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Gestão Estratégica da

Formação

Módulos: 3
Duração: 16 horas
 

APRESENTAÇÃO DO FORMADOR

NOME: ALBANO SEBASTIÃO JOÃO BARROS

APELIDO: João de Barros (GATO)

RESIDÊNCIA:Cidade do Kilamba, Edifício C 31-4º Andar, Apto 42

TELEMÓVEIS: 997 739 005 / 925 086 474

E-mail: sebastiaobarros123@gmail.com
 
APRESENTAÇÃO DO FORMADOR

HABILITAÇÕES LITERÁRIAS
• 2019-2020: Finalista do Curso de Mestrado em Gestão
Estratégica de Recursos Humanos da Universidade Gregório
Semedo;
 
• 2006-2009: Licenciado em Ciências da Educação, Opção:
Psicologia, ISCED / Lda;
 
• 1993-1995: Curso Médio de Economia do Trabalho - CEL /
Luanda.

 
 
APRESENTAÇÃO DO FORMADOR

HABILITAÇÕES PROFISSIONAIS RELEVANTES


 
•2013: Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores –
CENFFOR/ Luanda;
•2005: Curso de Biblioteconomia – Universidade Católica de
Angola - Luanda;
•2001: Curso de Análise e Qualificação de Funções, Perfis de
Competências e Entrevista de Avaliação – SHL- Lisboa/Portugal;
•2001: Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores –
Fundação Luso-Americana p/ Desenvolvimento/Luanda
•1996: Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores–
SENAFOPE/ Luanda;
 
APRESENTAÇÃO DO FORMADOR

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
 

• 2017: Reforma na Função Pública (42 anos depois);

• Formador há 24 anos.
• Atualmente; colabora em várias Academias e Centros de
Formação, ministrando formações nas áreas de:
Suporte Administrativo,
Fórum Comportamental e
Gestão do Capital Humano na Sociedade do Conhecimento;
Módulo I
Competências e capacidades do
gestor e coordenador da
formação
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

OBJECTIVO GERAL

No final do módulo, o formando deverá ser capaz


de conhecer os recursos didácticos e as novas
tecnologias de informação e comunicação mais
usados na formação profissional.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Em determinado momento do módulo, o formando


deverá ser capaz de:
• Definir o conceito de método pedagógico;
• Caracterizar as vantagens e desvantagens de cada
método tendo em conta as suas características
específicas;
• Definir o conceito de técnicas pedagógicas;
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Perfil do Gestor e do Coordenador de Formação

As atividades, competências e perfil destes profissionais são 


descritas pelo INEFOP  deste modo: "planear, organizar,
promover, acompanhar e avaliar as actividades do processo
formativo". Esta atividade é regulamentada com base no Decreto
Executivo n.º10/17 de 11 de Janeiro e pressupõe um conjunto de
condições de modo a habilitar o seu exercício, a saber:
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Gestor de Formação

 Considera-se experiência profissional adequada três anos


de funções técnicas na área da gestão e organização da
formação;
 Considera-se formação adequada a formação na área da
gestão e organização da formação e, eventualmente, na
área pedagógica, com duração mínima de 90 horas.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Coordenador pedagógico

 Considera-se experiência profissional adequada três anos


de funções no desenvolvimento de actividades pedagógicas;
 Considera-se formação adequada a profissionalização no
ensino ou outra formação pedagógica com duração mínima
de 90 horas.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Coordenador pedagógico
Os candidatos a este tipo de atividade profissional terão que
possuir uma licenciatura e frequentar com sucesso um curso de
Formação pedagógica Inicial de Formadores, com uma
duração de pelo menos 90 horas. A procura por este tipo de
profissionais tem aumentado até porque de acordo com a
legislação e vigor, é requerido o cumprimento destes
requisitos para a acreditação de uma entidade formadora.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Algumas das tarefas atribuídas ao gestor / coordenador da


formação

Elaboração de processo de homologação de cursos;

Preparação de Processo de Certificação;


Gerir os recursos afetos à formação e o levantamento de
necessidades;
Elaboração o Planos de Formação;
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Algumas das tarefas atribuídas ao gestor / coordenador da


formação (Cont.)
 Organização de todo o processo de formação
(recrutamento de formadores, selecção de formandos,
elaboração de cronogramas e horários,
acompanhamento do curso, reunião com formadores);
 Garantir que as práticas formativas decorrem sempre
de acordo com os requisitos do sistema de
certificação implementado:
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Algumas das tarefas atribuídas ao gestor / coordenador da


formação (Cont.)
 Assegurar a implementação das ações de melhoria contínua
decorrentes do processo de monitorização;
 Emissão dos Certificados de Formação;
 Elaboração de Relatórios de Avaliação;
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Algumas das tarefas atribuídas ao gestor / coordenador da


formação (Cont.)
 E se a formação for para propor a financiamento:
 Elaboração de processo de candidaturas a apoio de
financiamento
 Inserção de dados nas plataformas de gestão da formação;
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

