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“CARACTERÍSTICAS

DO DISCURSO
FILOSÓFICO –
COMPARAÇÃO COM
O DISCURSO
CIENTÍFICO”
HIPÓTESE
Proposição que se admite,
independentemente do fato de ser
verdadeira ou falsa, como um
princípio a partir do qual se pode
deduzir um determinado conjunto
de consequências; suposição,
conjectura.
1. Pesquise, em dicionários físicos e/ou sites da
internet, definições de hipótese, discurso e teoria.
Em seguida, responda as questões que seguem.
Discurso
• O mais conhecido deles é do
discurso como uma
exposição metódica sobre
certo assunto. Um conjunto
de ideias organizadas por
meio da linguagem de forma
a influir no raciocínio, ou
quando menos, nos
sentimentos do ouvinte ou
leitor.
Teoria
Uma ideia nascida com base
em alguma hipótese,
conjectura, especulação ou
suposição, mesmo abstrata,
sobre a realidade.
Também designa o
conhecimento descritivo
puramente racional ou a
forma de pensar e entender
algum fenômeno a partir da
observação.
Perguntas:

2. Qual é a relação entre hipótese e teoria?

3. Na sua opinião, qual é a importância da “suspeita” para ler e


criar teorias e hipóteses? Dando continuidade ao
desenvolvimento do tema, sugerimos a leitura do texto “A
Filosofia entre a religião e a ciência”, de Bertrand Russel.
(...) “Filosofia” é uma palavra que tem sido empregada de várias
maneiras, umas mais amplas, outras mais restritas. Pretendo empregá-la
em seu sentido mais amplo, como procurarei explicar adiante. A Filosofia,
conforme entendo a palavra, é algo intermediário entre a Teologia e a
Ciência.

Como a Teologia, consiste de especulações sobre assuntos a que o


conhecimento exato não conseguiu, até agora, chegar, mas, como ciência,
apela mais à razão humana do que à autoridade, seja esta a da tradição
ou a da revelação. Todo conhecimento definido - eu o afirmaria -
pertence à ciência; e todo dogma quanto ao que ultrapassa o
conhecimento definido, pertence à Teologia. Mas entre a Teologia e a
Ciência existe uma
Terra de Ninguém, exposta aos ataques de ambos os campos: essa Terra
de Ninguém é a Filosofia. Quase todas as questões do máximo interesse
para os espíritos especulativos são de tal índole que a Ciência não as
pode responder, e as respostas confiantes dos teólogos já não nos
parecem tão convincentes como o eram nos séculos passados. Acha-se o
mundo dividido em espírito e matéria? E, supondo-se que assim seja, que
é espírito e que é matéria? Acha-se o espírito sujeito à matéria, ou é ele
dotado de forças independentes? Possui o universo alguma unidade ou
propósito? Está ele evoluindo rumo a alguma finalidade?

Existem realmente leis da natureza, ou acreditamos nelas devido


unicamente ao nosso amor inato pela ordem? É o homem o que ele
parece ser ao astrônomo, isto é, um minúsculo conjunto de carbono e
água a rastejar, impotentemente, sobre um pequeno planeta sem
importância? Ou é ele o que parece ser a Hamlet?
Acaso é ele, ao mesmo tempo, ambas as coisas? Existe uma maneira de
viver que seja nobre e uma outra que seja baixa, ou todas as maneiras de
viver são simplesmente inúteis? Se há um modo de vida nobre, em que
consiste ele, e de que maneira realizá-lo? Deve o bem ser eterno, para
merecer o valor que lhe atribuímos, ou vale a pena procurá-lo, mesmo que
o universo se mova, inexoravelmente, para a morte? Existe a sabedoria, ou
aquilo que nos parece tal não passa do último refinamento da loucura? Tais
questões não encontram resposta no laboratório.

As teologias têm pretendido dar respostas, todas elas demasiado


concludentes, mas a sua própria segurança faz com que o espírito moderno
as encare com suspeita. O estudo de tais questões, mesmo que não se
resolvam esses problemas, constitui o empenho da Filosofia o espírito
moderno as encare com suspeita. O estudo de tais questões, mesmo que
não se resolvam esses problemas, constitui o empenho da Filosofia.
1. O que você entende por “Terra de Ninguém”?

2. Por que no texto a Filosofia pertence à “Terra de Ninguém”?

3. Segundo o texto, que tipo de pergunta não encontra resposta em testes de


laboratório?

4. Em grupo, realize a atividade proposta no quadro que segue.


Na antiguidade “clássica” não havia distinção
entre filosofia e ciência. A filosofia agregava
conhecimentos físicos e metafísicos. A leitura
de textos de Aristóteles, por exemplo, revela
que esse autor escreveu tanto sobre a alma
como sobre a natureza, sem estabelecer limites
rígidos sobre os campos de conhecimento
como se faz atualmente.

Os limites entre filosofia e ciência foram se


dando ao longo da história ocidental, por
exemplo: o livro em que Issac Newton
apresentou as leis da mecânica chama-se
Princípios matemáticos de filosofia natural. O
livro de Descartes intitulado Princípios de
Filosofia, está divido em quatro partes: Dos
princípios do conhecimento humano; Dos
princípios das coisas materiais; Do Mundo
visível e A terra.
Os títulos das obras, assim como as partes citadas, trazem aspectos que indicam a
orientação da “filosofia natural” ou de “princípios de filosofia”, orientados para o
conhecimento das coisas visíveis, que exige um método de conhecimento que
conhecemos como ciência.

Nessa separação, coube à Filosofia olhar de forma crítica para a ciência, seus
métodos e finalidades. Isto posto, podemos verificar que há significativas
aproximações na produção do discurso científico e do discurso filosófico, tais
como: - A investigação filosófica e científica tem como base a curiosidade sobre
aspectos da realidade; - Filósofos e cientistas constroem argumentos para tornar
os seus processos de conhecimento mais rigorosos e claros. Mas há diferenças que
podem ser observadas acerca dos gêneros textuais e o método de produção do
conhecimento.

SEDUC – SÃO PAULO FAZ ESCOLA Filosofia e Ciência: uma origem comum e um
destino de separação. São Paulo Faz Escola – Filosofia 3ª série, volume 2, 2014-
2017, pp 12-14. Texto adaptado.
TRÊS CONCEPÇÕES DE Do trecho acima, podemos destacar significativas
LIBERDADE – possibilidades de interpretação desse mito: a perspectiva
do ideal de liberdade plena, como a liberdade é boa de
LIBERTARISMO, sentir, mas exige vigilância, ou ainda a ideia de que a
DETERMINISMO E liberdade nunca parece ser o suficiente, entre outras, que
DIALÉTICA poderão partir dos estudantes.
Trecho do livro – O Ser e o Nada.
Por que o ser humano não
pode ser considerado livre?
DEBATE

(3 Pontos)

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