estética filosofia da arte

Em geral, atribuímos à arte e à beleza um elevado significado humano. As coisas belas oferecem-nos uma das mais extraordinárias experiências que se podem ter. Uma peça musical, uma escultura, um romance ou um bailado, por exemplo, podem ser uma fonte de sensações aprazíveis, que nos causam satisfação e bem-estar.

Estética

Estética

O prazer que lhes está associado faz-nos apreciar as experiências estéticas. Os objectos que proporcionam estas experiências vão desde as obras de arte aos mais variados aspectos do mundo natural. A beleza surge normalmente como um ingrediente central neste tipo de experiência. No entanto, conhecemos hoje um variado conjunto de obras das quais a beleza parece irremediavelmente ausente sem que isso ponha em causa o seu estatuto de obras de arte.

Talvez a beleza não seja o elemento essencial numa experiência estética. De que tipo de experiência se trata, então? Segundo Kant, o desinteresse seria a característica do sentimento estético. A experiência estética proporciona-nos uma satisfação puramente contemplativa. Este sentimento pode ser causado por um objecto belo ou não-belo, como acontece hoje com muitas obras de arte.

Estética

Estética

A ideia de Kant, ao considerar que a satisfação ou o prazer desinteressados são a marca da experiência estética, é que se trata de algo que procuramos por ter valor em si mesmo, e não por satisfazer qualquer interesse prático. O valor da experiência estética não é instrumental. A contemplação estética desinteressada é um fim em si mesma.

As nossas experiências estéticas dão origem a juízos de gosto. Um quadro ou um poema podem agradar a certas pessoas e deixar outras indiferentes, ou até desgostosas. A mesma obra pode provocar juízos de gosto incompatíveis. Este facto parece indicar que a beleza não depende das próprias coisas mas somente da perspectiva de cada observador. Será que a beleza é subjectiva ou objectiva?

Estética

A tese de que os gostos não se discutem pode não ser evidente. Em geral, somos capazes de justificar os nossos juízos de gosto e oferecer razões em favor das preferências que reflectem. Significa isto que existe um padrão de gosto universal? Será o David de Michelangelo a exemplificação desse padrão?

Estética

Embora a importância e valor da arte tenham sido quase sempre assinalados (Platão é uma curiosa excepção), saber em que consiste a arte não é uma tarefa fácil. A primeira teoria da arte, defendida por Platão e Aristóteles, afirma que nas suas diversas formas a arte é imitação. Mas a música sempre desafiou esta ideia.

Estética

No século XIX, o escritor russo Lev Tolstói, propôs outra teoria. A arte seria a expressão de emoções ou sentimentos. Esta é uma ideia típica do romantismo. Ao longo do século XIX, toda uma nova concepção artística ganhou forma. Na música, Schumann, Chopin ou Liszt ficaram na história como a apoteose deste novo espírito.

Estética

Com a evolução da arte ao longo do século XX, a teoria da arte como expressão perdeu actualidade e foi posta em causa. Marcel Duchamp, com a introdução do conceito de ready made, desafiou algumas das ideias mais básicas sobre o que é a arte: em vez de um objecto criado originalmente pelas mãos do artista, um produto de fabrico industrial pode ser arte.

estéticaestética

O reconhecimento de um objecto como sendo uma obra de arte tornou-se independente das suas propriedades intrínsecas. A teoria institucional da arte, proposta por George Dickie, é a tentativa contemporânea para explicar o que é a arte de forma abrangente, incluindo objectos tão diversificados como uma sinfonia, os quadros de Dali ou os ready made de Duchamp.

estéticaestética

A teoria institucional da arte argumenta que qualquer artefacto pode ser uma obra de arte na condição de ser considerado como tal por um representante do mundo da arte: galerias, críticos de arte, museus e outras instituições similares. Quaisquer que sejam as suas propriedades intrínsecas, não são elas permitem considerar um objecto como uma obra de arte.

estéticaestética

A propriedade que confere aos objectos o estatuto de arte não é intrínseca, mas relacional. A relação que Dickie tem em mente é um objecto ter sido proposto para apreciação por alguém que represente o mundo da arte (uma das suas instituições). Contudo, se o acto de baptizar um artefacto como arte não é arbitrário, tem de obedecer a critérios específicos, sendo eles que contam para definir a arte, não as instituições que os aplicam.

estéticaestética

De que critérios se trata?
O mérito da teoria institucional da arte foi ter posto em destaque o facto de o conceito de arte ser uma construção cultural, um produto de instituições que reflectem as tendências próprias de certos momentos históricos, e não algo intemporal. A capacidade criadora dos artistas, bem como a evolução histórica das sociedades faz deste movimento constante um problema filosófico em aberto.

estética

estética

Algumas questões de ESTÉTICA e FILOSOFIA DA ARTE são as seguintes:
O que é a beleza? Em que consiste a experiência estética? O que é a arte? Será que existem critérios de gosto universais? Qual o valor da arte?

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful