ARTICULADOS SUPERVENIENTES

ARTIGOS IMPORTANTES: art. IMPORTANTES: 506º e art. 507º; art. 663º n.º1 conjugado com o art. 273º; art. 504º; art. 505º conjugado com o art. 490º n.º 2; art. 508º n.º 4 conjugado com o art. 489º

os factos supervenientes só poderão ser alegados em novo articulado. Para que os factos supervenientes sejam atendíveis é necessário que eles sejam capazes de: . pela parte a quem aproveitem.. até ao encerramento da discussão ± n.1 A lei permite que qualquer das partes se sirva de articulado superveniente para alegarem factos que.´ ± art. . no articulado a apresentar a seguir. 506º. A diferença entre articulado posterior e articulado novo reside no seguinte: se além dos articulados normais (petição inicial e contestação) a acção admitir os chamados articulados eventuais (réplica e tréplica). Mas pode acontecer que ocorram factos que apenas chegam ao conhecimento das partes já depois da entrega do último articulado ± factos supervenientes. modificativos ou extintivos do direito que forem supervenientes..influenciar a constituição. modificação ou extinção do direito invocado na acção ± ³Os factos constitutivos.º1 do art.FACTOS SUPERVENIENTES Os factos com interesse para uma boa decisão da causa devem ser apresentados na fase dos articulados (petição inicial e contestação). não foram invocados nos articulados normalmente admitidos (articulados normais ± petição e contestação) e podem ser deduzidos em articulado posterior ou em novo articulado. se o processo não admitir os articulados eventuais. 506º n. os factos que não puderam ser alegados no articulado normal poderão sê-lo no sêarticulado posterior. justamente por serem supervenientes. isto é.

506 n. nomeadamente características culturais dos requerentes. mas a parte a quem aproveitem apenas tomou conhecimento dos mesmos no decurso da acção. 506º n.º 2 (superveniência ± 1ª parte. Por outro lado na superveniência subjectiva para efeitos de admissibilidade do articulado superveniente. O art. ou seja depois do prazo (superveniência subjectiva) ± art. Por isso a lei impõe que seja produzida prova da Superveniência ± art. 506º n. ou que haja factos que apenas ocorram posteriormente ao termo do prazo da apresentação do articulado da parte (superveniência objectiva) ± art. há que atender às condições concretas do caso. 506º n.º 4 estabelece que o articulado superveniente deve ser fine. . parte.Superveniência dos Factos Para ser deduzido articulado superveniente é necessário que: quando os factos tenham ocorrido dentro do prazo da apresentação do articulado. tendo em vista definir se o conhecimento tardio dos factos deve ser ou não censurável. após a fase dos articulados. A Superveniência Objectiva é facilmente determinável pela referencia ao momento em que ocorreu.º 2 in fine. Logo a superveniência subjectiva pressupõe o desconhecimento não culposo do facto. Pois se o facto teve lugar posteriormente ao termo do prazo de apresentação do articulado em que devia ser invocado é obvio que terá de ser considerado superveniente.º 2 ± 2ª parte. rejeitado quando por culpa da parte ele for apresentado fora de tempo. isto é quando a parte não tenha tido conhecimento atempado do facto por culpa própria. A aferição da Superveniência Subjectiva é muito mais complexa porque importa verificar em que condições se pode dar relevância ao desconhecimento do facto pela parte.

Existe culpa da parte quando: tendo tido conhecimento do facto. Quanto ao grau de culpa é entendível que só quando existir desconhecimento atempado do facto assente em negligencia grave é que se deve obstar à sua alegação em articulado superveniente. quando não tenha oportunamente tomado conhecimento do facto devido a uma atitude negligente. Mas não podemos confundir Articulado Superveniente com Ampliação da Causa de Pedir: Articulado Superveniente: Aqui há factos novos. ou Superveniente: factos de que a parte só teve conhecimento posteriormente à fase da apresentação dos articulados normais. e também. não o alegou no articulado normal que teve de apresentar. 273º . Ampliação da Causa de Pedir: Há novos factos que se aditam à causa de pedir (na réplica) ± art.

