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Componentes de um torno.

Cabeçote fixo
O cabeçote fixo é a parte do torno pela qual a peça é presa e da qual recebe o movimento de rotação característico do processo de torneamento. Este conjunto chamado de cabeçote fixo está montado sobre o barramento à esquerda, é fixado por meio de parafusos e a sua peça principal é o eixo da árvore.

compensar o desgaste das partes em atrito e proporcionar grande precisão.Barramento • O barramento forma o corpo principal do torno e serve de apoio ao carro principal e o cabeçote móvel. . • O barramento é geralmente provido de uma cava. • A parte superior do barramento apresenta filetes trapezoidais. isto é. de uma cavidade em frente ao cabeçote fixo. Esta construção permite o torneamento de peças curtas e de grande diâmetro. assim como para a fixação do cabeçote fixo. Todo barramento é construído de ferro fundido especial e endurecido durante a usinagem. que constituem as guias para o deslize dos órgão montados sobre o barramento. Este perfil trapezoidal do barramento tem a vantagem de resistir melhor à pressão do trabalho. que não passaria sobre o barramento inteiriço.

22. 24. 70. 65. 55. 85. ou então abrir rosca de passo métrico com fuso de passo inglês. 95. 90. 45. 40. 97. 35. então. 75. 120 e 127 dentes. 63. 20. 23. ou . 50. De modo especial. Para isso.26. 60. 25. 21. esta tem que girar com um número variável de rotação. 100. através de um sistema de engrenagens que permiti essa gradação do número de rotações.Caixa de engrenagens • Conforme o material e o diâmetro da peça a ser torneada. • Os tornos sem caixa "Norton" tem um grupo de engrenagens de 18. 30. 110. a transmissão de movimento do motor à árvore é feita por meio de polias escalonadas com correrias planas ou em “V”. 80. . a roda de 127 dentes é empregada na grade sempre que se necessita abrir rosca de passo inglês com fuso de passo métrico.

serve para proporcionar avanços mecânicos e passos de roscas com economia de tempo. Em lugar de calcular e montar as engrenagens da grade.Caixas Norton • A caixa NORTON ou caixa de mudança rápida. é preciso apenas mudar a posição de certas alavancas. .

. ser fixada em diferentes partes do barramento. • O cabeçote móvel do torno desliza-se sobre o barramento.Cabeçote móvel • O cabeçote móvel é a parte do torno que. – 2º .Suporte de contra-ponta. que é um duplo cone de aço destinado a prender. o qual apresenta uma ranhura retificada. – 3º . como o de uma alavanca com excêntrico. que se adapta a uma das guias longitudinais retificadas do barramento. ou por outro processo adequado.Suporte de um mandril de haste cônico. também. serve para as seguintes finalidades: – 1º . a peça a ser torneada. tais como brocas. porcas e placas. apoiada e fixada sobre o barramento. seja por meio dos parafusos. alargadores ou machos. Pode. como o mandril tipo ou de uma bucha de redução. num dos topos.Suporte direto de ferramentas de corte de haste cônica.

Cabeçote móvel .

• Para dar o movimento automático através do fuso. por sua vez. A rotação do fuso determina o avanço longitudinal do carro. . engrena com o fuso. move-se a alavanca de acionamento do fuso.Fuso • O movimento do fuso no torno é utilizado para a abertura de roscas e para dar avanço automático ao carro e o caso do passe fino. Os pinos das metades da porca aberta movem-se nos rasgos do disco . fechando a porca que.

carro porta-ferramenta. que são: – Carro longitudinal (principal). cada uma com finalidades diferentes. • O carro do torno compõe-se de três partes. . carro transversal.Carro • O carro do torno é uma forte peça construída de ferro fundido e que proporciona à ferramenta cortante os movimentos exigidos para operações de torneamento.

acabamento. para a posição que produz o acoplamento das luvas . • Para movimentar o carro transversal através do fuso. O seu movimento realiza o desbaste. .Carro longitudinal • Tem na parte inferior rasgos trapezoidais que se adaptam nas guias prismáticas do barramento do torno. A rotação do fuso determina a velocidade de avanço e o carro move-se ao longo do barramento. move-se a alavanca.roscas.

corte. realiza movimento de faceamento. . sangria (canal ou sulco).Carro transversal • por meio de uma barra roscada.

