FACULDADES ASSOCIADAS DE UBERABA

PROCESSO DE COMPOSTAGEM: DESTINAÇÃO FINAL DE CADÁVERES DE SUÍNOS E AVES MORTAS

Evandro José Rigo

INTRODUÇÃO
‡ Plantel de aves = 83.931 milhões ‡ Produção = 8.408,5 milhões de toneladas de carne (AVEWORLD, 2004) ‡ Plantel de suínos = 32.428 milhões ‡ Produção = 2.670 milhões de toneladas de carne (ANUALPEC, 2004) ‡ Alta produção de resíduos dispostos inadequamente no meio ambiente aumento dos impactos ambientais (ORRICO JR.;
AMORIM; LUCAS JR., 2004)

‡ Mortalidade de frangos de corte = 3 a 5% (COSTA, 2004 b) ‡ Mortalidade de suínos = 3 a 4% (RIGO, 2005)

‡ Granjas de suínos de porte médio, com 500 matrizes em ciclo completo produzem até 25 toneladas/ano de animais mortos ‡ Cada parto gera em média 5 kg de tecidos mortos (PAIVA; BLEY JR., 2001) ‡ Bovinocultura: perdas de animais e carcaças abandonadas nos pastos ou lançadas em cursos d¶água disseminação de patógenos (PITOMBO, 2004) ‡ Métodos tradicionais: fossas, enterramento ou incineração ‡ Método da compostagem: econômico e ambientalmente correto ‡ Permite a reciclagem dos resíduos orgânicos ‡ Composto final: rico em nutrientes (PAIVA, 2000)

OBJETIVO

Avaliar a utilização do processo de compostagem como forma de destinação final de carcaças de aves e suínos, analisando suas vantagens e desvantagens frente aos impactos ambientais causados por tais resíduos

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Métodos adotados para destinação de carcaças

‡ Fossas sépticas
Uma das formas mais utilizadas pelos produtores Aumenta impactos ambientais Falta de planejamento Localização Comprometem o lençol freático
(COSTA, 2004b)

‡ Fossas anaeróbias
Construções em alvenaria Curtos períodos (em média 2 anos) Acúmulo de líquido das carcaças na fossa Maus odores Liberação de gases
(BLEY JR., 1998; PAIVA; BLEY JR., 2001; KURODA et al., 1996)

FIGURA 1. Estrutura da fossa séptica FONTE: AGUIAR, 2005.

‡ Alimentação animal
Suínos, peixes e cães Disseminação de doenças Cozimento Gasto com combustível e aditivos para conservação das carcaças
(COSTA, 2004b)

‡ Incineração
Método ecologicamente correto Oneroso (combustível e equipamento) Prejuízo devido à liberação de gases para a atmosfera (COSTA, 2004b). Umidade das carcaças: 65-70% Queima comprometida em baixas temperaturas (BLEY JR., 1998;
PAIVA; BLEY JR., 2001).

Aberturas no animal, perfurar o rúmen para facilitar a queima
(PITOMBO, 2004).

‡ Incineração

FIGURA 2. Processo de incineração FONTE: PITOMBO, 2004.

‡ Aterramento
Valas feitas a céu aberto Problemas com inundações em épocas de chuvas Predadores e exposição de carcaças Valas sem revestimentos Contaminação de águas subterrâneas com chorume
(BLEY JR., 1998; PAIVA; BLEY JR., 2001).

FIGURA 3. Aterramento invadido por predadores (tatu) FONTE: PITOMBO, 2004.

Porte da granja
(BLEY JR., 1998)

pequeno porte grande porte

batelada fluxo contínuo

‡ Compostagem
Processo controlado de decomposição microbiana de oxidação e oxigenação de uma massa heterogênea de matéria orgânica no estado sólido e úmido, passando por fases de fitotoxidade, semicura e maturação ou cura (KIEHL,1998; ZHU et al., 2004). Produção de calor Desprendimento de gás carbônico e vapor d¶água
(KIEHL, 1998; PAIVA; BLEY JR., 2001)

FIGURA 4. Representação esquemática do processo de compostagem FONTE: NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004.

