Você está na página 1de 14

Instrumentação em EEG

Joaquim Brasil Neto


Qualquer sinal biológico:

Necessidade de separar dos ruídos e
interferências

Recursos disponíveis:
− amplificação diferencial/rejeição de modo comum
− filtros-limitar o registro a freqüências esperadas no
sinal
− filtro “notch”: específico para interferência de
corrente alternada
− promediação (“averaging”)-usada em PE
Amplificação Diferencial

Todos os sinais comuns a G1 e G2 (eletrodo ativo
e de referência) são somados algebricamente após
inversão da polaridade de G2 e reduzidos ou
eliminados (“rejeição de modo comum”)

Os sinais que são mais amplos em G1, por
exemplo, são amplificados
Filtros

Limitar a entrada de sinais dentro de uma faixa de
freqüência em que o sinal eletroencefalográfico é
esperado

Filtro “passa alta”-impede a captação de
freqüências muito baixas-ajuda a eliminar
artefatos de movimento

Filtro “passa baixa”-impede a captação de
freqüências muito altas- elimina interferências de
alta freqüência
Filtro “Notch”

A energia elétrica disponível nas redes
domiciliares e hospitalares é alternada

Europa: 50 ciclos por segundo (50 Hz)

Américas: 60 ciclos por segunso (60 Hz)

Normalmente não precisa ser usado, se for dada a
devida atenção ao aterramento, redução da
impedância da pele e perfeita colocação dos
eletrodos
Ajudam a evitar o uso de filtro de
60 Hz:

Bom aterramento da sala

Evitar fios muito compridos

Aproximar os fios uns dos outros (favorece a
rejeição de modo comum)

Boa abrasão do escalpo com pasta de pedra-
pomes ou mesmo com a própria pedra-pomes

Correta aplicação da pasta condutora
Tipos de filtros

Aparelhos analógicos: os filtros são circuitos
eletrônicos

Aparelhos digitais: podem aliar circuitos
eletrônicos a filtros digitais (softwares)
Impedância

Lei de Ohm:

V=R X I

V= diferença de potencial em Volts

R= resistência (impedância) em Ohms

I= corrente em Ampères
Promediação

É a base do registro dos potenciais evocados

Soma computadorizada dos sinais digitalizados
Impedâncias

As impedâncias dos eletrodos devem estar abaixo
de 5000 a 10000 ohms, porém acima de 100
ohms.
Impedâncias

As situações caracterizadas por atividade elétrica cerebral de baixa
voltagem e instrumento de alta sensibilidade requerem aplicação
bastante escrupulosa dos eletrodos. Desta forma, impedâncias
desbalanceadas (valores muito diferentes no par de eletrodos)
podem distorcer o EEG. Isto pode ocorrer mesmo se as
impedâncias dos dois eletrodos estiverem dentro da faixa
recomendada; se um eletrodo mostrar um valor de impedância
relativamente alto (por exemplo, 8000 ohms), quando comparado
com a do segundo eletrodo do par (por exemplo, 2000 ohms), o
amplificador torna-se desbalanceado e tende a ampliar
irregularmente os sinais externos; será facilitado o registro da
interferência de 60 Hz ou de outros artefatos.
Impedâncias

Há uma queda acentuada dos potenciais se as
impedâncias estiverem abaixo de 100 ohms e,
naturalmente, nenhum potencial com zero ohms.
É essencial que um eventual excesso de pasta
condutora não se espalhe entre dois eletrodos,
criando uma ponte salina, que atenuará o sinal
registrado entre esse par de eletrodos.
Calibração do aparelho

A calibração instrumental rotineira testa a
operação dos amplificadores e dos inscritores,
mas não exclui a possibilidade de uma ponte
salina ou de um circuito aberto nos eletrodos, na
caixa de eletrodos, no cabo ou na entrada do
aparelho.
Calibração do aparelho

Se o registro do EEG sugerir SEC, deve-se testar
a integridade do sistema tocando-se suavemente
cada eletrodo da montagem com a ponta de um
lápis ou de um cotonete, para criar um artefato.
Esse teste permite verificar que a caixa de
eletrodos está conectada ao aparelho; registros
feitos com a caixa de eletrodos inadvertidamente
desconectada poderiam às vezes assemelhar-se ao
de um EEG de baixa amplitude. O teste também
demonstra que o posicionamento do seletor
combina com o posicionamento programado dos
eletrodos.