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SEGURANÇA EM ELETRICIDADE

PROTEÇÃO CONTRA CHOQUE


ELÉTRICO EM BAIXA TENSÃO
Introdução
Regra fundamental da proteção contra choques
 Será adotado como regra fundamental da
proteção contra choque, tanto para
produtos quanto para instalações, que:

 as partes vivas perigosas não devem ser


acessíveis;

 as partes condutivas acessíveis (massas) não


devem oferecer perigo, tanto em condições
normais, quanto em condições de falha que as
tornem acidentalmente vivas;

 quando trabalhadores devem trabalhar em


circuitos ou expostos a condutores elétricos
próximos, estes devem ser desenergizados.
Introdução
Regra fundamental da proteção contra choques
 Nota:

 o termo acessibilidade tem um tratamento


diferenciado, isto é, pelas normas dependerá se
o usuário do produto ou instalação é uma
pessoa comum ou uma pessoa tecnicamente
esclarecida.

 Conclusão:

 de acordo com a regra fundamental a proteção


contra choques elétricos deve ser garantida
através de duas disposições protetoras, ou duas
linhas de defesa, a saber:
Introdução
Regra fundamental da proteção contra choques
 Uma proteção básica:
 assegura a proteção contra choques elétricos
em condições normais, mas que é suscetível de
falhar, devendo essa possibilidade de falha ser
levada em conta.
 Uma proteção supletiva:
 assegura a proteção contra choques elétricos
em caso de falha da proteção básica. Pode ser
implementada:
― no equipamento ou componente;
― na instalação; ou
― parte no equipamento, parte na instalação.
Introdução
Classes de proteção contra choques elétricos

Do ponto de vista da proteção contra choques


elétricos, a normalização prevê quatro
classes e equipamentos ou instalações:
classe 0 (zero) , classe I, classe II e classe
III:

 classe 0 – as partes acessíveis estão separadas


das partes sob tensão (energizadas) apenas pelo
isolamento funcional, e não dispõe dispositivo
para unir as massas a um condutor de proteção;
Introdução
Classes de proteção contra choques elétricos
 classe I - dispõe de isolamento funcional e no caso de
aparelho elétrico receptor possui dispositivo para unir as
massas a um condutor de proteção;

 classe II – as partes acessíveis estão separadas das


partes sob tensão por um isolamento reforçado ou por
duplo isolamento e, não dispões de dispositivo para unir
as massas a um condutor de proteção;

 classe III – previsto para ser alimentado em todos os


seus circuito por extrabaixa tensão de segurança.
Tabela I - Combinações mais comuns visando a proteção contra choques
elétricos

Classes Proteção básica Proteção supletiva

Classe 0 Isolação básica Ambientes (locais não-condutores)

Separação elétrica (um único equipamento


alimentado)
Classe I Isolação básica Equipotencialização Seccionamento
de proteção automático da
alimentação.

Classe II Isolação básica Isolação suplementar


Isolação reforçada ou disposições construtivas equivalentes

Classe III Limitação da tensão Separação de proteção de outros circuitos e


separação básica da terra.
Aplicação dos conceitos
O que significa uma proteção de classes I?
 É uma proteção contra choque elétrico que pressupõe
equipamentos, componentes e/ou instalações providos
de:

 proteção básica garantida pela isolação básica entre partes


vivas e partes condutivas acessíveis;

 proteção supletiva (ou proteção em caso de falta) garantida


pela equipotencialização de proteção, tanto no plano do
equipamento quanto no plano da instalação, associada ao
seccionamento automático da alimentação.
Aplicação dos conceitos
O que significa uma proteção de classes 0?
 É uma proteção contra choque elétrico que pressupõe
equipamentos, componentes e/ou instalações providos
de:

 proteção básica garantida pela isolação básica entre partes


vivas e partes condutivas acessíveis;

 proteção supletiva (ou proteção em caso de falta) garantida


pela exigência de que o piso e as paredes do local onde serão
instalados os equipamentos e/ou componentes classe 0 sejam
isolantes.
Aplicação dos conceitos
O que significa uma proteção de classes III?
 É uma proteção contra choque elétrico que pressupõe
equipamentos, componentes e/ou instalações providos
de:

 proteção básica garantida pela limitação da tensão do circuito


SELV (extrabaixa tensão de segurança);

 proteção supletiva (ou proteção em caso de falta) garantida


pela exigência de separação de proteção entre o circuito
SELV e outros circuitos e por separação básica entre o circuito
SELV e a terra.
Tipos de proteção
Proteção contra contatos diretos e indiretos
 Este tipo de proteção pode ser conseguida pela utilização
de extrabaixa tensão de segurança (EBTS ou SELV).
 Este procedimento baseia-se na limitação da intensidade
máxima de corrente que circula através do corpo ainda que a
situação seja a mais desfavorável.
 A redução da tensão atua de forma redundante sobre a
intensidade, já que aumenta a impedância do corpo.
 A tensões usadas são de 24 V em valor eficaz nos locais ou
superfícies úmidas e 50 V em C.A. ou 75 V em C.C., em locais
ou terrenos secos.
 E este método tem sido amplamente utilizado, por exemplo em
trabalhos de produção e manutenção de alto risco elétrico.
Tipos de proteção
Proteção contra contatos diretos
 Este tipo de proteção pode ser conseguido
empregando-se os procedimentos descritos a
seguir de forma isolada ou simultânea
conforme for o caso.
a) Isolamento das partes vivas.
 Isolamento básico.

