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O Tétano Membros da Equipe: Guilherme Freire Adriano Rocha Carlos Henrique Erisvaldo Falcão Disciplina: Fundamentos de
O Tétano Membros da Equipe: Guilherme Freire Adriano Rocha Carlos Henrique Erisvaldo Falcão Disciplina: Fundamentos de
O Tétano
O Tétano
Membros da Equipe: Guilherme Freire Adriano Rocha Carlos Henrique Erisvaldo Falcão

Membros da Equipe:

Guilherme Freire

Adriano Rocha Carlos Henrique Erisvaldo Falcão

Disciplina:
Disciplina:
O Tétano Membros da Equipe: Guilherme Freire Adriano Rocha Carlos Henrique Erisvaldo Falcão Disciplina: Fundamentos de

Fundamentos de Enfermagem Profa. Samira Valentim

O que é o Tétano?

O que é o Tétano?  O tétano é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, mas
  • O tétano é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, mas muitas vezes fatal. O bacilo causador é o Clostridium tetani ou bacilo tetânico ou bacilo de Nicolaier, em homenagem ao médico alemão que o descobriu em 1885. Estes bacilos podem formar esporos, tornando-se arredondados e podendo sobreviver em condições adversas.

O que é o Tétano?  O tétano é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, mas

O que é o Tétano?

O que é o Tétano?  É uma doença imunoprevenível que pode acometer indivíduos de qualquer
  • É uma doença

imunoprevenível que pode acometer indivíduos de qualquer idade e não é transmissível de uma pessoa para outra.

O que é o Tétano?  É uma doença imunoprevenível que pode acometer indivíduos de qualquer
  • Começa com uma lesão externa ocasionada por um objeto contaminado. Tal lesão apresenta uma reação infecciosa aguda. Porém, ocorre o aparecimento de espasmos musculares tônicos e hiperexcitabilidade reflexa. Acomete o Sitema Nervoso Central e o Tecido Muscular.

Descoberta do Tétano

Descoberta do Tétano  O primeiro registro de ocorrência de tétano é de autoria de Hipócrates,
Descoberta do Tétano  O primeiro registro de ocorrência de tétano é de autoria de Hipócrates,
  • O primeiro registro de ocorrência de tétano é de autoria de Hipócrates, que escreve no século V a.C., dando inúmeras descrições clínicas da doença. Contudo a sua etiologia (causa) foi descoberta somente em 1884, por Carle e

Rattone.

Dados da Descoberta

Dados da Descoberta  “O capitão de um grande navio esmagou o dedo indicador de sua
  • “O capitão de um grande navio esmagou o dedo indicador de sua mão direita com a âncora. Sete dias depois apareceu uma secreção fétida, depois problemas com a língua, queixava-se de que não podia falar adequadamente. Foi diagnosticado tétano. Suas mandíbulas ficaram presas, os dentes travados e depois os sintomas se estenderam para o pescoço. No terceiro dia apareceram opistótonos acompanhados de sudorese. Seis dias após o diagnóstico ele morreu”. Hipócrates (460-375 A.C.)

Dados da Descoberta  “O capitão de um grande navio esmagou o dedo indicador de sua

Estrutura do Seminário

Estrutura do Seminário  1 – Introdução Definição e história do Tétano. Por Adriano Rocha 
  • 1 Introdução Definição e história do Tétano. Por Adriano Rocha

  • 2 Desenvolvimento I Sintomas e transmissão.

Por Carlos Henrique

  • 3 Desenvolvimento II Tipos de Tétano, Tratamento, Prevenção e Descobertas Recentes.

Por Guilherme Freire

  • 4 Conclusão Dados Históricos (Ocorrências - localização e datas - Brasil e Exterior) e Estatísticas Atuais.

Por Erisvaldo Falcão

Transmissão, Sintomas e

Transmissão, Sintomas e Tipos de Tétano  Por Carlos Henrique

Tipos de Tétano

Transmissão, Sintomas e Tipos de Tétano  Por Carlos Henrique
  • Por Carlos Henrique

Sintomas do Tétano no Homem

Sintomas do Tétano no Homem  Desde o contato com a pele até as primeiras manifestações
  • Desde o contato com a pele até as primeiras

manifestações da doença, passam-se 7 dias. Se o organismo estiver com poucas defesas e houver uma contaminação por muitos bacilos, a doença pode

aparecer em até dois dias.