A linguagem especifica da área: Principais conceitos

Formação Profissional: conjunto de atividades


que visam a aquisição de conhecimentos,
capacidades, atitudes e formas de comportamento
exigidos para o exercício das funções próprias duma
profissão ou grupo de profissões em qualquer ramo de
atividade económica.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

A linguagem especifica da área: Principais conceitos

Centro de Formação Profissional: Qualquer


estabelecimento publico ou privado, dotado de
recursos humanos e materiais para a realização com
qualidade requerida de acçoes de formação
profissional, de acordo o preceituado na Lei de Bases
do Sistema Nacional de Formação Profissional.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

A linguagem especifica da área: Principais conceitos

Local de formação: Espaço físico adequado para


desenvolver cursos desde que reúna os meios necessários,
tais como equipamentos, materiais e recursos pedagógicos.

Entidade Formadora: Pessoa singular ou coletiva


devidamente licenciada pelo INEFOP para desenvolver
cursos de formação profissional.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Candidatura e sua formalização

Os candidatos a este tipo de atividade profissional terão


que possuir uma licenciatura e frequentar com sucesso um
curso de Formação Pedagogica Inicial de Formadores, com
uma duração de pelo menos 90 horas. A procura por este
tipo de profissionais tem aumentado até porque de acordo
com a legislação e vigor, é requerido o cumprimento destes
requisitos para a acreditação de uma entidade formadora.
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Candidatura e sua formalização

Para formalizar a sua candidatura os candidatos deverão


apresentar os seguintes documentos:
 Curriculo Vitae;

 Certificados de habilitações e profissionais;

 Documento de Identificação;

 Registo criminal (apenas aplicável a candidatos maiores


de 18 anos);
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Enquadramento legal

O Instituto Nacional de Emprego e Formação


Profissional, abreviadamente designado por «INEFOP»,
foi criado através do Decreto Presidencial n.º 128/15 de 2
de Junho. É um Instituto Público do Sector Social, dotado
de personalidade jurídica, autonomia administrativa,
financeira e patrimonial que tem como
Competências e capacidades do gestor e
coordenador da formação

Enquadramento legal (Cont.)

a direcção e coordenação
do Sistema de Formação Profissional e a aplicação dos
programas nos domínios da formação e reabilitação
profissional definidas e aprovadas pelo Governo.
Módulo II-CICLO FORMATIVO:
METODOLOGIAS E
INSTRUMENTOS DA FORMAÇÃO
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Diagnóstico de necessidades formativas


Torna-se evidente que o investimento feito em formação deve ser
bem ponderado, deve ter em conta as reais necessidades dos
colaboradores/organização, e não deve ser uma opção avulsa sem
nenhum sentido estratégico. A aprendizagem dos colaboradores, bem
como dos fornecedores e accionistas deve fazer parte da estratégia
de desenvolvimento de toda a organização.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Diagnóstico de necessidades formativas (Cont.)


Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Diagnóstico de necessidades formativas (Cont.)

A identificação de necessidades de formação é uma fase


essencial para que todo o ciclo formativo acrescente valor. Só
com um diagnóstico bem alicerçados, com dados coerentes e
bem fundamentados, é possível desenvolver planos de formação
que vão de encontro às necessidades reais dos colaboradores.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Diagnóstico de necessidades formativas (Cont.)

Só depois de conhecer essas necessidades é possível


mobilizar os recursos necessários, de modo a dotar os
colaboradores com as ferramentas necessárias para
desenvolverem o seu trabalho melhor e com maior
produtividade.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação

O diagnóstico de necessidades de formação consiste na


detecção de carências, a nível individual e/ou colectivo,
referentes a conhecimentos, capacidades e comportamentos,
tendo em vista a elaboração de um plano de formação.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)

Consiste numa exploração sistemática da situação


organizacional, normalmente ligada à performance da
organização nos seus diversos níveis de análise:
 o contexto e cultura da organização;
 o posto de trabalho e
 o nível individual.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)

Por sua vez, P. Bramley é de opinião que existem três níveis


de análise de necessidades de formação:
 
 A organização. Diz respeito às orientações estratégicas da
organização. Qualquer alteração na estratégia da empresa
só é efectivada se for comunicada aos colaboradores, o que
pressupõe algum tipo de modificação na relação entre
organização e trabalho.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)

 O trabalho. Diz respeito aos requisitos do posto de


trabalho. No fundo, responde à questão: quais os
conhecimentos, o saber fazer e os comportamentos que o
seu titular deve possuir e exercer? Se o colaborador não
tiver as competências que o posto de trabalho requer, é
necessário pensar a formação de modo a munir o
colaborador das ferramentas e recursos que possibilitem
executar o seu trabalho com sucesso.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)

 A pessoa. Diz respeito às necessidades e expectativas de


desenvolvimento pessoal e profissional do colaborador.
O primeiro passo num DNF (diagnóstico de necessidades de
formação) destina-se a avaliar a performance da organização e dos
respectivos colaboradores. Devem definir-se dois níveis de análise:
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)

a) A situação actual. Deve determinar-se o estado actual de


conhecimento, atitudes e competências dos colaboradores
actuais ou futuros. Esta análise deve ter em conta os objectivos
organizacionais, o clima e as condições internas e externas da
organização.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)


 

a) A situação necessária/desejada. Identificam-se aqui as


condições necessárias ou desejadas para o sucesso
organizacional. Pode passar pela definição de requisitos ao
nível do posto de trabalho dos colaboradores: os
conhecimentos e competências necessários para
desenvolver o trabalho com sucesso.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Fases do diagnóstico de necessidades da formação (Cont.)