‡ Compostagem Disposição em camadas de quantidades calculadas de material aerador
Maravalha Serragem Palhadas Cama de aviário + água e carcaças = Composto orgânico rico em nutrientes

(BLAKE, 1996; PAIVA, 2001; COSTA, 2004b; PITOMBO, 2004)

RESULTADOS DA COMPOSTAGEM

Sais minerais: nutrientes para as plantas Húmus: condicionador e melhorador das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo
(KIEHL, 1998; PAIVA; BLEY JR., 2001)

‡ Compostagem ‡ Vantagens Baixo custo de implantação e manutenção Processo em fluxo contínuo Transformação da matéria orgânica Realiza-se na propriedade Destruição de patógenos, redução de volume ‡ Desvantagens Realização de dois estágios Cuidados na manutenção do local Regularidade nas operações de abastecimento
(COSTA, 2004b).

COMO FAZER A COMPOSTAGEM Camada de 15 a 20 cm de material aerador; Sobre ele colocar suínos mortos e restos de parição, distância de 15 cm das paredes e da porta da câmara e entre as peças, garantindo a presença de ar; Material aerador ao redor das carcaças, de forma a permitir enxergar as peças; Acrescentar água à carcaça em quantidade correspondente à metade do peso dos suínos mortos (ex.: animal de 30 kg = 3 litros de água);

COMO FAZER A COMPOSTAGEM Cobrir com mais uma camada de 15 cm de material aerador; Continuar colocando os suínos mortos, na mesma seqüência (carcaça, água, material aerador) até atingir 1,5 m de altura; Cobrir com uma camada final de 10 cm de material aerador; Fermentação de 90 dias (após o fechamento final); O composto formado pode ser reutilizado como material aerador por até duas vezes (SOUZA, 2001).

FIGURA 5. Recomendações para formação das camadas de aves mortas para compostagem FONTE: PAIVA, 2000.

FIGURA 6. Material aerador cobrindo as carcaças na composteira FONTE: COSTA 2004b.

CUIDADOS A SEREM TOMADOS 

Suínos com mais de 30 kg: esquartejados e cortados em fatias grossas Leitões: Abrir a barrigada e perfurar as vísceras, colocando uma do lado da outra, sem amontoar, para evitar a explosão das vísceras pelos gases bacterianos (SOUZA, 2001). 

Pátio de compostagem
Pavimentado (asfáltico) Declive de 2 a 3%: evitar encharcamento das leiras de composto

Leiras
Corredor entre elas para facilitar o escoamento da água das chuvas e revolvimentos realizados no período de cura do composto

Revolvimento
Remover o excesso de CO2 da leira, introduzindo oxigênio Homogeneizar a massa em compostagem, revolvendo-a para inversão das camadas, efetuando trocas de gases
(KIEHL, 1998)

FIGURA 7. Material no pátio de compostagem. FONTE: ORRICO JR., 2005.

Substratos utilizados na compostagem
Cama de aviário Carcaça de aves Água

3 kg de cama

:

1 kg de carcaça

:
(COSTA, 2004b)

0,1 L água

(BLEY JR., 2002)

Dejetos líquidos de suínos

Período de fermentação
Dependerá do tipo de carcaça alojada

FRANGO DE CORTE

2 períodos de 10 dias, a partir da última carcaça alojada (PAIVA, 2001) 60 dias (DAÍ PRÁ et al., 1999)

POEDEIRAS E MATRIZES

2 períodos de 30 dias (PAIVA, 2001) 90 dias (DAÍ PRÁ et al., 1999)

SUÍNOS BOVINOS

Um período de 120 dias, após o fechamento da compostagem (DAÍ PRÁ et al., 1999; PAIVA, 2001) 120 dias (PITOMBO, 2004)

Composteira
Local apropriado onde se realiza o processo de compostagem Distância de 100 m do galpão de frangos Tamanho variável Ideal 3 composteiras (COSTA, 2004b)

Estrutura da composteira
Madeira, alvenaria de tijolos e blocos de cimento pré-fabricado Mínimo de 2 compartimentos Impermeabilização do solo Parte superior aberta: ventilação e proteção por tela
(PAIVA; BLEY JR., 2001; PAIVA, 2001)

FIGURA 8. Composteira ou célula de compostagem de madeira FONTE: COSTA, 2004 b

FIGURA 9. Composteira ou célula de compostagem de alvenaria

Dimensionamento da composteira
Dependerá do número de aves do aviário
MATRIZES: peso médio das aves x número de aves x 0,00028

FRANGOS DE CORTE: peso médio das aves x número de aves x 0,00012 (DAÍ PRÁ et al., 1999)

Mortalidades catastróficas: composteira separada (PAIVA, 2001)

