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1.

TEORIA GERAL DOS


CONTRATOS
CONTEÚDO

 1.1 Noções Gerais


 1.1.1 Relação jurídico-obrigacional;
 1.1.2 Fontes das Obrigações;
 1.1.3 A obrigação jurídico-contratual;
 1.1.4 Fato, fato jurídico, ato jurídico e negócio
jurídico;
 1.1.5 Noções de contrato e evolução histórica;
 1.1.6 Elementos constitutivos do contrato – requisitos
de validade.
1.1.1 RELAÇÃO JURÍDICO-
OBRIGACIONAL

Elementos:
Sujeito ativo;
Sujeito passivo;
Prestação de caráter patrimonial que o primeiro deve ao segundo;
O elemento gerador da obrigação é sua causa ou fonte. Ex. o
contrato de compra e venda, a obrigação de dar,
1.1.2 Fontes das Obrigações

 Mediata – fato humano (contratos,


declaração unilateral de vontade e ato
ilícito).

 Imediata – a lei.
 Obrigações contratuais – art. 421 a 853 CC.
 Obrigações extracontratuais - declaração unilateral de vontade - art.
854 a 886 CC – (Ex. título ao portador, promessa de recompensa) e os
atos ilícitos - art. 927 a 954 CC Ex. causar dano a outrem fica
obrigado a repará-lo.
1.1.3 A Obrigação Jurídico- Contratual
O contrato é um ato jurídico porque tem
por fim adquirir, resguardar, modificar ou
extinguir direitos.
 é um ato jurídico bilateral ou plurilateral –
sua declaração volitiva emana de duas ou
mais pessoas/vontades.
Este ato pode ser:
 simples – quando o benefício ocorre a uma das partes ao encargo da
outra. Ex. doação, depósito gratuito(contratos gratuitos/benévolos);
 Sinalagmáticos – conferem ônus ou vantagens a ambas as partes. Ex.
locação, compra e venda.
Função da Teoria das Obrigações Contratuais

 Verificar se o contrato resulta da lei;


 Caracterizar o contrato, sua uniformidade, desde que este acordo seja
bilateral ou plurilateral e decorra de acordo de vontade das partes.
1.1.4 Fato, fato jurídico, ato jurídico e
negócio jurídico
 Fato: é um acontecimento localizado no
tempo e no espaço. Ex. é a chuva que cai, o
sol que nasce;
 Fato jurídico: é todo o acontecimento que
emana da ação humana ou da natureza,
independente da vontade humana, que
produz consequências jurídicas.
 Ex. a chuva cai provoca a queda de
uma telha mal colocada sobre a cabeça
de uma pessoa.
 Ex. falecimento de uma pessoa.

 Ato jurídico: é o ato humano voluntário e lícito capaz de gerar


efeitos na órbita do direito.
 Negócio jurídico: é uma espécie de ato jurídico. É uma
declaração de vontade de uma ou mais pessoas capazes,
com um sentido determinado (uma causa, uma finalidade
ou uma intenção do agente) visando a produção de efeitos
jurídicos. Ex casamento, compra e venda.
1.1.5 Noção de contrato e
evolução histórica
A palavra contrato vem do latim contractus, que
significa unir, contrair.
Conceito: “é o acordo de duas ou mais vontades, na
conformidade da ordem jurídica, destinado a
estabelecer uma regulamentação de interesses entre as
partes*, com o escopo de adquirir, modificar ou
extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial.”
(DINIZ, M. H.)
* Externalidades – caso Cristiano Ronaldo.
Evolução histórica:
 Nas primeira civilizações já existia uma forma primitiva de contrato a
permuta ou toca entre as tribos.
 No antigo Egito existiam formas rudimentares de contratos para
disciplinar casamentos, para estabelecer filiação, a translação da
propriedade.
 Com a lei das XII tábuas originou-se a obrigação e o contrato. Em que
na tábua VI havia a possibilidade de o credor dispor do corpo de seu
devedor no caso de impontualidade ou inadimplemento.
 Elemento objetivo – formalidades dos contratos.
 Em Roma com Justiniano mudou-se do elemento formal para o
elemento subjetivo -a autonomia das partes (o acordo das partes fica
acima das formalidades).
 Os contratos são assegurados pela autonomia da vontade, que
possibilita criar direitos e obrigações.
 Com o direito canônico surgiu o pacta sunt servanda, o
descumprimento do contrato equivalia a um pecado.
 Séc. XVIII – Revolução Francesa – auge da autonomia da vontade. Os
indivíduos são livre e iguais e se contratarem estas estipulações
tornam-se lei entre as partes.
 É meio de circulação de riquezas.
 Séc XIX com a Revolução Industrial, a comercialização, o capitalismo
a liberdade contratual atingiu seu apogeu.
 Prevalece os interesses individuais.
 Desigualdades entre as partes, o interesse dos mais fortes prevalecia.
 Iniciou a intervenção estatal.
 Na atualidade raramente se contrata com pessoas físicas;
 O contrato no âmbito privado é quase inexistente.
 O contrato se torna fundamental na atualidade.
 Surgem os contratos de massas, impessoais e padronizados.
 De individual passa a ser social (coletivo).
1.1.6 Elementos constitutivos do
contrato – requisitos de validade

São elementos constitutivos aqueles que dão condições de validade aos


contratos.

 Art. 104 e 166 do CC.


Subjetivos:
 Existência de duas ou mais pessoas/vontades;
 Capacidade genérica para praticar os atos da vida
civil, art. 3º, 4º e 5º do CC.
 Aptidão específica para contratar. Ex. art. 496 venda
entre ascendente e descendente.
 Consentimento das partes contratantes sobre todos os
pontos. Poder ser: expresso (palavras escritas, orais ou
por gestos) ou tácito (atos inequívocos da vontade de
contratar) até o silêncio pode caracterizar.
Quem cala consente?
Não tem aplicação no direito contratual.
Só o silêncio qualificado que equivale a declaração de vontade tem
validade.
Análise do caso concreto.
Ex: contrato de locação.
Abuso de direito: práticas comerciais – o silêncio equivale a aceitação.
Ex. envio de internet grátis por um mês.
Objetivos:
 Licitude do objeto do contrato. Ex. jogos de azar.
 Possibilidade física ou jurídica do objeto do negócio jurídico.
 Determinação do objeto do contrato.
 Economicidade de seu objeto.
Formais:
 Art. 107 CC – a regra é a liberdade de forma.
 Exceções: contratos solenes (Ex. casamento, testamento, art. 108 CC).

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