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Princípios do atrito, desgaste

e lubrificação
Prof. Dr. Leonardo Rosa Ribeiro da Silva
INTRODUÇÃO

ATRITO, DESGASTE E LUBRIFICAÇÃO são


conceitos complexos, além de serem
assuntos interligados que podem afetar a
vida útil de um componente ou o
funcionamento eficiente de uma máquina.
Embora todos os três sejam fatores
importantes, a ênfase principal neste
capítulo será o desgaste e os vários
métodos usados para reduzi-lo ou preveni-
lo, incluindo a aplicação de tratamentos de
engenharia de superfície.
ATRITO

O atrito é a resistência ao movimento


quando dois corpos em contato são
forçados a se mover um em relação ao
outro. Está intimamente associado a
quaisquer mecanismos de desgaste que
possam estar em funcionamento e a
quaisquer lubrificantes e/ou películas
superficiais que possam estar presentes,
bem como às topografias das superfícies.
ATRITO – Termos
importantes
É útil separar claramente os vários termos
e conceitos associados ao atrito, como
"força de atrito", "coeficiente de atrito",
"energia de atrito" e "aquecimento por
atrito". Esses termos são definidos
subsequentemente no contexto do atrito
sólido, que pode ser definido como "a
resistência ao movimento de um corpo
sólido sobre outro". O movimento pode
ser por deslizamento ou por rolamento.
ATRITO – Princípios básicos do atrito
Coeficiente de atritos
para materiais
selecionados
• Composição dos materiais
• Acabamento da superfície de cada sólido
• Natureza do ambiente circundante
• Força mantendo os sólidos em contato (carga)
• Velocidade do movimento relativo
• Natureza do movimento relativo (por exemplo,
unidirecional, para frente e para trás, constante,
variável e assim por diante)
• Natureza do contato (superfícies conformes versus
superfícies não conformes)
• Temperatura da região interfacial
• Histórico de deslizamento anterior das superfícies
• Características da máquina e acessórios nos quais os
materiais são afixados
DESGASTE
Em geral, o desgaste pode ser definido como dano
a uma superfície sólida causado pela remoção ou
deslocamento de material pela ação mecânica de
um sólido, líquido ou gás em contato. A
deterioração gradual é muitas vezes implícita, e os
efeitos são, na maior parte, fenômenos
relacionados à superfície; mas essas restrições
não devem ser rigorosamente aplicadas ao
analisar problemas de desgaste ou falhas. A
suposição de que o desgaste é inteiramente
mecânico também não deve ser aceita, porque a
corrosão química pode se combinar com outros
fatores de desgaste.
DESGASTE
-
Classificaçã
o
DESGASTE
-
Classificaçã
o
DESGASTE -
Categorias
DESGASTE -
Categorias
DESGASTE -
Categorias
O desgaste abrasivo é definido como o desgaste devido a partículas duras ou
DESGASTE protuberâncias duras forçadas contra e movendo-se ao longo de uma superfície sólida.
Essa forma de desgaste em metais é causada com mais frequência por materiais não
metálicos, mas partículas metálicas também podem causar abrasão. Geralmente, um

- Abrasão material é seriamente desgastado ou arranhado apenas por uma partícula mais dura do
que ele. A Figura 4 mostra o dano causado na superfície de um substrato de cobre macio
desgastado por uma partícula dura de cerâmica.
DESGASTE -
Abrasão
EFEITOS DAS PROPRIEDADES DOS
MATERIAIS NO DESGASTE ABRASIVO
Embora a dureza seja o fator mais
importante na resistência à abrasão,
outras propriedades, como módulo de
elasticidade, resistência ao escoamento,
tenacidade à fratura, microestrutura e
composição também desempenham um
papel importante. Por exemplo, a
resistência à abrasão de metais ferrosos é
altamente dependente de três variáveis
metalúrgicas: microestrutura, dureza e
teor de carbono. A estrutura martensítica
inerentemente dura é preferível às
estruturas ferríticas e austeníticas mais
macias.
PREVENÇÃO DO DESGASTE ABRASIVO
O desgaste abrasivo pode ser prevenido através da escolha
apropriada dos materiais. Usualmente os materiais escolhidos
são materiais endurecidos, ligados, ou revestidos. Dentre os
tratamentos superficiais incluem-se:

