Criminalística Aplicada

I. CRIMINALÍSTICA 1. Introdução: No início do século XIX, cabia à medicina legal, além dos : exames de integridade física do corpo humano, toda a pesquisa, busca e demonstração de outros elementos relacionados com a materialidade do crime e demais evidências extrínsecas ao corpo humano. humano. - Com o advento de novos conhecimentos e desenvolvimentos das áreas técnicas, como física, química, biologia, matemática, toxicologia, etc., etc. tornoutornou-se necessidade real a criação de uma nova disciplina para a pesquisa, análise, interpretação dos vestígios materiais encontrados em locais de crime, tornando-se assim, fonte imperiosa de apoio à polícia e à tornandojustiça. justiça. - Surgiu, destarte, a criminalística como ciência independente em sua ação, como as demais que a constituem. constituem. - O nome criminalística foi utilizado pela primeira vez por Hans Gross, considerado o pai da criminalística, juiz de instruções e professor de direito penal, em 1893, na Alemanha, ao publicar seu livro como sistema de 1893, criminalística, Manual do Juiz de Instrução. Instrução.

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2. Conceitos: Conceitos: - A Criminalística é o conjunto de procedimentos científicos de que se vale a justiça moderna para averiguar o fato delituoso e suas circunstâncias, isto é, o estudo de todos os vestígios do crime, por meio de métodos adequados a cada um deles. deles. - O termo criminalístico foi criado por FRANS VON LISZT, para designar a "Ciência total do Direito Penal". Penal". - Para Hans Gross criminalística seria "O estudo global do crime". crime". O 1º Congresso Nacional de Polícia Técnica aprovou a definição do Prof. JOSÉ DEL Prof. PICCHIA FILHO: "Criminalística é a disciplina que tem por objetivo o FILHO: reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecos, relativos ao crime ou à identidade do criminoso". criminoso". - Por outro lado, no Rio Grande do Sul, um dos mais geniais peritos brasileiros, o Dr. Dr. ERALDO RABELLO assim definiu a criminalística: "É uma disciplina autônoma criminalística: integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico-científico, técnicoauxiliar e informativo das atividades policiais e judiciárias da investigação criminal. criminal. - Na atual conjuntura uma definição simples e concisa seria: Criminalística é a seria: ciência que analisa sistematicamente os aspectos materiais do ilícito penal, visando, numa síntese de indícios, elucidar o delito e dar a sua autoria .

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3. Objetivos da Criminalísticas: Criminalísticas: A Criminalística é uma ciência que tem por objetivos: objetivos: 

(a) dar a materialidade do fato típico, constatando a ocorrência do ilícito penal; penal; (b) verificar os meios e os modos como foi praticado um delito, visando fornecer a dinâmica do fenômeno; fenômeno; (c) indicar a autoria do delito, quando possível; possível; (d) elaborar a prova técnica, através da indiciologia material. material.   

- Ante um fato concreto de crime, do qual remanesce o corpo de delito, a Criminalística se manifesta através da ação pericial do experto. experto. - O trabalho do perito sobre o corpo de delito se concretiza pela ação pericial, a qual é sempre um pressuposto necessário à emissão do laudo. laudo. - Sem ação pericial inexiste laudo, pois este documento público que exige uma motivação para que possa existir validamente.- Todavia, a ação pericial necessita validamente. de um suporte doutrinário que a fundamente, que dê sustentação ao trabalho pericial. pericial.

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- Quatro princípios fundamentais compõem o sistema doutrinário da perícia na área criminal, formando os pilares que sustentam a ação pericial. São eles: pericial. eles: 
  

(a) princípio da independência ideológica do perito; perito; (b) princípio da autonomia técnica da Criminalística; Criminalística; (c) princípio da fé pública do laudo; laudo; (d) princípio da verdade da prova pericial. pericial.