 

Qual é o estádio de conhecimento ou de proficiência de


competências que precisamos para atingir os objectivos que nos
propomos atingir, partindo das condições actuais? A diferença
entre estas duas situações, a desejada e a actual, evidencia gaps
que podem ser colmatados com o desenvolvimento de planos de
formação adequados. É isto que se pretende com a definição
destas duas situações.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Planificação da actividade formativa


 
A entidade deve elaborar o plano de actividades com
regularidade anual. Trata-se de um plano operacional que pode
reflectir orientações de nível estratégico definidas com outra
periodicidade, por exemplo, a 3 ou 5 anos.
A entidade deve elaborar o plano de actividades com
regularidade anual, mas adequado ao seu contexto de actuação.
 
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
 

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 

O plano de actividades é um instrumento de gestão, de nível


operacional, que evidencia as competências de planificação da
actividade formativa da entidade e como tal deve ser adequado
às suas características e contexto de actuação, integrando os
elementos referidos no referencial.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 
O plano de formação visa contribuir para o
desenvolvimento do potencial humano face às
necessidades do mercado, através da preparação e da
qualificação dos profissionais para a prestação de
serviços com uma qualidade técnica excelente. Esta
preparação torna imprescindível a formação dos
profissionais, de forma a poderem disponibilizar soluções
adequadas, inovadoras e de qualidade.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 
 

. São objetivos do plano de formação informar as


necessidades formativas de qualquer organização que
vise proporcionar conhecimentos e promover as
competências dos profissionais, numa ótica de melhoria
contínua e contributo direto para o alcance do sucesso
organizacional.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
 

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 

A elaboração do plano de formação anual e plurianual é da


responsabilidade do empregador, tendo em conta o diagnóstico
das necessidades de qualificação dos trabalhadores.  
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
 

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 

Este plano deve especificar, nomeadamente:

 os objetivos;
 as entidades formadoras;
 as ações de formação que darão lugar à emissão de
certificados de formação profissional;
 o local e o horário de realização.
 
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 
O empregador deve dar conhecimento do diagnóstico das
necessidades de qualificação e do projeto de plano de formação
a cada trabalhador, na parte que lhe diz respeito. Compete aos
trabalhadores, na parte a que cada um respeita, assim como aos
representantes dos trabalhadores, se os houver, a oportunidade
de emitir parecer sobre o diagnóstico de necessidades de
qualificação e o projeto de plano de formação, no prazo de 15
dias.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 

Considera-se cumprida a obrigação de consulta se,


decorridos os 15 dias não tiver sido entregue ao empregador
qualquer dos pareceres.

Este plano de formação não se aplica às microempresas com


menos de 10 trabalhadores.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

Planificação da actividade formativa (Cont.)


 
O sucesso de um plano de formação está, entre outros
fatores, associado ao envolvimento da hierarquia da organização,
garantindo as condições materiais e psicológicas para a
viabilização do processo pedagógico. Na verdade, a formação
não produzirá valor acrescentado significativo se não houver
condições organizacionais para a aplicação dos saberes
adquirido.

 
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Como preparar um plano de formação

Um plano de formação é um instrumento de gestão dos


recursos humanos. Inclui uma série de acções que visam
melhorar as competências dos empregados, o que permitirá à
empresa cumprir os seus objectivos e estabelecer outros mais
ambiciosos. Do ponto de vista dos formandos, um plano de
formação poderá ser a base da consolidação e progressão nas
suas carreiras profissionais.
 
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Como preparar um plano de formação (Cont.)

A proposta de desenvolvimento de um plano de formação


poderá ter quatro origens:

 Formações pedidas pelos gestores de divisão: São


pedidas devido a solicitações individuais dos empregados
ou à necessidade de obtenção de determinadas
competências específicas para cumprir os objectivos do
departamento.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Como preparar um plano de formação (Cont.)

 Formações pedidas pelos gestores de determinadas


divisões para toda a empresa: Por exemplo, o
departamento de informática pode pedir a formação para
todos (ou quase) os empregados da empresa, para
saberem, por exemplo, trabalhar com um novo software.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Como preparar um plano de formação (Cont.)

 Formações propostas pela direcção geral da empresa:


Destinadas a todos os funcionários e centradas em objectivos
estratégicos.

