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TREINAMENTO

NORMA REGULAMENTADORA (NR) Nº12


SEGURANÇA NO TRABALHO EM
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
PRINCIPAIS DISPOSIÇÕES
REGULAMENTARES SOBRE SEGURANÇA
EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
ESTABELECIDAS NA NR-12
NR12 - SEGURANÇA DO TRABALHO EM
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

- Alteração dada pela Portaria MTE nº 197 de


17/12/2010
(Publicada no D.O.U. de 24/12/2010)

- Estrutura:
19 Títulos com 216 itens e subitens
11 Anexos com 783 itens e subitens
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Sumário:
12.1 Princípios Gerais
12.2 Arranjo físico e instalações
12.3 Instalações e dispositivos elétricos
12.4 Dispositivos de partida, acionamento e parada
12.5 Sistemas de segurança em máquinas e
equipamentos
12.6 Dispositivos de parada de emergência
12.7 Meios de acesso permanentes a máquinas e
equipamentos
12.8 Componentes pressurizados
12.9 Transportadores de materiais
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Sumário (cont.):
12.10 Aspectos ergonômicos nos trabalhos em máquinas e
equipamentos
12.11 Riscos adicionais
12.12 Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e
reparos
12.13 Sinalização
12.14 Manuais
12.15 Procedimentos de segurança
12.16 Projeto, fabricação, importação, venda, locação,
cessão a qualquer título, exposição, utilização e
adaptação de máquinas e equipamentos
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Sumário (cont.):
12.17 Capacitação
12.18 Disposições finais
12.19 Outros requisitos específicos de segurança

Anexos:
I – Distâncias de segurança e requisitos para o uso de
detectores de presença optoeletrônicos
II – Conteúdo programático de capacitação
III – Meios de acesso permanentes a máquinas e
equipamentos
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Anexos (cont.):
IV – Glossário
V - Motoserras
VI – Máquinas para panificação e confeitaria
VII – Máquinas para açougue e mercearia
VIII – Prensas e similares
IX – Injetoras de materiais plásticos
X – Máquinas para calçados e afins
XI – Máquinas e implementos para uso agrícola e florestal
NR-12
Princípios Gerais
12.1. Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem
referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de
proteção para garantir a saúde e a integridade física dos
trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a
prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de
projeto e de utilização de máquinas e equipamentos de
todos os tipos, e ainda à sua fabricação, importação,
comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em
todas as atividades econômicas,
econômicas sem prejuízo da
observância do disposto nas demais Normas
Regulamentadoras – NR aprovadas pela Portaria nº 3.214,
de 8 de junho de 1978, nas normas técnicas oficiais e, na
ausência ou omissão destas, nas normas internacionais
aplicáveis.
aplicáveis
NR-12
Princípios Gerais

12.1.1. Entende-se como fase de utilização a construção,


transporte, montagem, instalação, ajuste, operação,
limpeza, manutenção, inspeção, desativação e desmonte da
máquina ou equipamento.

12.2. As disposições desta Norma referem-se a máquinas e


equipamentos novos e usados,
usados exceto nos itens em que
houver menção específica quanto à sua aplicabilidade.
NR-12
Princípios Gerais

12.4. São consideradas medidas de proteção, a ser


adotadas nessa ordem de prioridade:
prioridade
a) medidas de proteção coletiva;
coletiva
b) medidas administrativas ou de organização do
trabalho;
trabalho
c) medidas de proteção individual.
individual
Exemplo de medida de proteção coletiva: enclausuramento
de transmissão mecânica por polia e correia
Exemplo de medida administrativa ou de organização do
trabalho: trabalhador com tempo máximo de 4 horas diárias
de trabalho em operação de solda contínua
Exemplo de medida de proteção individual:
máscara de solda de segurança
NR-12
Princípios Gerais

12.5. A concepção de máquinas deve


atender ao princípio da falha segura.
segura
NR-12
Princípio da "Falha Segura"
Na ocorrência de situação de falha técnica e/ou falha
humana,
humana relevante à segurança de um sistema e de
pessoas, tal sistema deve entrar em um estado seguro
através da atuação imediata de dispositivos de
segurança específicos,
específicos projetados para tal finalidade,
de forma a impedir um descontrole do sistema, e,
conseqüentemente, evitar a probabilidade da
ocorrência de acidentes com danos pessoais e/ou
materiais.
NR-12
Princípio da "Falha Segura"
O Princípio da “Falha Segura” considera que
máquinas, equipamentos e seres humanos são
falhos, e, portanto a necessidade de haver
dispositivos de segurança para garantir que
essas falhas não gerem lesões e/ou danos
materiais.
NR-12
Princípio da "Falha Segura"
Sistema seguro com alto nível de confiabilidade

Um sistema é considerado seguro com alto nível de


confiabilidade quando o mesmo é projetado com a
incorporação de dispositivos de segurança que protejam
eficazmente contra a ocorrência de falha técnica e/ou falha
humana,
humana de modo a não permitir o descontrole (perturbação
anormal) do sistema, e, conseqüentemente, evitar a
probabilidade da ocorrência de acidentes com danos
pessoais e/ou materiais.
NR-12
Princípio da "Falha Segura"
Sistema pouco seguro com baixo nível de confiabilidade
Um sistema é considerado pouco seguro com baixo nível de
confiabilidade quando o mesmo é projetado com a
incorporação de medidas de segurança que ficam na
dependência única e exclusiva do comportamento do
indivíduo (trabalhador),
(trabalhador) de modo a não permitir um controle
efetivo da exposição a riscos ocupacionais significativos, e,
conseqüentemente, não evitar a possibilidade da ocorrência
de acidentes com danos pessoais e/ou materiais.
Tal sistema, baseado no comportamento humano, é muito
frágil sob o aspecto da segurança do trabalho e apresenta
alta probabilidade de acidente de trabalho.
NR-12
Princípio da "Falha Segura"
Falha Técnica ou Falha Material
Conceito: é uma condição ou situação agravante que ocorre no
desenvolvimento da atividade pela perda da função
projetada originalmente de um componente material do
sistema (mecânico, elétrico, hidráulico, pneumático,
eletrônico, material, etc.), em decorrência de projeto
inadequado ou obsoleto, erro de construção ou de instalação,
erro de especificação, falta de manutenção, condições
críticas de operação, vida útil esgotada, situações agravantes
não previstas ou subestimadas, etc.
NR-12
Princípio da "Falha Segura"
Falha Humana ou Falha do Indivíduo
Conceito: é uma condição ou situação agravante que ocorre por
falha do trabalhador no curso da jornada de trabalho, em
decorrência das suas características psicobiofisiológicas, da
sua qualificação, experiência, conhecimento, e de outros
atributos de ordem pessoal.
O ser humano, em decorrência da sua limitação do ponto de
vista físico, psíquico e biológico,
biológico não é capaz de manter
elevado grau de vigilância durante todo o período de vigília
(por ex.: jornada de trabalho), estando, portanto, sujeito a
cometer falhas (erros) na execução de suas atividades
normais (por ex.: atividades laborais).
NR-12
Princípio da "Falha Segura“
As máquinas e equipamentos devem possuir sistemas de segurança
projetados para atender o Princípio da “Falha Segura”.
Portanto devem apresentar as seguintes características:

1- AUTO TESTE:
TESTE teste funcional executado automaticamente pelo
próprio dispositivo, na inicialização do sistema e durante
determinados períodos, para verificação de falhas e defeitos,
levando o dispositivo para uma condição segura.

