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Revista Mensal Nº1 – Outubro 2008

EXCLUSIVO
O Benfica não percebeu (a tempo) que Deco não era jogador para o
Alverca ou para o Salgueiros. Era grande e tinha de estar num grande!
Mais uma vez, prevaleceu o olho clínico do FCPorto, que o contratou
ainda miúdo, ainda brasileiro, e o fez crescer. 2003 havia sido fantástico
e as potencias financeiras na Europa ficaram deliciadas com o
médio-ofensivo, então já internacional
português. A conjugação técnica/raça a
um nível elevadíssimo fez de Deco um
jogador cobiçado. Mais uma época ao
serviço dos azuis e brancos e mais
uma época de magia e, embora nem
tenha começado bem o ultimo ano
como portista, o "dez" foi crescendo
para a influencia habitual, brilhando
quando a equipa mais precisou,
principalmente na Liga dos Campeões.
Foi, entretanto, considerado o melhor
jogador e o melhor médio da Liga dos
Campeões e, já perto do final de 2004,
a revista France Football elegeu-o
como o segundo melhor jogador a
actuar na Europa, entregando a bola de
ouro a Shevchenko.

Em Espanha, quando se previa que seria difícil encaixa-lo com


Ronaldinho Gaúcho, adaptou-se à maior liberdade concedida ao
companheiro e forma com ele uma dupla temível para os adversário como
se provou com a conquista do campeonato espanhol e a conquista pela
segunda vez (para Deco) da Liga dos Campeões. Ainda assim a sua ultima
época ao serviço dos catalães não se realizou como as anteriores e aliado a
um conjunto de lesões, Deco passou provavelmente a sua pior época desde
os tempos do Alverca.

Ainda assim, e após o Barcelona o ter renegado ao coloca-lo nos “saldos”,


o Chelsea de Scolari aproveitou essa oferta do Barcelona e contratou-o.

Deco voltou a ter a alegria dos bons velhos tempos do FC Porto e


assume-se como uma das estrelas deste renovado Chelsea FC.
1 Porto 11

2 Nacional 10

3 E. Amadora 10

4 Leixões 10

5 Benfica 9

6 Sporting 9

7 Naval 8

8 Guimarães 8

9 Marítimo 7

10 Académica 7

11 Setúbal 7

12 Rio Ave 5

13 Braga 5

14 Belenenses 2

15 P. Ferreira 1

16 Trofense 0

Lucho: 1824 pts


Quim: 1516 pts
Douglas: 1495 pts

William Arthur Votação a decorrer no site:


www.lpfp.pt
Paços de Ferreira

4 Golos
J P
Chelsea 2 4
CFR Cluj 2 4
Roma 2 3
Bordeaux 2 0

Inter 2 4
Anorthosis 2 4
W. Bremen 2 2
Panathinaikos 2 0

Barcelona 2 6
Sporting 2 3 Atlético 2 6
Shakhtar 2 3 Liverpool 2 6
Basel 2 0 Marseille 2 0
PSV 2 0

Man. United 2 4
Vilarreal 2 4 Bayern 2 4
Celtic 2 1 Fiorentina 2 2
AaB 2 1 Lyon 2 2
Steaua 2 1

Arsenal 2 4
Porto 2 3 Real Madrid 2 6
Dynamo Kyiv 2 2 Juventus 2 4
Fenerbahçe 2 1 BATE 2 1
Zenit 2 0
Reyes parece ser o principal responsável pela grande euforia que
se vive em redor do novo Benfica.