Sintomas do Tétano no Homem  Desde o contato com a pele até as primeiras manifestações
  • Espasmos musculares de um paciente que sofre de tétano. Pintado por Sir Charles Bell, 1809.

 1-Crise hipertensiva. A contração muscular faz com que o organismo libere substâncias excitantes, como a
  • 1-Crise hipertensiva. A contração muscular faz com que o organismo libere substâncias excitantes, como a adrenalina, que aumentam o ritmo cardíaco e fazem o sangue correr mais depressa.

  • 2-Embolia Cerebral, por falta de oxigenação do cérebro.

  • 3-Flebite. Inflamação dos vasos sangüíneos do corpo.

  • 4-Fratura de vértebras. Quando o osso está fragilizado, especialmente em velhos e crianças, a contração muscular, de tão forte é capaz de quebrar um osso.

  • 5-O tétano mata principalmente pela parada cardiorespiratória que acontece quando o músculo da respiração, o diafragma, a ponto de não conseguir mais colocar ou retirar o ar dos pulmões.

Sintomas do Tétano nos Animais

Sintomas do Tétano nos Animais  Os músculos enrijecidos da cara dão ao eqüino doente, um
  • Os músculos enrijecidos da cara dão ao eqüino doente, um ar de riso denominado sardônico, com os lábios estáticos e sem movimentação.

  • Os olhos excessivamente parados e sem movimentação, apresentam- se com projeção da terceira pálpebra ( membrana esta característica dos eqüinos e que normalmente fica escondida, coberta pela pálpebra superior do animal).

Sintomas do Tétano nos Animais  Os músculos enrijecidos da cara dão ao eqüino doente, um
  • A primeira imunização passiva contra a doença foi implementada durante a Primeira Guerra Mundial em cavalos.

A Contaminação

A Contaminação  O bacilo entra por qualquer ferida na pele, como queimaduras, pancadas machucados ou
A Contaminação  O bacilo entra por qualquer ferida na pele, como queimaduras, pancadas machucados ou
  • O bacilo entra por qualquer ferida na pele, como queimaduras, pancadas machucados ou cortes aparentemente tolos, como o de uma unha ruída. A bactéria costuma estar em objetos enferrujados, na terra, na poeira, em instrumentos cirúrgicos não esterilizados, principalmente.

    • Tétano Acidental

A Contaminação  O bacilo entra por qualquer ferida na pele, como queimaduras, pancadas machucados ou

A Bactéria Causadora

A Bactéria Causadora  O Clostridium tetani ou bacilo de Nicolaier (1885), é gram-positivo, estritamente anaeróbio,
A Bactéria Causadora  O Clostridium tetani ou bacilo de Nicolaier (1885), é gram-positivo, estritamente anaeróbio,
A Bactéria Causadora  O Clostridium tetani ou bacilo de Nicolaier (1885), é gram-positivo, estritamente anaeróbio,
  • O Clostridium tetani ou bacilo de Nicolaier (1885), é gram-positivo, estritamente anaeróbio, resistente à ebulição durante 8 minutos, à dessecação, à luz e aos anti-sépticos. Conserva sua vitalidade durante anos ao abrigo da luz. O bacilo tetânico sobrevive à temperatura de 37ºC, podendo sobreviver a variação entre 14 e 43ºC.

Outros locais de proliferação

Outros locais de proliferação
Outros locais de proliferação
Outros locais de proliferação

Tipos de Tétano, Prevenção,

Tratamento e Descobertas Recentes

Tipos de Tétano, Prevenção, Tratamento e Descobertas Recentes  Por Guilherme Freire
Tipos de Tétano, Prevenção, Tratamento e Descobertas Recentes  Por Guilherme Freire
  • Por Guilherme Freire

Tétano Neo-natal

Tétano Neo-natal  É causado pela aplicação de substâncias contaminadas na ferida do colo umbilical durante
  • É causado pela aplicação de substâncias

contaminadas na ferida do

colo umbilical durante a secção do cordão com instrumentos não esterilizados ou pela

utilização subseqüente de

substâncias contaminadas.