Estágios da compostagem
Primeiro estágio Realizado em composteira (COSTA, 2004 b) Temperatura entre 55-60 °C (termofílica) Produção de calor cozimento das carcaças = morte das bactérias Resistência das bactérias ao calor Não há movimento da pilha Decomposição do composto Queda da temperatura = material compostado
(BLEY JR., 1998; ORRICO; AMORIM; LUCAS JR., 2005 b)

Segundo estágio Conduzido no pátio de compostagem Revolvimento e umedecimento a cada 15 dias aumento da temperatura = eliminação de microorganismos patogênicos (COSTA, 2004 b) Ocorre em temperatura mesofílica Predominância de fungos Exigências dos microorganismos são menores Desaparecimento da massa muscular Ausência de odor Restando ossos
(BLEY JR., 1998; ORRICO; AMORIM; LUCAS JR., 2005 b)

FIGURA 10. Restos de suínos após 30 e 120 dias, respectivamente FONTE: PAIVA, 2001

Fatores de interferência no processo de compostagem Temperatura
Elemento fundamental no processo Temperatura acima de 55°C durante 4 a 5 dias, acarretou a destruição dos patógenos (IMBEAH, 1998; NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004) Aos 7 dias de compostagem de dejetos bovinos , houve o desaparecimento dos coliformes fecais e estreptococos fecais (VUORINEN;
SAHARINEN, 1997)

TABELA 1. Tempo de exposição requerido para a eliminação de patógenos e parasitas comuns Observações Sem crescimento em torno de 46 °C, morte em 30 minutos entre 55-60 °C e em 20 minutos acima de 60 °C, destruído em curto Salmonella thyphosa tempo no ambiente do composto. Morte em 30 minutos entre 55-60 °C e em 20 minutos acima de Salmonella sp 60°C. A maior parte morre em 1 hora a 55 °C e entre 15-20 minutos Escherichia coli acima de 60 °C. Entamoeba hystolitica Morte em poucos minutos a 45 °C e em poucos segundos a 55 cystis °C. Taenia saginata Morte em poucos minutos a 55 °C. Rapidamente mortos a 55 °C e instantaneamente mortos a 60 Trichinella spiralis larvae °C. Brucella abortus suis Morte em 1 hora a 55 °C e em 3 minutos entre 62-63 °C.
FONTE: NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004. Adaptada

Organismo

Fase criófila: início de formação da leira; temperatura < que a ambiente, devido ao resfriamento causado pela evaporação da água (KIEHL, 1998) Fase mesófila: temperatura do substrato se eleva Fase termófila: reações bioquímicas de oxidação, temperaturas mais elevadas
(BLEY JR., 1998; KIEHL, 1998; ZHU et al., 2004)

TABELA 2. Tempo de exposição requerido para a eliminação de patógenos e parasitas comuns

Bactéria Mesófila Termófila
FONTE: KIEHL, 1998.

Mínima 15 a 25 25 a 45

Ótima 25 a 40 50 a 55

Máxima 43 85

Fase de maturação: ocorre o processo de humificação, fora da composteira Fitotoxidade ‡ desprendimento de calor, vapor d¶água e gás carbônico ‡ Composto imaturo Semicura ‡ 10 a 20 dias após a fase de fitotoxidade ‡ A decomposição pouco progride Maturação ‡ estádio final da degradação da matéria orgânica ‡ Composto adquire as propriedades desejáveis (pronto)
( KIEHL, 1998)

FIGURA 11. Curva da variação da temperatura do resíduo durante o processo de compostagem FONTE: KIEHL, 1998.

Umidade
Ideal: 55% Quando baixa ± compostagem incompleta com dificuldade de elevação da temperatura Quando alta ± anaerobiose
(PAIVA, BLEY JR., 2001)

Temperatura varia de acordo com as estações do ano Orrico Jr.; Amorim; Lucas Jr.(2005 b) Verão: atingiu pico de 64 °C no 7° dia de compostagem Inverno: atingiu pico de 60 °C no 8° dia de compostagem Em estudos conduzidos por Naime; Sartor; Garcia (2004), observaram a influência da temperatura na redução de patógenos no composto

TABELA 3. Resultados microbiológicos dos compostos de carcaça de aves
Tempo (dias) 60 60 68 110 Características microbiológicas SS aus* aus aus aus
(1)

CT aus -

(2)

E. coli

(3)

CTB aus -

(4)

BL

(5)

12x10

5

aus -

S. aureus aus aus aus

(6)

BC aus -

(7)

CSR -

(8)

>5x10

2 6

400

> 2,5x10 -

(1). (1) Salmonella sp em 25 g. (2) Coliformes totais em NMP/g. (3) Escherichia coli, UFC/g. (4) Contagem total de bactérias, UFC/g. (5) Bolores e leveduras, UFC/g. (6) Staphylococcus aureus, UFC/g. (7) Bacillus cereus, UFC/g. (8) Clostridio sulfito redutor, UFC/g, *aus.: ausente

FO FONTE: NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004.

