Documentação em Serviço Social

Professora Dra. Andréa Mello Pontes

QUADRO ESQUEMÁTICO DE REFERÊNCIA PARA RECONSTRUÇÃO DE MEDIAÇÕES EM SERVIÇO SOCIAL

SINGULARIDADE
FATOS

PARTICULARIDADE

UNIVERSALIDADE

PROBLEMAS

INDIVIDUAIS FAMILIARES PSICO-SOCIAIS ORGANIZACIONAIS PROGRAMÁTICOS-OPERATIVOS

A P A R E N C I A

I M E D I A T I C I D A D E

CAMPO DE MEDIAÇÕES
REL. SOCIAIS

LEIS TENDENCIAIS HISTÓRICAS

SÍNTESE DE DETERNINAÇÕES

ESPAÇO - TEMPO HIS´TORIA CULTURA • DIVISÃO SOCIAL DO TRABLAHO • RELAÇÕES SOCIAIS CAPITALISTAS • RELAÇÃO CAPITAL X TRABALHO • RELAÇÃO ESTADO SOCIEDADE • LEIS DE MERCADO • POLÍTICAS ECONÔMICAS • POLÍTICAS SOCIAIS • OUTRAS DETERMINAÇÕES

particularização de sistemas de mediação:
• PROCESSO SÓCIO-PRODUTIVO • INSTITUIÇÕES SOCIAIS PRESENTES • CORRELAÇÃO DE FORÇÃS EM PRESENÇA (PODER) • POLÍTICA SOCIAL PARTICULARIZADA NA INSTITUIÇÃO • REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL ARTICULADA • MOVIMENTOS SOCIAIS • RELAÇÃO INDIVÍDUO-SOCIEDADE • OUTROS PROCESSOS SOCIAIS PARTICULARIZADOS

L E G A L I D A D E S O C I A L

DEMANDAS INSTITUCIONAIS

DEMANDA SOCIAIS RECONSTRUÇÃO DO OBJETO DE INTERVENÇÃO

elaboração de planos. Interpretação da realidade METODOLÓGICA 2. programas e projetos de intervenção com base em sólida compreensão teóricometodológica da realidade.  elaborar analises sobre fenômenos sociais com fundamento científicos.QUADRO SÍNTESE DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS EM SERVIÇO SOCIAL CORRELACIONADO COM HABILIDADES E CAPACIDADES NÍVEIS DE COMPETÊNCIA CAPACIDADE HABILIDADE TEÓRICO1. Analises dos dados da realidade 3. . Análise dos fenômenos e demandas sócio-institucionais  Diagnosticar problemas sociais com domínios dos dados empíricos em vários níveis de atuação.

filantrópica Habilidade de negociação com agentes divergentes em di tintos s níveis hierárquicos Habilidade de tomar decisões envolvendo democraticamente vários atores intervenientes Trabalhar com e nas mediações existentes no relacionamento político institucional Saber relacionar-se com as diferentes visões políticasde forma tolerante. não sectárias.NÍVEIS DE COMPETÊNCIA CAPACIDADE HABILIDADE ÉTICOPOLÍTICA Estabelecimento de relações • Compreensão do sócio-políticas com distintos campo de forças políticas em presença atores políticos • Reconhecimento dos atores sociais e de distintas posições políticas. • conhecimento das várias esferas de intervenção e de suas relações: publica estatal. mas sem fazer concessões no campo dos princípios éticos e morais. filantropia religiosa. . além dos projetos sóciopolíticos em disputa. movimentos sociais. empresarial. pública não estatal.

orçar. organizar. orientar socialmente e politicamente . inclusive incorporando parte de conhecimentos desta área. encaminhar para serviços públicos e privados. sintetizar.NÍVEIS DE COMPETÊNCIA CAPACIDADE HABILIDADE TÉCNICA .saber planejar. encaminhar. . observar. falar em publico. visitar. reunir. atender indivíduos e grupos. redigir documentos oficiais.ter habilidade de entrevistar. ia manejar diferentes linguagens. articular. dar pareceres. relacionar-se com distintas áreas profissionais correlatas. organizar grupos. coordenar. fazer períc técnica.Identificar e conhecer um conjunto de procedimento técnico operativo (instrumentos e técnicas) mais adequado às diversas formas de intervenção profissional .

laudos periciais. informações e pareceres sobre a matéria de Serviço Social”.O ASSISTENTE SOCIAL (AMPARO LEGAL)  A Lei n°8. perícias técnicas.662/93 que dispõe sobre a profissão de Assistente Social. destaca entre suas competências: “realizar estudos sócio-econômicos com os usuários para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta. . empresas privadas e outras entidades”e dentre as atribuições privativas “realizar vistorias.

Passos para a construção do Estudo Social .

pois o profissional projeta o resultado a ser alcançado que confere uma direção social à finalidade do trabalho que não é neutra e nem a-histórica. hábitos.Condições prévias  A ação profissional tem uma dimensão teleológica. valores. princípios éticos consolidando seu agir . crenças. mas condicionada por uma visão de mundo. fundamentos teóricos.

para que fazer e como fazer. seu processo de trabalho é constituído pela articulação do objeto. o . atividade e finalidades. meios. É preciso ter clareza de que o Profissional faz perguntas e busca respostas: o que fazer. por que fazer.Condições prévias Assim.

seu processo de trabalho é constituído pela articulação do objeto. atividade e finalidades. para que fazer e como fazer.Passos para a construção do Estudo Social Assim. É preciso ter clareza de que o AS faz perguntas e busca respostas: o que fazer. o . por que fazer. meios.

o primeiro passo se relaciona a “o quê” conhecer por meio dele. . ou seja. qual o “objeto”a ser conhecido por meio deste estudo. é delimitado pelo profissional. mesmo sendo relacionado às peculiaridades sócioinstitucionais. Objeto este que.