Jose Antonio Reyes é o mais recente e sonante reforço do


Benfica 2008/2009, depois de Pablo Aimar, Carlos Martins ou
Balboa.
O internacional espanhol de 24 anos vem reforçar a asa
esquerda do Benfica, que até ao momento tinha em Di Maria o
seu principal ocupante.
Reyes, que começou a sua formação em Sevilha, já passou por
Arsenal, Real Madrid e actualmente representava outro
emblema madrileno, o Atlético.
As suas principais caracteristicas são a velocidade e qualidade
técnicas, indiscutíveis.
O Comandante de “Lucho”

Lucho, o maravilhoso Lucho González é daqueles jogadores


que deveriam ser eternos, não deveriam acabar nunca. Um dia,
quando fizerem a história do futebol, ele vai lá estar, num lugar
privilegiado. Ver jogar Lucho González é uma das melhores
coisas que me aconteceram enquanto adepto do FC Porto e
apaixonado pelo desporto-rei. Fico, por vezes, extasiado com a
excelência do seu futebol. Daqui a 50 anos, se for vivo, irei
dizer, com orgulho e vaidade, que vi jogar este jogador de luxo.
Exagero? Acham mesmo?
Lucho é o cérebro da nossa
equipa. Assim como o cérebro
humano regula, controla e gere
todos os nossos comportamentos,
Lucho é quem comanda o FC Porto
sobre o relvado, qual 'El
Comandante'. Ele não é um jogador
normal. Não é especialmente
rápido, como o Bosingwa ou o
Rodríguez. Não tem uma habilidade
Prodigiosa, como o Quaresma ou o
Cristiano Ronaldo. Não é
particularmente combativo, como o
Lisandro ou o Derlei. Não tem a
intensidade do Lampard ou do
Essien. Não é um rematador
brilhante, como o Roberto Carlos.
Não marca livres como o Deco.
Não é temperamental como a generalidade dos sul-
americanos. Não tem as características que, imediatamente,
saltam à vista do espectador. No entanto, ao fim de algum
tempo de contemplação, começamos, paulatinamente, a
perceber, que a inteligência soberba que possui é o seu grande
dom, é o que o faz ser, sem discussão, um dos melhores
jogadores do mundo. Não exterioriza as suas emoções, mas
quer ganhar como poucos. Não berra com os companheiros,
mas é o líder natural da equipa e impõe-se pela personalidade e
qualidade.
Pela forma como se
movimenta dentro
do campo é cobiçado
pelos colossos
europeus

A simplicidade com que executa cada lance e coloca todos à


sua volta a jogar e a perseguir um objectivo comum chega a ser
obscena! Quantas vezes, ao vê-lo jogar, não nos julgamos
capazes de fazer o que ele faz? Ilusão! Ele é o verdadeiro médio
do futebol-arte. Baseia o seu jogo na visão periférica
arrebatadora, na progressão que confere à equipa, no seu
genial último passe, nos apoios sem bola que dá aos
companheiros, como que a dizer: “Estou aqui, é por aqui o
caminho”. E eles percebem que o percurso mais curto para o
golo é entregar a bola a Lucho e seguir as suas directrizes.
Sempre com uma elegância ímpar, uma leveza encantadora e
uma graciosidade de movimentos irresistível.
Apesar da sua idade,
Lucho terá no seu
Quando ele for embora,
horizonte um futuro
ainda mais brilhante
chorarei. De tristeza. É um
grande campeão e jogadores
como ele jamais deveriam
deixar de envergar aquela
camisola azul e branca. Mas
ficarei feliz por ele. Se há
homens que merecem
construir uma carreira de
sucesso, o argentino é um
deles, e a ambição de jogar
num campeonato melhor,
longe das trapalhadas
medíocres habituais do nosso,
é perfeitamente legítima.
Ficar-lhe-ei eternamente
grato, não só pelos momentos
de classe pura com a bola no
pé direito, mas também pela
conduta que sempre
demonstrou para com o clube
e os seus adeptos. É um
executante fabuloso e tem
essa consciência, mas é
humilde, fala sempre em
nome do colectivo e não
procura os louros individuais.
Além disso, é um jogador que
respeita os adversários e que
entra em campo apenas para
fazer o que melhor sabe.

