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Heinrich Rudolf HERTZ

Hertz foi o físico alemão que


demonstrou a existência da radiação
eletromagnética, através da criação
de equipamentos que emitiam e
detectavam ondas de rádio.

(1857-1894)
Em 1887, Hertz desenvolvia experimentos sobre ondas
eletromagnéticas (como a luz, por exemplo) e constatou que o
brilho de algumas faíscas melhorava o desempenho de um
detector.

Investigando, concluiu que a luz emitida modificava algo no


terminal negativo do equipamento experimental, feito de bronze.
Assim foi concebido o efeito fotoelétrico.
O efeito fotoelétrico (do grego: foto = luz) ocorre quando um
feixe de luz incide sobre uma superfície metálica e consequentemente
ejeta elétrons dela, sendo estes chamados de fotoelétrons.
Philipp Eduard Anton von LENARD

Com a morte prematura de Hertz, o


físico húngaro Lenard, seu auxiliar,
prossegue suas pesquisas

(1862 – 1947)
Lenard utilizava dispositivos experimentais feitos com
placas de diferentes metais polidos colocados dentro de ampolas
de vidro, não havendo ar em seu interior.

A +
V
+
Mesmo após a identificação do Efeito Fotoelétrico ainda havia
muitas dúvidas a serem investigadas, afinal de contas, por que a luz
conseguiria ejetar elétrons de alguns metais?

Para Lenard, havia dois problemas precisando de solução...


1º) A existência de um limiar de frequência

Alguns tipos de luzes conseguiam emitir elétrons e outros


não.

Os fotoelétrons só eram emitidos para frequências acima de


determinado valor, conhecido como limiar de frequência.
A Frequência de uma onda pode ser explicada em termos de
seu comprimento de onda. O comprimento de onda ()é a
distância que a onda percorre para realizar uma oscilação completa.



Já a frequência () é definida como o número de oscilações
que uma onda consegue completar em 1 segundo.
Matematicamente, ambas se relacionam por:
=v/
Onde v é a velocidade de propagação da onda.
2º) A inexistência do tempo de retardamento

Se a luz incidente não tivesse energia suficiente


para emitir o elétron, a superfície metálica absorveria energia até
que acumulasse o suficiente para ejetá-lo.

Este tempo de absorção de energia é o tempo de


retardamento, porém ele não é observado.
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Max Karl Ernest Ludwig PLANCK

Em 1900, Planck, importante


físico alemão, propôs uma
nova concep-ção que causaria
mudan-ças profundas na
Física.

(1858 - 1947)
Na época, já se sabia que os corpos emitiam energia através de
ondas eletromagnéticas (chamada energia radiante), mas não se
sabia de que forma.
Planck propôs que essa energia emitida era quantizada em um
corpo.

Isso significa que ela poderia possuir apenas valores múltiplos


de uma quantidade elementar de energia, chamada por Planck de
quantum.
Adotando a ideia de quantum, Planck não só resolveu o
problema da emissão da energia radiante como forneceu um princípio à
Física que causaria uma enorme revolução.

A energia radiante seria emitida pelos corpos através de quanta,


que podem ser interpretados como “pacotes” de energia.
Segundo Planck, a energia de cada quantum depende da
frequência da radiação com a qual ele foi emitido.

A energia total liberada é proporcional ao número de quanta


emitidos.
Matematicamente, a energia emitida foi representada por:

E = n.h.

Onde E é a energia total emitida,  sua frequência e n (n = 0, 1,


2, 3, ...) o número de quanta. h é conhecida como Constante de
Planck.
ENERGIA QUANTIZADA
ENERGIA CONTÍNUA

...
E = 4.h.v
E = 3.h.v
E = 2.h.v
E = 1.h.v
E=0
Os estudos de Planck permitiram a explicação da existência do
limiar de frequencia.