- O princípio da independência ideológica do perito se traduz na liberdade de escolha de teorias científicas e não vinculação política mediante pressão. O perito necessita pressão. ser livre para à justiça. Não pode sofrer coação no sentido de ter seu trabalho justiça. dirigido a um fim qualquer que divirja de sua própria convicção interior. interior. - O princípio da autonomia técnica da Criminalística decorre de sua própria condição de ciência: por ter método próprio e específico ascende, em igualdade, ao patamar ciência: das ciências naturais. naturais. - O princípio da fé pública do laudo decorre de lei, pois este tem presunção de verdade até prova em contrário (Falsa Perícia art. 342 do CPB). art. CPB). - O princípio da verdade da prova pericial advém do embasamento científico da perícia, pois não se admite que uma ciência natural possa ser falsa quando se manifesta concretamente numa situação específica. específica.

Acidentes ou delitos que evolvem o exame de aparelhos elétricos. 121 a 129 CP). aplicações. fraturas e secões em materiais) . Balística Forense (Armas e munições). redes. Meio Ambiente 9. eletrônicos. 2. 3. 8. armazenamentos. etc). pêlos e fibras. Fonética Forense ( locutor.Criminalística Aplicada 4. 16. DNA Forense (Identificação humana. Biologia Forense(esperma. 6. Locais de crime contra a vida (Morte Violenta) Arts.etc) Física Forense (Balística externa. deformações. etc). vegetal e microbiana). Identificação de veículos automotores. 12.605/98. ÁREAS DE ATUAÇÃO DA CRIMINALÍSTICA: 1. Revelação de impressões digitais (Datiloscopia). entomologia. saliva. 13. Informática Forense (análise computacional. etc. GrafoGrafo-Documentoscopia Forense (Grafotecnia e Documentoscopia). sistemas. Acidentes de trânsito (Lei nº 9. Crimes contra o patrimônio (Arts. 155 a 180 CP). livros e demonstrações contábeis). Desabamentos. 15.503/97). edição e conteúdo fonográfico). Contabilidade Forense (Documentos. avaliação de imóveis. 9. Eletroplessão. metalográfico. . 5. toxicológicos. animal. 7. urina. 11. Química Forense (residuográfico. 10. 14. Engenharia Forense (Incêndios. Explosões. alterações.). 4. Acidentes de Trabalho.

Conclusão. Execução das perícias art. Falsa perícia art. Perícia Criminal. d. 158 a 184 do CPP. f. Descrição. Laudo pericial O laudo pericial é composto pelos seguintes itens: Preâmbulo. 342 do CP               . b. e Respostas aos quesitos g. Médicoc. a.Médico-legal: em pessoa Médicoviva ou morta. Histórico. O exame do corpo de delito direto e indireto . Perícia Médico-Legal.Criminalística Aplicada  Perícia e Peritos. Quem pode realizar as perícias. Conceitos. Discussão. e.

4. 9. Roubo. 178 do CPP: Praticados nas art. vosso conhecimento. 6. Delegacias/AM. Identificação da Delegacia Requisitante. Acidente de Trânsito com vítima. Ex: projéteis . 5. (Endereço). Polícia). manchas existentes. Endereçamento (Ao Ilmo. art. 2. levo ao Ilmo. Objeto(s) do(s) Exame(s). eficiência para a perpetração do crime. 3. dimensões e características.). Vítima(s). Ex: Arma e periciado).Criminalística Aplicada - REQUISIÇÕES DE PERÍCIA Delegacias/AM. Requisitante. Autor/Indiciado/Flagranteado. Destinação. Natureza do Delito (Homicídio. Vítima(s).O. 10. Data e assinatura do requisitante (Delegado de Polícia). Ocorrência: Origem (B. Autor/Indiciado/Flagranteado. a seguinte Ocorrência:). etc. Exame(s). para as necessárias providências. Senhor Diretor do Instituto de Criminalística. 12. 11. Quesitos (argumentações sobre o que está sendo periciado). CPP: 1. recenticidade dos disparos. fato.Qual a espécie de arma apresentada a exame. . Destinação. 8. Local do Fato (Endereço). IP). etc. (B. 7. Data e horário do fato. TCO ou IP).