Curiosidade
Lucho Gonzalez tem dez tatuagens no
seu corpo, incluindo uma do seu ídolo,
Diego Maradona, e outra com o nome da
mulher em caracteres chineses
Lucho foi fundamental no empate do Porto na Luz

Viajando pelo seu trajecto de dragão ao peito e, não raras


vezes, envergando a mágica braçadeira de João Pinto, Vítor
Baía, Jorge Costa e outros grandes embaixadores do portismo
no mundo, os seus números são insuspeitos quanto à sua
categoria. Na época de estreia, em 2005-06, marcou 10 golos na
liga portuguesa, tendo ganho o título nacional, a Taça de
Portugal e a Supertaça. Na temporada seguinte, em que foi
eleito o melhor médio-ofensivo do campeonato, ganho pelo FC
Porto, apontou 9 tentos nessa competição e 3 na Liga dos
Campeões, entre eles, o espectacular remate de fora da área
num jogo em Hamburgo. Já em 2007-08, marcou apenas 3
golos na liga doméstica e mais 3 na Champions, em que, apesar
de menos goleador, fez a sua melhor temporada de sempre e
renovou o título português.

O futebol precisa destes jogadores, cada vez mais escassos.


Classe, génio, elegância, inteligência, liderança, são algumas
palavras que definem Lucho González, o nosso número 8. É
com jogadores como ele que se vai escrevendo a letras de ouro a
gloriosa história do FC Porto. Terá um lugar na galeria dos
imortais, junto de Vítor Baía, Deco, Madjer, Jardel e alguns
outros de igual craveira.

Ficará, aconteça o que acontecer, para sempre no nosso


coração.
Casal de Arão
Vale de Cambra
• Reyes
• Hulk
• Aimar
• Pelé
• Suazo
• Rodriguez
Entre outros…
Lucho González
FC Porto
Aguero
Atlético de Madrid
Quaresma
Inter
Pablo Aimar
SL Benfica
Danny
Zénit
C. Ronaldo
Man. United
João Moutinho
Sporting CP
Deco
Chelsea FC
«Nada se resolvia, achei
Entrevista que ia ficar no Porto»

Foi a personagem principal da mais


longa novela do defeso do futebol
português. Ricardo Quaresma teve de
esperar até ao último dia de inscrições
para poder suspirar de alívio, depois de
mais de um mês de incertezas.
O «77» do Inter de Milão conta, em entrevista ao Recital de Bola,
como viveu a pré-temporada. «Ansiedade» é a palavra que melhor
ilustra o estado de espírito do jogador, que só se sentiu «um pouco
aliviado» quando foi apresentado.

Achou, em algum momento, que não ia sair?

«Pensei nisso várias vezes, porque estava a ver o tempo passar e as coisas
não se resolviam. Como a situação não andava para a frente nem para trás,
achei que ia ficar mais uma época no F.C. Porto. Mas acho que seria mau
para o clube e para mim. Os responsáveis perceberam isso e deixaram-me
sair.»

Como foi passar toda a pré-


temporada sem jogar?

«Não jogava porque sabiam que


não estava bem. Tive várias
conversas com os responsáveis do
clube. Sempre disse o que pretendia
e sempre me respeitaram e
tentaram ajudar. Não ia para dentro
de campo da forma como estava.
Não ia ser bom para a equipa nem
para mim. Treinava, não causava
problemas a ninguém e ajudava os
meus colegas sempre que
precisavam, como sempre fiz.

Treinava, como sempre treinei. Em termos de treino e trabalho ninguém


pode criticar-me. Considero-me um grande profissional e em relação a isso
ninguém pode apontar-me nada. Mas a minha cabeça não estava ali,
porque queria sair. Falava com as pessoas e nada se resolvia. Só me diziam
para ter calma, mas a verdade é que não via a minha situação resolvida.
Foi uma fase bastante complicada na minha vida. Houve muita ansiedade,
nervos, muita coisa junta. Não é fácil lidar com uma situação dessas.»
Viajou para Itália na véspera de fecharem as inscrições. O que
pensou durante o voo?