2- DIVERSIDADE:
DIVERSIDADE aplicação de componentes, dispositivos ou sistemas
com diferentes princípios ou tipos, podendo reduzir a
probabilidade de existir uma condição perigosa.
NR-12
Princípio da "Falha Segura“
As máquinas e equipamentos devem possuir sistemas de segurança
projetados para atender o Princípio da “Falha Segura”.
Portanto devem apresentar as seguintes características:

3- MONITORAMENTO:
MONITORAMENTO função intrínseca de projeto do componente ou
realizada por interface de segurança que garante a funcionalidade
de um sistema de segurança quando um componente ou um
dispositivo tiver sua função reduzida ou limitada, ou quando
houver situações de perigo devido a alterações nas condições do
processo.

4- REDUNDÂNCIA:
REDUNDÂNCIA aplicação de mais de um componente, dispositivo ou
sistema, a fim de assegurar que, havendo uma falha em um deles
na execução de sua função o outro estará disponível para executar
esta função.
NR-12
Instalações e dispositivos elétricos.
12.14. As instalações elétricas das máquinas e equipamentos
devem ser projetadas e mantidas de modo a prevenir, por
meios seguros, os perigos de choque elétrico, incêndio,
explosão e outros tipos de acidentes, conforme previsto na
NR 10.
12.15. Devem ser aterrados,
aterrados conforme as normas técnicas
oficiais vigentes, as instalações, carcaças, invólucros,
blindagens ou partes condutoras das máquinas e
equipamentos que não façam parte dos circuitos elétricos,
mas que possam ficar sob tensão.
NR-12
Instalações e dispositivos elétricos.
12.18. Os quadros de energia das máquinas e equipamentos
devem atender aos seguintes requisitos mínimos de
segurança:
a) possuir porta de acesso, mantida permanentemente fechada;
b) possuir sinalização quanto ao perigo de choque elétrico e
restrição de acesso por pessoas não autorizadas;
c) ser mantidos em bom estado de conservação, limpos e livres
de objetos e ferramentas;
d) possuir proteção e identificação dos circuitos. e
e) atender ao grau de proteção adequado em função do
ambiente de uso.
QUADRO DE ENERGIA DA MÁQUINA
NR-12
Instalações e dispositivos elétricos.
12.20. As instalações elétricas das máquinas e equipamentos
que utilizem energia elétrica fornecida por fonte externa
devem possuir dispositivo protetor contra sobrecorrente,
sobrecorrente
dimensionado conforme a demanda de consumo do circuito.
12.20.1. As máquinas e equipamentos devem possuir
dispositivo protetor contra sobretensão quando a elevação
da tensão puder ocasionar risco de acidentes.
12.20.2. Quando a alimentação elétrica possibilitar a inversão
de fases de máquina que possa provocar acidentes de
trabalho, deve haver dispositivo monitorado de detecção de
seqüência de fases ou outra medida de proteção de mesma
eficácia.
DISJUNTOR: proteção
contra sobrecorrente
elétrica

ESTABILIZADOR: proteção
contra sobretensão
elétrica

RELÉ de detecção de
inversão da seqüência de
fases
NR-12
Instalações e dispositivos elétricos.
12.21. São proibidas nas máquinas e equipamentos:
a) a utilização de chave geral como dispositivo de partida
e parada;
b) a utilização de chaves tipo faca nos circuitos elétricos;
c) a existência de partes energizadas expostas de
circuitos que utilizam energia elétrica.
PROIBIDO O USO DE
CHAVE TIPO FACA
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.24. Os dispositivos de partida, acionamento e parada das
máquinas devem ser projetados, selecionados e instalados
de modo que:
a) não se localizem em suas zonas perigosas;
b) possam ser acionados ou desligados em caso de emergência
por outra pessoa que não seja o operador;
c) impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo
operador ou por qualquer outra forma acidental;
d) não acarretem riscos adicionais; e
e) não possam ser burlados.
Botão Botão
de de
Parada Partida

DISPOSITIVO DE PARTIDA E PARADA


NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.25. Os comandos de partida ou acionamento
das máquinas devem possuir dispositivos que
impeçam seu funcionamento automático ao
serem energizadas.
energizadas
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.26. Quando forem utilizados dispositivos de acionamento do
tipo comando bimanual,
bimanual visando a manter as mãos do
operador fora da zona de perigo, esses devem atender aos
seguintes requisitos mínimos do comando:
a) possuir atuação síncrona, ou seja, um sinal de saída deve ser
gerado somente quando os dois dispositivos de atuação
do comando -botões- forem atuados com um retardo de
tempo menor ou igual a 0,5 s (cinco segundos);
b) estar sob monitoramento automático por interface de
segurança;
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.26. (Comando bimanual: requisitos - cont.)
c) ter relação entre os sinais de entrada e saída, de modo que
os sinais de entrada aplicados a cada um dos dois
dispositivos de atuação do comando devem juntos se iniciar e
manter o sinal de saída do dispositivo de comando
bimanual somente durante a aplicação dos dois sinais;
d) o sinal de saída deve terminar quando houver
desacionamento de qualquer dos dispositivos de atuação de
comando;
e) possuir dispositivos de comando que exijam uma atuação
intencional a fim de minimizar a probabilidade de
comando acidental;
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.26. (Comando bimanual: requisitos - cont.)
f) possuir distanciamento e barreiras entre os dispositivos de
atuação de comando para dificultar a burla do efeito de
proteção do dispositivo de comando bimanual; e
g) tornar possível o reinício do sinal de saída somente após a
desativação dos dois dispositivos de atuação do comando.
Protetor dos botões

Botão de parada
de emergência

Botões de comando
bimanual COMANDO BIMANUAL
(dispositivo de acionamento)
Comando bimanual na estrutura
de prensa mecânica
Comando bimanual em
pedestal
Comando bimanual em pedestal
em prensa mecânica
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.28. Os dispositivos de comando bimanual devem ser
posicionados a uma distância segura da zona de perigo,
levando em consideração:
a) a forma, a disposição e o tempo de resposta do dispositivo
de comando bimanual;
b) o tempo máximo necessário para a paralisação da máquina
ou para a remoção do perigo, após o término do sinal de
saída do dispositivo de comando bimanual; e
c) a utilização projetada para a máquina.
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.32. As máquinas e equipamentos, cujo acionamento por
pessoas não autorizadas possam oferecer risco à saúde ou
integridade física de qualquer pessoa, devem possuir sistema
que possibilite o bloqueio de seus dispositivos de
acionamento.
acionamento
12.36. Os componentes de partida, parada, acionamento e
outros controles que compõem a interface de operação das
máquinas devem:
a) operar em extrabaixa tensão de até 25V (vinte e cinco volts)
em corrente alternada ou de até 60V (sessenta volts) em
corrente contínua;
contínua e
b) possibilitar a instalação e funcionamento do sistema de
parada de emergência,
emergência cf. itens 12.56 a 12.63 e subitens.
Chave de
bloqueio

Exemplo de sistema de bloqueio de dispositivos de


acionamento: CHAVE DE BLOQUEIO
NR-12
Dispositivos de partida, acionamento e parada.
parada
12.37. O circuito elétrico do comando da partida e parada do
motor elétrico de máquinas deve possuir, no mínimo, dois
contatores com contatos positivamente guiados, ligados em
série, monitorados por interface de segurança ou de acordo
com os padrões estabelecidos pelas normas técnicas nacionais
vigentes e, na falta destas, pelas normas técnicas
internacionais, se assim for indicado pela análise de risco, em
função da severidade de danos e freqüência ou tempo de
exposição ao risco.
NR-12
Sistemas de segurança.
12.38. As zonas de perigo das máquinas e equipamentos
devem possuir sistemas de segurança,
segurança caracterizados
por proteções fixas,
fixas proteções móveis e dispositivos de
segurança interligados,
interligados que garantam proteção à saúde
e à integridade física dos trabalhadores.
NR-12
Sistemas de segurança.
12.39. Os sistemas de segurança devem ser selecionados e instalados
de modo a atender aos seguintes requisitos:
a) ter categoria de segurança conforme prévia análise de riscos
prevista nas normas técnicas oficiais vigentes;
b) estar sob a responsabilidade técnica de profissional legalmente
habilitado;
c) possuir conformidade técnica com o sistema de comando a que são
integrados;
d) instalação de modo que não possam ser neutralizados ou burlados;
e) manterem-se sob vigilância automática, ou seja, monitoramento,
de acordo com a categoria de segurança requerida,
exceto para dispositivos de segurança exclusivamente mecânicos; e
f) paralisação dos movimentos perigosos e demais riscos quando
ocorrerem falhas ou situações anormais de trabalho.
Previsão de todas as
operações e usos possíveis
da máquina

Identificação de cada
situação de perigo possível

Definição da gravidade do
dano e da probabilidade da
sua ocorrência

Juízo baseado na Análise


do Risco: -
o nível de risco é
aceitável?
- as medidas de segurança
foram analisadas e
provaram ser adequadas?
NR-12
Sistemas de segurança.
12.40. Os sistemas de segurança, de acordo com a
categoria de segurança requerida, devem exigir
rearme, ou reset manual, após a correção da
falha ou situação anormal de trabalho que
provocou a paralisação da máquina.
NR-12
Sistemas de segurança.
12.41. Para fins de aplicação desta Norma, considera-se
proteção o elemento especificamente utilizado para
prover segurança por meio de barreira física,
física podendo
ser:
a) proteção fixa, que deve ser mantida em sua posição de
maneira permanente ou por meio de elementos de
fixação que só permitam sua remoção ou abertura com
o uso de ferramentas específicas; e
b) proteção móvel, que pode ser aberta sem o uso de
ferramentas, geralmente ligada por elementos
mecânicos à estrutura da máquina ou a um elemento
fixo próximo, e deve se associar a dispositivos de
intertravamento.
intertravamento
Tampa de inspeção
parafusada

Exemplo de medida de proteção fixa: enclausuramento da


transmissão mecânica por polia e correia
Porta basculante

Exemplo de medida de proteção móvel: porta de proteção basculante


da zona de operação de prensa mecânica de freio / embreagem
pneumático (associado a dispositivo de intertravamento)
NR-12
Sistemas de segurança.
12.42. Para fins de aplicação desta Norma, consideram-se
dispositivos de segurança os componentes que, por si só ou
interligados ou associados a proteções, reduzam os riscos de
acidentes e de outros agravos à saúde, sendo classificados
em:
a) comandos elétricos ou interfaces de segurança: dispositivos
responsáveis por realizar o monitoramento, que
verificam a interligação, posição e funcionamento de outros
dispositivos do sistema e impedem a ocorrência de falha
que provoque a perda da função de segurança, como relés de
segurança,
segurança controladores configuráveis de segurança e
controlador lógico programável - CLP de segurança;
segurança
RELÉ DE SEGURANÇA: dispositivo
gerenciador de sensores de segurança
para monitorar as proteções ou guarda
de máquinas.
Função: verificar se as proteções ou
guardas estão fechadas para garantir o
funcionamento das máquinas com
segurança e interromper o
funcionamento no caso da segurança
estar comprometida.
Características de funcionamento:
redundância, diversidade e
monitoração, conforme Norma NBR
14153 (EN 954).
RELÉ DE SEGURANÇA: aplicações
CONTROLADOR CONFIGURÁVEL DE
SEGURANÇA (CCS): equipamento
eletrônico computadorizado
(hardware) que usa memória
configurável para armazenar e
executar internamente
intertravamentos de funções
específicas de programa (software)
controlando e monitorando entradas e
saídas de segurança de máquinas ou
processos.
Características: redundância,
diversidade e autoteste
CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL
DE SEGURANÇA (CLP):
equipamento eletrônico
computadorizado (hardware) que usa
memória programável para armazenar
e executar internamente instruções e
funções específicas de um programa
(software) controlando e monitorando
entradas e saídas de segurança de
máquinas ou processos.
Características: redundância,
diversidade e autoteste.
NR-12
Sistemas de segurança.
12.42. (Dispositivos de segurança – cont.)
b) dispositivos de intertravamento: chaves de segurança
eletromecânicas,
eletromecânicas com ação e ruptura positiva, magnéticas e
eletrônicas codificadas, optoeletrônicas,
optoeletrônicas sensores indutivos
de segurança e outros dispositivos de segurança que
possuem a finalidade de impedir o funcionamento de
elementos da máquina sob condições específicas;
CHAVES ELETROMECÂNCIAS DE
SEGURANÇA: dispositivo utilizado em
uma proteção para interromper o
movimento de perigo e manter a máquina
desligada enquanto a proteção ou guarda
estiver aberta. Deve ser monitorado por
interface de segurança (RS, CCS ou CLP).
Deve ter princípio de ação com ruptura
positiva.

CHAVES MAGNÉTICAS DE SEGURANÇA:


dispositivo utilizado em uma proteção para
interromper o movimento de perigo e
manter a máquina desligada enquanto a
proteção ou guarda estiver aberta. Deve
ser monitorado por interface de segurança
(RS, CCS ou CLP).
SENSORES INDUTIVOS DE SEGURANÇA: dispositivo
utilizado em uma proteção para interromper o
movimento de perigo e manter a máquina desligada
enquanto a proteção ou guarda estiver aberta. Deve ser
monitorado por interface de segurança (RS, CCS ou CLP).
NR-12
Sistemas de segurança.
12.42. (Dispositivos de segurança – cont.)
c) sensores de segurança: dispositivos detectores de presença
mecânicos e não mecânicos, que atuam quando uma
pessoa ou parte do seu corpo adentra a zona de perigo de
uma máquina ou equipamento, enviando um sinal para
interromper ou impedir o início de funções perigosas, como
cortinas de luz,
luz detectores de presença optoeletrônicos,
optoeletrônicos
laser de múltiplos feixes,
feixes barreiras óticas,
óticas monitores de
área,
área ou scanners,
scanners batentes,
batentes tapetes e sensores de posição;
posição
CORTINA DE LUZ DE SEGURANÇA:
dispositivo que produz uma cortina de luz
infravermelha que supervisiona a área útil
compreendida entre as unidades de
transmissão e recepção. Se essa área for
invadida, uma saída de sinal em canal
duplo comandará a parada da operação da
máquina. Deve ser monitorado por
interface de segurança (RS, CCS ou CLP).

