aliás como já acontece com a interveniente. Do Notariado. Alguns exemplos de actos anuláveis: artº47 do D. devendo nestes casos advertir as partes da existência de vicio.

verificar se ele documento exprime a vontade das partes e se esse modo de exteriorização da vontade negocial é a forma que a lei impõe para esse acto (ou pelo menos que não a proíba). ou que legalmente sejam indisponíveis)(1). 2291 e 2294.Deveres e obrigações do solicitador Recusa  Para o poder determinar. todos do Código Civil. o solicitador deverá analisar cuidadosamente o documento. (não se podem transmitir licitude coisas que se encontrem fora do comércio. cuja alienação seja contrária à moral ou ordem pública. 2008. verificar da possibilidade física e jurídica do objecto. da sua licitude. [17] . 1545. bem como se cumpre todos os requisitos legalmente exigíveis. 2095. exigíveis (1) Ver artºs 1488.

artº892. esses pressupostos ou requisitos não forem verificados ou cumpridos.Deveres e obrigações do solicitador Recusa  Apesar do princípio da liberdade contratual(1) admitido no contratual(1 nosso direito. o negócio jurídico será considerado nulo. artº902. artº280. Se válidos. Outros exemplos em legislação avulsa como o artº54 da Lei 91/95 de 02/09 [17-C] .(2) Existem ainda muitos preceitos legais que impõem o dever de não praticar determinados actos sem que previamente sejam cumpridas certas obrigações. artº240. artº294. artº271. [17]. . (1) Artº405 do Cod. Civil. artº1408. Civil. nos artº220. consoante a natureza do negócio jurídico em causa (nomeadamente de natureza administrativa e fiscal). artº1416 . existem contratos especialmente regulados de forma a garantir a produção de efeitos jurídicos válidos. alterada pela Lei 165/99 de 14/09 [17-C] e Lei 64/2003 de 23/08 [17-C] (que republicou a redacção actual da lei sobre as áreas urbanas de génese ilegal AUGI. [17] (2) Ver alguns exemplos de nulidade no Cód.

papel sem dizeres ou escrito ou assinado a lápis ou sendo utilizado materiais sem garantias de fixidez. expressamente considerado insusceptível de reconhecimento.(1) (1) Ver artº157 do C.N. mas mesmo assim poderá ser motivo de recusa por recusa. com linhas ou espaços em branco por inutilizar e até escritos em língua estrangeira não dominável e sem a correspondente tradução. serão os casos de leitura não facultada.Deveres e obrigações do solicitador Recusa  Raro acontecer actualmente. [2] .

por autoridades públicas competentes. (1) Artº363 do Cód. Do Notariado. nos termos prescritos na lei. Civil (3) Ver Nº 3 do artº363 e artº373 e artº377. Contudo estes documentos particulares. . formalidades legais. ou poderão ainda ser autenticados. apesar das disposições do Código Civil não terem sido actualizadas em conformidade com as alterações legislativas que autorizaram outras entidades a autenticar documentos particulares e fazer reconhecimentos presenciais (nomeadamente através do DL 76-A/2006 de 29/03) [8] . Civil [17] e nº 2 do artº35 do Cód. desde que confirmados pelas partes perante entidade legalmente habilitada para o efeito. por notário ou oficial público. Do Notariado [2] (2) Artº373 do Cód. poderão ter a assinatura.(3) lei. devendo ser assinados pelo seu autor. Ver ainda nº 3 e 4 do Artº35 e artº150 do Cód.(1) será considerado um documento particular todos os restantes documentos escritos. ou por outrem a seu rogo(2). escritos.O TÍTULO Escritura ou Documento Particular Autenticado  A escritura é um documento autêntico exarado com as autêntico. do seu autor ou autores reconhecida. ou a letra e assinatura.