TABELA 4. Resultados microbiológicos dos compostos de carcaça de suínos

Tempo (dias) 98 120 120 125

Características microbiológicas SS (1) aus* aus aus aus CT (2) aus aus aus E. coli (3) 9 aus aus S. aureus (4) aus aus aus CSR (5) > 2,5x10 6

FONTE: NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004.

Índice de pH
Início do processo de decomposição = reação ácida (baixo pH) Durante os primeiros 10 a 15 dias = decomposição lenta e o pH ácido Após esse prazo o pH se eleva = básico, acelera a decomposição

FIGURA 12. Variação do índice de pH do composto com o tempo de compostagem FONTE: KIEHL, 1998.

Matéria orgânica (MO)
Reduz-se à medida que a degradação ocorre Mineralização Nutrientes e húmus melhoram as propriedades do solo (KIEHL, 1998)

Relação carbono/nitrogênio (C/N)
Parâmetro de qualidade do composto e eficiência do processo Indica quando o composto atingiu a semicura (relação C/N Produto humificado (relação C/N (KIEHL, 1998) Atividades aeróbias e anaeróbias Relação C/N alta (resíduo agrícola moído) 10:1) 18:1)

Maravalha = 140:1 e Carcaça de suínos = 5:1 Anaeróbias: dentro das carcaças Aeróbias: fora das carcaças, próximas ao meio carbonáceo (BLEY JR., 1998; NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004) Orrico Jr.; Amorim; Lucas Jr. (2004) detectaram perdas de nitrogênio por ação dos microrganismos que degradam o N-orgânico levando à formação de amônia

TABELA 5. Índices utilizados para avaliação das concentrações de C, N (%) e relação C/N do processo de compostagem de carcaças de frangos

Período Montagem 20° dia 40° dia Final

%C 22,91 22,69 22,47 22,25

%N 2,06 1,95 1,89 1,79

C/N 11,12 11,66 11,89 12,43

FONTE: ORRICO JR.; AMORIM; LUCAS JR., 2004. Adaptada.

Vuorinem; Saharinem (1997) utilizando dejetos bovinos, observaram uma redução na relação C/N de 28,5 para 26,7. Relação C/N inferior a 20 = composto estabilizado Zhu et al. (2004) utilizaram dejetos suínos, observaram relação C/N inferior a 20
TABELA 6. Características do composto proveniente de dejetos suínos e bovinos

Variáveis Conteúdo umidade (%) Carbono orgânico (%) Nitrogênio total (%) Relação C/N
FONTE: 1 VUORINEN; SAHARINEM, 1997
2 ZHU

Dejetos bovinos 46 1,9 26,7

1

Dejetos suínos 66,11 0,57 37,10 1,18 2,27 0,33 16,34

2

et al., 2004

Aeração
Importância no processo de decomposição da matéria orgânica Homogeneização do composto Sem excesso de umidade Realizada através de revolvimento da leira (KIEHL, 1998)

Meio aeróbio 
   

Meio anaeróbio 
   

Presença de O2 (oxigênio) Altas temperaturas (composto) Ausência de maus odores < tempo degradação MO pH > 7

Ausência de O2 Baixas temperaturas Presença de maus odores > tempo degradação MO pH ácido

(KIEHL, 1998)

(KIEHL, 1998; NAIME;SARTOR;GARCIA, 2004)

Trabalho conduzido por Costa (2004 a), avaliou-se tratamentos com e sem aeração, realizados ao sair da composteira (1° estágio) e ao sair do pátio de compostagem (2° estágio) Com aeração: 50% de água do peso da cama do aviário Sem aeração: 30% de água 1,0 kg carcaça de aves: 3,0 kg cama de aves

TABELA 7. Características físicas dos sistemas de compostagem (com e sem aeração) durante os dois estágios do processo, nos dois carregamentos

Temperatura Tratamentos máxima (° C) 1ª Fase 2ª Fase CA1 56,1 53,6 SA1 54,1 61,1 CA2 66,2 64,6 SA2 61,9 66,3

Tempo total Peso seco (dias) (kg) Redução 1ª Fase 2ª Fase Inicial Final (%) 73 64 348,40 216,60 37,80 73 72 348,40 241,90 30,50 83 80 1086,80 532,00 51,05 83 80 1086,60 564,00 48,10

CA1: Com aeração no 1° estágio; SA1: sem aeração no 1° estágio; CA2: com aeração no 2° estágio; SA2: sem aeração no 2° estágio FONTE: COSTA, 2004a.