«Só pensava em assinar logo e terminar com toda aquela ansiedade. Foi
mais de um mês sob uma ansiedade muito difícil de controlar. Por mais que
tentasse evitar, a verdade é que também envolvia a minha família. Também
eles andavam ansiosos ao ver-me assim. Era difícil esconder essa
ansiedade. Só queria assinar e ligar à minha mãe e aos meus irmãos e dizer
que já estava tudo resolvido.»

Quando foi apresentado esse nervosismo finalmente


desapareceu? Sentiu-se aliviado?

«Já estava um pouco mais aliviado, mas o stress ainda continuava no meu
corpo. Agora sinto-me feliz e tranquilo. Nada, no mundo do futebol, me
preocupa neste momento.»

Em alguns treinos pôde ver-se Jesualdo Ferreira a falar consigo.


Que papel teve em todo o processo?

«O mister fazia o trabalho dele. Falava comigo e perguntava-me como


estava. Tivemos várias conversas, mas, obviamente, não vou revelar o seu
teor. No entanto, ele sabia como é que eu estava e o que queria. Sempre
tentou ajudar-me, assim como as pessoas do F.C. Porto. Não vou estar a
criticar ninguém.»
Sente alguma mágoa pela forma
como foi tratada a transferência?
Por ter demorado tanto tempo e
ter sido sujeito a essa ansiedade?

«Não sinto mágoa. Entendo o F.C.


Porto e também o Inter. Cada um fez o
seu papel. Sei que tudo poderia ter sido
resolvido mais cedo, mas não vou
criticar ninguém, até porque o F.C.
Porto foi um clube que me fez muito
bem. Ensinaram-me a amar aquele
clube. Tem um grande presidente e não
guardo mágoa, pelo menos da maior
parte das pessoas.»

No final da época 2006/07


disse que o pior momento da
sua carreira tinha sido o
penalty falhado na Taça,
frente ao Atlético. Esta espera
superou esse momento?

«Não. Continuo a dizer que o


penalty foi das piores coisas que me
aconteceram. Isto é diferente. É
complicado estar, durante um mês
e tal, com a sensação do «vou, não
vou» e estar sempre à espera de um
telefonema ou que alguém venha e
diga «está tudo resolvido, podes
ir». Uma pessoa chega à cama e
nem dorme, sempre a pensar no
mesmo. Foi difícil, mas continuo a
dizer que o penalty falhado foi
pior.»
Como é trabalhar com Mourinho?
«Poder trabalhar com Mourinho foi das melhores coisas que me
aconteceram no futebol, em termos de trabalho, de motivação e da forma
como lida com os jogadores. Até agora não tinha apanhado qualquer
treinador que tivesse a personalidade dele nem a forma de trabalhar dele.
Por isso é que é um dos melhores do Mundo.»

Tem também um feitio


especial...

«Tem, mas eu também tenho.


Todas as pessoas têm o seu feitio.
Não tenho tido qualquer problema
com ele. Pelo contrário, tem-me
ajudado bastante e agradeço-lhe a
força que fez para que eu fosse
para o Inter.»

Durante a conferência de
apresentação, Mourinho
disse que tanto podia jogar
no campo, no banco ou na
bancada. Ainda não foi
para a bancada...

«E espero não ir. Mas, se não


trabalhar mais que os outros ou
Acredita que trabalhando com um não fizer o que o mister me
dos melhores treinadores do pede, não tenho dúvidas de que
mundo poderá ser também um dos me mandará para a bancada.
melhores jogadores? Para ele não há nomes nem
vedetas, são todos iguais. Isso
«Não tenho dúvidas em relação a isso. dá-me motivação para trabalhar
Sei o valor que tenho e sei que tenho de porque sei que, se facilito, vou
trabalhar bastante para conseguir esse para o banco e que até para a
objectivo. Mas com o treinador que bancada posso ir.»
tenho e no clube em que estou, não
tenho dúvidas de que vou atingir esse
Mourinho pode ter um papel semelhante ao de Co Adriaanse, que
o levou a ser mais equilibrado em termos de jogo?

