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Reflexões sobre como a criança

percebe a imagem, partindo de


uma dimensão estética da
educação do olhar

“ Dentro da pedra já existe


uma obra de arte. Eu apenas
tiro o excesso de mármore.”
(Michelangelo Buonarroti)

Lidiane Cristina Martins


Luciana Vianna Gualberto
Turma B/ Noturno – 2º semestre de
A imagem e o desenho
são uma das
manifestações mais
antigas da humanidade,
presente na cultura de
praticamente todos os
povos. Aparece no dia-a-
dia das crianças, desde
bem pequenas.

Miró
O conhecimento prévio que a criança traz
na sua “bagagem de vida” é um dos
elementos importantes para se trabalhar a
imagem.
E, juntamente à partir da intervenção do
educador, por possibilitar múltiplas
inferências, é fundamental que se inclua
na prática escolar diferentes imagens e
linguagens, ampliando as possibilidades de
construção de conhecimento pelo
educando e sua visão de mundo.
“ a criança é limitada por convenções
rígidas que ligam seus olhos e mãos
a modelos primitivos que devem ser
quebrados como cascas de ovos se
o principiante quiser adquirir sua
liberdade de expressão”

Rudolf
O desafio é através do trabalho
da educação do olhar do sujeito,
partindo de discussões sobre a
imagem e da intervenção do
educador, sendo que este, pode
ir além das primeiras impressões
e desenvolver um olhar mais
crítico do que vivencia.

Podem perceber que poderiam


incluir outros detalhes, fazer
relações...

Leonardo da Vinci
A proposta busca fazer um diálogo sobre o
ato de educar o sujeito para as dimensões
sensíveis do olhar artístico, ressaltando a
importância deste tipo de percepção e
atenção por parte do educador na
formação de seus alunos para a
aprendizagem, para o seu cotidiano.

No momento em que é feita a leitura da


imagem, o “Spectator”, segundo Bathers
dialoga, a descreve e constrói um
significado próprio para ela.
Por meio da estética, da percepção
visual, o sujeito tem a possibilidade de
se tornar consciente de sua existência
como ser social, e passa a conhecer e
entender a si próprio e a representação
da realidade.

Através do olhar estético o sujeito


trabalha a sua sensibilidade e amplia
sua dimensão humana, seu senso
crítico, sua imaginação, sua
criatividade, sua vivência, suas
emoções e faz descobertas ao longo de
A arte expande o universo
cultural dos alunos, abre
espaço à participação
social, desenvolve a
sensibilidade e abre portas
para a produção do
imaginário, das emoções e
da subjetividade

Giuseppe Arcimboldo
Estética
É um ramo da filosofia que tem por objeto o
estudo da natureza do belo e dos fundamentos
da arte. Ela estuda o julgamento e a
percepção do que é considerado belo, a
produção das emoções pelos fenômenos
estéticos, bem como as diferentes formas de
arte e do trabalho artístico; a idéia de obra de
arte e de criação; a relação entre matérias e
formas nas artes. Por outro lado, a estética
também pode ocupar-se da privação da
beleza, ou seja, o que pode ser considerado
feio, ou até mesmo ridículo.
(wikipedia.org/wiki/Estética)
“ 1.Estudo da condições e dos efeitos da
criação artística. 2. Tradicionalmente,
estudo racional do belo, quer quanto à
possibilidade da sua conceituação, quer
quanto à diversidade de emoções e
sentimentos que ele suscita no homem.
3. Caráter estético, beleza.”
(Dicionário Aurélio)
Proposta de trabalho
 O trabalho é proposto para crianças entre 7 e 11
anos.

 A partir de imagens mostradas às crianças, pedir


que façam um desenho e troquem entre si,
observando a produção do colega.
 Perguntar o que entenderam, o que não está claro,
o que acrescentariam, que comparação fazem.
É importante que eles falem sobre a imagem,
realizem registros, complementem, discutam.

 Objetivos a serem trabalhados na atividade:


percepção / sensibilidade / criatividade / interação
 O material proposto para o projeto oferece a
criança maior contato com a arte e
desenvolve a sensibilidade, o imaginário, as
emoções e subjetividade;
 Podemos afirmar que é um material literário
que pode ser trabalhado didaticamente;
 A transparência utilizada para a formação
das imagens é essencial, pois se trabalha
com o elemento surpresa que proporciona
uma interação com a criança;
 A técnica utilizada pela transparência
proporciona uma imagem inacabada, ou
seja, ela é montada pelo próprio leitor;
 As imagens trabalham com a abstração.
Fayga Ostrower

“...estamos sempre construindo e reconstruindo


imagens globais em nossas mentes, num “jogo”
cujas regras estão constantemente mudando.”
Xilogravura sobre papel
Maternidade 1958
Linóleo sobre papel
1950
Lavas
Aquarela sobre papel Arches
1999

Serigrafia sobre papel


2001
Referência Bibliográfica
 ARNHEIM, Rudolf. Arte & percepção visual: uma
psicologia da visão criadora : nova versão. São Paulo:
Thomson, 1980. 503p.
 GARDNER, Howard; MOSQUERA, Juan Jose Mourino. Arte,
mente e cerebro: uma abordagem cognitiva da
criatividade. Porto Alegre: Artes Medicas, 1999 320 p
 OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de
criação. 10. ed. Petrópolis,RJ: Vozes, 1994 187p.
 PILLAR, Analice Dutra. A Educação do olhar no ensino
das artes. 4ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2006. 205p.