• Revestimentos duro de solda, por exemplo, ferro-cromo com


alto teor de carbono (cladeamento;
• Materiais de pulverização térmica de cerâmica ou cermet
depositados por pulverização de plasma;
• Revestimento de cromo duro;
• Tratamentos de endurecimento;
• Tratamentos de endurecimento seletivos, por exemplo,
endurecimento por chama;
• Placas de desgaste, por exemplo, ferro fundido branco ou
aços manganês;
• Revestimentos duros produzidos por deposição de vapor,
por exemplo, TiN;
A erosão por partículas sólidas é a perda de material da superfície

Erosão por resultante de impactos repetidos de pequenas partículas sólidas.


Em alguns casos, o SPE é um fenômeno útil, como no jateamento
e no corte por jato de água abrasivo de alta velocidade, mas é um
partículas sólidas problema sério em muitos sistemas de engenharia, incluindo
turbinas a vapor e a jato, tubulações e válvulas que transportam
material particulado e sistemas de combustão de leito fluidizado.
A erosão por partículas sólidas refere-se a uma série de partículas que atingem e
ricocheteiam na superfície, enquanto a abrasão resulta do deslizamento de
EROSÃO X partículas abrasivas através de uma superfície sob a ação de uma força aplicada
externamente.

ABRASÃO A distinção mais clara é que, na erosão, a força exercida pelas partículas sobre o
material se deve à sua desaceleração, enquanto na abrasão é aplicada
externamente e aproximadamente constante.
Variáveis
envolvendo
erosão
Taxa de desgaste Onde E, é comumente dado em termos de massa ou
volume de material removido por unidade de massa de

