Os Domínios de Natureza no Brasil

Potencialidades Paisagísticas

Aziz Ab´Saber

........... ......COMPONENTES DIEGO ZANETE BONETE FLÁVIO DA SILVA MARQUES MARCÉLIA LIMA WETTER RÚBIA................

‡ 3 a 5 até 40 a 60m de profundidade. Gnaisse Granito .CARACTERÍSTICAS DOS MARES DE MORROS ‡ Decomposição funda e universal das rochas cristalinas e cristalofiliadas.

CARACTERÍSTICAS DOS MARES DE MORROS ‡ Presença de solos do tipo latossolo ou red yellow podzolic. ‡ Superposição de solos devido ás flutuações climáticas finais do quartenário Fonte: Embrapa .

CARACTERÍSTICAS DOS MARES DE MORROS ‡ Mamelonização universal das vertentes. 1991). Escoamento anastomosado Mamelonização . Drenagem dendrítica (SUMMERFIELD. ‡ Drenagem perene ( dendrítica ) ‡ Lençol d´agua difuso e anastomosado.

. hidrológicos e ecossistêmico. pedológicos.CARACTERÍSTICAS DOS MARES DE MORROS ‡ Cobertura vegetal. ‡ Equilíbrio sutil entre processos morfoclimáticos. ‡ Clima tropical úmido.

 Seu estudo envolve três etapas.Potencialidades Paisagísticas no Brasil  O relevo o produto de uma interação complexa que é tecida pelas forças endogenéticas e exogenéticas. a) Compartimentação b) Estrutura Superficial c) Fisiologia da Paisagem .

comandados pela estrutura e tectônica. ‡ As formas resultantes do processo evolutivo do relevo podem testemunhar episódios associados a determinados domínios morfoclimáticos.Compartimentação Topográfica ‡ Por compartimentação topográfica entende-se a separação de determinados domínios morfológicos que se individualizam por apresentarem características específicas. e os externos. . refletindo o jogo de forças entre os agentes internos. associados aos efeitos climáticos. em tempo suficiente para deixar impresso no modelado paleoformas relacionadas a processos morfogenéticos correspondentes.

Estrutura Superficial  O nível de abordagem correspondente à estrutura superficial refere-se ao estudo dos depósitos correlativos ao longo das vertentes ou em diferentes compartimentos. Esses depósitos são suscetíveis de transformação ao longo do tempo geológico. O longo período de tempo necessário para sua formação envolve mudanças climáticas. ensejadas por erosão e perturbações tectônicas locais. responsáveis por materiais diferentes em sua constituição. .

Fisiologia da Paisagem  Corresponde aos processos atuais que atuam no modelamento das formas. .

 As formas do relevo são produto dos processos passados e dos atuais. em um quadro em que participam tanto a geologia quanto as forças climáticas e paleoclimáticas. .Observações  A correlação dos dois primeiros níveis permite já o estabelecimento de uma compartimentação das formas geneticamente homogêneas.

Apesar de possuírem baixo grau de permeabilidade. A impermeabilidade e os efeitos tectônicos contribuem para a caracterização de uma drenagem do tipo dendrítica. contribuindo para o processo de intemperização química. acelera a decomposição esferoidal em ambientes úmidos.Relevo em Estrutura Cristalina ‡ As rochas cristalinas apresentam características próprias. . dando origem aos matacões e às morfologias convexas. decorrentes de condições específicas quanto a estrutura e textura. apresentam rede pronunciada de fraturas e diáclases. e considerável heterogeneidade de minerais. A rede de diáclases. muitas vezes ortogonal.

Relevo em Estrutura Cristalina .

Pluviosidade Domínios Morfoclimáticos Fonte: Serviço Geológico do Brasil Fonte: IBGE .

‡ Durante períodos úmidos: Mamelonização. . ‡ Durante períodos secos: Pediplanação.A ação do clima e da vegetação ‡ Ab Sáber já ponderava de maneira concisa sobre a existência de climas mais frios e secos no Sudeste por ocasião das glaciações. ‡ Ab Sáber ressaltou o significado paleogeográfico das stone lines .

Esta quantidade é diretamente proporcional à quantidade de chuvas e à temperatura da região. . Adaptado de Ditlevsen et al.Quantidade relativa do isótopo 18 do oxigênio encontrado no gelo da Groelândia em função do tempo. 1996.

parcialmente testificado na vertente. inumando os colúvios antecedentes.‡ I . a desagregação mecânica provoca o recuo paralelo da vertente estrutural e a pedimentação da superfície.Na transição do clima úmido para semiárido verifica-se o desaparecimento da cobertura vegetal.Na semiaridez.Em nova fase úmida . IV . Prevalecem formas convexas recobertas pela vegetação: II . ‡ ‡ ‡ . III .Na fase climática úmida tem-se o espessamento dos depósitos de cobertura e aluviamento do fundo do vale. a incisão da drenagem promove a retirada dos depósitos correlativos em função da reelaboração do vale. Aqui os pedimentos detríticos recobrem os colúvios da fase antecedente. com consequente coluvionamento do fundo do vale. As novas condições climáticas proporcionam desenvolvimento da pedogênese com a reinstalação da cobertura vegetal. com a retirada do material decomposto das partes mais elevadas pelas atividades torrenciais.

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