 Formações específicas para determinadas categorias


profissionais: Por exemplo um curso de técnicas de venda
para os vendedores.

 
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação

O planeamento de acções de formação deverá ser


feito com bastante antecedência e, de preferência, revisto
anualmente. Deverá subdividir-se nas seguintes etapas:

 
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação (Cont.)

Passo 1: Identificação das necessidades e orientações da


formação
O departamento interno da empresa encarregue de fazer o plano
de formação (normalmente o de recursos humanos) contacta os
directores das divisões principais (financeira, operacional, comercial,
etc.) e reúne com cada um deles para identificar os elementos de
mudança na empresa e nos departamentos, nomeadamente: novos
investimentos, novas qualificações necessárias, objectivos de
desempenho mais ambiciosos, etc.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
(Cont.)

Passo 1: Identificação das necessidades e orientações da


formação
Estes devem justificar os objectivos definidos e os recursos que
serão necessários para os cumprir.
Entre os objectivos mais comuns de uma política de formação
contam-se os seguintes:
 Melhoria do desempenho do departamento;

 Melhoria dos desempenhos individuais;


Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
(Cont.)

Passo 1: Identificação das necessidades e orientações da


formação
 Acompanhar o investimento em novas máquinas, informática,
etc.;

 Mudanças na organização hierárquica, que exija uma maior


polivalência;

 Evolução da carreira: integração, promoções, mobilidade interna,


etc.;

 Evolução das qualificações.


Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
(Cont.)

Passo 1: Identificação das necessidades e orientações da


formação
Desta etapa deverá resultar um documento que resuma as
necessidades de formação e os objectivos e que sirva de base de
referência para todas as fases seguintes.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
(Cont.)
Passo 2: Descrição das acções que concretizam
cada objectivo
Nesta fase, os responsáveis pelo planeamento das acções
de formação poderão complementar as informações
constantes no documento realizado na fase anterior ou criar
uma nova grelha. Nesta, colocarão as necessidades de
formação a satisfazer, os objectivos, os respectivos temas
para as acções de formação necessárias, o número previsto
de formandos e a duração. Não é necessária uma descrição
muito pormenorizada.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 3:Desdobramento das acçoes no tempo
(Cont.)
É importante fazer uma previsão da extensão do tempo de
formação. Poderá ser mais vantajoso e menos penalizante para as
empresas e para os profissionais a diminuição da duração de cada
aula; neste caso, os cursos estender-se-ão por um período de tempo
maior. Por isso, é importante prever e planear todas as alternativas
possíveis, que serão apresentadas, normalmente, pelos responsáveis
de recursos humanos e posteriormente discutidas com os potenciais
formandos e também com os formadores.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 4: : Orçamentação previsional
(Cont.)

Inclui os encargos directos de formação (remuneração dos


formadores, encargos de deslocação, etc.) e a previsão dos encargos
de funcionamento (aluguer/utilização das instalações para a
formação, custos de operação das acções de formação, etc.).

Uma discussão frequente nas empresas está relacionado com o


cálculo dos custos de oportunidade devidos à ausência das pessoas
em formação e os eventuais custos de substituição.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 4: : Orçamentação previsional (Cont.)
(Cont.)

Porém, normalmente, este tipo de custos não é contemplado no


plano de formação anual da empresa, mas nos orçamentos
individuais de cada unidade da empresa; cabe aos responsáveis de
divisão realizar os orçamentos individuais e fazer as estimativas dos
efeitos que a formação terá na sua actividade e nos custos de mão-
de-obra.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado
(Cont.)
Esta fase não se aplica nas empresas que organizam as acções
de formação internamente, com formadores da própria empresa.
No caso de as acções de formação serem subcontratadas a
empresas de formação ou a formadores individuais, é este o
momento em que os responsáveis pela elaboração do plano de
formação da empresa devem fazer uma prospecção de mercado.
Ao analisarem todas as condições, poderão ter que fazer ajustes
ao orçamento previsto.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)

Devem ter em conta:


• Credibilidade das empresas de formação: De preferência,
deverão ser empresas acreditadas para dar cursos de
formação, por entidades como o INEFOP - Instituto
Nacional de Emprego e Formação Profissional.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)

• Qualificações dos formadores: Quando a formação


é subcontratada a empresas fidedignas, a qualidade
dos formadores é, à partida, assegurada por elas, até
porque é a sua imagem de qualidade que está em
causa. Quando se tratam de formadores individuais, é
importante ter conhecimentos do seu currículo
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)

como formador, das suas qualificações nas áreas em que irão


dar formação aos seus empregados e, de preferência, serem
certificados pedagógica e profissionalmente pelo CENFFOR
Centro Nacional de Formação de Formadores ou por outra
entidade licenciada pelo INEFOP- Instituto Nacional do
Emprego e Formação Profissional.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)

Local da formação: O local onde se irão realizar as acções de


formação depende, na maioria dos casos, do número de
formadores e das condições logísticas que a empresa que
encomenda a formação tem. Se tem um grande número de
empregados para assistir a uma determinada formação, o mais
frequente é que os formadores subcontratados se dirijam às
suas instalações,
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)

caso contrário, serão os empregados que terão que se deslocar.


