Museu do Brinquedo da Ilha de Santa Catarina

Profa. Dra. Telma Anita Piacentini

Exposição na Barca dos Livros
No mês de outubro de 2010, mês dedicado ao Dia das Crianças, aconteceu a exposição temporária de parte do acervo do Museu do Brinquedo da Ilha de SC.

Arlecchino
O arlequim foi adquirido em Milão, na Itália, em 2005 no Caffé Verdi. Fazia parte de uma coleção de brinquedos antigos do café, muito freqüentado e localizado próximo aos museus. Ele tem uma roupa de seda, chapéu,uma belíssima máscara preta, cabeça, mãos e pés de porcelana, o resto é feito de pano. Ele ainda não foi para o museu, está no acervo temporário.

Bolinhas de gude

São de origem italiana, Porto Maggiore, foram adquiridas por Telma Piacentini, comprou 13 afinal é um número de sorte. Bolinhas de vidro que temos em toda parte do Brasil, mas não estamos mais encontrando facilmente.

Casal de bonecos
São da década de 80, origem francesa, adquirido num vide groiner na França, 2006. Doado por Leila Peters ao Museu do Brinquedo. Uma moça e um rapaz,chapéu, vestimenta típica francesa, estão acompanhados de um suporte para ficarem em pé

Ramoneur

Doado pela Leila Petrs, adquirido num vide grainer na França, em 2006. Um limpador de chaminés com sua escada, todo sujo de carvão. Numa determinada época da França as crianças brincavam com esta boneca, representativa daquele período.

Boneco Boliviano
Feito em tecido, tear, representa uma pessoa do campo. Um camponês com uma ovelhinha nas mãos, tomando conta dos animais. Está expressando o tipo de vida que se leva no campo. Foi adquirido em 2006.

Muñeca Chancay Chica
Uma boneca peruana, adquirida em 2006, um tecido diferente, parece uma gase, feito num tear. As bonecas peruanas geralmente são feitas com esse tipo de tecido, com pouca durabilidade.

Boneco de Vodu
Dois bonecos vodus, adquiridos na Feira de São Francisco, em Salvador, na Bahia, doados pela Márcia Philippe, em junho 2010. As bonecas estão de branco e vodu é uma prática da África que está sendo incorporada na sociedade de uma forma lúdica. As crianças brincam com os vodus brancos, é um tipo de imaginário que está sendo construído na sociedade atual.

Ioiô
Este ioiô é tipicamente da época de campeonato mundial. Um é verde e amarelo, com detalhe da bandeira do Brasil. O outro trás um super herói japonês. São de plástico, material de pouca durabilidade.

Beyblade
É uma réplica do pião tradicional misturado com ioiô, ele é de plástico, de pouca durabilidade, foi doado por Ana Carolina Piacentini. Tem época que todas as crianças da escola tem o seu, talvez esteja resignificando a sociedade de consumo que estamos vivendo. A criança brinca depois joga fora, porque não tem mais conserto.

Boneca de porcelana
Boneca de porcelana, com vestimenta em veludo, pés de biscuit, origem de Porto Maggiore, na Itália. É toda acolchoada, material de primeira qualidade, é uma boneca de coleção. As crianças brincam com esse tipo de boneca também. Produzida artesanalmente, foi adquirida em 2007, doada por Teresa Gentile.

Boneca da América Latina
Boneca boliviana ou peruana ou chilena... representa a America latina. Com chapéu, neném no colo, tecido de tear, desenho do rosto é bordado, exigindo uma técnica e aprimoramento de artesanato de qualidade. Temos que buscar sua identidade e verdadeira origem.

Diabolo
Foi uma doação da Leila, em 2006, é um brinquedo pouco visto hoje entre as crianças, mas o pessoal do circo que trabalha nos sinais utilizam ele. É usado desde os tempos remotos, um dos primeiros brinquedos representados, muito antigo. Foi adquirido na França.

Biboquê

É antigo, de madeira. Telma Anita Piacentini ganhou num campeonato de biboquê, quando tinha por volta de 20 anos de idade. Ele foi feito atesanalmente, é uma peça bastante rara.

Boneca Catarinense
Foi adquirida na Casa da Boneca, que ficava no Rio Vermelho, SC. As cores e a vestimenta são da bandeira catarinense, cabeça de biscuit, loira de olhos azuis, sapato de crochê, renda no chapéu, laço de fita na manga. Peça feita com qualidade, toda em pano. Essa casa de boneca não existe mais, a pessoa que fazia as bonecas vendia para os turistas.

Coelha Bailarina
Foi adquirida nos EUA, em 2007, fazia parte de um espetáculo de balé que Telma foi assistir. Comprou porque achou linda a coelha de bailarina e deu de presente a uma menina. A avó da criança que a ganhou ficou encantada e queria produzir uma para dar a Telma. É a peça de obra do balé norte americano, original, está na casa da menina, no Campeche, Fpolis, SC.

Boneca Canadense

Foi adquirida em museu de arte contemporânea. Estamparia de algodão, de pano, bem colorida, cabelos de fios de lã, caprichada artesanalmente.

Boneca Ruiva
Com vestimenta do campo, avental, chapéu de palha, reproduz o tipo de vida que existia nessa época, 2007, no Canadá, crianças, provavelmente com pais alternativos, brincavam com ela. Mario Quintana fez um poema sobre boneca de pano, lindíssimo, que transmite muito bem o seu valor.

Rendeira
Rendeira da ilha, adquirida em Florianópolis, sem data, na Casa das Bonecas, que se localizava no Rio Vermelho. Feita de pet (garrafa), com os bilros, tipicamente açoriana, de pano, rosto bordado e pintado, cabelo preto.

Baiana
Boneca dupla, de um lado baiana de rendas, com renda branca, colares coloridos, brincos; no outro lado é uma baiana mais do dia a dia, com roupa de algodão, turbante, conchinhas do mar. As baianas são negras, tanto a ricamente vestida quanto a popularmente vestida. O museu do brinquedo tem essa característica de trazer uma harmonia entre as diferentes raças e culturas.

Família de Ratinhos
Pai, mãe e dois filhos, feitos em tecido industrial. A ratinha com laço de fita, pirulito rosa, o ratinho tem um pirulito verde. São filhos de um casal de ratos muito bem vestidos. A ratinha com seu avental, flor na mão, no chapéu. Ao personalizar os animais, humanizando-os dão a característica do homem e da mulher. Ela tem os laços e ele tem fivelas na roupa, é uma forma de representação de fazer a passagem dos animais para o ser humano, trazendo encantamento para as crianças ao brincar, desenvolvendo aspectos infantis que se não forem despertados ficam adormecidos. Os brinquedos fazem isso de uma forma provocada, mostrando um bom convívio entre os diferentes seres vivos. Ao humanizá-los dessa forma, que inclusive é feita através das historias, estamos dando oportunidade ao desenvolvimento imaginário de uma forma positiva.

Boneca boliviana
 Comprada na feira
popular de Florianópolis, feita pela neta da índia da Bolívia, que teceu com técnicas de sua tribo o tecido, nos anos iniciais do século XX. Para não perder o pano, a neta fez a boneca e vendeu em espaço popular.

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