DETECTORES DE PRESENÇA
OPTOELETRONICOS. Deve ser monitorado
por interface de segurança (RS, CCS ou
CLP).
CORTINA DE LUZ DE SEGURANÇA:
aplicação em máquina industrial
CORTINA DE LUZ DE SEGURANÇA:
aplicação em centro de usinagem
CORTINA DE LUZ DE SEGURANÇA:
aplicação em processo robotizado
CORTINA DE LUZ DE SEGURANÇA:
aplicação em máquina industrial
CORTINA DE LUZ DE SEGURANÇA:
aplicação em guilhotina
CORTINA DE LUZ DE
SEGURANÇA: aplicação em
prensa mecânica tipo freio /
embreagem pneumático
SACANNER DE SEGURANÇA A LASER : é um
dispositivo optoeletronico que usa
reflexão difusa da luz de laser
infravermelha emitida para determinar a
intrusão de uma pessoa ou pessoa dentro
de uma área definida. O transmissor e o
receptor são instalados no mesmo
dispositivo. Um espelho de deflexão
rotativo emite periodicamente pulsos de
laser infravermelho em uma determinada
área angular para criar um campo de
detecção de duas dimensões. A luz
refletida é processada pelo dispositivo
que envia um sinal de parada da máquina
se for determinado que um objeto está
dentro do campo de detecção pré-
configurado. Deve ser monitorado por
interface de segurança (RS, CCS ou CLP).
SACANNER DE SEGURANÇA A LASER:
aplicação em processo robotizado
LASER DE MULTIPLOS FEIXES DE SEGURANÇA: é um dispositivo
de proteção que cria um campo tridimensional para detecção de
mãos e dedos através de feixes de luz laser. Deve ser
monitorado por interface de segurança (RS, CCS ou CLP).
LASER DE MULTIPLOS FEIXES DE SEGURANÇA:
aplicação em prensa dobradeira
TAPETE DE SEGURANÇA: é um dispositivo de proteção sensível à pressão
de contato projetado para detectar a presença de pessoas na sua
superfície de detecção. Quando o tapete é pisado, as placas condutivas se
tocam e a resistência do circuito cai para zero. Isto é monitorado pela
unidade de controle, que envia um sinal de parada à máquina. Deve ser
monitorado por interface de segurança (RS, CCS ou CLP).
TAPETE DE SEGURANÇA:
aplicações diversas
TAPETE DE SEGURANÇA: aplicação em calandra
BATENTE DE SEGURANÇA: é um dispositivo de proteção sensível a pressão
de contato (depende de uma força de contato) destinado a proteger
portas automáticas e máquinas com conjuntos em movimento. Deve ser
monitorado por interface de segurança (RS, CCS ou CLP).
BATENTE DE SEGURANÇA: aplicações diversas
NR-12
Sistemas de segurança.
12.42. (Dispositivos de segurança – cont.)
d) válvulas e blocos de segurança ou sistemas pneumáticos e
hidráulicos de mesma eficácia;
e) dispositivos mecânicos, como: dispositivos de retenção,
limitadores, separadores, empurradores, inibidores,
defletores e retráteis; e
f) dispositivos de validação: dispositivos suplementares de
comando operados manualmente, que, quando aplicados de
modo permanente, habilitam o dispositivo de acionamento,
como chaves seletoras bloqueáveis e dispositivos
bloqueáveis.
VÁLVULA DE SEGURANÇA: é um dispositivo
de proteção ativa aplicado em circuitos
com fluídos compressíveis que tem por
finalidade interromper o funcionamento
de uma máquina ou processo quando
detectada uma anormalidade operacional
com potencial de causar acidente.
Deve ser monitorado por interface de
segurança (RS, CCS ou CLP).

DISPOSITIVOS DE RETENÇÃO MECÂNICOS:


projetados para evitar o chicoteamento
caso a mangueira se solte da conexão,
evitando acidentes no entorno.
VÁLVULA DE SEGURANÇA:
aplicação em prensa
mecânica de freio /
embreagem pneumático
CHAVE SECCIONADORA DE SEGURANÇA: dispositivo de
proteção utilizado para isolar a máquina de modo a garantir
um acesso seguro a mesma. Deve ser monitorado por interface
de segurança (RS, CCS ou CLP).
NR-12
Sistemas de segurança.
12.44. A proteção deve ser móvel quando o acesso a uma zona
de perigo for requerido uma ou mais vezes por turno de
trabalho,
trabalho observando-se que:
a) a proteção deve ser associada a um dispositivo de
intertravamento quando sua abertura não possibilitar o
acesso à zona de perigo antes da eliminação do risco; e
b) a proteção deve ser associada a um dispositivo de
intertravamento com bloqueio quando sua abertura
possibilitar o acesso à zona de perigo antes da eliminação
do risco.
CHAVE DE INTERTRAVAMENTO DE PROTEÇÃO: operada por
lingueta, de modo positivo, que trava a proteção na
posição fechada até que a alimentação da máquina seja
isolada, garantindo que a máquina permaneça parada
enquanto a proteção estiver aberta.
CHAVE DE INTERTRAVAMENTO DE PROTEÇÃO:
aplicação em máquina industrial
CHAVE DE INTERTRAVAMENTO DE PROTEÇÃO:
aplicação em processo robotizado
NR-12
Sistemas de segurança.
12.45. As máquinas e equipamentos dotados de proteções
móveis associadas a dispositivos de intertravamento devem:
a) operar somente quando as proteções estiverem fechadas;
fechadas
b) paralisar suas funções perigosas quando as proteções forem
abertas durante a operação;
operação e
c) garantir que o fechamento das proteções por si só não possa
dar inicio às funções perigosas
NR-12
Sistemas de segurança.
12.46. Os dispositivos de intertravamento com bloqueio
associados às proteções móveis das máquinas e
equipamentos devem:
a) permitir a operação somente enquanto a proteção estiver
fechada e bloqueada;
bloqueada
b) manter a proteção fechada e bloqueada até que tenha sido
eliminado o risco de lesão devido às funções perigosas da
máquina ou do equipamento; e
c) garantir que o fechamento e bloqueio da proteção por si só
não possa dar inicio às funções perigosas da máquina ou
do equipamento.
NR-12
Sistemas de segurança.

12.47. As transmissões de força e os componentes móveis a


elas interligados, acessíveis ou expostos, devem possuir
proteções fixas, ou móveis com dispositivos de
intertravamento,
intertravamento que impeçam o acesso por todos os lados.
12.47.1. Quando utilizadas, proteções móveis para o
enclausuramento de transmissões de força que possuam
inércia devem ser utilizados dispositivos de intertravamento
com bloqueio.
bloqueio
NR-12
Sistemas de segurança.

12.48. As máquinas e equipamentos que ofereçam


risco de ruptura de suas partes, projeção de
materiais, partículas ou substâncias, devem
possuir proteções que garantam a saúde e a
segurança dos trabalhadores.
Proteções físicas das
partes móveis
perigosas em prensa
mecânica excêntrica
NR-12
Sistemas de segurança.