TABELA 8. Parâmetros microbiológicos avaliados no material ao final do 1° estágio (semicomposto) e ao final do 2° estágio (composto), nos dois sistemas e nos dois carregamentos Tratamentos Semicomposto CA1 Composto CA1 Semicomposto SA1 Composto SA1 Semicomposto CA2 Composto CA2 Semicomposto SA2 Composto SA2 Salmonella Presente Ausente Presente Ausente Ausente Ausente Ausente Ausente Coliformes totais (UFC */g) 4,0 x 103 1 1,4 x 103 10 16 10 14 10 Coliformes fecais (UFC/g) 1,2 x 103 2 10 44 10 10 10 10

CA1: Com aeração no 1° estágio; SA1: sem aeração no 1° estágio; CA2: com aeração no 2° estágio; SA2: sem aeração no 2° estágio; * UFC: Unidade Formadora de Colônia FONTE: COSTA, 2004a.

TABELA 9. Composição química do material ao final do 1° estágio (semicomposto) e ao final do 2° estágio (composto), nos dois sistemas e nos dois carregamentos

Tratamentos Semicomposto CA1 Composto CA1 Semicomposto SA1 Composto SA1 Semicomposto CA2 Composto CA2 Semicomposto SA2 Composto SA2

C
%

N 3,5 3,15 3,15 2,8 2,8 2,45 3,15 2,8

P 24900 30263 20200 18575 13225 27188 20888 30775

K 30000 37400 22000 34000 23000 31800 26800 29000

Ca g /g 65500 66100 58150 68100 32025 39150 32525 47450

Mg 9500 11300 8150 9950 4300 7950 5900 8425

72,9 29,8 32,9 31,4 35,6 26 34,1 27,9

CA1: Com aeração no 1° estágio; SA1: sem aeração no 1° estágio; CA2: com aeração no 2° estágio; SA2: sem aeração no 2° estágio; FONTE: COSTA, 2004a.

Composteira sem aeração

Composteira com aeração

FIGURA 13. Composteira sem aeração e com aeração FONTE: COSTA, 2004a.

Procedimentos para o sucesso da compostagem
‡ Realizar a coleta diária das carcaças ‡ Efetuar a pesagem das aves e cálculo de materiais a serem compostados ‡ Evitar que as carcaças fiquem expostas na composteira ‡ Quantidade de água exata para a realização do processo ‡ Adicionar água antes da cama do aviário, impedindo que a superfície fique molhada, evitando a ovoposição de moscas ‡ Transferir o material para o pátio de compostagem finalizando o processo.
(COSTA, 2004b)

Benefícios da compostagem
‡ Destruição de agentes patogênicos ‡ Não causa poluição do ar ou das águas ‡ Fornece um composto orgânico que pode ser utilizado no solo ‡ Custos competitivos com qualquer outro sistema de destinação de carcaças.
(BLEY JR., 1998; PAIVA, 2001)

Problemas da compostagem
‡ Agricultores indisciplinados ‡ Compostagem parcial ‡ Má drenagem ‡ Carcaças expostas ‡ Formação de chorume.
(BLEY JR., 2003)

Utilização da compostagem
‡ Solo, reflorestamento, comercializada ‡ Orrico Jr.; Amorim; Lucas Jr., (2005a) realizaram pré-compostagem de carcaças de aves durante 60 dias. Utilização do pré-composto em biodigestores anaeróbios Baixa produção de biogás, devido à redução de MO

FIGURA 14. Composto pronto para ser utilizado FONTE: COSTA 2004b.

Custos
Composteira x fossa séptica O custo inicial da composteira é o dobro da abertura de uma fossa A composteira será utilizada por 10 ou mais anos, enquanto a fossa fica cheia em menos de um ano (PAIVA, 2001). Investimento anual na abertura e conservação das fossas no valor de R$ 300,00 (SOUZA, 2001) . Paiva; Bley Jr. (2001) avaliaram o custo da composteira em R$ 70,00/m3. Duas células de composteiras oferecem um custo de R$ 2 mil
(BLEY JR., 2003)

Custo de implantação é baixo.

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