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amília na linha sistêmica

A família
Teoria sistêmica
• Patologia mental localizada em um dos membros da família
• Manter certos modos de interação na família.
• Paciente identificado é a parte do grupo famíliar e sua
enfermidade cumpre o papel equilibrador dentro do
sistema.
• Bode expiatório.
• Terapia sistêmica – identifica formas de interação e de
comunicação recorrentes, nos padrões de comunicação.
Psicanálise
• Terapia familiar é denominado por Ruffiot
(1981) de grupalista e é inspirado na sua
teoria e na sua prática, por uma representação
fantas¬ mática e grupal do indivíduo no seio
de sua família. Assim, Ruffiot formula a
hipótese de um aparelho psíquico familiar a
partir do modelo de aparelho psíquico grupai
de Kaës (1976).
Modelo Psicanalítico
• Desenvolvido na Clínica Tavistock de Londres,;
• A prática clínica com famílias e casais a partir
de um grande interesse na trama inconsciente
dos sentimentos, desejos, crenças e
expectativas que unem os membros de uma
família entre si e aos passados individuais e
familiar.
Psicanálise
• Ele estabelece uma relação entre aparelho
psíquico do grupo familiar e o aparelho
psíquico primitivo do recémnascido,
considerando que a natureza do psiquismo
primário é o fundamento do psiquismo
familiar e de todo psiquismo grupai.
Psicanálise
• Esta abordagem se baseia numa escuta do
funcionamento da fantasmática familiar no
aparelho psíquico da família, um inconsciente
a várias vozes que aparece na associação livre
dos membros da família reunidos na sessão.
Psicanálise
• Eiguer (1984) postula que a família compõem-
se de membros que têm, em grupo, formas
típicas de funcionamento psíquico
inconsciente que se diferenciam do
funcionamento de cada membro.
Psicanálise
• Ele formula o conceito de organizadores
grupais para explicar os investimentos recí-
procos que ocorrem entre os membros da
família e, ressalta a fantasia original de
castração como determinante da definição de
diferença sexual, derivando daí a delimitação
dos papéis de pai, mãe, irmão, irmã.
Psicanálise
• Para Eiguer a fantasia original está na base dos
vínculos, sendo portanto ativadora como os
investimentos narcísicos e objetais, e
favorecendo o reagrupamento interfantasioso.
Articulação entre os dois enfoques
• As vezes falta a algumas abordagens
psicanalíticas conceber a família como uma
unidade sistêmica indivisível. É essencial
estudar a articulação entre o indivíduo e seu
grupo familiar levando em conta as
descobertas mais significativas das
abordagens sistêmicas sem se tornar
prisioneiro das teorias.
Articulação entre os dois enfoques
• Na perspectiva sistêmica há uma preocupação
com o comportamento e a busca de modificá-
lo, o que leva a uma desaten- ção em relação
aos processos psíquicos subjacentes,
enquanto na perspectiva psicanalítica há uma
preocupação em expressar os desejos
inconscientes que estão na origem da
disfunção familiar.
Articulação entre os dois enfoques
• Os primeiros estudos que tinham como ponto
de partida os trabalhos sobre duplovínculo
realizados pelo grupo de Palo Alto sobre a
esquizofrenia estiveram, por causa de seu
caráter revolucionário, na origem do
desenvolvimento de uma oposição entre
modelo psicanalítico e modelo sistêmico.
Articulação entre os dois enfoques
• Estes estudos caracterizavam-se por uma
abordagem pragmática da realidade, e o
modelo de psicanálise ao qual se opunham
era o modelo econômico de Freud.
• Psicanálise e teoria sistêmica, ou entre
indivíduo e família, mas sobretudo entre
conteúdos internos e comportamentos
expressos
Teoria sistêmica
• Bateson – teoria do duplo vínculo. O que é
dito e contrariado por um outro enunciado.
• Por meios verbais ou não. Duas ordens de
mensagem, sendo que uma delas nega a
outra.
• Impões a cisão da percepção e da
compreensão.
• Modelos contraditórios de comunicação.
Teoria sistêmica