armas e instrumentos. Indícios: Indícios: são elementos materiais encontrados no local de crime necessariamente relacionados com a ocorrência policial. Levantamento: a fotografia. LEVANTAMENTO DE LOCAL DE CRIME: CRIME: - - Finalidade: Finalidade: Documentar tecnicamente as condições em que se encontrava o local do crime quando do comparecimento do perito criminal. policial. estudado e provado. cadáveres: necroscópico. Classificação dos Vestígios: Quanto à Duração (transitórios ou permanentes). Processos Técnicos de Levantamento: A descrição escrita. (Art. EVIDÊNCIAS: Vestígios e Indícios.Criminalística Aplicada 5. EVIDÊNCIAS: Indícios. cadáveres. (Art. . o desenho (croquis). O indício é o vestígio Observação: indício. Vestígios: Quanto ao Comportamento (perceptíveis e imperceptíveis) e Quanto à Natureza (manchas. Quanto aos cadáveres: Perinecroscopia e Exame necroscópico. evidências. objetos e coisas relacionados ao crime). 6. criminal. impressões digitais. Observação: Assim o vestígio pode vir a se tornar indício. a filmagem e a coleta de evidências. crime). policial. 239 do CPP) provado. Vestígios: Vestígios: são elementos materiais encontrados no local de crime não necessariamente relacionados com a ocorrência policial.

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preservação: contaminado. acidente. . furto.art. cordas. c. conclusões. Quanto à natureza do fato: homicídio. Quanto à posição de pessoas ou coisas: imediato e mediato. LOCAIS DE CRIME CONTRA A VIDA. evitando-se que evidências sejam evitandomodificadas de suas posições e até destruídas antes mesmo de seu reconhecimento. - . enquanto nos locais fechados. art. fato: incêndio. Quanto ao estado de preservação: preservado ou contaminado. coisas: mediato. suicídio. desabamento. . reconhecimento. explosão. 169.1. VIDA. Introdução. Isolamento e preservação do local do crime Introdução. d. latrocínio. 1. b. si: externo. etc. I. controladas. etc. Quanto ao local em si: Local interno e Local externo. e art. CPP. Art. roubo. especificando se estas irregularidades impediram ou dificultaram as interpretações e conclusões. parágrafo único.Criminalística Aplicada I . 6º. as vias de acesso devem ser controladas. CPP. 1. cones para locais abertos. 169. - O isolamento da cena do crime deve ser realizado de forma efetiva para que o menor número de pessoas tenha acesso ao local.LOCAIS DE CRIME: Espécies CRIME: a. A preservação dos vestígios através de um eficiente isolamento pode ser feita utilizandoutilizando-se fitas plásticas.O perito deve relatar no laudo as alterações verificadas e os prejuízos que resultaram de um isolamento inadequado e uma preservação deficiente. Art. art.

. local 3. como os de lesões corporais. nos quais as vítimas sejam socorridas. 1.3. Todos os demais tipos de locais onde se efetuam exames relacionados a essa área. - -      . no entanto. suicídio e acidente). Assim temos entre as perícias relacionadas a essa área: área: 1. baseando-se no baseandocritério da presença ou não de um corpo. feto. suicídios. suicídio ou acidente. etc. feto encontrado (aborto). local 2. em um único subtipo denominado genericamente de local. local de de de de de morte violenta (homicídio. que é a perícia de local. juntamente com outras variedades de locais. ossada encontrada (total desintegração do tecido humano). Principais tipos de perícias nesta área: área: - Na área de crimes contra a pessoa existe apenas um tipo de perícia. podemos subdividir alguns tipos de locais. ossada ou feto): homicídio. feto): acidente. local.Criminalística Aplicada 1. cadáver encontrado ( desova ). aborto propriamente dito. seqüestro. são agrupados etc. ossada ou mesmo um feto. tais como locais de homicídio. acidentes ou mortes aparentemente naturais suspeitas (que exijam esclarecimento). local 5. bem como àquelas relacionadas às modalidades tentadas (como por exemplo. Perícias do local (corpo. cárcere privado. locais de tentativa de homicídio).2. local 4.