Porém, a sua empresa pode não ter, por exemplo, salas
disponíveis, ou equipamento de projecção e vídeo de que os
formadores necessitam. Nestes casos, negoceie todas as
condições de que necessita com a empresa de formação.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)

 Custos: Os preços cobrados pelas empresas de formação são,


normalmente, elevados. Faça uma análise comparativa dos
preços praticados pelas entidades credíveis que dão os cursos
de que a sua empresa necessita. Não se esqueça de esclarecer
o preço incluindo todas as condições necessárias.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
Passo 5: Pesquisa de mercado (Cont.)
(Cont.)
Custos:
Os principais custos que as empresas de formação cobram são:
 Concepção da acção;
 Organização e gestão da formação;
 Coordenação da acção e formadores
 Logística (salas, equipamentos, correios, telefones, etc.);
 Elaboração de documentos ou outros instrumentos pedagógicos.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
(Cont.)
Passo 6: Implementação e controlo

Depois de ser feito o orçamento previsional, de serem


realizados alguns ajustes que tenham sido considerados
necessários e de os membros da direcção o terem aprovado,
resta implementar o plano de formação.

A direcção de recursos humanos deverá contactar os


responsáveis de cada departamento para acordarem as datas
mais adequadas para a formação (depois de contactarem os
formadores, para saberem qual a sua disponibilidade em termos
de tempo).
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Passos para elaborar um plano de formação
(Cont.)
Passo 6: Implementação e controlo (Cont.)

Os formandos serão informados das datas e acções de


formação a que terão que assistir, de preferência, pelo seu
superior hierárquico directo.

Muitas empresas estão a optar por um sistema de avaliação


dos formandos no final das acções de formação, para irem
acompanhando o seu grau de aproveitamento e a sua evolução.
Por outro lado, os formandos também terão normalmente a
oportunidade de fazerem a avaliação da qualidade do curso e
dos formadores.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Conceção e desenvolvimento da formação
As instituições de formação devem demonstrar que as acções de
formação que ministram são adequadas aos objectivos e aos
destinatários, estruturando-as do seguinte modo:
 Definição dos objectivos de aprendizagem a atingir pelos
formandos;
 Identificação dos módulos e sua sequência pedagógica;
 Identificação, aplicação das metodologias pedagógicas e dos
instrumentos de avaliação de aprendizagem;
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Conceção e desenvolvimento da formação
(Cont.)

 Identificação, aplicação de instrumentos de


acompanhamento a utilizar durante e após a formação,
incluindo os de empregabilidade;
 Definição e aplicação de planos pedagógicos de prática em
contexto de trabalho, que contemplem os mecanismos de
acompanhamento e avaliação de estágios, quando aplicável.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação
  Organização e processo de formação

• A organização e constituição dos formandos nas salas de


formação, para os cursos cujo o conteúdo programático é de
pendor teórico, deve-se ter papel e lápis e o número
máximo é de 25 formandos;

• Para os cursos de artes e ofícios, bem como todos os outros


que exigem práticas, o número máximo é de 20 formandos
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

  Avaliação da formação

As práticas dominantes da avaliação da formação estão (para


além daquelas que passam por uma avaliação dos resultados da
aprendizagem que valida os conhecimentos adquiridos)
caraterizadas pelo nível de satisfação obtido pelos formandos.
Esta satisfação está ligada aos fatores que envolvem a ação de
formação, tais como o ambiente, a personalidade do formador, os
métodos pedagógicos e os suportes.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

  Avaliação da formação (Cont.)

A avaliação efetuada deverá incidir também na questão de saber


se os formandos utilizaram o que aprenderam, e se a utilização
dos conhecimentos e competências obtidos na ação de formação
tem repercussões no desempenho. Serve para averiguar a
eficácia da formação, com base na análise do uso de critérios e
o recurso à metodologia experimental na avaliação de
programas de formação.
Módulo II - Metodologias e Instrumentos da Formação

  Avaliação da formação (Cont.)


Esta avaliação da formação é feita em três momentos:
 São os trabalhadores que participaram na formação que
avaliam tanto as ações desenvolvidas, o desempenho do
formador, e o trabalho realizado pelo departamento de
formação;
 São os formadores que avaliam o desempenho dos formandos
ao longo da formação;
 É feito um acompanhamento do trabalhador no seu posto de
trabalho, por parte das chefias para perceber se está ou não a
pôr em prática as aprendizagens realizadas.
MÓDULO III
CERTIFICAÇÃO DE ENTIDADES
FORMADORAS
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Definição de certificação

A certificação da entidade   formadora: é um


reconhecimento global da capacidade da entidade executar
formação profissional, de acordo com um referencial de
qualidade específico para essa atividade.