12.49. As proteções devem ser projetadas e construídas de


modo a atender aos seguintes requisitos de segurança:
a) cumprir suas funções apropriadamente durante a vida útil
da máquina ou possibilitar a reposição de partes deterioradas
ou danificadas;
b) ser constituídas de materiais resistentes e adequados à
contenção de projeção de peças, materiais e partículas;
c) fixação firme e garantia de estabilidade e resistência
mecânica compatíveis com os esforços requeridos;
d) não criar pontos de esmagamento ou agarramento com
partes da máquina ou com outras proteções;
e) não possuir extremidades e arestas cortantes ou outras
saliências perigosas;
NR-12
Sistemas de segurança.

12.49. (Proteções: requisitos – cont.)


f) resistir às condições ambientais do local onde estão
instaladas;
g) impedir que possam ser burladas;
h) proporcionar condições de higiene e limpeza;
i) impedir o acesso à zona de perigo;
j) ter seus dispositivos de intertravamento protegidos
adequadamente contra sujidade, poeiras e corrosão, se
necessário;
k) ter ação positiva, ou seja, atuação de modo positivo; e
l) não acarretar riscos adicionais.
NR-12
Sistemas de segurança.
12.54. As proteções, dispositivos e sistemas de segurança
devem integrar as máquinas e equipamentos,
equipamentos e não podem
ser considerados itens opcionais para qualquer fim.
12.55. Em função do risco, poderá ser exigido projeto,
diagrama ou representação esquemática dos sistemas de
segurança de máquinas, com respectivas especificações
técnicas em língua portuguesa.
12.55.1. Quando a máquina não possuir a documentação técnica
exigida, o seu proprietário deve constituí-la, sob a
responsabilidade de profissional legalmente habilitado e com
respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica do
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – ART/CREA.
NR-12
Dispositivos de parada de emergência.
12.56. As máquinas devem ser equipadas com um ou mais
dispositivos de parada de emergência,
emergência por meio dos
quais possam ser evitadas situações de perigo latentes e
existentes.
12.56.1. Os dispositivos de parada de emergência não
devem ser utilizados como dispositivos de partida ou
de acionamento.
Dispositivo de parada de
emergência: botão operado
manualmente por impacto

Dispositivo de parada de
emergência: chave operada por
cabo (corda)
BOTÃO DE PARADA DE EMERGÊNCIA
CHAVE DE PARADA DE EMERGÊNCIA COM ACIONADOR TIPO
CABO: aplicação em esteira transportadora
CHAVE DE PARADA DE EMERGÊNCIA COM ACIONADOR
TIPO CABO: aplicação em calandra
NR-12
Dispositivos de parada de emergência.
12.57. Os dispositivos de parada de emergência
devem ser posicionados em locais de fácil
acesso e visualização pelos operadores em seus
postos de trabalho e por outras pessoas, e
mantidos permanentemente desobstruídos.
NR-12
Dispositivos de parada de emergência.
12.58. Os dispositivos de parada de emergência devem:
a) ser selecionados, montados e interconectados de forma a suportar
as condições de operação previstas, bem como as influênciasdo
meio;
b) ser usados como medida auxiliar, não podendo ser alternativa a
medidas adequadas de proteção ou a sistemas automáticos de
segurança;
c) possuir acionadores projetados para fácil atuação do operador ou
outros que possam necessitar da sua utilização;
d) prevalecer sobre todos os outros comandos;
e) provocar a parada da operação ou processo perigoso em período
de tempo tão reduzido quanto tecnicamente possível, sem
provocar riscos suplementares;
f) ser mantidos sob monitoramento por meio de sistemas de
segurança; e
NR-12
Dispositivos de parada de emergência.
12.59. A função parada de emergência não deve:
a) prejudicar a eficiência de sistemas de segurança ou
dispositivos com funções relacionadas com a segurança;
b) prejudicar qualquer meio projetado para resgatar pessoas
acidentadas; e
c) gerar risco adicional.
12.60. O acionamento do dispositivo de parada de emergência
deve também resultar na retenção do acionador, de tal
forma que quando a ação no acionador for descontinuada,
este se mantenha retido até que seja desacionado.
12.60.1. O desacionamento deve ser possível apenas como
resultado de uma ação manual intencionada sobre o
acionador, por meio de manobra apropriada;
NR-12
Dispositivos de parada de emergência.
12. 61. Quando usados acionadores do tipo cabo, deve-se:
a) utilizar chaves de parada de emergência que
trabalhem tracionadas, de modo a cessarem
automaticamente as funções perigosas da máquina em
caso de ruptura ou afrouxamento dos cabos;
b) considerar o deslocamento e a força aplicada nos
acionadores, necessários para a atuação das chaves de
parada de emergência; e
c) obedecer à distância máxima entre as chaves de parada
de emergência recomendada pelo fabricante.
NR-12
Dispositivos de parada de emergência.
12.63. A parada de emergência deve exigir
rearme, ou reset manual,
manual a ser realizado
somente após a correção do evento que motivou
o acionamento da parada de emergência.
NR-12
Meios de acesso permanentes.
12.64. As máquinas e equipamentos devem possuir
acessos permanentemente fixados e seguros a
todos os seus pontos de operação, abastecimento,
inserção de matérias-primas e retirada de produtos
trabalhados, preparação, manutenção e
intervenção constante.
12.64.1. Consideram-se meios de acesso elevadores,
rampas, passarelas, plataformas ou escadas de
degraus.
NR-12
Meios de acesso permanentes.
12.65. O emprego dos meios de acesso deve considerar o
ângulo de lance conforme Figura 1 do Anexo III.
12.66. Os locais ou postos de trabalho acima do nível do
solo em que haja acesso de trabalhadores, para
comando ou quaisquer outras intervenções habituais nas
máquinas e equipamentos, como operação,
abastecimento, manutenção, preparação e inspeção,
devem possuir plataformas de trabalho estáveis e
seguras.
NR-12
Componentes pressurizados.
12.77. Devem ser adotadas medidas adicionais de
proteção das mangueiras, tubulações e demais
componentes pressurizados sujeitos a eventuais
impactos mecânicos e outros agentes agressivos, quando
houver risco.
12.78. As mangueiras, tubulações e demais componentes
pressurizados devem ser localizados ou protegidos de
tal forma que uma situação de ruptura destes
componentes e vazamentos de fluidos, não possa
ocasionar acidentes de trabalho.
NR-12
Componentes pressurizados.
12.79. As mangueiras utilizadas nos sistemas pressurizados
devem possuir especificada pelo fabricante indicação da
pressão máxima de trabalho admissível.