A energia da radiação eletromagnética é diretamente proporcional à


frequência. Dessa forma, luzes com baixas frequências possuem
menor energia, assim não emitem fotoelétrons em muitos casos, ao
contrário do que ocorre com luzes com altas frequências.
O efeito fotoelétrico torna-se mais evidente com radiação
violeta ou ultravioleta, que possuem maiores frequências, como
observado no espectro eletromagnético.
Mesmo após esses avanços, ainda havia uma incógnita: o tempo
de retardamento.

Ainda que a luz com baixas frequências não ejetasse elétrons


imediatamente, o metal conseguiria acumular energia para
posteriormente ejetá-los, algo aceitável para uma onda
eletromagnética, mas que não acontecia.
Com isso veio uma grande dúvida: ou a teoria ondulatória
da luz estava errada ou a propagação eletromagnética não era um
fenômeno ondulatório.
FAÇA
-SE A
LUZ
A nova incerteza acerca da natureza da luz durou cerca de
cinco anos, sendo construída uma nova solução em 1905.
Albert EINSTEIN

Em 1905, Einstein
inspirou-se em Planck
para buscar uma nova
explicação para a natureza
da luz.

(1879 - 1955)
Einstein, baseado na ideia de Planck, adotou a hipótese de que a
energia não está localizada em quanta apenas quando é emitida por um
corpo, mas que também possui a mesma característica quando está
dispersa pelo espaço.
ENERGIA ESPALHADA PELO ESPAÇO

ENERGIA CONCENTRADA EM PACOTES


Nesse caso a luz, enquanto onda eletromagnética, também estaria
reunida nesses pacotes, chamados por Einstein de corpúsculos de luz,
sendo posteriormente batizados como fótons.
Cada fóton possui uma energia associada a si, ou seja, segundo
Einstein, adequando os resultados de Planck, a energia de um
fóton é:

E = h.
A partir desse instante, a luz passou a ser interpretada como um
conjunto de partículas, ou seja, passou a existir um caráter
corpuscular para a luz.
No efeito fotoelétrico, um fóton penetra em uma superfície
metálica e transfere para um único elétron toda sua energia.
Se essa energia for suficiente, o elétron abandona o metal
imediatamente, caso contrário, permanecerá preso a ele.
Dessa maneira, a interpetação da luz como fóton explica a
ausência do tempo de retardamento.
A comprovação experimental para o efeito fotoelétrico só foi
obtida em 1916, pelo físico estadunidense Robert Millikan (1868-
1953), que que se dedidou a esta pesquisa desde 1906.
Então, o que é a

LUZ
?
Embora o efeito fotoelétrico só tenha sido completamente
explicado a partir da adoção do fóton (luz enquanto partícula), há
outros fenômenos que são perfeitamente explicados somente pelo
seu caráter ondulatório (luz enquanto onda), como a difração e a
interferência.
Dessa forma, não podemos dizer que a luz é apenas uma
onda ou apenas uma partícula, já que ela pode apresentar ambos os
comportamentos.

Por esse motivo, é possível dizer que na luz há uma


dualidade onda-partícula.
A luz apresenta apenas uma característica por vez, ou seja,
ou se manifesta como onda ou se manifesta como partícula.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARUSO, F.; OGURI, V. (2006). Física Moderna – Origens Clássicas


e Fundamentos Quânticos. Campus. Rio de Janeiro.

EISBERG, R.; RESNICK, R. (1979). Física Quântica. Campus. Rio de


Janeiro.

GASPAR, A. (2003). Física - Mecânica, v.1.Ática. São Paulo.

HEWITT, P.G. (2002). Física Conceitual. Artmed. Porto Alegre, 2002.


CRÉDITOS DAS IMAGENS E ANIMAÇÕES

A seguir estão relacioadas as fontes das imagens e animações e


os slides nos quais foram utilizadas.

•Autor: slides 07, 07, 10, 20, 21, 24 e 33.

•Tirinhas de Física: slides 42, 43 e 47.

•Wikipedia: slides 03, 06, 11, 14, 22, 30, 31, 32 e 46.

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