). etc. em quadrantes. c. preparação do material utilizado no exame. tais como: marcas de solado. Procedimentos anteriores ao exame: exame: a. entrevista com o primeiro policial a chegar ao local do fato. b. exame. que deve prever especial atenção às evidências facilmente destrutíveis. 1. escolha do tipo de padrão a ser utilizado na busca de vestígios (em linha. isolamento. etc.5. c. busca de vestígios. encontrado0 e.            . em espiral. visualização geral da cena do crime e verificação da adequação do isolamento. b. reconhecimento do tipo de solicitação (natureza do exame). anotação do endereço do fato.4. visando à tomada de informações relativa ao histórico do ocorrido.Criminalística Aplicada  Técnicas e metodologias empregadas nos exames. em grade. d. dentre outras. Exame preliminar da cena do crime: crime: a. impressões em como: poeira. outras. anotação do horário de solicitação do exame. d. 1. exame. exames. exame). formulação dos objetivos do exame (o que deve ser encontrado0). fato. ocorrido.

condições de visibilidade. c. condições topográficas da área. e. g. condições de iluminação. b. descrição do local.         . h. localização exata do evento. condições atmosféricas.Criminalística Aplicada  Anotações gerais da cena do crime: a. f. data e hora do início dos exames. completa análise das vias de acesso. com o nível de detalhe exigido para cada caso. d.

distâncias de objetos até pontos específicos. paredes.        . como portas. móveis. Cada objeto deve ser localizado por duas medidas feitas a crime.Criminalística Aplicada  Croqui da cena do crime: crime: . local. caso necessário. distância entre objetos.Recomenda-se incluir: Recomenda. dimensões de portas. janelas. etc.Deverá ser sempre apresentado. independente da complexidade do local. d.incluir: a. b. medidas que forneçam a exata posição das evidências encontradas na cena do crime. c. partir de pontos fixos. e. . GPS). saída). coordenadas geográficas em locais abertos (obtidas por mapas ou GPS). etc. objetos. como vias de acesso (entrada e saída). necessário.

objetivando os detalhes. como placas. c. detalhes). internas).devem ser efetuadas pelo menos duas fotos de ângulos opostos. . como quartos. banheiros. que ilustrem a posição exata em que o corpo se encontrava. . detalhes. Devem ser tiradas à distância intermediária e curta. Devem mostrar detalhe de cada evidências. evidência. b. etc. Fotografias do cadáver: cadáver: . a.todas as lesões devem ser fotografadas ainda no local. Externas: devem ilustrar vistas gerais da cena do crime. incluindo pontos de Externas: referência. marcos. . etc. com escala ou placas com números ou letras que identifiquem a evidência. antes e depois da devida limpeza. etc. vias públicas. evidência. encontrava. evidência encontrados (fotografias de detalhes).) e em outras evidências que tenham o corpo como suporte. Devem registrar detalhes de cada etc.fotos de detalhes de manchas diversas no corpo (sangue. exata.Criminalística Aplicada  Fotografias da cena do crime (externas e internas). quando necessária.        . resíduos de disparos. suporte.registra fotografia do rosto do cadáver para identificação exata. necessárias Internas: para mostrar a posição relativa entre as evidências. Internas: fotografias de ambientes restritos. necessária.

      . lacrados.Criminalística Aplicada  Coleta. todas as evidências devem ser cuidadosamente identificadas. os dois peritos de local devem efetuar a coleta de todas as evidências. vidros. visando à idoneidade dos vestígios. as evidências devem ser anotadas no croqui e fotografadas antes de sua coleta. f. envelopes de papel. d. devem ser coletadas de forma legal visando sua admissão como provas no processo. identificados e vedados ou lacrados. tais como saco plástico. etc. identificadas.. c. que necessitam ser corretamente etc. a cadeia de custódia legal deve ser mantida a partir desse momento. b. cada item das evidências deve ser colocado em um recipiente ou invólucro adequado à natureza de cada material. processo. evidências. identificação e preservação das evidências: evidências: a. vestígios. e. caixas. coleta.

