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Frederick Henrry

Taylor Ford
Sociologia da Administração
Numa das primeiras teorias sociológicas desenvolvidas no
universo da gestão empresarial, proposta por Fredench Taylor
ficou conhecida como "TAYLORISMO".
O "TAYLORISMO" parte da concepção de que a natureza
humana é má e negligente, portanto, sujeita a todos os tipos de
influência principalmente negativa.
Essas influencias negativas fizeram com que o ser humano
exteriorizasse a preguiça, o desinteresse e outras atitudes
inconvenientes em seu trabalho.
A solução TAYLORISTA propõe vigilância absoluta. É preciso
emitir estímulos inibidores da ação contraproducente individual
para que essa não se torne coletiva.
Vigiar e punir, eis os dois grandes pilares sobres os quais
está assentado o "TAYLORISMO", pois a reação e o
comportamento dos seres humanos está diretamente
relacionada aos estímulos que o mesmo receber.
FUNDAMENTOS do "Taylorismo"
A natureza humana é má = precisa ser punida para ser educada.
Educa-se através de exemplo = o exemplo é contagiante.
A vigilância mantém o comportamento desejado = quando mais vigilância , maior a
eficiência.
O padrão adequado = o emprego deve ser estimulado a provar que não é negligente.

TAYLOR-PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA


Fase 1 – ênfase na eficiência da mão de obra, com pagamento de salários mais
altos.
1. Atribuir a cada homem a tarefa mais elevada que lhe permitissem as suas
aptidões.
2. Solicitar a cada operário o máximo de produção que se pudesse esperar de um
operário da sua categoria.
3. Ao operário que produzir a maior soma de trabalho, remunerar 30% a 50%
superior à média dos operários da sua categoria..
OUTROS PRINCÍPIOS DE TAYLOR:
1. Desenvolver uma ciência que pudesse ser aplicada a cada fase do trabalho
humano (divisão do trabalho), em lugar dos velhos métodos rotineiros.
2. Selecionar o melhor operário para cada tarefa, passando em seguida a ensiná-lo
e treiná-lo, não permitindo que o mesmo escolha o método de execução da tarefa. O
treinamento se restringe à tarefa prescrita pela gerência. Esta determina o “melhor
método” de se fazer uma tarefa (= menor tempo).
3. Separar as funções de preparação e planejamento da execução do trabalho,
definindo-as com atribuições precisas.
4. Especializar os agentes nas funções correspondentes.
5. Predeterminar tarefas individuais ao pessoal e conceder-lhes prêmios quando
as tarefas fossem realizadas.
6. Controlar a execução do trabalho. Quem faz não controla.

O Compromisso Social de Taylor


Operário produz pelo “melhor método”
Baixo custo
Aumento de salário
Aumento de produtividade
Críticas ao Taylorismo
Salário não aumenta na proporção do ganho de produtividade. Trabalha-se
mais para ganhar menos. (A explicação de Taylor: Com a administração científica,
o operário gastava 1/3 da energia que gastava antes.)
Automatismo do operário: os operários limitam-se a seguir as instruções dos
supervisores sem nenhuma autonomia. (A explicação de Taylor: o operário tem
oportunidade de se aperfeiçoar melhor, através do auxílio e diretrizes dos
supervisores.)