Seu movimento é feito por meio da manivela. Sobre ela está o porta-ferramenta. É usada para dar desbaste nas peças.Espera porta-ferramenta • Trabalha sobre o carro transversal. . ou para o torneamento cônico de peças pequenas. através da inclinação da espera.

.Porta-ferramenta • É um dispositivo que age como uma interface intercambiável entre o fuso de uma máquina ferramenta e uma ferramenta de corte de maneira que não seja diminuída a eficiência dos elementos mencionados.

Balanceamento – Os porta-ferramentas devem ser balanceados tão perfeitamente como os fusos nos quais são montados. a flange (B) e a parte para prender a ferramenta (mecanismo para prender. Concentricidade . é possível desdobrar o porta-ferramentas em três partes separadas: a interface com fuso (cone. são essenciais quarto elementos separados: • 1. C). Força de fixação . A). • 4. Padronização . • 2.A ferramenta de corte deve ser segurada firmemente para evitar a sua rotação dentro do mandril. A utilização de mandris com qualidade assegura a constância de fixação. • 3.Porta-ferramenta • Para uma usinagem de qualidade. • Como você poderá ver. . de mandril para mandril.O eixo de rotação do fuso da máquina e o da ferramenta de corte devem ser mantidos concêntricos.Os mandris devem ser uniformes entre si.

Porta ferramentas .

Carro Carro Transversal Porta ferramenta Espera Carro longitudinal .

pois sua base é rotativa e dispõe de graduação angular.Colar (Anel graduado) • Esta parte tem como função controlar o movimento dos carros. mecanismos que atendem a tais condições: – 1º) No carro transversal. “dar um passe”. – 2º) Na espera. em dois lugares diferentes. onde se situa o porta-ferramenta. permita o exato e cuidadoso controle desse avanço. além de produzir o avanço. ou seja. Para remover certa espessura de material. o torneiro necessita avançar a ferramenta contra a peça. . na medida determinada. A fim de que o trabalho se execute de modo preciso. a medida da espessura a ser removida deve ser fixada e garantida por um mecanismo que. ela pode ser inclinada a qualquer ângulo. cujo deslocamento é sempre perpendicular ao eixo da peça ou à linha de centros do torno . O torno mecânico possui.

• Os tornos mecânicos podem usinar os materiais em relação ao seu diâmetro ou sobre o seu raio. .Colar (Anel graduado) • Alguns tornos mecânicos possuem colares micrométricos no volante do carro longitudinal. facilitando o controle de deslocamento longitudinal.

Operações .

Confira o exemplo abaixo: Sentido de entrada da ferramenta .Operações de usinagem Operação de Faceamento – operação cujo o avanço da ferramenta e dá no sentido normal ao eixo de rotação da peça. possui o objetivo de obter uma superfície plana.

Confira o exemplo a seguir: . porem utilizado para separar o material de uma peça (corte de barras).Operação de sangramento – operação onde há um movimento transversal como no faceamento.

para este tipo de processo possuímos as ferramentas de desbaste interno e as de desbaste externo. Desbaste externo: Desbaste interno: . Abaixo demostraremos os tipos de ferramentas e suas devidas funções.• Operação de torneamento transversal interno e externo – também conhecidos como processo de cilindragem. tem como objetivo obter a forma cilíndrica em qualquer material.

. é preciso engrenar a árvore do cabeçote fixo com o fuso de avanço por meio de engrenagens.• Operação de torneamento rosca externo .processo onde velocidade de corte e avanço são tais a promover o filetamento da peça de trabalho com um passo desejado. Para isto.

processo semelhante ao de rosqueamento externo. Observe abaixo: .• Operação de torneamento rosca interno . porem a ferramenta utilizada para este tipo de operação deverá entrar dentro da peça afim de gerar o resultado inverso ao rosqueamento externo.