j. luta. observação e descrição de fenômenos cadavéricos. sem movimentá-lo. identificação de evidências diretamente no corpo. identificação de todas as lesões encontradas (classificação e tomada de medidas). g. crime. identificada. encontrado. observação e anotação de sinais característicos individualizadores. b. c. movimentá-lo. coleta de padrões de sangue e cabelo da vítima. confronto dos vestígios encontrados no cadáver com os existentes na cena do crime. cor. mãos. cadavéricos.Criminalística Aplicada  Exame do cadáver no local: local: a. medidas). cor dos olhos e outros detalhes relevantes. jovem. pertences. vestígios do agressor. tais como manchos resíduos originados por disparos de arma de fogo. principalmente quando a vítima não é identificada. descrição da posição em que o corpo foi encontrado. adulto ou idoso). d. i. atenção para o exame de resíduos de disparos presentes nas mãos. comprimento e cor dos cabelos. descrição da vítima. tais como tatuagens. relevantes. Especial pertences. fase cronológica (se criança. vítima. h. e.           . análise visual do cadáver. compleição física. f. incluindo sexo. identificação de possíveis sinais de luta.

.Criminalística Aplicada  Exame das vestes. e. b.. rasgamentos. fotografia das vestes e respectivos conteúdos. a. identificação de orifícios. etc. vestes. exame de todas as vestes. que deve ser feita de forma cuidadosa. h. descrição da disposição geral. resíduos de disparo de arma de fog. inclusive as roupas íntimas. retirada das vestes. recolhimento das vestes que necessitam de exames complementares. necessário o corte cuidadoso da veste. complementares. irregularidades. etc. evitando-se a evitandoperda de algum vestígio que possa estar nesse suporte. esperma.). etc. g. identificação da natureza de manchas e descrição de sua morfologia (sangue. Algumas vezes é suporte. c. descrição completa do conteúdo existente nos bolsos. íntimas. d. conteúdos. arrancamento de botões.         . geral. veste. etc. f. bolsos.

i. regiões auriculares. análise rigorosa da posição da vítima e sua compatibilidade com a disposição das vestes.          .Criminalística Aplicada  Locais de morte por arma de fogo: a. f. zona de queimadura. h. nº de disparos que atingiram a vítima (lesões de entrada e saída). o estabelecimento preciso e segura da distância do disparo. a busca por sinas de queda provocada na arma. tais como cartas. zona de enxugo. manchas de sangue e livores hipostáticos. nº. tais como cabeça (cavidade oral. b. objetos organizados. zona de escoriação. bem como no suporte onde ela possa ter caído. sinal de Hofmann. regiões parietais) e face anterior do tórax (em correspondência ao coração). de disparos efetuados no local. efetivar os confrontos balísticos e testes de eficiência da arma. g. bilhetes. pois existem regiões anatômicas preferencialmente eleitas para a prática do suicídio. etc). região anatômica atingida pelo projétil. Fotografar a arma com o tambor aberto. e. a presença de evidências relacionadas a qualquer tipo de ritual de alívio . por meio da constatação de vestígios relacionados a resíduos secundários de disparo de arma de fogo e presença dos sinais médico-legais característicos (zona de tatuagem. posição da arma em relação à vítima. etc. zona de esfumaçamento. c. d.

a posição da vítima (tipo suspensão: completa ou incompleta) suspensão: d. . sulco.sulco do estrangulado o sulco pode ser único ou não. caracterização do sulco. o exame minucioso das vestes (busca de sinais de violência). f. suicídio e acidente. pescoço). visaacidente. amarração. etc. exercida. nas faces laterais e anterior do pescoço). a localização e descrição completa do instrumento constritor. desiguais). a. g. a presença de evidências relacionadas a qualquer tipo de ritual de alívio . geralmente disposto de modo horizontal em relação ao pescoço ou ligeiramente oblíquo.Criminalística Aplicada  Locais de morte por asfixia por instrumento constritor: constritor: . etc. tais como cartas. IML). e. mas são observadas escoriações e equimoses produzidas pela pressão violenta dos dedos e unhas. enforcado: interrompido ao nível do nó. oblíquo. c.visa-se estabelecer o diagnóstico diferencial entre homicídio. assim como de sua amarração.            . não se apresenta em geral interrompido. com os bordos iguais devido à uniformidade da pressão exercida. exame minucioso da cena do crime (busca de sinais de violência) e. objetos organizados. bilhetes. ascendente (de baixo para cima). com o bordo superior saliente (bordos desiguais). . b. o exame minucioso do cadáver (no caso de esganadura não aparecem sinais externos de compressão como sulcos.sulco do enforcado: em geral é único. a presença de sinais internos de asfixia presentes no cadáver (verificação no IML). violência).

