Você está na página 1de 25

Síndrome de

imobilização
Disciplina Saúde do Idoso
M8

1
2
Moraes, EN. Saúde do idoso na atenção primária à saúde. 2014. www.saude .pr.gov.br
Síndrome de imobilização (S.I.):

“Complexo de sinais e sintomas, resultantes da supressão


de todos os movimentos articulares que, por conseguinte,
prejudica a mudança postural, compromete a
independência, leva à incapacidade, à fragilidade e à
morte.”

Freitas, 2016.

3
Por que avaliar a síndrome de
imobilização (S.I.)?

• Após internação hospitalar prolongada: 25-50% dos idosos perdem


independência física e ficam restritos ao leito.
• Idosos com S. I. : 50% de taxa de mortalidade em 1 ano.
• A SI é umas das consequências possíveis da síndrome de fragilidade.
(Freitas, 2016)

desfechos fragilidade
Idoso frágil queda hospitalização perda funcional e morte
imobilidade 4
• Nem todo paciente acamado tem Síndrome de
Imobilização.

• Imobilidade prolongada → piora funcional


progressiva dos vários sistemas → Síndrome de
Imobilização.

5
Definição de S.I.:

• Maiores:
– Déficit cognitivo
moderado a grave 2
critérios
– Múltiplas contraturas maiores

Síndrome
de
• Menores: Imobilização
– Disfagia
– Sofrimento cutâneo ou 2 ou +
critérios
lesões por pressão menores
– Afasia
– Incontinência dupla

6
Causas de
Imobilidade

(Freitas, 2016)
7
Causas de
Imobilidade

(Freitas, 2016)

8
Como acontece a síndrome de
imobilização?

Desequilíbrio,
Múltiplos quedas,
Síndrome de
condicionantes dependência
Imobilização
mórbidos. funcional e
imobilidade no leito.

9
FRAGILIDADE

Imobilidade

Perda sistêmicas

Complicações
Descondicionamento
global Síndrome de
Infecções Imobilização
Perdas nos sistemas:
• cardiovascular, Quedas
Infecções
• osteomioarticular, Tromboses
Tromboses
• psíquico, Dor
Dores
• respiratório e Delirium
Dependência
• metabólico Constipação (...)
Lesões por pressão
Disfagia
Incontinência
Desnutrição (...)

TEMPO?
10
Quais as consequências do idoso ficar acamado?

11
Síndrome de
imobilização:
consequências

12
Síndrome de
imobilização:
consequências

13
Consequências da S. I.:

Incontinência urinária (presente


> incidência de PNEUMONIA; em quase todos pacientes com
S.I.)

Infecção de trato urinário: 40%


dos idosos com S.I.
Fatores predisponentes: uso de
fralda, cateter vesical de demora,
obstrução uretral, internação
hospitalar, baixa ingestão de
líquidos.

14
Síndrome de imobilização:
efeitos na pele

Dermatite amoniacal

Infecção fúngica

Infecção fúngica

15
Síndrome de imobilização
Efeitos na pele: Lesões por pressão
MECANISMOS DA LESÃO DA PELE:

Estágio I: Estágio III:


Pele íntegra, Atinge a derme
com e parte do
eritema tecido
subcutâneo
Cisalhamento

Estágio II: Estágio IV:


Perda parcial da Perda da pele na
pele, com espessura total,
exposição da com exposição
derme. Pode de fáscia
muscular,
ter bolha
tendão,
(intacta ou ligamento,
rompida). cartilagem ou
Cone de pressão osso.
Freitas, 2016. National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP)  16
• LESÃO POR PRESSÃO NÃO ESTADIÁVEL:
Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão
do dano não pode ser confirmada porque está encoberta pelo esfacelo
ou escara. Deve-se realizar o desbridamento do tecido necrótico e/ou
escara para expor a base da ferida e aferir a verdadeira profundidade. A
partir daí, definir o estádio da ferida. (Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel)

17
Síndrome de imobilização: o que fazer?
Busca ativa de lesões por pressão:
examinar o paciente todo!

18
Conduta em caso de lesão por pressão:

• Mudança de decúbito
• Mobilização precoce
• Hidratação da pele
• Uso de colchões
• Nutrição adequada
(Proteínas 1,2-1,5g/Kg/dia)
• Hidratação adequada
• Curativos de feridas
• Suplementos alimentares
• Analgesia
•Multidisciplinar
Enfermagem
Cirurgião plástico

19
Síndrome de imobilização:
o que fazer?
• A Síndrome de Imobilização é um quadro irreversível e
uma indicação de cuidados paliativos.

• O tratamento da S. I. envolve:
 Abordagem multidisciplinar: médica, enfermagem,
fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, nutrição,
assistente social, técnico de enfermagem, dentista,
terapia ocupacional.
 Capacitação do cuidador.

20
“(...) deveríamos nos questionar sobre o que pretendemos
ao abordar um paciente com síndrome de imobilidade:
simplesmente prolongar seu tempo de vida ou provê-lo de
cuidados voltados exclusivamente ao seu bem-estar,
mesmo que seu tempo de vida seja extremamente
exíguo?” 

Ribeiro, CA et al. Geriatria & Gerontologia. 2011;5(3):139

21
Prevenção da S.I. no Hospital:

• Mobilização no leito.
– Diário de caminhada.
• Reabilitação*
• Evitar contenção motora.
• Evitar sondas/ acessos ou usá-los pelo menor tempo possível.
• Estimular visitas e cuidadores.
• Capacitar e orientar paciente e cuidadores:
– Evitar a “cultura do repouso.”
• Prevenir complicações infecciosas e tromboses.
• Prevenir lesões por pressão.
• Plano de alta hospitalar.
* Nos pacientes com S.I., a fisioterapia visa evitar a piora das contraturas musculares,
anquiloses.
22
Prevenção da S.I.:

PERDA
FUNCIONAL
LEVE

Prevenção /
Intercorrência
Reabilitação

Imobilidade

PERDA
FUNCIONAL
GRAVE

Síndrome de
Imobilização Cuidados
paliativos

23
Síndrome de Imobilização e Cuidados Paliativos

Fonte: O que são Cuidados Paliativos? (SBGG e ANCP, 2015) 24


Referências:

• FREITAS, EV; Py L. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 4ª Ed. Rio


de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
• Fried L, Tangen CM, Walston J, Newman AB, Hirsch C, Gottdiener
J, et al. Frailty in Older Adults: evidence for a phenotype. J
Gerontol 2001;56(3):M146-56.
• SBNPE, ABN, SBCM. Terapia Nutricional para portadores de
úlcera de pressão. Projeto Diretrizes Médicas, 2011.
• VILELA, A; MORAES, E; LINO, V. Grandes Síndromes Geriátricas.
In: Fiocruz. ENSP. Educação a Distância. Envelhecimento e Saúde
da Pessoa Idosa. Rio de Janeiro: EAD/ENSP, 2008. 340p.

25

Você também pode gostar