Tétano Neo-natal  É causado pela aplicação de substâncias contaminadas na ferida do colo umbilical durante
  • No início, a criança pode apresentar apenas dificuldade para se alimentar. Geralmente ocorre em filhos de mães não-vacinadas ou inadequadamente

vacinadas no pré-natal.

Tétano Acidental

Tétano Acidental  É adquirido em geral através da contaminação de ferimentos com esporos do Clostridium
  • É adquirido em geral através da contaminação

de ferimentos com

esporos do Clostridium tetani, que são encontrados no

ambiente, ex.: solo,

poeira, esterco, superfície de objetos, principalmente quando metálicos e enferrujados.

  • Costuma ocorrer em pessoas que não foram vacinadas ou que receberam esquemas incompletos.

Tétano Acidental  É adquirido em geral através da contaminação de ferimentos com esporos do Clostridium

Tétano Generalizado

Tétano Generalizado  Caracterizado pelo trismo, devido à contração dos masseteres e músculos da mímica facial,
Tétano Generalizado  Caracterizado pelo trismo, devido à contração dos masseteres e músculos da mímica facial,
Tétano Generalizado  Caracterizado pelo trismo, devido à contração dos masseteres e músculos da mímica facial,
  • Caracterizado pelo trismo, devido à contração dos masseteres e músculos da mímica facial, ocasionando o riso sardônico. Outros grupos musculares são acometidos, como os retos abdominais e a musculatura paravertebral, podendo ocasionar opistótono (característico das crianças). Com a evolução da doença, os demais músculos do organismo são acometidos progressivamente.

Tétano Cefálico



Ocorre devido a ferimentos em couro cabeludo, face, cavidade oral e orelha, levando a paralisia facial ipsilateral à lesão, trismo, disfagia e comprometimento dos pares cranianos

III, IV, IX, X, XII.

Tétano Cefálico  Ocorre devido a ferimentos em couro cabeludo, face, cavidade oral e orelha, levando

Tétano Animal

Tétano Animal  A infecção se dá geralmente através de feridas acidentais ou cirúrgicas, em contato
  • A infecção se dá geralmente através de feridas acidentais ou cirúrgicas, em contato com esterco e com a terra, principalmente se esta tiver sido estercada assim como

no cordão umbilical.

  • Nos bovinos pode-se instalar através de feridas resultantes de colocação

de argola no focinho, da amputação dos chifres, da castração e de traumatismo da parição.

Tétano Animal  A infecção se dá geralmente através de feridas acidentais ou cirúrgicas, em contato

Profilaxia ou Tratamento no Homem

 além de antibiótico venoso e limpeza cirúrgica do ferimento. Como a doença não produz imunidade,
além de antibiótico venoso e
limpeza cirúrgica do ferimento.
Como a doença não produz
imunidade, o doente deve
também receber o esquema
vacinal completo contra o
tétano.

É feita com o doente em hospital para administração de imunoglobulina ou, quando não é disponível , soro antitetânico,

O período de internação de uma pessoa com tétano é prolongado, e geralmente fica entre três e quinze semanas. É extremamente importante

evitar os estímulos colocando-

os em locais tranqüilos, confortáveis e de fácil observação.

Profilaxia ou Tratamento no Homem  além de antibiótico venoso e limpeza cirúrgica do ferimento. Como

A Prevenção no Homem

A Prevenção no Homem  O tétano pode ser prevenido através de vacinas. A imunização é
  • O tétano pode ser prevenido através de vacinas. A imunização é dividida em doses, a saber:

    • 1ª dose 1º dia

    • 2ª dose 30º dia

    • 3ª dose - 60 º dia

    • 4ª dose 10 anos após última dose

    • 5ª dose 10 anos após última dose

    • 6ª dose 10 anos após última dose

      • Em adultos, o esquema vacinal completo é feito com três doses da dT (vacina dupla, própria para adultos), que confere proteção contra o tétano e a difteria.

A Prevenção no Homem  O tétano pode ser prevenido através de vacinas. A imunização é

A Prevenção no Animal

A Prevenção no Animal  Programa de Vacinação: Vacinar com BIODECTIN ® e revacinar 4 a
  • Programa de Vacinação:

Vacinar com BIODECTIN ® e revacinar 4 a 6 semanas depois com a mesma vacina ou com uma vacina polivalente contendo os mesmos antígenos.