Este reconhecimento pressupõe que a entidade detenha


uma estrutura formativa e a capacidade de desenvolver as
diferentes fases do ciclo formativo, com uma intervenção
especializada em determinadas áreas temáticas.
 
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Objetivos e vantagens da certificação
 A melhoria da capacidade, qualidade e fiabilidade do serviço de
formação prestado pelas entidades formadoras, de modo a
satisfazer as necessidades do mercado e responder às expectativas
dos seus clientes.
 
 Promover a qualidade e a credibilização das entidades formadoras
que operam no âmbito do Sistema Nacional de Formação
Profissional:

 Contribuir para que o financiamento das actividades formativas


tenha em conta a qualidade da formação ministrada e os seus
resultados

 
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Vantagens da certificação

 Reconhecimento de qualidade no
mercado;
 Acesso a financiamento público para a
formação;
 
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Deveres da entidade formadora certificada

Uma vez certificada, a entidade formadora deve manter o


cumprimento dos requisitos bem como de um conjunto de
deveres associado a esse reconhecimento, previstos na legislação.

 Execução de atividade formativa de acordo com a sua


certificação;

 Publicitação da certificação de acordo com as regras


aplicáveis;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Deveres da entidade formadora certificada (Cont.)

 Cumprimento de obrigações legais ao nível da prestação do


serviço de formação;
 Divulgação e promoção clara da sua oferta formativa;
 Avaliação anual do seu desempenho de acordo com
procedimentos e indicadores definidos;
 Registo e atualização da sua oferta formativa conforme
indicações da entidade certificadora;
 Manutenção do cumprimento dos requisitos de acreditação.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Responsabilidades da entidade formadora certificada

A entidade formadora certificada tem responsabilidades que


traduzem dois níveis de compromisso:
 Para com os seus clientes: executando a actividade formativa
de acordo com o reconhecimento concedido e garantindo uma
estrutura humana e física adequada; publicitando os serviços
de formação de forma clara e inequívoca; cumprindo as
obrigações legais de prestação dos seus serviços;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Responsabilidades da entidade formadora certificada (Cont.)

 Para com o INEFOP: mantendo o cumprimento dos requisitos


de certificação; publicitando a certificação de acordo com as
regras definidas; avaliando anualmente o seu desempenho de
acordo com procedimentos e indicadores definidos.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Divulgação da certificação

As entidades formadoras titulares da certificação válida devem


utilizar o logótipo de entidade certificada pelo INEFOP no
material promocional e de divulgação da actividade formativa que
respeite às áreas de formação certificadas.

A divulgação da formação é realizada através dos seguintes


suportes de comunicação, de acordo com o Plano de Comunicação
da atividade formativa do INEFOP..
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Divulgação da certificação (Cont.)

Suportes de comunicação:

 Website do INEFOP
 Email Marketing
 Presença em media
 Presença em eventos organizados pelo INEFOP e em parceria
com outras entidades
 Resposta a pedidos de informação (telefone, email,
presencial)
 Contactos diretos “passa a palavra”
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Divulgação da certificação (Cont.)

O INEFOP dispõe de um espaço de atendimento permanente,


onde é disponibilizada informação sobre a formação a realizar.

Quando as ações de formação se realizem noutras instalações que


não sejam a sua sede social, o respetivo atendimento aos formando
e formadores é efetuado no local onde se realiza a formação..
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Legislação de enquadramento e taxas

 O Licenciamento das instituições de formação e a renovação da


credencial estão sujeitos ao pagamento de uma taxa, que consta
da tabela de emolumentos (Anexo II do Decreto Executivo
nº.10/17);
 A homologação por parte do INEFOP de certificados dos cursos
ministrados pelas instituições de formação esta sujeita ao
pagamento de uma taxa, nos termos do número anterior;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Legislação de enquadramento e taxas (Cont.)

 As instituições de formação que pretendam desenvolver acções de


formação sem fins lucrativos estão isentas de pagamento de
qualquer tipo de taxas;
 O processo de alteração da licença, antes da data de caducidade,
esta sujeita ao pagamento de uma taxa de 20% no valor do
credenciamento de âmbito nacional ou provincial.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Certificação inicial e manutenção da certificação

Para ajustar a auditoria, precisamos saber o que é importante


para a sua organização. Precisamos obter uma compreensão
clara da estratégia de sua empresa e das condições que afetam a
sua capacidade de alcançá-la. Consequentemente, são
identificadas de uma a três áreas foco sobre as quais a auditoria
irá focar.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Certificação inicial e manutenção da certificação (Cont.)

As áreas foco deverão estar ligadas ao sistema de gestão e


refletir os riscos ou oportunidades que são mais importantes
para você. O acordo sobre as áreas foco é um esforço
colaborador e nossos auditores podem ajudar com sugestões de
áreas foco, se necessário. A alta gerência deve se envolver nesse
estágio.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Manutenção da certificação

Após a certificação inicial, a entidade formadora


deve assegurar, a todo o tempo, que a sua estrutura e práticas
formativas estão em conformidade com os requisitos de
certificação e o cumprimento dos deveres associados a este
reconhecimento. 