«Ninguém é igual a quem quer que seja. Não se pode comparar Mourinho
com Adriaanse, não têm nada a ver. Como toda a gente sabe, fiz uma grande
época com o mister Adriaanse. Tinha a sua maneira de trabalhar e de lidar
com os jogadores. Gosto de sentir pressão. Gosto de saber que se facilito
saio. É isso que me dá mais motivação para jogar e para dizer «estou aqui
para jogar» e mostrar que tenho valor. Sei que o mister Mourinho sabe o
valor que tenho e sei que vai puxar muito por mim. Vai querer muito mais
do que tenho feito. Vou trabalhar e dar-lhe tudo o que quer de mim porque
sei que, com ele, vou alcançar os meus objectivos.»

Um dos defeitos que sempre lhe foi apontado é que tem tendência
para ser individualista, algo que Co Adriaanse conseguiu que
soubesse gerir melhor. Acha que no Inter pode voltar a ser um
jogador a actuar mais para o colectivo?

«Sinceramente nunca percebi essa crítica. Se formos ver a lista de jogadores


com mais assistências no F.C. Porto, eu estou lá. Nunca percebi essa ideia de
que sou individualista. Mas é claro que, tendo em conta as minhas
características, sou um jogador que arrisca muito e tenho de fazê-lo. Jogar
para trás e para o lado qualquer um joga, mas parece que os críticos gostam
é disso. Tenho noção de que no Inter vou ter de trabalhar muito mais que os
outros, na minha posição, para poder jogar. Isto no futebol são momentos.
Às vezes, são estatutos. Sei que no Inter não tenho o estatuto que tinha no
F.C. Porto. Vou trabalhar bastante, porque uma das coisas que mais amo é
jogar futebol.»
Bem, antes de mais quero agradeçer a proposta para escrever algo
para esta espécie de “revista” e quero dizer que é a minha primeira vez
nestas andanças, portanto tudo o que fizer é o melhor que já alguma vez
fiz...
Bem, hoje vou debruçar-me um pouco sobre o Benfica e tudo o que o
rodeia. Na verdade, os adeptos benfiquistas estavam em delírio após 3
vitórias seguidas. O facto de termos (sim, falo na 1ª pessoa porque
também sou benfiquista) alcançado estas mesmas 3 vitórias nada
significava e este desaire frente ao Leixões veio provar isto mesmo... O
facto é que todos se esqueceram da vitória suadíssima frente ao Paços de
Ferreira com as vitórias frente ao Sporting e frente ao Napoles. A vitória
frente ao Paços nem sequer devia ser encarada como vitória porque a
exibição foi tao má que para um bom benfiquista devia ser encarada como
derrota. Como é que um clube de topo, como é o Benfica, pode encaixar 3
golos?!? Está certo que marcamos 4 golos e que o que interessa é marcar
mais que o adversário, mas o Benfica não se pode dar ao luxo de sofrer 3
golos de uma equipa mediana como é o Paços de Ferreira. E esse
resultado de 4-3 demonstra exactamente o que se passa no Benfica:
excesso de qualidade no ataque e falta desta na defesa. Como é que é
possivel um clube como o Benfica ter 5 médios centro de luxo (Aimar,
Katsouranis, Carlos Martins, Yebda e Ruben Amorim) mais 2 extremos de
muita qualidade (Di Maria e Reyes) ainda somando mais 3 avançados
prontos a ser titulares (Suazo, Cardozo e Nuno Gomes), já para não falar
de Balboa e Urreta que desapareceram do mapa... Uma equipa com este
plantel do meio campo para a frente deve ser encarada como uma equipa
de topo, que ganha a um Paços de forma confortável. Mas o plantel do
Benfica não é homogénio e é isso que lhe falta. Porque associados a esta
frente de ataque de luxo está uma defesa manca, com muitas deficiências.
Não existem titulares certos e a luta pela titulariedade é feita dia-a-dia. E
essa luta leva a falta de coordenação entre os elementos e por