506º n. 506º. pode ter um de dois sentidos: admissão ou rejeição o juiz ordenará no respectivo duas despacho que a parte contraria seja notificada para responder no prazo de 10 dias.1ª parte). for apresentado fora do tempo.º 4 . O despacho.Despacho Liminar Apresentado o articulado superveniente o juiz profere despacho liminar sobre a sua admissão (art. são A lei estabelece um prazo causa. quando for manifesto que os factos irrelevantes para a boa decisão da . curto para a resposta ao Articulado superveniente com o propósito de evitar que a apresentação deste constitua motivo para atrasar muito o processo o articulado poderá ser rejeitado em circunstancias: quando por culpa da parte.º 4 . só 506º. de acordo com o n.2º parte do art.

dispondo de 10 dias para o fazer n. não deveria de dar á parte contraria a possibilidade de exercer ou não o principio do contraditório relativamente à superveniência objectiva e subjectiva assim como da sua relevância para a causa´. 506º. 506º. proferir a admissibilidade do articulado superveniente.º 4 in fine do art. O facto é que a parte contraria apenas exerce o seu direito de resposta depois do juiz. . Neste prazo a parte contraria pronuncia-se não só sobre a pronunciatempestividade do articulado como também sobre a relevância dos factos e da sua veracidade.Uma questão que foi suscitada há muito tempo e que mesmo com a última reforma processual não foi resolvida. prendeprende-se com o facto de saber se ³o juiz antes de proferir a decisão de admissão liminar do articulado superveniente. mediante despacho liminar.

b) do n. 506º n.º 3 o novo articulado em que sejam alegados factos supervenientes pode ser apresentado nos seguintes momentos: Na audiência preliminar. Nos 10 dias posteriores à designação da data para a audiência de discussão e julgamento se os factos forem posteriores à audiência preliminar ou esta não se tenha realizado. quanto aos factos que preliminar. se os factos forem supervenientes objectiva ou subjectivamente.º 3 do art.º 1 do art. Os factos supervenientes ocorridos ou conhecidos após a audiência preliminar. b) do n. uma vez que nesse entre tempo podem surgir factos novos. se houver lugar a ela. O prazo começa-se a contar do 3º dia útil posterior à data da começaexpedição. 254º ( sendo que o 3º dia se não for útil.Momento da apresentação do Articulado Superveniente De acordo com o art. podem ser trazidos aos autos antes do inicio dos 10 dias de prazo fixado na al.º 3). Mas nesse caso o despacho liminar (previsto no n. não só nos casos em que a tramitação do processo não a comporta mas também nos casos em que é dispensada pelo juiz. A audiência preliminar não terá lugar. nos termos do n. tenham ocorrido até então ou de que a parte tenha tido conhecimento até ao respectivo encerramento ± Ou seja. Na audiência de julgamento se os factos forem posteriores ou a parte só teve conhecimento em data posterior às datas anteriormente referidas. é na audiência preliminar que são delimitados os termos do litigio e se fixa a matéria de facto relevante para a decisão da causa. Ou seja. nos 10 dias posteriores à marcação da audiência de discussão e julgamento.º4) só deve ser proferido após ter decorrido os 10 dias de prazo (al. passa para o dia útil seguinte e o dia a seguir será o 1º dia do . o articulado superveniente deve ser oferecido nesta.

504º. A lei 504º. . não fixa um prazo peremptório para a sua apresentação. a notificação da parte contraria e a resposta por esta formulada. os factos posteriores ao encerramento da discussão da matéria de facto. De acordo com o estatuído no n. No entanto.Os factos novos ou supervenientes só podem ser articulados até ao encerramento da discussão que tem lugar na 1ª instancia. não podem ser factos essenciais. Assim sendo. sendo esta admissível em função de diversas fases processuais. apresentar as provas e houver inconveniente em que se produza imediatamente a prova em relação à restante matéria de facto. a audiência de discussão e julgamento é interrompida. 506º estabelece como limite para a apresentação o encerramento da discussão. mas também o despacho que sobre eles seja proferido. oralmente quando tais factos só tiverem sido invocados na audiência de discussão e julgamento. No decurso da audiência terão lugar o despacho de admissão. 507º. Ou seja. o articulado superveniente deve ser rejeitado quando não respeite a facto essencial para a decisão do mérito da causa.º 1 do art. Nos termos do n.º 1 do art. a resposta da parte contraria e o despacho que recuse ou ordene o adiamento dos factos controvertidos à base instrutória. Aliás o próprio n.º 2 do art. Se a parte contraria não prescindir do prazo de 10 dias para formular a resposta. pois estes só podem ser introduzidos na causa mediante alegação em articulado superveniente e este tem como limite temporal o encerramento da discussão em 1ª instancia. Neste caso ficam consignados em acta não só os factos alegados. não é aplicável aos articulados supervenientes a prorrogação do prazo para a sua apresentação estabelecida para os outros articulados no art. isso não constitui motivo para o seu adiamento ou suspensão. As testemunhas apresentadas para depor sobre os novos factos terão de ser as partes a apresentáapresentálas. a apresentação dos factos supervenientes é feita 507º. 507º se o articulado superveniente for apresentado na audiência final. A audiência de discussão e julgamento é a última oportunidade para os apresentar.