Ver ainda nº2 do artº38 do DL 76A/2006 de 29/03 [8] . muito autênticos embora os não substituam quando a lei exija documento autêntico para a validade do acto. gozam da mesma força probatória dos documentos autênticos.(1) (1) Artº377 do Cód. .O TÍTULO Escritura ou Documento Particular Autenticado  Os documentos particulares desde que autenticados. Civil [17] .

O TÍTULO Escritura ou Documento Particular Autenticado  Com a introdução do documento particular autenticado em alternativa à escritura pública. que anteriormente só podiam ser celebrados validamente por documento autêntico. 80º do Cód. a importância do documento particular autenticado em alternativa à escritura pública. pretende embora tornar mais ágil.(1) Ao ser alterada a forma exigível para muitos dos contratos. . 4º. contratação). tem vindo a crescer. ver as alterações introduzidas ao Cód. 22 do DL 116/2008 de 04/07 [1] . célere e eficaz a contratação). 8º. Civil pelo seu art. do Notariado pelo seu art. e ainda as alterações introduzidas ao Cód. apesar da polémica (embora opção política de índole legislativa. nomeadamente as alterações ao art. ocorreu a maior das alterações a nível formal da maioria dos actos notariais. (1) Ver o art. Notariado. [2] e [2-A].

constituição.O TÍTULO Escritura ou Documento Particular Autenticado  Não só porque aumentou a quantidade de entidades com competência para o autenticar. aquisição. divisão ou extinção dos direitos de propriedade. bem como os ) formalidades encargos em muitos dos contratos com actos que importem reconhecimento. simplificou (nomeadamente com o depósito e registo electrónico) e aligeirou as formalidades. usufruto. como reduziu. superfície ou servidão e outros direitos sobre coisas imóveis ou outros direitos. uso e habitação. modificação. .

adequando-o ao ordenamentos jurídico. que o notário poderá adaptar. . se verificar. do Notariado. (1) Ver o nº1 e alínea a) e b) do nº2 ambos do artº4. todos do Cód. [2] (2) Ver a alínea c) do nº2 do artº4. nº4 do artº36 e o artº150 do C. o nº 2 do artº35 e ainda art. sem prejuízo de as partes apresentarem minutas do acto. nº 3 do art.O TÍTULO Escritura ou Documento Particular Autenticado   A escritura pública pressupõe ser executada pelo notário que redige o instrumento. segundo o seu juízo.N. 35. apresentandoapresentandoo à entidade competente para esta exarar o termo de autenticação(2 autenticação(2). alguma imperfeição(1). conforme a vontade das partes. devendo ser lavrado e exarado por ele nos livros respectivos. A execução do documento particular já pressupõe serem as partes a redigir o documento. 43.

[2] . desde que juridicamente relevantes. artº42. nulidade. artº54 a 64 e artº151 do Cód.(1) pese embora não seja uma exigência mas sim uma faculdade não proibida. artº46. devido às exigências de diversos pressupostos e requisitos. artº47. (2) (1) Nomeadamente. artº41. capacidade. 40. competência e legitimidade.O TÍTULO Escritura ou Documento Particular Autenticado  Contudo. (2) Ver art. com as necessárias adaptações. Do Notariado. adequando essa vontade às exigências legais para o acto. será aconselhável que seja o solicitador a redigir o documento particular (mais premente quando as partes tem dificuldade técnica em o elaborar e quando o mesmo seja obrigatoriamente sujeito a registo) e de acordo com a declaração consensual e manifestação de vontade das partes. devendo ainda observar as regras de escrita dos actos e utilizar as formalidades comuns e especiais dos actos notariais (especialmente nos casos de actos sujeitos a registo).