consequência, erros infantis como os que o Benfica comete. Vejo muito
potencial a ser travado não sei porque razão. Vejo um central de luxo do
futuro que é o Sidnei, um central de luxo do passado que é o Luisão, um
defesa direito que não está num bom nivel (Maxi Pereira) e 2 defesas
esquerdos para um lugar só. Penso que terá de existir necessáriamente
cedências por parte da direcção, alguns jogadores terão de ser
emprestados no natal por muito importantes que estes sejam no plantel. E
para ainda somar a esta indecisão do plantel, ainda assistimos a
experiencias em plena liga (Ruben Amorim a defesa direito, Katsouranis a
central). Senhor Quique, chega de experiências. Kastouranis não tem
perfil para central, Ruben Amorim é médio e, por amor de Deus, AIMAR É
MÉDIO CENTRO. Será que não há ninguém que lhe diga isto?
Tou farto de ver 8 milhões de euros a passear no campo. Quero ver esse
dinheiro todo a render, a dar espetáculo. E de certeza que não vai ser como
avançado que ele vai triunfar no Benfica.
Além de todas estas adversidades, ainda se lhes deve somar as lesões
musculares. Senhor Quique: a liga portuguesa não é a liga espanhola. Os
jogadores que jogam em Portugal não têm pernas para jogar o estilo que quer
implementar. Pode ser a melhor táctica do mundo mas o que é facto é que o
resultado são inumeras lesões musculares que depois levam ainda a mais
adaptações. Assim como não se faz mel de laranjas, tambem não se faz uma
equipa regular de futebol com adaptações. Este é o principal problema do
Benfica: não ser regular, consistente nas suas exibições. Vimos a vitória suada
frente ao Paços (exibição muito aquém das espectativas), a vitória frente ao
Sporting (que por ser frente a um rival é automaticamente encarada como uma
boa vitória), a vitória frente ao Nápoles (esta sim, digna do nome de vitória) e o
empate frente ao Leixões (em que eu, pessoalmente, só vi o Benfica a jogar
durante 20 minutos: 5 enquanto o Reyes esteve em campo e 15 antes de o
Benfica marcar golo). Como é que uma equipa ganha categoricamente frente ao
Sporting e Nápoles por 2-0 em ambas as partidas, e depois se contenta com o
1-0 e defende o resultado o resto do jogo contra o Leixões? O Leixões terá mais
qualidade que os anteriores adversários de forma a perder apenas por 1 golo de
diferença? Nada disso. Trata-se de falta de ambição. O Benfica só se pode dar
por contente quando está a ganhar por 3 golos a uma equipa como o Leixões. E
na realidade, para este “Benfiquinha” bastava 1 golo. Bastava, porque a vontade
do Leixões mostrou que o Benfica não merecia os 3 pontos. Justiça de
pescador. Não há mais nada a dizer sobre esta amostra de equipa. Assim que
estiverem resolvidos os problemas que aqui enunciei, então aqui estarei para
me dar razão a mim próprio.
Apenas quero dar uma palavra de elogio a Reyes que mostrou que tem
qualidade para ser um jogador de topo nos momentos mais difíceis. 2 golos em
2 jogos tão importantes como foram os desafios do Sporting e Nápoles mostram
que Reyes vai estar lá quando o Benfica mais precisar. A palavra de desagrado
vai para Di Maria que, ofuscado pelo ouro olímpico e pelos 20 milhoes do Real,
ainda não mostrou nada este ano. Estamos à tua espera. Além disto, quero
também dizer ao Carlos Martins para comprar um carro mais lento porque pelos
vistos a velocidade anda a dar mau resultado e a prova disso é o acidente que
teve quando se dirigia para o estágio da selecção... É nisto que dão as
selecções, mas eles também têm dinheiro para comprar um carro novo todos os
meses.