erosivo erosão impactada, k é uma constante e n é um


expoente de velocidade que geralmente depende do
material e das condições de erosão.
Taxa de desgaste •O fator de taxa de erosão normatizado de Hansen
é definido pela perda volumétrica da amostra
erosivo dividida pela de um material padrão (Stellite 6B).
Erosão por
partículas líquidas
A erosão de uma superfície sólida pode
ocorrer em um meio líquido mesmo sem a
presença de partículas abrasivas sólidas
nesse meio. A cavitação, um mecanismo de
erosão líquida, envolve a formação e
subsequente colapso de bolhas dentro do
líquido. O processo pelo qual o material é
removido de uma superfície é chamado de
erosão por cavitação, e o dano resultante é
chamado de dano por cavitação. A colisão
em alta velocidade de gotículas líquidas com
uma superfície sólida resulta em uma forma
de erosão líquida chamada: erosão por
impacto líquido.
Erosão por lama
A erosão lamacenta é a perda
progressiva de material de uma
superfície sólida pela ação de uma
mistura de partículas sólidas em um
líquido (lama) em movimento em
relação à superfície sólida. Se a
superfície sólida for capaz de corroer na
porção fluida da pasta, a erosão da pasta
conterá um componente de corrosão.
Erosão por lama
A erosão lamacenta é a perda
progressiva de material de uma
superfície sólida pela ação de uma
mistura de partículas sólidas em um
líquido (lama) em movimento em
relação à superfície sólida. Se a
superfície sólida for capaz de corroer na
porção fluida da pasta, a erosão da pasta
conterá um componente de corrosão.
Número de Miller
Os números de Miller são usados para
determinar a abrasividade das pastas,
com base na taxa de perda de metal de
um bloco de desgaste de ferro-cromo
padrão em movimento alternado contra
a lama abrasiva, com uma carga imposta
de 22,2 N (5 lbf) colocado no bloco de
desgaste. Quanto maior o número,
maior o efeito agressivo da pasta na vida
útil da peça. A norma correspondente é
a ASTM G 75.
DESGASTE ADESIVO
Desgaste adesivo é definido como desgaste
por transferência de material de uma
superfície para outra durante o movimento
relativo sob carga devido a um processo de
soldagem em estado sólido; as partículas que
são removidas de uma superfície ficam
permanentemente ou temporariamente
ligadas à outra superfície.
DESGASTE ADESIVO – Parâmetros
dos materiais
A seleção de materiais para resistência à adesão
requer consideração cuidadosa do ambiente
operacional da peça de trabalho, além do
desempenho funcional total exigido da própria peça
de trabalho. As propriedades de desgaste dos aços
variam amplamente com o processamento e
tratamento térmico. Os polímeros são selecionados
para aplicações de contato deslizante por causa de
propriedades inerentes, como inércia a muitos
produtos químicos, tendência relativamente baixa de
escoriação e propriedades autolubrificantes. A
cerâmica é usada onde é necessária resistência
extrema à oxidação em alta temperatura ou
resistência a materiais ou gases altamente corrosivos.
DESGASTE ADESIVO – Escoriação
A escoriação pode ser considerada uma forma
severa de desgaste adesivo. Com altas cargas e
pouca lubrificação, podem ocorrer danos na
superfície dos componentes metálicos
deslizantes. O dano é caracterizado por
transferência de material macroscópico
localizada, ou seja, grandes fragmentos ou
saliências superficiais que são facilmente visíveis
em uma ou ambas as superfícies. Esse dano
grosseiro geralmente é chamado de escoriação e
pode ocorrer após apenas alguns ciclos de
movimento entre as superfícies de contato.
Escoriações severas podem resultar na
apreensão das superfícies metálicas.
DESGASTE ADESIVO – Prevenção
• Evite deslizar materiais semelhantes entre si, principalmente
metais.
• Considere o efeito da dureza relativa das fases nos materiais.
Fases duras em um corpo podem se fragmentar e ficar
embutidas na contraface, o que causa abrasão se os
fragmentos se estenderem acima da superfície.
• Mesmo que feita de forma inadequada, a lubrificação reduzirá
o desgaste. Alguma lubrificação pode ser aplicada fornecendo
uma atmosfera que seja corrosiva para formar filmes de
superfície, muitos dos quais produzem menor fricção do que se
esse filme não estivesse presente.
https://youtu.be/J86cPfmfQtY
DESGASTE POR FRETTING
Fretting é um fenômeno de desgaste que
ocorre entre duas superfícies de contato;
inicialmente, é de natureza adesiva, e a
vibração ou oscilação de pequena amplitude
é um fator causal essencial. Fretting é
freqüentemente acompanhado por corrosão.
Em geral, o fretting ocorre entre duas
superfícies bem ajustadas que são submetidas
a um movimento relativo cíclico de amplitude
extremamente pequena.
DESGASTE POR FRETTING -
Prevenção
O fretting, devido ao papel significativo da
oxidação, é melhor combatido por
revestimentos resistentes à oxidação, por
exemplo, níquel químico ou revestimentos
autolubrificantes mais macios, como prata,
bronze ou índio. Lubrificantes de filme sólido
também são empregados com sucesso.
DESGASTE POR
ROLAMENTO DE
CONTATO

A rolagem de um corpo sobre o outro,


como em um rolamento de elemento
rolante, pode resultar em tensões
repetidas do material da subsuperfície, a
nucleação de microtrincas e a eventual
produção de pites e lascas. Como o
desgaste do contato rolante é
geralmente produzido por estresse
mecânico repetitivo, ele é
frequentemente associado ou mesmo
chamado de fadiga do contato rolante.
LUBRIFICAÇÃ
O
Um meio importante de reduzir o
desgaste (assim como o atrito) é a
lubrificação. A lubrificação não apenas
reduz o consumo de energia necessário
para superar o atrito, mas também
protege as superfícies de contato
deslizantes e rolantes do desgaste
excessivo. Mesmo com lubrificação, no
entanto, o desgaste ainda ocorre.
MODOS DE LUBRIFICAÇÃO

Limítrofe Misto Hidrodinâmico


Coeficiente de atrito

Viscosidade x Velocidade relativa / Carga


LUBRIFICAN
TES
Viscosidade
LUBRIFICANT
ES
Tipos
LUBRIFICAN
TES
Testes
LUBRIFICAN
TES
Testes

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