12.80. Os sistemas pressurizados das máquinas devem


possuir meios ou dispositivos destinados a garantir
que:
a) a pressão máxima de trabalho admissível nos circuitos
não possa ser excedida;
b) quedas de pressão progressivas ou bruscas e perdas de
vácuo não possam gerar perigo.
NR-12
Aspectos ergonômicos.
12.96. As Máquinas e equipamentos devem ser projetados,
construídos e operados levando em consideração a
necessidade de adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas dos trabalhadores e à
natureza dos trabalhos a executar, oferecendo
condições de conforto e segurança no trabalho,
observado o disposto na NR 17.
12.104. O ritmo de trabalho e a velocidade das máquinas
e equipamentos devem ser compatíveis com a
capacidade física dos operadores, de modo a evitar
agravos à saúde.
NR-12
Riscos adicionais.
12.106. Para fins de aplicação desta Norma, devem ser
considerados os seguintes riscos adicionais:
a) substâncias perigosas quaisquer, sejam agentes
biológicos ou agentes químicos em estado sólido, líquido
ou gasoso, que apresentem riscos à saúde ou
integridade física dos trabalhadores por meio de
inalação, ingestão ou contato com a pele, olhos ou
mucosas;
b) radiações ionizantes geradas pelas máquinas e
equipamentos ou provenientes de substâncias radiativas
por eles utilizadas, processadas ou produzidas;
c) radiações não ionizantes com potencial de causar danos
à saúde ou integridade física dos trabalhadores;
NR-12
Riscos adicionais.
12.106. (Riscos adicionais- Cont.):
d) vibrações;
e) ruído;
f) calor;
g) combustíveis, inflamáveis, explosivos e substâncias que
reagem perigosamente; e
h) superfícies aquecidas acessíveis que apresentem risco
de queimaduras causadas pelo contato com a pele.
NR-12
Riscos adicionais.
12.107. Devem ser adotadas medidas de controle dos
riscos adicionais provenientes da emissão ou liberação
de agentes químicos, físicos e biológicos pelas
máquinas e equipamentos, com prioridade à sua
eliminação, redução de sua emissão ou liberação e
redução da exposição dos trabalhadores, nessa ordem.
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.111. As máquinas e equipamentos devem ser submetidos à
manutenção preventiva e corretiva, na forma e
periodicidade determinada pelo fabricante, conforme as
normas técnicas oficiais nacionais vigentes e, na falta destas,
as normas técnicas internacionais.

12.112.1. O registro das manutenções deve ficar disponível aos


trabalhadores envolvidos na operação, manutenção e
reparos, bem como à Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes - CIPA, ao Serviço de Segurança e Medicina do
Trabalho - SESMT e à fiscalização do Ministério do Trabalho e
Emprego.
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.112. As manutenções preventivas e corretivas devem
ser registradas em livro próprio, ficha ou sistema
informatizado,
informatizado com os seguintes dados:
a) cronograma de manutenção;
b) intervenções realizadas;
c) data da realização de cada intervenção;
d) serviço realizado;
e) peças reparadas ou substituídas;
f) condições de segurança do equipamento;
g) indicação conclusiva quanto às condições de segurança
da máquina; e
h) nome do responsável pela execução das intervenções.
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.113. A manutenção, inspeção, reparos, limpeza, ajuste e outras
intervenções que se fizerem necessárias devem ser executadas por
profissionais capacitados, qualificados ou legalmente habilitados,
formalmente autorizados pelo empregador, com as máquinas e
equipamentos parados e adoção dos seguintes procedimentos:
procedimentos
a) isolamento e descarga de todas as fontes de energia das máquinas
e equipamentos, de modo visível ou facilmente identificável por
meio dos dispositivos de comando;
b) bloqueio mecânico e elétrico na posição “desligado” ou “fechado”
de todos os dispositivos de corte de fontes de energia,
energia a fim de
impedir a reenergização, e sinalização com cartão ou etiqueta de
bloqueio contendo o horário e a data do bloqueio, o motivo da
manutenção e o nome do responsável;
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.113. (Manutenção ... com as máquinas e equipamentos parados e
adoção dos seguintes procedimentos – Cont.):
c) medidas que garantam que à jusante dos pontos de corte de
energia não exista possibilidade de gerar risco de acidentes;
acidentes
d) medidas adicionais de segurança, quando for realizada
manutenção, inspeção e reparos de equipamentos ou máquinas
sustentados somente por sistemas hidráulicos e pneumáticos; e
e) sistemas de retenção com trava mecânica,
mecânica para evitar o
movimento de retorno acidental de partes basculadas ou
articuladas abertas das máquinas e equipamentos.
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.113.1. Para situações especiais de regulagem, ajuste, limpeza,
pesquisa de defeitos e inconformidades, em que não seja possível
o cumprimento das condições estabelecidas no item 12.113, e em
outras situações que impliquem a redução do nível de segurança
das máquinas e equipamentos e houver necessidade de acesso às
zonas de perigo, deve ser possível selecionar um modo de operação
que:
a) torne inoperante o modo de comando automático;
b) permita a realização dos serviços com o uso de dispositivo de
acionamento de ação continuada associado à redução da
velocidade,
velocidade ou dispositivos de comando por movimento limitado;
c) impeça a mudança por trabalhadores não autorizados;
autorizados
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.113.1. (Para situações especiais de regulagem, ajuste, limpeza,
pesquisa de defeitos e inconformidades, em que não seja possível o
cumprimento das condições estabelecidas no item 12.113 ... deve
ser possível selecionar um modo de operação que – Cont.):
d) a seleção corresponda a um único modo de comando ou de
funcionamento;
funcionamento
e) quando selecionado, tenha prioridade sobre todos os outros
sistemas de comando,
comando com exceção da parada de emergência;
emergência e
f) torne a seleção visível, clara e facilmente identificável.
identificável
NR-12
Manutenção, inspeção, preparação, ajustes e reparos.
12.115. Nas manutenções das máquinas e equipamentos,
sempre que detectado qualquer defeito em peça ou
componente que comprometa a segurança, deve ser
providenciada sua reparação ou substituição imediata
por outra peça ou componente original ou equivalente,
de modo a garantir as mesmas características e
condições seguras de uso.
NR-12
Sinalização.

12.116. As máquinas e equipamentos, bem como as instalações em


que se encontram, devem possuir sinalização de segurança para
advertir os trabalhadores e terceiros sobre os riscos a que estão
expostos, as instruções de operação e manutenção e outras
informações necessárias para garantir a integridade física e a saúde
dos trabalhadores.

12.116.1. A sinalização de segurança compreende a utilização de


cores, símbolos, inscrições, sinais luminosos ou sonoros, entre
outras formas de comunicação de mesma eficácia.
Sinalização.