nos refere a base instrutória. serão incluídos na base instrutória. que o articulado supervenientes que lhe deu origem. embora seja realçado o articulado superveniente. 3) Só não serão admitidos por acordo os factos alegados que: a) estiverem em oposição com a defesa considerada no seu conjunto. aqueles que sejam considerados relevantes para a decisão da causa ± art. em obediência ao Principio da Igualdade. a resposta da parte contraria assume a mesma relevância Igualdade. ficarão a constar da matéria assente. Se já tiver sido elaborada. no pressuposto de que os factos terão sido impugnados pela parte contraria. Se.º 6 em conjugação com o art. caso esta ainda não tenha sido elaborada. 506º. 511º. 505º n. considerar-seacordo. OU seja. 490º n. Contudo. 506º n. b) não tenha sido possível admitir confissão sobre eles. e não serão incluidos na base instrutória. então ser-lheser-lheão aditados os factos sem que haja possibilidade de reclamação contra o seu aditamento.505º que nos remete para o art. c) só possam ser provados por documento escrito. Assim como. nos termos do art. os factos contidos na resposta. que apenas instrutória. Excepção (art.º 2.º 3) (art. Caso contrario assente. 490º n. considerar-se-ão admitidos por acordo. 2. 506º. em regra.506º n.º 6 do art. embora a questão não seja resolvida directamente na lei.º 6. 511º. serão incluídos na base instrutória.Inclusão dos novos factos na base instrutória Se a parte contraria não tomar posição sobre os novos factos alegados. nos termos do n. também devem ser considerados pelo juiz. . de entre os factos alegados só integrarão a base instrutória. os factos forem impugnados. Caso os factos a que respeita o articulado superveniente tenham sido confessados ou admitidos pela parte contraria. pelo contrario. e só serão tidos em conta os factos que interessam à decisão da causa ± art.º 4 in fine e art.

Se a audiência de discussão e julgamento foi adiada o articulado superveniente pode ser oferecido. . 264º). em regra. 661º). então essa realidade não deve ser atendida. (de acordo com o estatuído no art. se não se tratar de nenhum destes casos excepcionais e o juiz acolher na matéria assente. b) até à data em que a audiência venha a ter lugar. 514º) ou em caso de (art. salvo tratando-se de factos tratandonotórios ou de que o tribunal conheça no exercício das suas funções e a provar documentalmente (art. 506º e 507º) quando pretendam ver atendidos quaisquer factos 507º) produzidos após proposta a acção. pois só ela foi coberta pela alegação das partes e legitimada pelo principio do dispositivo (art. (art. 664º 2ª parte. uma nova realidade que teve conhecimento no exercício das suas funções.º 3 al. tornandoarticulado superveniente. 264º). nem submetida ao contraditório. 506º n. 514º) se ter comprovado o uso anormal do processo (art. (art. em sede de audiência de julgamento e não tendo essa realidade sido coberta por qualquer alegação das partes. de acordo com o previsto no art. o juiz. só se pode servir dos factos articulados pelas partes. nos termos do art. 661º). No entanto. tornando-se assim necessário que estas aleguem em parte. Por conseguinte deve ter-se por não escrita a matéria que extravasa a terfactualidade originária.Na verdade.

se o processo a admitir e desde que essa alteração ou ampliação seja consequência da confissão feita pelo réu e aceite pelo autor. atento o disposto no n. Esta alteração à causa de pedir não está sujeita às condições exigidas pelo art. é necessário que a ampliação do pedido referida no n. Através do Articulado Superveniente pode ser invocada uma nova causa de pedir ou uma nova excepção baseada em factos supervenientes. 506º.º 2 do art. Isto é. casos em que não haja acordo a causa de pedir é alterada ou ampliada na réplica. .As provas têm de ser oferecidas com o articulado superveniente e com a resposta. por um lado. 273º deva estar virtualmente contida no pedido inicial. nos 273º. 506º. Por outro lado.º 5 do art. 273º.

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