 Isolamento suplementar ou de

proteção.
 Duplo isolamento.

 Isolamento reforçado.

 Os aparelhos elétricos em função do seu isolamento e outras medidas de segurança


contra contatos indiretos, são classificados em: classe 0, I, II e III .
Tipos de proteção
Proteção contra contatos diretos

b) Por meio de barreiras ou


invólucros.
 As barreiras ou invólucros
tem por objetivo evitar
qualquer contato com as
partes vivas da instalação.

c) Por meio de obstáculos.


 Tem por objetivo evitar os contatos diretos do indivíduo com as partes
vivas da instalação que possam ocorrer involuntariamente nas direções
habituais.
 Os obstáculos são fixados de modo que não possam ser retirados
involuntariamente.
Tipos de proteção
Proteção contra contatos diretos

c) Por colocação fora de alcance


por afastamento.
 Tem como objetivo evitar
unicamente os contatos que
possam ocorrer de forma
fortuita.

 São consideradas duas partes simultaneamente acessíveis quando as


mesmas podem ser tocadas simultaneamente por uma pessoa. Para efeito
de avaliação, geralmente se considera esta distância como inferior a 2,5 m.
No caso de manipulação de objetos maiores, a distância anterior deverá ser
aumentada em função das dimensões do objeto.
Tipos de proteção
Proteção contra contatos indiretos
Para a realização de uma proteção adequada contra os contatos
indiretos devem ser observadas as seguintes condições: tensão
elétrica, natureza dos locais e superfícies, massas, elementos
condutores, extensão e importância da instalação.

A NBR 5410 estabelece os seguintes parâmetros norteadores:


 para tensões de até 25 V em CA ou 60 VCC em relação a terra em locais ou
superfícies úmidas ou condutoras não é necessário proteção.

 para tensões de até 50 V ou 120 VCC em relação a terra em locais ou


superfícies secas e não condutoras não é necessário proteção.

 para tensões superiores a 50 V já é necessário estabelecer proteção.


Tipos de proteção
Proteção contra contatos indiretos
 As medidas de proteção contra contatos indiretos podem
ser agrupadas em duas classes:

 classe A - são medidas nas quais tratam-se de se suprimir os


riscos mesmo fazendo com que os contatos não sejam perigosos
ou que haja impedimento de contatos simultâneos entre massas
e elementos condutores quando possa haver uma tensão
perigosa.

 Emprego de extrabaixa tensão de segurança.

 Separação entre as partes vivas e as massas acessíveis por


meio isolamentos de proteção.
Tipos de proteção
Proteção contra contatos indiretos

• Inacessibilidade simultânea de elementos


condutores e massas (locais e superfícies não
condutoras).

• Recobrimento de massas com isolamento de


proteção.

• Separação de circuitos.

• Conexões equipotenciais.
Proteção contra contatos indiretos
Proteção classe A

 Separação de circuitos

 Neste caso o circuito deve


ser alimentado por um
transformador de
isolamento de segurança
ou fonte com grau de
segurança equivalente.

 A tensão e a potência
estão limitadas.
Proteção contra contatos indiretos
Proteção classe A
 Ligações equipotenciais

 consiste na conexão elétrica de todos as partes condutirvas


acessíveis simultaneamente, como por exemplo: tubos,
armaduras, massas, etc.

 No caso de uma falha de isolamento todos os elementos


condutores estarão ao mesmo potencial, e o acesso simultâneo
a dois deles não apresentará perigo algum.

 Geralmente nestes casos se produz um curtocircuito a terra e


atua a proteção do sistema elétrico.
Proteção contra contatos indiretos
Proteção classe B
 Baseia-se na atuação de um dispositivo de corte
automático que desligue a instalação defeituosa quando
circular correntes perigosas através de pessoas ou
animais.
 Necessitam da coordenação entre o sistema de aterramento
adotado e as características do dispositivo utilizado.
 As medidas mais comuns são as seguintes:
a. aterramento das massas e dispositivos de interrupção.
b. aterramento do neutro e das massas e dispositivos de
interrupção por intensidade de defeito.
Proteção contra contatos indiretos
Proteção classe B
F1

 Geralmente as indústrias F2

F
3
utilizam o sistema “c”, isto é, N

aterramento do neutro e das


massas com dispositivos de
seccionamento automático. Aterrame nto
Ma ssa

da
fonte

 De acordo com a NBR 5410, este sistema é de classe I: isolação


básica + equipotencialização de proteção + seccionamento
automático da alimentação.

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