A avaliação da manutenção da certificação da entidade pode


ser assegurado pela INEFOP por duas vias:

 A realização de auditorias de manutenção


Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Manutenção da certificação(Cont.)

 A avaliação do desempenho com base em indicadores, aferidos


em processo de autoavaliação.

A auditoria constitui, atualmente, o meio preferencial de


avaliação das condições da entidade para efeitos da manutenção da
sua certificação, sem prejuízo da preparação da mesma ser apoiada
na análise técnica de indicadores de formação fornecidos pela
entidade.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
As áreas de formação e a certificação

A entidade deve analisar devidamente a sua actividade actual e


perspectivas futuras, o contexto em que actua ou pretende actuar,
os objectivos presentes e futuros e os recursos que tem disponíveis
presentemente ou nos quais pretende investir futuramente. Perante
isso deve ponderar qual a sua oferta formativa mais estabilizada e
para a qual dispõe de condições que lhe permitam cumprir o
referencial de qualidade da certificação.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
As áreas de formação e a certificação (Cont.)

É possível garantir que os destinatários da formação têm


acesso à informação necessária para decidir pela frequência de
um determinado curso e apropriar-se dos objetivos de
aprendizagem definidos para o mesmo.

A certificação é atribuida por áreas de educação e


formação nas quais a entidade desenvolve atividade formativa.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
As áreas de formação e a certificação (Cont.)

A validação desta actuação especializada exige a avaliação das


condições detidas pela entidade formadora em termos de práticas e
de recursos, por comparação com o referencial de qualidade da
certificação e uma apreciação técnica mais específica de
dimensões como:

 A adequação dos objectivos e conteúdos de formação

 As competências técnicas dos formadores 


Módulo III- Certificação de entidades formadoras
As áreas de formação e a certificação (Cont.)

 Os requisitos técnicos mínimos das instalações e equipamentos


em função das áreas de formação prosseguidas

No âmbito setorial, a certificação pode ser concedida por áreas


de educação e formação, cursos e acções de formação, conforme
definido em legislação própria. 

 
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Requisitos da certificação

Os requisitos de certificação são condições obrigatórias que


determinam a qualidade das práticas adotadas pela entidade
formadora na prestação do seu serviço de formação. Estes
dividem-se em:
 Requisitos prévios;
 Requisitos do referencial de qualidade.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Requisitos da certificação

Requisitos prévios
 
São condições legais de base que permitem à entidade
formadora requerer a certificação.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Requisitos prévios a cumprir para solicitar a certificação

.
Qualquer entidade que solicite a certificação terá que se
encontrar regularmente constituída e registada, não se encontrar
em situação de suspensão ou interdição do exercício da sua
actividade e ter a sua situação tributária e contributiva
regularizada. Deverá ainda atestar a inexistência de dívidas
relativas a apoios financeiros comunitários ou nacionais.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Requisitos prévios a cumprir para solicitar a
certificação (Cont.)
.

O objecto social da entidade deve incluir todas as


actividades desenvolvidas pela mesma. Este não é, no entanto,
um requisito obrigatório para a certificação.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Requisitos de qualidade a cumprir para obter a
certificação
.
Os requisitos do referencial de qualidade estão organizados
em três dimensões:
 Estrutura e organização – recursos humanos, espaços e
equipamentos;
 Processos no desenvolvimento da formação – planificação
e gestão, concepção e desenvolvimento, regras de
funcionamento, dossiers técnico-pedagógicos, contratos e
tratamento de reclamações;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Requisitos de qualidade a cumprir para obter a
certificação (Cont.)
.

 Resultados e melhoria contínua – resultados da actividade,


acompanhamento pós formação e melhoria contínua.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Estrutura do dossier técnico-pedagógico

.A organização do dossier técnico-pedagógico é livre, desde


que inclua os elementos previstos no requisito estabelecido para
o efeito.
Para o caso concreto de Angola o dossier técnico-pedagógico
comporta o seguinte:
a) Calendário formativo;
b) Cronograma;
c) Plano curricular ou conteúdo programático do curso;
d) Listagem de participantes;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Estrutura do dossier técnico-pedagógico (Cont.)

.
e) Listagem da equipa formativa;
f) Folhas de sumário ou um livro de sumários e presenças;
g) Planos de sessão;
h) Avaliação das aprendizagens efectuadas aos formandos
(enunciados, corrigendas e provas finais;
i) Caderneta do formando;
j) Pauta de avaliação;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Estrutura do dossier técnico-pedagógico (Cont.)

l) Questionário de avaliação da acção formativa a preencher


.
pelos formadores;
o) Questionário de avaliação da acção formativa a preencher
pelos formandos;
p) Relatório final da acção formativa;
q) Comprovativo de entrega dos certificados;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Estrutura do dossier técnico-pedagógico (Cont.)