40 e 41 do Código do Notariado. insusceptível de interpretações diversas. (1) Ver art. nomeadamente os dizeres por extenso (excepto nos casos em que é permitido uso de algarismos).redacção  Na redacção do documento particular deverá utilizarse uma sistematização semelhante à de um contrato (e com uma terminologia habitualmente expressa no presente do indicativo e na terceira pessoa) e deverá procurar-se uma linguagem clara. Além das já abordadas regras de escrita. [2] . directa e precisa. deverá ter-se em atenção às teremendas rasuras e entrelinhas.(1) entrelinhas.Documento Particular Autenticado Requisitos .

particularidades/sistematização   Aplicação subsidiária do Código do Notariado Cfr.públicas/Doc Part.Esc. Nº.públicas/ Esc.s 1 a 3 do Artº. 24 do Decreto Lei nº. Autenticado Part. Públicas prática notarial articulamarticulam-se em três partes assenciais: UM Denominação do acto/data/lugar celebração/Identificação Cartório/quem presidiu ao acto/dos outorgantes/das pessoas que eventualmente representem e verificação da identidade e da qualidade .116/2008 Artº.   No que concerne às esc. Cfr.

designadamente: designadamente: arquivamento/exibição dos necessários/diversos doc. Instrumento com factos sujeitos a registo predial ou não menções relativas às inscriçoes. registrais.interpretes.testemunhas.peritos :abonadores. particularidades/sistematização     DOIS PARTE REFERENTE AO CONTEÚDO JURIDICO AO Tipicidade dos contratos / liberdade contratual indexada. e leitores . Autenticado Part.testemunhas.interpretes. matriciais/ registrais.públicas/ Esc.s/ doc.públicas/Doc Part. TRÊS ESCRITURA conclui-se com inserção das demais concluiinserção formalidades e menções exigidas. descrições.Esc. onus ou encargos inscriçoes. indexada. validade. validade. Intervenção:abonadores.

mais ou menos elaborado. sem clausulas nulas com assimilação dos quesitos que relevem a vontade das partes Cfr. Part. Primeiro surge contrato tipificado ou não. elaborado. sem detrimento do cumprimento das disposições Civil. Nesta fase é de crucial relevancia ser Obs. legais atinentes a cada tipicidade de contrato. Autenticados. obrigatoriamente sistematização diferenciada das esc. Part. tem doc. esc. 405 Cfr. particularidades/sistematização  No tocante aos doc. Autenticado Part. Art. C.Civil.públicas/ Esc. elaborado com orientação do jurista para assimilar o que necessário for.públicas/Doc Part. assinado pelos intervenientes Obs. Art.  .Esc.

a intervenção dos abonadores.públicas/Doc Part. acidentais. nome/cédula/escritório. Ora vejamos alguns exemplos . interpretes.nome/cédula/escritório. Notarial. legais. Devem se inseridas as formalidades de exibição/arquivamento dos doc.públicas/ Esc. testemunhas. relevar a forma de identificação de acordo com a lei Notarial. com os intervenientes acidentais. e.s e outras menções legais exigíveis. papel relevante indexado ao Solicitador que exara competente termo de autenticação lido/explicado a todos os intervenientes que o devem assinar concomitantemente com o Solicitador.Esc. Autenticado Part. particularidades/sistematização     De imediato. Deve-se identificar correctamente os interessados no negócio. Em suma: é no termo autenticação que deve referir-se a identificação do referirSolicitador . peritos e leitores e feitas as advertências legais.

artº58 e artº63 do CN [2]. Do Notariado. Do Notariado. (4) Ver art. adaptando-o ao caso concreto. 46 e alínea a) do nº1 do artº47 do Cód. 64 e 105 do Cód.(3) matriz(2 bens. nomeadamente deverá constar a identificação completa das partes e seus representantes.[1] e [1-A] (3) Ver artº63 do Cód. . sendo feitas (quando aplicável) as menções exigíveis relativas ao registo (com as menções necessárias à sua descrição) e relativas à matriz(2) e ainda o valor dos bens. artº57. (1) Alínea c) e h) do nº1 do art. Do Notariado. Registo Predial. [2] (2) Ver artº54.(1) as cláusulas determinantes representantes do negócio jurídico (que deverá ter a forma articulada). Deverá ainda ser feita a menção a documentos que façam parte integrante do contrato(4) e mencionar-se o local e data (e hora se solicitado) antes das assinaturas. Ver ainda artigos 44º.Documento Particular Autenticado Requisitos . artº55. Ver artº93 do CIMI. 82º e 83 do Cód.redacção  Deverá ser adoptada uma sistematização semelhante à de um instrumento notarial.