SINALIZAÇÃO NÃO É UMA PROTEÇÃO EFETIVA


CONTRA UM RISCO MAS SOMENTE UMA
ADVERTÊNCIA (UM ALERTA, UM AVISO, UMA
INFORMAÇÃO) DA EXISTÊNCIA DE UM RISCO.
NR-12
Sinalização.
12.117. A sinalização de segurança deve:
a) ficar destacada na máquina ou equipamento;
b) ficar em localização claramente visível; e
c) ser de fácil compreensão.
12.118. Os símbolos, inscrições e sinais luminosos e sonoros devem
seguir os padrões estabelecidos pelas normas técnicas nacionais
vigentes e, na falta dessas, pelas normas técnicas internacionais.
12.119. As inscrições das máquinas e equipamentos devem:
a) ser escritas na língua portuguesa - Brasil; e
b) ser legíveis.
NR-12
Sinalização.
12.123. As máquinas e equipamentos fabricados a partir
da vigência desta Norma devem possuir em local visível
as informações indeléveis, contendo no mínimo:
a) razão social, CNPJ e endereço do fabricante ou
importador;
b) informação sobre tipo, modelo e capacidade;
c) número de série ou identificação, e ano de fabricação;
d) número de registro do fabricante ou importador no
CREA; e
e) peso da máquina ou equipamento.
NR-12
Manuais.
12.125. As máquinas e equipamentos devem possuir manual de
instruções fornecido pelo fabricante ou importador, com
informações relativas à segurança em todas as fases de utilização.
utilização
12.127. Os manuais devem:
a) ser escritos na língua portuguesa - Brasil, com caracteres de tipo e
tamanho que possibilitem a melhor legibilidade possível,
acompanhado das ilustrações explicativas;
b) ser objetivos, claros, sem ambiguidades e em linguagem de fácil
compreensão;
c) ter sinais ou avisos referentes à segurança realçados; e
d) permanecer disponíveis a todos os usuários nos locais de trabalho.
NR-12
Manuais.
12.128. Os manuais das máquinas e equipamentos fabricados ou
importados a partir da vigência desta Norma devem
conter, no mínimo, as seguintes informações:
a) razão social, CNPJ e endereço do fabricante ou importador;
b) tipo, modelo e capacidade;
c) número de série ou número de identificação e ano de fabricação;
d) normas observadas para o projeto e construção da máquina ou
equipamento;
e) descrição detalhada da máquina ou equipamento e seus acessórios;
f) diagramas, inclusive circuitos elétricos, em especial a
representação esquemática das funções de segurança;
segurança
g) definição da utilização prevista para a máquina ou equipamento;
h) riscos a que estão expostos os usuários, com as respectivas
avaliações quantitativas de emissões geradas pela
máquina ou equipamento em sua capacidade máxima de utilização;
NR-12
Manuais.
12.128. (Os manuais das máquinas e equipamentos ... devem
conter ... as seguintes informações – Cont.):
i) definição das medidas de segurança existentes e daquelas a serem
adotadas pelos usuários;
usuários
j) especificações e limitações técnicas para a sua utilização com
segurança;
k) riscos que podem resultar de adulteração ou supressão de
proteções e dispositivos de segurança;
segurança
l) riscos que podem resultar de utilizações diferentes daquelas
previstas no projeto;
projeto
m) procedimentos para utilização da máquina ou equipamento com
segurança;
segurança
n) procedimentos e periodicidade para inspeções e manutenção;
o) procedimentos a serem adotados em situações de emergência;
emergência
p) indicação da vida útil da máquina ou equipamento e dos
componentes relacionados com a segurança.
NR-12
Capacitação.
12.135. A operação, manutenção, inspeção e demais
intervenções em máquinas e equipamentos devem ser
realizadas por trabalhadores habilitados, qualificados,
capacitados ou autorizados para este fim.
12.137. Os operadores de máquinas e equipamentos
devem ser maiores de dezoito anos, salvo na condição
de aprendiz, nos termos da legislação vigente.
NR-12
Capacitação.
12.138. A capacitação deve:
a) ocorrer antes que o trabalhador assuma a sua função;
função
b) ser realizada pelo empregador, sem ônus para o trabalhador;
trabalhador
c) ter carga horária mínima que garanta aos trabalhadores executarem
suas atividades com segurança, sendo distribuída em no máximo
oito horas diárias e realizada durante o horário normal de
trabalho;
d) ter conteúdo programático conforme o estabelecido no Anexo II
desta Norma; e
e) ser ministrada por trabalhadores ou profissionais qualificados para
este fim, com supervisão de profissional legalmente habilitado que
se responsabilizará pela adequação do conteúdo, forma, carga
horária, qualificação dos instrutores e avaliação dos capacitados.
13 - SECADORES

Os secadores devem possuir revestimentos


com material refratário e anteparos
adequados de forma a não gerar riscos à
segurança e saúde dos trabalhadores. O
processo de secagem é utilizado para
reduzir o teor de umidade de produtos
agrícolas. Para as condições brasileiras, o
teor de umidade ideal para a armazenagem
de grãos e sementes é de 13%. Este valor
inviabiliza o desenvolvimento de fungos e
bactérias.

Modalidades de secagem:

Secagem natural: radiação solar (café, cacau, milho e feijão – pequenos


agricultores);

Secagem artificial: uso de secadores. Em baixas temperaturas (ar natural ou


levemente aquecido), em altas temperaturas (provocados por fluxos de
aquecimentos artificiais)
Secador de Grãos
Secadores artificiais:

Sistemas de aquecimento do ar: fornalhas à lenha ou queimadores de gás.


Sistema de movimentação do ar: ventiladores.
Sistema de movimentação dos grãos: elevadores de caçamba, transportadores
helicoidais.

Secagem a baixa temperatura


Características:
Fundo perfurado;
Capacidade estática máxima de 300 t ou 5.000 sacas;
Altura de cilindro máxima de 6 metros.

A secagem pode durar de 15 a 30 dias. O ar é aquecido em, no máximo, 10 graus


acima da temp. ambiente. Usada principalmente na secagem de arroz.

Tipos de secagem à alta temperatura:

Secadores de Leito fixo: a carga de grãos permanece estática durante a


secagem; revolvimento dos grãos a cada 3 horas; tempo de secagem estimado em
5 horas; secagem de milho em espigas, café em ramas, café e arroz.

Secador de leito fixo


Secadores de fluxos cruzados: os fluxos de grão e ar de secagem cruzam sob
um ângulo de 90 graus na câmara de secagem. É o mais difundido mundialmente.
Secador de fluxos mistos ou Secador do tipo Cascata: modelo mais utilizado no
Brasil. Capacidade horária de secagem de 15 a 250 t/horas. Estruturalmente esses
secadores possuem uma torre central montada pela superposição vertical de caixas
dutos. Uma caixa dutos é formada por dutos montados em uma fileira horizontal.
Temperatura do ar entre 80 e 100 graus.
14 - SILOS
Tipos de silos

Silos horizontais: são grandes depósitos horizontais cobertos de formato cônico.


O depósito de material é realizado ao longo do cume da cobertura e os grãos são
acumulados em forma de pirâmide. A descarga do silo é feita por um sistema de
transportadores situados ao nível do piso.

Silos Cúpula

Nos caminhões graneleiros abertos deve ser proibido que os trabalhadores


subam sobre a carga em descarregamento.
Silos semi-esféricos: são grandes depósitos horizontais cobertos no formato de
calota. O piso e a parte da construção lateral situa-se abaixo do nível do solo para
aproveitar o talude como reforço. Proporciona uma capacidade de estocagem de
45000 toneladas de soja.

Silos Horizontais
“Graneleiros
Silos verticais: são silos cilíndricos, construídos em concreto ou em chapas de
aço. A área ocupada é relativamente pequena porque as dimensões de altura são
muitas vezes maiores que as de seu diâmetro. Possuem capacidade de armazenar
de 4 a 6 mil toneladas de grãos. São recomendados para grãos de soja que
escoam facilmente e sementes de algodão ou amendoim são adequadamente
estocadas em silos verticais. 
Terça-feira, Maio 19, 2009 Trabalhador morre soterrado em silo de cereal

O trabalhador G.C.V.S. 21 anos, morreu asfixiado em um silo de cevada da


fábrica da Cervejaria Schincariol, localizada na Guabiraba, na Zona Norte do
Recife, Pernambuco, na tarde de sábado, 01 de outubro de 2005. George, que
trabalhava há apenas um mês na fábrica, estava fazendo uma limpeza no silo de
50 m de altura, quando foi coberto pelos grãos.