Este norte vincula-se intrinsecamente ao “como” fazer. pergunta-se o porquê e para que realizar o estudo. .Em seguida . metodologia operativa que indicará passos e instrumentos e técnicas a serem utilizados... quais os objetivos a alcançar e para quais finalidades. isto é. que se apresenta como etapa de planejamento da ação. ou seja.

econômicas e culturais. construir interpretações e estabelecer relações com as questões estruturais do dia-a-dia do sujeito faz com que o Estudo Social ganhe uma dimensão de totalidade expressa nos registros que será submetido à apreciação do juiz.O assistente social ao entrar em contato com as peculiaridades sociais. .

subsidiar.Pode ser muito ou . esclarecer. que se apresenta de forma descritiva e interpretativa acerca de uma situação ou expressão da questão social. Tem a finalidade de informar. documentar um auto processual relativo a alguma medida sócio-educativa ou como parte dos registros a serem utilizados para a elaboração de um laudo ou parecer.Relatório Social É um documento específico elaborado pelo assistente social.

. a partir de uma determinada área do conhecimento.Laudo Social É utilizado como meio judiciário com mais um elemento de “prova”. Tem a finalidade de dar suporte” à decisão judicial.

 Relato analítico: da construção histórica da questão estudada e do estado social atual da mesma.  Metodologia: utilizada para construí-lo (deixando claro a especificidade da profissão e os objetivos do estudo). que expresse o posicionamento profissional frente à que indica a demanda judicial .Estrutura do Laudo  Introdução: e objetivos. do ponto de vista do Serviço Social. isto é. conter a análise crítica e apontar conclusões ou indicativos de alternativas.  Conclusão ou parecer social: que deve sintetizar a situação.  Identificação: breve dos sujeitos envolvidos.

A análise é referendada com fundamentação .Parecer Social Diz respeito a esclarecimentos e análises. e os objetivos do trabalho solicitado e apresentado. enfocando-se objetivamente a questão ou situação social analisada. Trata-se da exposição e manifestação sucinta. com base em conhecimento específico do Serviço Social. a uma questão ou questões relacionadas a decisões a serem tomadas.

. O juiz precisa de informações exatas quanto a óbitos. encaminhamentos e à comunicação de procedimentos tomados. Pode ser elaborado no decorrer de acompanhamentos efetuados no âmbito judicial. Este tipo não contempla necessariamente uma análise.Aspectos formais dos Relatórios Relatório informativo: contém aspectos relativos ao esclarecimento. mas pode conter uma conclusão.

Também conhecido como de Evolução.Relatório de acompanhamento: admite uma comunicação menos interativa com o universo institucional. pois via de regra. . sua mensagem é dirigida ao próprio profissional que o elaborou.

em si.Relatório de visita domiciliar: atém-se mais à parte descritiva e avaliativa do contexto sociofamiliar ou relacional. . a visita é um instrumento de apoio à avaliação final. Via de regra não contém conclusões. uma vez que.

Não basta descrever.  Os dados avaliativos vêm no corpo do laudo e contêm análises do contexto em que se deu a problemática.  Seu texto deve apresentar no cabeçalho os instrumentos utilizados no decorrer da avaliação e os participantes do processo interventivo. mas que contenha uma análise fundamentada. .Aspectos formais do Laudo  precisa ser mais completo. a qual embasa a avaliação que dá origem ao parecer. o que não significa que deva ser extenso. mas relacionar descrição a aspectos importantes da realidade. numa perspectiva da área do saber profissional. As falas só devem ser transcritas se forem esclarecedoras da análise e entre aspas.

 2. importa análise do ponto de vista da área de competência do profissional.aspectos do processo socioeducacional (no caso de crianças institucionalizadas ou internadas).algumas informações não podem ser esquecidas: contexto familiar.antes de tudo.  3. motivos das escolhas (de um emprego ou de uma profissão) ou das decisões (de adotar uma criança). O que importa destacar num texto avaliativo?  1. aspectos infracionais. que deve evitar o mero relato descritivo. .A avaliação final encaminha para a conclusão e para as sugestões.

… Encaminhamento do texto ao seu destinatário final . São necessários ainda dados de identificação.Cabeçalho e encaminhamento do texto Tanto relatórios. Ex. Vara. de acompanhamento.. Ex. de visita. n° do processo. se for um relatório..será do tipo: informativo. quanto laudos precisam ter um cabeçalho onde é registrado o setor responsável e o título do instrumento.

Lisboa: CPIHTS.  O ESTUDO SOCIAL EM PERÍCIAS. . 2003. Serviço Social: práticas judiciárias. São Paulo: Veras Editora. Eunice Teresinha. NO PENITENCIÁRIO E NA PREVIDÊNCIA SOCIAL.laudos e pareceres. Conselho Federal de Serviço Social (org. Antônio Carlos A.Referências Consultadas  FAVERO. LAUDOS E PARECERES TÉCNICOS: CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE NO JUDICIÁRIO. São Paulo: Cortez.). 2003. 2005. Avaliação e Linguagem: relatórios. Selma M. poder. Material mimeografado resultante de exposição realizada no ETAJJ/Unama.  MAGALHÃES.São Paulo: Veras Editora.  MACIEL. Perito Judicial e Assistente Técnico. mar/2006. 2ª ed.

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