arquivo  O documento particular quando autenticado é lavrado num só exemplar (à semelhança dos instrumentos avulsos(1) pese embora não seja classificado como tal). 8 da Portaria 1535/2008 de 30 de nº1 art. 18] (1) Ver nº1 do artº103 do Código do Notariado. (bem como os que devam ficar arquivados por não constarem em arquivo público) por imposição do disposto no nº6 do nº6 art24 art24 do Decreto-Lei nº116/2008 de 4 de Julho [1] e Decretonº116/ no nº1 do art. .Documento Particular Autenticado Autenticação e requisitos . 1535/ Dezembro [18] . e só não são entregues aos outorgantes os documentos que titulem actos sujeitos a registo predial e dos documentos que os instruem.

conjugado com o nº3 do art. por uma questão de dupla optousegurança. na obrigatoriedade destas entidades arquivarem e manterem em arquivo os originais dos documentos depositados (sem prejuízo de poderem ser criados sistemas de arquivo centralizados).(2) centralizados). 8 da Portaria nº 1535/2008 de 30 de Dezembro [18] . 23 do DL 116/2008 [1] (2) Ver art.Documento Particular Autenticado Autenticação e requisitos .arquivo  Com a obrigatoriedade imposta à entidade autenticadora em realizar o depósito electrónico dos documentos particulares autenticados e de todos os documentos que o instruam. Arquivo já anteriormente considerado obrigatório para os documentos apresentados no pedido de registo por telecópia e imposto pelo nº 6 do artº6 da Portaria nº621/2008 de 18 de Julho [19]. .(1) ser efectuado em simultâneo com o depósito electrónico) optou-se. (o predial qual poderá e convirá por facilidade de participação às entidades públicas. (1) Ver nº 4 do artº24. (a efectuar no mesmo dia da autenticação) bem como a promover obrigatoriamente o registo predial.

autenticado. depositado é necessário possuir certificado digital) [18]. sendo o documento particular autenticado. sem prejuízo de ser facultado aos outorgantes o código de identificação do depósito obrigatório para consulta e visualização online do documento particular autenticado.arquivo  Logo se conclui que. não resta senão a possibilidade de entregar aos outorgantes uma fotocópia certificada do original.Documento Particular Autenticado Autenticação e requisitos . . 12 e nº1 do artº15 da Portaria 1535/2008 de 30 de Dezembro (para visualização e consulta do doc.(1) (1) Ver o nº1 do art. elaborado num só exemplar e esse exemplar ou original ter de ficar arquivado e na posse do solicitador.

[1] . Do Notariado.Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação  Relativamente à elaboração do termo de autenticação autenticação. alusões. na parte aplicável e salvaguardadas as necessárias adaptações. particular. menções. como já se disse. referências. É no conteúdo do termo que se efectuarão todas as declarações e advertências com vista a completar. é o acto mais responsável e solene que obriga o solicitador a satisfazer. eliminar ou sanar imperfeições. 25 do DL 116/2008 de 4 de Julho. [2] (2) Ver por exemplo a obrigação de fazer menção do valor dos impostos e data da liquidação ou da disposição legal que os isenta (nº 2 do art. advertências. ou esclarecer o contrato particular. (1) Ver artº40 a 42º e artº46 do Cód. juntar e identificar documentos necessários ou exigíveis ao acto(2). as formalidades comuns dos instrumentos notariais(1) e a notariais(1 fazer as declarações.