Resgate
A brigada de incêndio da fábrica tentou retirar o trabalhador, mas não conseguiu
resgatar o corpo. O Corpo de Bombeiros chegou à fábrica da Schincariol por volta
das 14h30. O trabalhador George estava preso no silo, apenas com a cabeça para
fora da cevada.

“A equipe da fábrica chegou afastar um pouco os grãos, mas não conseguiu salvar
o rapaz. Ele já estava morto quando chegamos. Tentamos retirá-lo pela janela
lateral do silo, mas foi impossível, porque muito material continuava caindo das
paredes”, relatou o tenente Márcio Tenório. Márcio Tenório explicou que foi preciso
subir até o topo do silo, que tem aproximadamente 50 metros de altura, e descer
amarrado a um cabo de aço para desenterrar o trabalhador. “Passei cerca de três
horas para conseguir liberar a vítima. O cabo de aço levantou o corpo cerca de dez
metros e o restante da equipe conseguiu puxar-nos pela janela de comunicação
entre os silos”, concluiu o oficial.
Morte

De acordo com o perito do Instituto de Medicina Legal (IML), Alcides Buarque, que
realizou a perícia do corpo, o rapaz morreu por asfixia mecânica (quando algo
provoca o sufocamento da pessoa).

O silo onde aconteceu o


acidente foi interditado e foi
feita uma extensa notificação
à empresa.

Os auditores também
começaram a levantar os
primeiros dados como, por
exemplo, em relação à
atuação da Comissão
Interna de Prevenção de
Acidentes (Cipa), ao ponto
de vista físico do local e à
realização de treinamento
dos funcionários.
Como ocorreu o acidente

1-Por volta das 14 h, o trabalhador entrou no silo 2 de cevada para fazer varrição na
instalação

2-A cevada acumulada nas paredes do silo caiu de repente e soterrou-o. A brigada
de incêndio da fábrica tentou retirá-lo por uma janela entre os silos, mas ele ficou
preso.

3-Um bombeiro precisou descer amarrado a um cabo de aço pelo topo do silo para
alcançar a vítima. Depois de 3 horas de trabalho, o bombeiro conseguiu desenterrá-
lo e já estava morto e içar o corpo.

SOTERRAMENTO EM SEMENTES
Definição de Espaços Confinados

É qualquer área não projetada para ocupação contínua, à qual tem meios limitados
de entrada e saída, e na qual a ventilação existente é insuficiente para remover
contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que podem
existir ou se desenvolverem.

Os problemas dos Espaços Confinados

■ Baixa ocorrência;
■ Acidentes Fatais;
■ Quase sempre fatais;
■ Diversidade de riscos envolvidos;
Os acidentes fatais ou não fatais envolvendo ambientes confinados revelaram
dados alarmantes:

■ Em 100% dos casos o ambiente não foi analisado;


■ Em 95% dos casos não havia um plano de resgate;
■ Em 85% dos casos não havia programa de treinamento para a entrada em
espaços confinados (permissão de acesso);
■ Em 65% dos casos os executantes não sabiam sequer de que se tratava de um
espaço confinado;
■ Em 60% dos casos fatais, ocorreram mais de uma morte vitimando pessoas que
tentavam resgatar colegas;

Há quatro principais riscos em espaços confinados;

■ Deficiência/enriquecimento de oxigênio
■ Incêndio ou explosão
■ Toxicidade e
■ Afogamento em líquidos ou partículas sólidas em suspensão (poeiras)
SILOS ARMAZENADORES
FORNALHA
TRANSPORTADORES
CORREIAS TRANPORTADORAS
ESPALHADORES GRÃOS
VENTILADORES
AERAÇÃO
ROSCAS VARREDORAS
ROSCA TRANSPORTADORA
Captação pó

Ciclofiltro
Silos para Ração
Esteiras
UNIDADE DE ARMAZENAGEM E SECAGEM
É obrigatória a prevenção dos riscos de
explosões, incêndios, acidentes
mecânicos, asfixia e dos decorrentes
da exposição a agentes químicos,
físicos e biológicos em todas as fases
da operação do silo. Não deve ser
permitida a entrada de trabalhadores no
silo durante a sua operação, se não
houver meios seguros de saída ou
resgate. Nos silos hermeticamente
fechados, só será permitida a entrada
de trabalhadores após renovação do ar
ou com proteção respiratória adequada.

Antes da entrada de trabalhadores na fase de abertura dos silos deve ser medida
a concentração de oxigênio e o limite de explosividade relacionado ao tipo de
material estocado.

Os trabalhos em silos devem ser realizados com no mínimo dois trabalhadores,


devendo um deles permanecer no exterior e, com a utilização de cinto de
segurança e cabo vida. (Trabalhos em Espaços Confinados)
Sistema de revolvimento de grãos
Máquinas agrícolas, via de regra, são equipamentos de alta periculosidade
potencial, em parte pela escassa formação em segurança por parte dos
fabricantes.
Onde?
– Falta de proteção e defletores em árvores, correias, engrenagens, rodas
dentadas.
– Corrimãos, estribos e degraus mal dimensionados.
– Apoios e engates deficientes.
– Plataformas altas e derrapantes

Origem dos riscos:

Comuns a qualquer máquina


Órgãos em movimento
Vibrações
Característica de terreno
Tipo de trabalho
Tipo de máquina, mecânica do chassi
Incompetência, imprudência
Manutenção deficiente
As pessoas jovens, sem experiência e as pessoas mais
velhas, com a capacidade física diminuída pela idade, tem
maior risco de acidentes.
Origem dos riscos:

• Aprisionamento
• Perigos mecânicos (projeção de partes, instabilidade)
• Eletricidade estática
• Erros de montagem
• Variação de temperatura
• Incêndios
• Explosões
• Ruído excessivo
• Vibrações de alta e baixa freqüência
• Radiações
• Pó, gases, etc

Atitude de risco

• Fabricante não coloca meios de proteção, para diminuir o preço final.


• Usuário os retira, para facilitar o trabalho de manutenção.
• Usuário não o repõe quando este se desgasta, porque não influi no
rendimento
Atitude de risco

• Fabricante não coloca meios de proteção, para diminuir o preço final.


• Usuário os retira, para facilitar o trabalho de manutenção.
• Usuário não o repõe quando este se desgasta, porque não influi no
rendimento
Características do trabalho agrícola

Que o diferenciam do trabalho industrial:


• Irregularidade do trabalho,
• Variabilidade de funções,
• Pressa na execução de trabalhos,
• Manutenção deficiente,
• Exposição ao clima
• Trabalho sem supervisão
Acidentes no setor agrícola

• 30 a 40% dos acidentes no setor agrícola, envolvem máquinas.


• 50% destes envolvem o trator
• 50% dos capotamentos incide em morte do operador.
• Risco de morte é dez vezes maior no acidente com trator que no total
dos acidentes contabilizados.
• 3 de cada 100 trabalhadores agrícolas terão como mínimo um acidente
por ano. 

PENSE NISSO, TRABALHE COM SEGURANÇA E PRESEWRVE SUA


INTEGRIDADE FÍSICA!!!

OBRIGADO!!!
FIM DA APRESENTAÇÃO

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