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Segurança Alimentar

Segurança Alimentar
Uma preocupação antiga

As doenças de origem alimentar são conhecidas desde há


muito tempo. Antigamente, estas doenças eram
frequentemente provocadas pelas más condições de
armazenamento das reservas alimentares. Quando não existia
nem congelador nem frigorífico, era necessário consumir os
produtos frescos rapidamente. Caso contrário, eles
apodreciam e tornavam-se impróprios para consumo.

Mais tarde, com os progressos científicos, surgiram novas


técnicas. Permitiram uma melhor e mais duradoura
conservação dos alimentos. Mas com a chegada destas novas
técnicas, surgiram também novos riscos…
Segurança Alimentar

Novas técnicas

A aplicação de técnicas de conservação foi um progresso


considerável. Contribuíram para uma melhor higiene
alimentar:

• a invenção do frigorífico permitiu abrandar o


desenvolvimento das bactérias;

• a pasteurização permitiu conservar o leite e os sumos de


frutas;

• a conservação permitiu dispor de quase todos os


alimentos durante períodos muito longos e sem riscos para
a saúde humana.
Segurança Alimentar

Novas técnicas, novos riscos

Caso a conservação de alimentos não seja efectuada


correctamente (respeito pelas temperaturas, juntas
estanques para os recipientes…), o seu consumo pode
tornar-se extremamente perigoso. O botulismo, por
exemplo, é uma intoxicação alimentar provocada por uma
bactéria muito perigosa que se desenvolve nas conservas
não estanques. Actualmente, este risco desapareceu
totalmente com a criação de processos industriais eficazes
e controlados.
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Novas técnicas, novos riscos

Cada vez mais longos e de uma forma mais rápida:


noutros tempos, os produtos eram consumidos junto dos
locais de produção. Actualmente, os produtos alimentares
são distribuídos muito longe do seu local de produção. Os
equipamentos frigoríficos ou de congelação permitem dispor
de produtos frescos, durante todo o ano: legumes, frutas,
carnes, peixes, produtos lácteos… Todos estes alimentos
exigem a manutenção permanente no frio para continuarem
em condições para o consumo. É extremamente importante
que a cadeia do frio não seja interrompida. Caso o produto
alimentar sofra variações de temperatura, tornar-se-á
impróprio para consumo.
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Os riscos associados aos métodos de criação

Os transportes rápidos permitiram a concentração dos


produtos. Determinadas regiões especializaram-se na
criação de porcos, outras na produção de cereias, outras
ainda nas produções de frutas e legumes…

Esta concentração tem consequências sobre os métodos de


produção, as práticas das culturas, o transporte de animais.
Estas alterações trouxeram também novos riscos à
qualidade dos alimentos. A concentração de produção é
actualmente discutida.
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Os riscos associados aos métodos de criação

Nas explorações que concentram um grande número de


animais, o aparecimento de uma doença pode muito
rapidamente desencadear uma epidemia em grande escala.
Algumas podem ter consequências para a saúde humana.
São efectuados controlos para verificar a qualidade do leite
e assegurar que este não contém doenças transmissíveis ao
homem (como a tuberculose ou a brucelose…). Os
veterinários controlam as carcaças nos matadouros.
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Os riscos associados aos métodos de criação

Existem também casos de doenças novas, que surgem com


os novos métodos de produção animal como a chamada
doença das «vacas loucas». Neste caso, os responsáveis pela
segurança alimentar tiveram de tomar medidas necessárias
para proteger o consumidor: foi proibida a produção de
farinhas animais na alimentação bem como a
comercialização de determinados órgãos.
Segurança alimentar

A supervisão das culturas

As culturas exigem igualmente supervisões de forma a garantir


a segurança alimentar dos consumidores. São supervisionados
os produtos químicos utilizados para protecção contra doenças
e os parasitas. Os especialistas indicam as doses a utilizar, as
normas a respeitar e as precauções a tomar para esta
utilização. Para o tratamento dos cereais ou dos produtos
consumidos frescos, não são utilizados os mesmos produtos.
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Informação aos consumidores

O consumidor tem o direito de saber aquilo que come: a


denominação do produto, a lista dos ingredientes que o
compõem, a quantidade ou as datas limites de consumo…
este é o papel das etiquetas.

Em determinados casos, são igualmente fornecidas


informações sobre o local de produção, a forma como o
alimento é produzido ou como os animais foram criados e a
alimentação que consumiram.
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O papel da União Europeia


Estamos num espaço europeu onde as mercadorias e os
animais podem circular livremente. A União Europeia
harmonizou os regulamentos entre os diferentes países
membros. As regras de produção estão definidas de forma a
garantir qualidade aos consumidores.

A União Europeia desenvolve todos os esforços para garantir a


origem dos produtos agrícolas e para assegurar mais
eficazmente a protecção dos consumidores.
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Para os alimentos serem seguros, os animais de que provêm


devem ser saudáveis. A sua saúde deve ser preservada,
aplicando-se boas práticas veterinárias e a prevenção de
surtos de doenças animais contagiosas (febre aftosa, peste
suína, gripe aviária).

É também essencial que os alimentos sejam produzidos e


manuseados em condições de higiene. A falta de higiene é
um convite à proliferação de germes como as salmonelas e a
listéria, por exemplo, que provocam intoxicações alimentares.