N. esclarecendo as dúvidas que forem suscitadas e advertindo das consequências do acto. Civil. o solicitador autenticação deve reduzi-la a termo no próprio documento ou em folha reduzique lhe será anexada(1). efectuado pelas partes que o outorgaram. Do Notariado [2] e nº3 do artº363 do Cód. podendo consignar as advertências que tenha feito no termo. se forem relevantes. (1) Conforme nº 4 do artº36 do C. [2] (2) Ver artº150 a 152 do Cód.(2) inequívoca. A autenticação consiste na anexada(1 confirmação do conteúdo dum documento. é obrigação do solicitador. explicar o conteúdo e alcance do documento particular que lhe é apresentado. declarando expressamente que o leram. Portanto.Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação   Apresentado o documento para autenticação. [17] . que estão perfeitamente inteiradas do seu conteúdo e alcance e que o mesmo exprime a sua vontade inequívoca. perante entidade competente.

Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . em termos claros e precisos e igualmente insusceptível de interpretações diversas.(1) (num texto descritivo e analítico.N.N. .redacção  Na redacção de um termo de autenticação deverá utilizarutilizar-se uma sistematização semelhante a uma escritura. [2] (2) Ver artº42 do C.(2) (1) Ver nº1 do artº46 do C. devido à sua importância documental) e deverá procurar-se uma linguagem sintética.

L . (3) Conforme alínea c) do nº1 do art46 do C.N. . pessoas colectivas e seus representantes e respectiva qualidade (3). (1) Conforme alínea a) do nº1 do art46 do C.identificação dos outorgantes pessoas singulares ou outorgantes. Ver a alínea b) do nº1 do art46 do C.a menção da data e lugar (indicando a morada) em que for lavrado ou assinado (e hora se solicitado) (1). podendo fazer-se referência à legislação que lhe concedeu competências (2).N. cédula e domicílio profissional e eventualmente a referência no uso das competências atribuídas pelo D.identificação do solicitador ou outra entidade competente. [2] (2) Nome completo. . qualidade.N. . .Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . com as necessárias adaptações. perante quem foi apresentado o documento para autenticação.redacção  Deverá iniciar-se o termo com: iniciarcom: .

alíneas h). poderes bem como de abonadores.N.) . i) e j) do nº1 do artº46 e artº65 a 69 do C. por declaração de abonadores ou por conhecimento pessoal). (3) Ver nº2 do artº151.Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação .N.N.a verificação da identidade dos intervenientes acidentais(3 acidentais(3) (além dos atrás referidos abonadores de identidade. [2] (2) Ver art.redacção (cont. peritos.a verificação da identidade dos outorgantes e seus poderes. . (1) Conforme alínea d) do nº1 do art46 do C. indicando a forma como foi verificada a identidade(1) (pela exibição de documento de identificação e da prova de qualidade e poderes. leitores e testemunhas). tradutores. se aplicável. 48 e 49 do C. os intérpretes.(2) .

[20] antes da redacção dada pelo DL 67/90 de 01/03) no seu artº164 indicava expressamente que os termos de autenticação deviam conter a impressão digital do rogante. ainda se verifica alguma utilização da impressão digital do rogante juntamente com a assinatura do rogado. De qualquer modo. . deverá o solicitador ler-lhe o lerdocumento e consagrar no termo de autenticação essa circunstância. Do Notariado)(2) . [2] (2) Esta prática deriva do facto de o Código de 1967 (DL 47.N. artº154 e artº155 do C. Prática que não me parece merecer qualquer reprovação. mas apesar da lei já não o obrigar. existe prática corrente em apor conjuntamente a assinatura do rogado e a impressão digital do rogante (à semelhança com o disposto no artº51 do Cód.Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . se algum contratante não souber ler. pois poderá ser entendido como um reforço de garantia. (1) Ver artº152. circunstância. contudo o código actual no seu artº152 (correspondente àquele artº164) já não faz referência a essa exigência. pois embora o artº152 artº152 preveja especialmente a assinatura a rogo na autenticação(1) com a aposição da assinatura do rogado e menção de que o rogante confirmou o rogo.619 de 31/03.redacção Alerta-se também para o facto de a pratica notarial ser ligeiramente divergente relativamente a atitude a ter perante outorgante que não saiba ou não possa assinar.

).Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . consentimento de filhos ou netos relativamente a venda por pais e avós a filhos ou netos.a menção de todas as autorizações e consentimentos. . . (1) Conforme alínea e) do nº1 do art46 do C. . incluindo a de que leram o documento ou estão inteirados do seu conteúdo e que exprime a sua vontade(2) (ou dos seus representados) e que o rubricaram e assinaram. etc.a menção das procurações e dos documentos que comprovem a qualidade e poderes(1).redacção . a transcrição de todas as declarações das partes. (nomeadamente consentimento conjugal relativamente a casa morada de família. [2] (2) Conforme alínea a) do nº1 do artº151 do C. descrevendo-as se prestadas no contrato ou identificandoas se em documento autenticado autónomo.a referência à natureza e identificação do negócio jurídico constante no documento particular objecto de autenticação.N.N.

) . [2] .(3) ou com outro fundamento válido (nomeadamente as faltas de consentimento atrás referidas ou o seu suprimento judicial. da existência de vícios susceptíveis de anulabilidade ou ineficácia do acto. 25 do DL 116/2008 de 04/07 o acto deverá ser recusado (enquanto não se encontrar pago ou assegurado os impostos).N. 174 do C.N.. falta de poderes.Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . [1] (3) Ver ainda o art. e que pela sua natureza não possa ser recusado(2) nos termos do artº173 do C.redacção (cont.). nomeadamente a necessárias omissão ou prestação de falsas declarações sobre intervenção de mediador imobiliário(1). etc.a menção das advertências necessárias. (1) Ver artº50 do DL nº211/2004 de 20/08 [21] (2) Nos termos do nº1 do art.

.a menção da verificação de documentos que possam ser consultados online (certidões permanentes com referência ao código de acesso e licença utilização se lançada no registo.redacção   . tais como DUC do IMT e do Imposto de Selo.Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação .N [2]. (2) Ver alínea f) do nº1 do artº46 do C. Ver (manifestação do direito legal de preferência) artº27 da Portaria nº1535/2008 de 30/12 [18] conjugado com a Portaria nº794B/2007.(2) (1) Ver (certidão online) artº110 do CRP [1] [1-A] e [29].a menção dos documentos que obrigatoriamente tem de ficar arquivados (como por exemplo procurações. Portaria 1513/2008 de 23/12 [22] e artº4 a 9 da Portaria nº794-B/2007 de 23/07 [23]. cadernetas prediais agora disponíveis aos solicitadores. comprovativos dos pagamentos de impostos. ver artº25 do DL 116/2008 de 04/07 [1] . consulta da informação relativa à manifestação da intenção de exercício do direito de preferência)(1). secção IV [23] e artº18 e 19 do DL 263-A/2007 de 23/07 [24]. autorizações ou consentimentos). Ver (licença utilização) nº1 do DL 281/99 [10] na versão dada pelo artº6 do DL 116/2008.

. [10] (3) Conforme artº49 do DL 555/99 de 16/12 [9] (4) Ver artº9 do DL nº68/2004 de 25/03 [25] (5) Ver DL 78/2006 de 04/04 [26].a menção a documentos exibidos. às sanções previstas na legislação.( predial e documento matricial que não foram objecto de consulta). da ficha técnica da habitação(4) e do certificado energético entregue ao comprador (5).Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . (1) Ver alínea g) do nº1 do artº46 do CN [2] (2) Ver artº1º do DL nº281/99 de 26/07. qualquer documento comprovativo do alvará de autorização de utilização ou da sua dispensa.(1) (como certidão exibidos. Embora não seja obrigatória a sua menção.(2) da emissão do alvará e da recepção provisória das obras de urbanização (ou de que a caução é suficiente para as assegurar) (3).redacção  . sugere-se que se faça referência à sua entrega ou na falta.