Mitos compartilhados – função de defesa, para


manter a homeostase.
Famílias de delinquentes – padrões de interação e
comunicação.
• Cada um dos elementos da família faz parte de vários
subsistemas onde desempenha diferentes papéis.
• Por outro lado, se queremos perceber o
funcionamento do sistema familiar, inevitavelmente
teremos não só de olhar para os subsistemas e sua
organização, mas também os suprasistemas, como
por exemplo a comunidade em que estão inseridos, a
sociedade, etc.
• Pois, por exemplo, se há relações muito funcionais em
determinadas sociedades, noutras poderão não o ser
– tal é constatado diariamente pelos técnicos que
trabalham com famílias de diferentes culturas.
• No tocante à comunidade ela é fundamental para o
bom funcionamento da família. Quais as redes de
suporte? Que tipo de relações estabelecem os
elementos da família? Para um técnico é fundamental
ter em atenção esta relação. Naturalmente que a
comunidade, a par de ser um supra-sistema de uma
família, poderá ser considerado um sistema total, com
subsistemas como os clubes recreativos, as escolas, a
junta de freguesia, os comerciantes, a paróquia e as
próprias famílias.
• GENOGRAMA

• O genograma é um meio de avaliação familiar que nos permite


conceptualizar visualmente a família no que toca aos seus
membros e respectivas relações. Muitos terapeutas efectuam-
no após a primeira sessão, contudo poderá ser útil fazê-lo com
a própria família durante a primeira entrevista, quer para a
relação com o técnico, quer para a consciencialização do
sistema relacional familiar ao longo de pelo menos três
gerações.
 
• Criar um genograma supõe:
• Traçar a estrutura familiar;
• Registar a informação relevante sobre os elementos da família;
• Delinear as relações familiares.
Informações do Genograma
Modelo sistêmico
• Para os teóricos da comunicação, qualquer comportamento
verbal ou não verbal, manifestado por uma pessoa - o emissor
- em presença de outra - o receptor - é comunicação.
• Ao mesmo tempo que a comunicação transmite uma
informação, ela define a natureza da relação entre os
comunicantes. Estas duas operações constituem,
respectivamente, os níveis de relato (digital) e de ordem
(analógico) presentes em qualquer comunicação. Quando
estes dois níveis se contradizem, temos o paradoxo. A
comunicação paradoxal está na origem da patologia familiar
Modelo sistêmico
• A família é vista como um sistema equilibrado
e o que mantém este equilíbrio são as regras
do funcionamento familiar. Quando, por
algum motivo, estas regras são quebradas,
entram em ação meta-regras para
restabelecer o equilíbrio perdido.
Modelo sistêmico
• A unidade terapêutica se desloca de duas
pessoas para três ou mais à medida em que a
família é concebida como tendo uma
organização e uma estrutura. É dada uma
ênfase a analogias de uma parte do sistema
com relação a outras partes, de modo que a
comunicação analógica é mais enfatizada que
a digital
Modelo sistêmico
• Os terapeutas sistêmicos se abstêm de fazer
interpretações na medida em que assumem
que novas experiências - no sentido de um
novo comportamento que provoque
modificações no sistema familiar - é que
geram mudanças.
Modelo sistêmico
• Neste sentido são usadas prescrições nas
sessões terapêuticas para mudar padrões de
comunicação, e prescrições, fora das sessões,
com a preocupação de encorajar uma gama
mais ampla de comportamentos
comunicacionais no grupo familiar.
Modelo sistêmico
• Há uma certa concentração no problema
presente, mas este não é considerado apenas
como um sintoma. O comportamento
sintomático é visto como uma resposta
necessária e apropriada ao comportamento
comunicativo que o provocou.
TEORIA PSICANALÍTICA X SISTÊMICA

Teoria sistêmica Teoria Psicanalítica


1. O todo (a família) é mais do que a 1. Vínculos narcisístas entre os membros
adição das partes (cada membro) da família (aparelho psíquico familiar e eu
familiar).
2. A interação 2. Vínculos libidinais- objetais (filiação,
aliança, consaguinidade).
3. Sincronia (aqui e agora) 3. Sincronia - diacronia
4. Não-simbolização 4. Simbolização – sintática e semântica da
comunicação.
5. A definição de relação é inevitável. 5. Tornar consciente o inconsciente.
6. Princípio sistêmico de homeostase. 6. Compulsào à repetição da pulsão de
morte.

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