que devem ser compatíveis com àquelas relacionadas à ação contundente. contundente. etc. a. obstáculos. suicídio e acidente. b. d. a distância horizontal percorrida pelo corpo: corpo: .            . bilhetes. g. e. corpo. objetos organizados. o exame minucioso das lesões da vítima. etc. o exame cuidadoso do ambiente que inclui o ponto de projeção (sinais de luta). busca de evidências no ponto de projeção com correspondência no solado do calçado da vítima ou na planta de seus pés. luta). geralmente a vítima escolhe locais desprovidos de obstáculos. a existência de obstácuylo entre o ponto de projeção e o de repouso final: nos final: casos voluntários. violência). pés. h. acidental: perpendicular. acidente. criminoso.voluntária (suicida) e criminosa (homicida): projeção oblíqua. o exame minucioso das vestes (busca de sinais de violência). f.acidental: projeção perpendicular ou quase perpendicular. observar a localização do ponto de impacto do corpo. .visa dá o diagnóstico diferencial entre homicídio. vítima tem um impulso inicial. afastamento (homicida): horizontal. c.Criminalística Aplicada  Locais de morte por precipitação: precipitação: . a presença de evidências relacionadas a qualquer tipo de ritual de alívio . geralmente o voluntário é mais acentuado que o criminoso. tais como cartas.

calor. c. substâncias tóxicas diversas. etc. ainda no local. medicamentos. vítima. pois podem existir sinais indicativos de que houve respiração. b. tais como cartas. Locais de morte por envenenamento: envenenamento: a. bilhetes. objetos organizados. a presença de evidências relacionadas a qualquer tipo de ritual de alívio . b. observar a presença de embalagens de venenos. objetos organizados. tais como cartas. etc. observar a presença de embalagens de venenos. a verificação. diversas. substâncias tóxicas diversas. buscando feridas produzidas por outros instrumentos lesivos. antes da morte por ação do fogo e do calor. medicamentos.Criminalística Aplicada      Locais de morte por ação do calor: calor: a. busca de elementos que auxiliem na identificação da vítima. confirmação de substâncias utilizadas por meio de exames toxicológicos. d. utilizados como acelerantes . a presença de evidências relacionadas a qualquer tipo de ritual de alívio . lesivos. c. c. bilhetes. Locais de morte por envenenamento: a. sempre que possível. recolhimento de fragmentos de vestes que estejam com o cadáver pois elas podem conter. traços de líquidos inflamáveis.         . examinar minuciosamente o cadáver. etc. mesmo após a aço do fogo. das vias respiratórias do cadáver. confirmação de substâncias utilizadas por meio de exames toxicológicos. b.

cálculos físicos. no qual importante questão deverá ser respondida: respondida: houve respiração após o parto? d. estudo da dinâmica. IML. exame dos veículos e suas posições. o exame no IML. durante o acompanhamento do exame do cadáver no IML. b. c. observar a existência de lesões improváveis nos caso de afogamento. estimar a idade fetal. observar se o cordão umbilical foi seccionado por instrumento cortante ou por tração. tais como cianose da face.        . fetal. unhas. análise das causas. c. feto/recém-nascido. Locais de Acidentes de Trânsito com vítima fatal ou lesão corporal: corporal: a. Locais de aborto e infanticídio: infanticídio: a. a comprovação de sinais internos de asfixia. a presença de cogumelo de espuma e outras características típicas do cadáver afogado. exame externo das vítimas e suas posições. tração.Criminalística Aplicada     Locais de morte por afogamento: afogamento: a. afogamento. ver as características do feto/recém-nascido. pele anserina ou arrepiada. b. exame do local do evento. presença de corpos estranhos sob as unhas.