devendo ainda ser feita a menção de que será feito o depósito electrónico obrigatório e de que foi liquidado o imposto de selo do acto(1). De Selo [11].N. sendo a do solicitador a última. assinar última.a menção de ter sido feita a leitura e a explicação do seu conteúdo. (1) Conforme verba 15.a indicação dos signatários que não assinem e a declaração que façam sobre o motivo de não assinarem(2). nº1 e nº3 do artº41 do C.por último a assinatura de todos os intervenientes que saibam assinar. seguindo-se assinarem(2 por último a ressalva das emendas. 40 do CN . .8 da tabela geral do Imp. (4) Conforme nº4 do art. (2) Ver alínea m) do nº1 do artº46 do CN [2] (3) Conforme alínea b) do nº1 do artº151.redacção    . traços e emendas entrelinhas detectados(3) como a inutilização dos espaços em branco(4) .Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação . rasuras. e .

quando o acto não seja sujeito a registo predial (portanto também não sujeito a depósito electrónico. conforme artº7 desta portaria. de 29 de Junho(1) (plataforma nº657-B/2006. O depósito terá de ser feito no mesmo dia da autenticação. (1) Conforme o artº6 da Portaria nº1535/2008 de 30/12 [18]. Contudo este registo (no ROAS) será sempre obrigatório. mencionando-se o facto e o número no termo de autenticação. a exemplo do que acontece num contrato particular autenticado de apenas mútuo). .Documento Particular Autenticado Elaboração do termo de autenticação ± depósito/registo  Embora a promoção do depósito electrónico obrigatório dispense o registo em sistema informático previsto na portaria nº657-B/2006. Junho(1 ROAS para os solicitadores) nada impede que o registo em sistema informático seja feito.

bem como devidamente instalado no programa de correio electrónico que usar para poder comunicar electronicamente entre as diversas entidades. (2) Ver Regulamento nº2/2005 [28] Regulamento interno de utilização de correio electrónico dos solicitadores (publicado no DR II Série nº85 de 03/05. 7048). e rectificação nº879/2004 de 04/05. . deverá possuir certificado digital válido (com inerente activação da caixa de correio electrónico) (2) o qual deverá estar devidamente instalado no browser do computador com que aceder aos serviços disponibilizados. publicado no DR II Série nº104 de 04/05). Certificado digital (pedido e condições) [33]. além de observar os regulamentos da Câmara dos Solicitadores quanto à imagem e actos dos solicitadores (1). nomeadamente quanto à utilização obrigatória do selo de autenticação (vulgo vinhetas). PréPré-requisitos exigíveis ao solicitador (1) Ver Regulamento nº 7/2004 [27] Regulamento para utilização da imagem profissional dos solicitadores e selo de autenticação de actos (publicado do DR II Série nº31 de 06/02/2004. pag.Documento Particular Autenticado  O solicitador que pretenda autenticar documentos particulares. Pois essa será a garantia da segurança e certeza nas comunicações. sendo-lhe vedada a utilização se não tiver essas ferramentas. 2266 e alterado pela rectificação nº613/2004 de 24/03. publicado no DR II Série nº71 de 24/03. pág.

devendo possuir senha de acesso à plataforma fiscal . dos NIF dos solicitadores inscritos.gov.pt .11 e pagamento Mod.www. do selo cobrado. DUC de IMT e Selo.e activado o perfil de utilizador outras entidades em função da indicação dada pela Câmara dos Solicitadores aos Serviços de Administração Fiscal. . bem como entrega ou consulta do Mod.Documento Particular Autenticado PréPré-requisitos exigíveis ao solicitador  De igual forma acontece para aceder à plataforma fiscal para consultar as cadernetas prediais.portaldasfinancas.