  • Para animais com peso corpóreo até 50 Kg, aplicar 2 mL; 2ª dose 30º dia

  • Para animais com peso corpóreo entre 51 e 75 Kg, aplicar 3 mL;

    • Para animais com peso corpóreo acima de 75 Kg, aplicar 1 mL para cada 25 Kg.

    • Existem várias vacinas no mercado, contudo, todas são compostas e combatem mais de um tipo de enfermidade.

A Prevenção no Animal  Programa de Vacinação: Vacinar com BIODECTIN ® e revacinar 4 a

Descobertas Recentes

Descobertas Recentes  A vacina atualmente usada nos adultos chama-se dT (Difteria e Tétano). A novidade
Descobertas Recentes  A vacina atualmente usada nos adultos chama-se dT (Difteria e Tétano). A novidade
Descobertas Recentes  A vacina atualmente usada nos adultos chama-se dT (Difteria e Tétano). A novidade
  • A vacina atualmente usada nos adultos chama-se dT (Difteria e Tétano). A novidade é que, de acordo com pesquisas, esta vacina tem combatido a Esclerose Múltipla (EM). Cientistas ainda tentam confirmar a notícia, mas os dados comprovam a eficácia em 33% da população vacinada.

  • Crônica, a doença atinge o comando do corpo, o sistema nervoso central. É caracterizada pela inflamação da mielina - bainha que reveste e protege as fibras nervosas -, o que ocasiona o início dos sintomas como visão borrada, fadiga, fraqueza, formigamento nos braços e nas pernas, incontinência urinária ou fecal e dificuldades na fala.

Dados Históricos e Atuais

Dados Históricos e Atuais  Por Erisvaldo Falcão
Dados Históricos e Atuais  Por Erisvaldo Falcão
  • Por Erisvaldo Falcão

Dados Epidemiológicos - Brasil

Dados Epidemiológicos - Brasil  O DATASUS, através do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), edição
Dados Epidemiológicos - Brasil  O DATASUS, através do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), edição
  • O DATASUS, através do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), edição maio de 1996, permitiu análise do comportamento da distribuição etária do tétano, entre 1980 e 1991, baseado nos dados de declaração de óbito.

Estatísticas por regiões

Estatísticas por regiões  Compara a letalidade do tétano acidental, no Brasil e principais regiões, em
Estatísticas por regiões  Compara a letalidade do tétano acidental, no Brasil e principais regiões, em
  • Compara a letalidade do tétano acidental, no Brasil e principais regiões, em 1980 e 1991. Verifica-se tendência para aumento da letalidade no Brasil (p < 0,001), Nordeste (p < 0,001) e Sul (p < 0,001).

Estatísticas Mundiais

Estatísticas Mundiais

Dados Históricos e Atuais

Dados Históricos e Atuais SEXO MASCULINO FEMININO TOTAL ANO N C I % N C I

SEXO

 

MASCULINO

FEMININO

   

TOTAL

ANO

N O

C I

%

N O

C I

%

N O

C I

%

2007

15

0,07

75,0

  • 5 0,02

25,0

20

0,05

100,0

2008**

14

0,07

77,8

  • 4 0,02

22,2

18

0,04

100,0

Fonte: Divisão de Zoonoses - CVE/ Pop IBGE/DATASUS * Por 100.000 habitantes ** Dados provisórios, atualizado em 01/09/08

Situação de pessoas acometidas pela doença no Estado de São Paulo.

A Conclusão

 Já erradicada, a doença só precisa permanecer sob o domínio do nosso Sistema de Saúde.
Já erradicada, a doença
só precisa permanecer
sob o domínio do nosso
Sistema de Saúde. E, a
vacina é a melhor forma
de preveni-la.
O Ministério da Saúde
promove campanhas
anuais de vacinação
A Conclusão  Já erradicada, a doença só precisa permanecer sob o domínio do nosso Sistema

para a segurança da

população.

Muito Obrigado!!!

Muito Obrigado!!!  Esperamos que todos tenham compreendido um pouco mais sobre essa doença. Boa Noite!
  • Esperamos que todos tenham compreendido um pouco mais sobre essa doença.

Boa Noite!