.
r) Para os cursos cujo o conteúdo programático é de pendor
teórico (Papel e lápis) o número máximo é de 25 formandos;
s)Para os cursos de artes e ofícios, bem como todos os outros
que exigem práticas, o número máximo é de 20 formandos.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa

.
 Planificação de intervenções ou atividades formativas
contempla as seguintes atividades:

 Definição da cronologia global de realização das


intervenções;

 Estimativa dos meios necessários (humanos, pedagógicos,


materiais e financeiros).
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa

A elaboração do Plano de Atividades deve contemplar a


.
resposta aos seguintes requisitos:

 Fundamentação dos projetos a desenvolver e coerência dos


mesmos;

 Adequação dos objetivos e respetivos indicadores de


acompanhamento;

 Adequação dos recursos humanos e materiais a afetar aos


projetos tendo em conta as áreas de educação e formação
envolvidas;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa (Cont.)

 Definição
. clara das responsabilidades e tarefas estabelecidas
no âmbito de parcerias ou protocolos celebrados com outras
entidades. Trata-se da concretização ao nível da definição de
objetivos operacionais (passíveis de serem medidos) com
metas associadas e indicadores que permitirão a sua medição.

Objetivo = traduz um fim que a entidade quer alcançar e que é


crítico para o sucesso da sua atuação.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa (Cont.)

.
Meta = quantifica o fim/objetivo que a entidade quer alcançar,
definindo o nível de desempenho necessário em termos de
quantidade, qualidade ou tempo.

Indicador = variável que revela como será medido e


acompanhado o alcance do objetivo.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa (Cont.)

.
Numa perspetiva de orientação para a qualidade, a Instituição
definirá objetivos para a sua atividade formativa em duas
dimensões principais:

 Dimensão quantitativa: objetivos de resultados ou execução


física (exs: número de cursos/ações a promover, clientes a
abranger, colaboradores a contratar, objetivos financeiros,
iniciativas de divulgação dos serviços, …);
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa (Cont.)

.
 Dimensão qualitativa: objetivos de qualidade do serviço
prestado (exs: satisfação de clientes e colaboradores, o nível
de reclamações, as melhorias na organização interna, as
parcerias a estabelecer, o nível de qualificações e de
desempenho dos formadores e coordenadores, a taxa de
aproveitamento de formandos, a taxa de inserção profissional,
se aplicável, …).
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Plano de Intervenção da actividade formativa (Cont.)

No
. âmbito da integração da Atividade Formativa no Sistema
de Gestão, os objetivos específicos desta serão integrados na
planificação anual da qualidade. A monitorização do
cumprimento dos objetivos e metas, ao longo e no final do ano de
atividade, implica a definição de um conjunto de indicadores de
acompanhamento e de resultados e a sua monitorização regular
para comparar a sua evolução no tempo, permitindo, dessa forma,
uma avaliação mais dinâmica do seu desempenho.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Regras de funcionamento aplicadas à actividade
formativa
.
As instituições de formação devem elaborar e disponibilizar
as regras de funcionamento aplicáveis `a sua actividade
formativa, tendo como base o seguinte:

a) Requisitos de acesso;
b) Critérios e métodos de seleção;
c) Condições de funcionamento da actividade formativa,
nomeadamente, cronogramas com definição de horários e
locais.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Livro de reclamações

Todas entidades formadoras são obrigadas a possuir o Livro


de Reclamações para o tratamento das reclamações. Só
deverão ter outro procedimento caso não sejam legalmente
obrigados a possuir Livro de Reclamações.
Compete à entidade formadora tratar as reclamações que lhe
são apresentadas.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Livro de reclamações
É importante distinguir duas situações:

 Se a entidade é obrigada a possuir Livro de Reclamações, tem


de tratar as mesmas de acordo com o previsto na Legislação
sobre o Direito do Consumidor;
 Se a entidade não é obrigada a possuir Livro de Reclamações,
deverá tratá-las de acordo com o seu procedimento interno.

Em ambos os casos deve manter um registo actualizado do


tratamento das reclamações, o qual poderá ser solicitado pela
INEFOP em sede de auditoria ou em qualquer outro momento em
que tal seja considerado pertinente.
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Balanço - Análise de Resultados do Processo Formativo

As instituições de formação devem proceder à análise e


avaliação dos resultados das actividades formativas que ministram,
elaborando um relatório anual a ser submetido ao INEFOP até ao
dia 31 de janeiro do ano seguinte, que deverá conter:

a) Introdução
b) Desenvolvimento;
Módulo III- Certificação de entidades formadoras
Balanço - Análise de Resultados do Processo Formativo

c) Breve relato sobre o cumprimento ou não do plano de actividades


traçados no início do ciclo formativo e constrangimentos
verificados;
d) Apresentação de dados estatísticos de acordo com as grelhas
definidas pelo INEFOP;
e) Propostas de melhoria que poderão redundar na mudança,
atualização ou extinção de cursos;
e) Conclusão.
DÚVIDAS E INQUIETAÇÕES
MUITO OBRIGADO
sebastiaobarros123@gmail.com

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