Taylorismo
• Ênfase em precisão, velocidade, clareza, regularidade, confiabilidade e
eficiência
• Separação entre trabalho mental e físico
• Fragmentação das tarefas
• Divisão rígida do trabalho
• Trabalho individual
• Supervisão hierárquica
• Unidade de comando – foco no controle
• Regras e regulamentos detalhados
• Definição de responsabilidades, disciplina e autoridade
Fordismo
Fordismo é um sistema produtivo baseado numa linha de montagem, tendo como
objetivo a produção industrial elevada. Esse conjunto de princípios foi criado pelo
americano Henry Ford em 1909. Sua meta principal era buscar o aumento da produção
no menor espaço de tempo, utilizando o trabalhador que reproduzia mecanicamente a
mesma ação durante todo o dia.
Na verdade ocorria a mecanização do trabalho, visto que, o operário apenas
executava ordens sem participar do planejamento intelectual da atividade. Os veículos
eram colocados numa esteira e passavam de um operário a outro para que cada um
fizesse sua parte no serviço. Assim, ele não visualizava o trabalho, tornando-se
alienado diante da sua obra.
Tinha como principais características a separação entre projeto e execução,
iniciativa e atendimento a comando, liberdade e obediência, invenção e determinação.
Havia também homogeneização da mão-de-obra, produção e consumo em massa,
rotina de trabalho, controle de tempo, adaptação do homem ao ritmo da máquina.
O Fordismo tem seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial nas
décadas de 1950 a 1960. Essa fase ficou conhecida no capitalismo como Anos
Dourados.
Uma crise sofrida pelos EUA em 1970, foi considerada uma crise do próprio
modelo, apresentando quedas na produtividade e queda nas margens de lucro. A
sociedade começa a mudar. O mercado já não aceita produtos feitos em série. O
consumidor começa a exigir produtos diferenciados e maior exclusividade.
A linha de montagem, criada por Henry Ford (1863-1947) na fabricação em massa
de automóveis, seguiu a trilha aberta por Taylor. Essa atividade em cadeia elevou o
grau de mecanização no trabalho, reduzindo ainda mais a iniciativa e a autonomia
dos operários.
Ao ditar a cadência do trabalho, a linha de montagem permite um grau de
padronização da mão-de-obra que elimina o operário zeloso ou o preguiçoso, pois
ambos retardariam a marcha da produção. Através da esteira transportadora o
fordismo fixa o operário em seu posto, fazendo com que as peças e os componentes
venham até ele, para que “nenhum homem precise dar um passo”, diz Ford.
linha de montagem, efetivada em 1909 na indústria Ford, fez com que a
rotatividade da mão-de-obra (turn-over) se aproximasse da surpreendente marca de
380 % ao ano. Para evitar esse alto índice de pedidos de demissão, Henry Ford
triplicou os salários, medida considerada um marco nas remunerações de trabalho.
Entretanto, a repetição das atividades e o tédio de um trabalho no qual os operários
passavam a maior parte do tempo calados, segundo observação do próprio Ford,
faziam com que os trabalhadores (principalmente os mais inteligentes) não
suportassem por muito tempo essa atividade. De fato, em momentos de pleno
emprego, esse modelo clássico de produção não consegue manter o operário
“amarrado” à bancada de operações, pois ele perde o medo do chamado “chicote da
demissão e do desemprego”. Assim, a rotatividade da mão-de-obra em algumas
indústrias automobilísticas americanas nos anos 60 chegou à marca de 100 % ao
ano. A seleção e o recrutamento de novos empregados elevam o custo das
companhias. Portanto, o taylorismo não se mostra o método mais adequado em
determinadas épocas.
Modelo da Produção em Massa - O Fordismo
Ford foi o primeiro a perceber que o aumento da produtividade e a produção em massa
através de linhas de montagens requeria também o aumento dos mercados. A idéia
central do fordismo reside na organização do trabalho em cadeia como o apresentado
nas linhas de montagens fabris. Este novo paradigma permitiu o aumento da produção
e uma espetacular redução nos custos de fabricação beneficiados pelas economias de
escala.
O fordismo foi, portanto, o princípio de uma articulação entre o processo de produção e
o consumo que levou a produção em massa, "alavanca da universalização do trabalho
assalariado".
Uma das principais críticas ao fordismo sob sua identificação como uma extensão
natural do taylorismo que acabou por enfraquecer ainda mais a participação do
trabalhador nos modelos de gestão empresarial. Pode-se ressaltar que as
conseqüências do modelo fordista de organização do trabalho foi a desqualificação
profissional.
Apesar das críticas algumas interpretações mais recentes assinalam que as inovações
trazidas para o cenário
empresarial com o fordismo anteciparam, ainda que
somente para as linhas de montagem, alguns dos
conceitos que mais tarde seriam encontrados no
modelo japonês - Kanban ou como é conhecido no
ocidente: Just in Time.
FORDISMO-criticas
Padrão de produção que vigorou na Grande Indústria a partir da década de 20 até década
de 60/70
- Iniciou nas indústrias automobilísticas dos EUA ( Henry Ford) e expandiu para os
principais países capitalistas, atingindo também os setores de serviços.
- Características:
· Produção em massa de mercadorias;
· Produção mais homogeneizada;
· Salários que pudessem consumir os carros;
· Fabricação automobilística toda interna;
· Ritmo e Tempo controlados;
· Intensificação das formas de exploração, extração de
mais valia relativa;
· Trabalho parcelar e fragmentado; divisão de tarefas
· Ação reduzida e repetitiva do operário;
· Trabalhador como apêndice da máquina;
· Separação entre elaboração e execução;
· Trabalhadores semiqualificados.
· Desenvolvimento do operário-massa.

