20.interações Entre Cargas Elétricas e Lei de Coulomb

Fazer download em pptx, pdf ou txt
Fazer download em pptx, pdf ou txt
Você está na página 1de 13

Interações entre

cargas elétricas e Lei


de Coulomb
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

A descrição mais antiga de fenómenos elétricos deve-se ao filósofo grego Tales,


que viveu em Mileto, na atual Turquia, nos séculos VII e VI a.C.. Tales observou que,
quando friccionava um pedaço de uma resina fóssil, o âmbar, numa pele animal,
ela atraía pequenos corpos leves como cabelos, tufos de algodão ou penas.

Um pedaço de âmbar
friccionado numa pele
atrai corpos leves.
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

Sabemos hoje que a carga elétrica de um corpo se deve à troca, com outros corpos, de
partículas de carga negativa, os eletrões, que são partículas fundamentais da matéria.

A descoberta do eletrão foi feita pelo físico inglês Joseph John Thomson em 1897.

A carga elétrica do eletrão (designada por –e) foi


determinada em 1909, pelo físico norte-americano Robert
Millikan.

Millikan mostrou que a carga elétrica de uma pequena gota


de óleo é sempre múltipla do módulo da carga do eletrão,
ou seja, a gota de óleo pode receber ou ceder carga
elétrica, mas sempre de forma descontínua. Robert Millikan
(1868-1953)
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

A unidade de carga elétrica no SI é o coulomb (C). A carga de um protão, simétrica


da do eletrão, e = 1,602 × 10–19 C, é a carga elementar.

Ao contrário do eletrão, um protão não é uma «partícula elementar» pois é constituída


por três partículas: os quarks.

Estrutura do protão, com dois quarks up (u,


carga e), e um quark down (d, carga – e).

A conservação da carga elétrica é um facto experimental. O Princípio da Conservação


da Carga Elétrica afirma que a carga elétrica de um sistema isolado (soma algébrica
das cargas positivas e negativas) é constante.
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

No século XVIII estava já confirmada a existência de dois tipos de carga elétrica, que
viriam a ser designados de positiva e negativa.

No final desse século, o físico francês Charles Coulomb


determinou a dependência da força elétrica entre duas
cargas elétricas, consideradas pontuais e em repouso,
com os módulos dessas cargas e a distância entre elas.

Charles Coulomb
(1736-1806)
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

Utilizando uma balança de torção, Coulomb mostrou que a intensidade da força de


atração ou de repulsão entre dois pequenos corpos carregados com cargas q e q’ é
proporcional ao módulo dessas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da
distância entre elas, r, afirmação que passou a ser conhecida por Lei de Coulomb.

Balança de torção de Coulomb


Esquema da balança de torção de Coulomb
(Museu da Ciência da Universidade de Coimbra)
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

Consideremos duas cargas pontuais de sinais opostos, q e q’, a uma distância r, e as


forças elétricas entre elas, que constituem um par ação-reação.

q
⃗𝐹 ⃗𝐹 q’
B/A A /B

A ⃗e 𝑟 ⃗
𝑟 =𝑟 ⃗e𝑟 B

Se a posição da carga q’, colocada em B, em relação à carga q, colocada em A, for


definida pelo vetor , a força que q exerce sobre q’ será dada por

⃗ 𝒒𝒒 ′
𝑭 𝐀 /𝐁 =𝒌 𝟐

𝐞𝒓
𝒓

onde é o vetor unitário que aponta de A para B e k uma constante.


Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

A sua intensidade é dada pela expressão:


|𝒒||𝒒 ′|
𝑭 𝐀 /𝐁 = 𝑭 𝐁/ 𝐀 =𝒌 𝟐
𝒓

Verifica-se experimentalmente que a constante de proporcionalidade, k, depende do


meio onde se encontram as cargas.

No vazio k = 9,0 × 109 N m2 C–2, sendo no ar aproximadamente igual.

Em vez de k usa-se muitas vezes a permitividade elétrica, ε, uma característica do meio


que é inversamente proporcional a k:
𝟏
𝒌=
𝟒 𝝅𝜺
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

A unidade SI de permitividade elétrica é o farad por metro (F m –1), que é equivalente


a C2 N–1 m–2.

A permitividade elétrica dos meios materiais é sempre superior à do vazio, que é


ε0 = 8,9 × 10–12 F m–1.

Para comparar facilmente as permitividades Meio ε/ C2 N–1 m–2 εr

elétricas de um meio e do vazio, define-se a Vácuo 8,8542 1,0000


Ar 8,8595 1,0005
permitividade elétrica relativa, εr.
Polietileno 20 2,26
𝜺 Etanol (25 ᵒC) 2,2 24,9
𝜺 𝐫=
𝜺𝟎 Água (25 ᵒC) 7,1 80,2
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

O átomo existe devido às forças elétricas de atração entre eletrões e núcleo.

No núcleo, as forças elétricas de repulsão entre protões são muito intensas, pois a
distância média entre eles é muito pequena.

Os núcleos existem porque, a esta distância


da ordem de 10–15 m, são mais significativas
as forças nucleares fortes.

As forças nucleares fortes são fortemente


atrativas, sendo a sua intensidade muito
superior à das forças elétricas de repulsão, o Dispositivo para medir a força elétrica entre
duas pequenas esferas com cargas
que assegura a coesão nuclear. simétricas.
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

Quando comparamos as leis de Coulomb e de Newton, deparamos com semelhanças


entre as duas.

Força gravítica Força elétrica


Tem origem na massa Tem origem na carga elétrica
Depende da permitividade elétrica do
Diferenças Não depende do meio
meio
É sempre atrativa Pode ser atrativa ou repulsiva
Varia inversamente com o quadrado da Varia inversamente com o quadrado
distância entre as massas da distância entre as cargas
Semelhanças
É diretamente proporcional ao produto É diretamente proporcional ao
das massas produto dos módulos das cargas
Interações entre cargas elétricas e Lei de Coulomb

As semelhanças entre as duas leis levaram alguns físicos a pensar que a força gravítica e
a força elétrica obedeceriam a um princípio comum, isto é, podiam ser «unificadas».

Faraday estava convencido de que assim era e, por isso, levou a cabo experiências com
vista a gerar eletricidade a partir da queda de corpos. Não teve êxito.

Einstein passou muitos anos da sua vida à procura de uma teoria unificada que
englobasse a gravitação e o eletromagnetismo. Os seus trabalhos foram inconclusivos.

A questão ainda hoje


não está resolvida: é
um assunto de
investigação atual.

Faraday Einstein
Questões (Resolução)

1. Friccionando uma vareta de vidro com um pano, esta fica eletrizada positivamente.
Explique o fenómeno.
Quando se fricciona uma vareta de vidro com o pano, inicialmente com carga neutra,
ocorre transferência de eletrões da vareta para o pano. Assim, a vareta fica com falta
de cargas negativas, o que é o mesmo que dizer excesso de cargas positivas, ficando
eletrizada positivamente, e consequentemente o pano fica com excesso de cargas
negativas, eletrizado negativamente.
2. Determine a intensidade da força elétrica a que ficam sujeitas duas cargas pontuais
𝑘0= 9,0 × 10 9 N m 2 C − 2
q116 μC e q28,0 μC que se encontra afastadas 2,5 cm.

⟺ 𝐹 2/ 1=1 , 8 ×10 3 N

Você também pode gostar