Criticas: O lucro como objetivo esquecendo as pessoas como humanas


VISÃO TAYLORISTA/ FORDISTA
Taylor e Ford fazem parte da escola tradicional da administração. Taylor é o
fundador da administração científica e Ford é um dos seguidores. Taylor não dava
crédito ao trabalho do operário. Considerava que o trabalhador não era
suficientemente inteligente para sequer opinar sobre o próprio trabalho. Portanto,
precisava que “alguém pensasse por ele”, deixando-o livre para simplesmente
executar a tarefa requerida, da forma como fosse ordenada. Para Taylor, o funcionário
era preguiçoso, irresponsável e não gostava de trabalhar. Só o fazia devido à
necessidade de dinheiro. Essa realidade deveria ser combatida fazendo-se uso e
métodos científicos de trabalho. Assim nasceu a Escola da Administração Científica,
que teve no cronômetro de Taylor um de seus símbolos.
Taylor não acreditava que o funcionário fosse capaz de racionalizar a respeito do
próprio trabalho. Assim. Pode-se dizer que nem passava pela cabeça de Taylor a idéia
de que o funcionário pode aprender adquirir conhecimento, agregar valor à empresa
em que trabalho através de seu conhecimento ou mesmo ser o principal ativo da
organização. Essas idéias atuais seriam certamente consideradas heresias pela
escola tradicional da administração, algo que não deveria sequer ser mencionado.
Uma das características do taylorismo é a adesão aos métodos científicos de
trabalho, substituindo os métodos que se guiam pela experiência e não pelo estudo.
Estudo e análise do tempo do movimento realizado, supervisão funcional,
especialização em determinada tarefa, pagamento por unidade produzida, etc., eram
os meios apontados por Taylor como soluções certas para aumentar a produtividade
e a eficiência do operário. Nada de incentivo trabalhistas, planos previdenciários,
autogestão... Ford foi outra importante figura da escola tradicionalista. Também não
dava grande crédito ao operário, mas pensava um pouco diferente de Taylor.
“Diferentemente de Taylor, cuja visão se voltava para a parte operacional em
seus mínimos detalhes, em Ford devemos dar prioridade a sua visão estratégica”.
Taylor estava preocupado somente em fazer o operário trabalhar mais. Não estava
interessado em saber o que seus empregados faziam fora da fábrica. Já Ford se
ateve a esse detalhe. Henry Ford fundou a fábrica de automóveis da Ford,
produzindo produtos caros e inacessíveis a parte pobre da população, a qual
pertenciam os operários da fábrica. Os operários não tinham condições de possuir
um automóvel, devido ao alto valor do produto e ao baixo salário que recebiam. Ford
decidiu então produzir um produto voltado para essa camada social, a um preço
acessível. Foi criado o Ford modelo T, um automóvel relativamente simples e fácil de
ser produzido. Para incentivar ainda mais o consumo desse novo produto, Ford
dobrou o salário de seus operários e sua fábrica passou a operar em três turnos
diários de 8 horas, funcionando 24 horas por dia, sem parar. E para atender a
crescente demanda pelo produto, inventou métodos de trabalho que agilizavam a
produção, como a famosa linha móvel de produção, em que o produto era levado ao
operário por meio de uma esteira móvel. Ford também não acreditava na inteligência
de seus operários. Assim como Taylor, nunca se preocupou em tentar descobrir se
seus funcionários eram capazes de diferenciar o que era certo do que era errado no
trabalho que realizavam. Sua preocupação era produzir somente um produto, aceito
por todos.
PERGUNTAS FREQÜENTES
1) Em que consiste a análise científica do trabalho? Qual é o seu objetivo?
Consiste em um estudo de cada operário, identificando selecionando aqueles que são úteis e quais podem
ser descartados aumentado desta forma a concentração de trabalho, conseguindo assim aumentar a
produtividade de cada funcionário.
2) O que propõe o primeiro princípio taylorista?
Propõe a interferência e disciplina do conhecimento operário sob o comando da gerência, atribuindo à esta
a função de sistematizar conhecimentos passados do processo produtivo de forma a que se tornem úteis
ao operário em sua tarefa diária.
3 ) O que estabelece o segundo princípio da OCT (Organização Científica do Trabalho)?
Estabelece que uma vez sendo o trabalho cientificamente sistematizado e dominado pela gerência cabe a
esta selecionar e treinar o pessoal necessário à realização das tarefas, primando sempre por habilidades
pessoais específicas as necessidades da tarefa, não havendo, portanto a preocupação de que fossem
homens extraordinários além destas atribuições.
4) Em que consiste o treinamento do trabalhador?
Consiste na preparação deste para a execução de tarefas específicas de acordo com as ordens da gerência,
preparando para que este, antes de mais nada, estivesse apto a obedecer e executar.
5) O que foi o padrão fordista?
Foi um sistema de produção revolucionário para a sua época que tornaria possível a produção de produtos
complexos como automóveis em grande escala, tornando-os acessíveis aos próprios operários.
Ele estava pautado na divisão do trabalho em operações simples, seqüenciais e progressivas que
permitiram contratar milhares de operários e treiná-los em pouco tempo para desempenhar as suas tarefas.
Em pouco tempo seu salário mínimo passou para aproximadamente 6 dólares, criando o mercado
consumidor de massa e obrigando grande parte do meio industrial a melhorar também gradativamente as
condições de trabalho e de remuneração dos trabalhadores.
CONCLUSÃO
Administração Científica tinha diversos defeitos dentre
eles: o mecanicismo de sua abordagem (teoria da máquina), a
superfiscalização que robotizava o operário, a visão
microscópica do homem isoladamente e como parte da
maquinaria industrial, a ausência de qualquer comprovação
científica de suas afirmações e princípios, a abordagem
incompleta envolvendo apenas a organização formal, a
limitação do campo de aplicação à fábrica, omitindo o
restante da vida de uma empresa, a abordagem
iminentemente prescritiva e normativa e tipicamente de
sistema fechado.

Mesmo assim, essas limitações e restrições não apagam


o fato de que Administração Científica foi o primeiro passo
concreto da Administração rumo a uma teoria administrativa
Foi Taylor que implantou diversos conceitos que até hoje o
utilizamos na Administração.
Componentes
Andrei
Carolina
Daniele Lima
Fernanda
Ingrid
Katyene
Ruth
Susane
Thaís Lopes