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As mil mortes de césar
O centésimo em Roma
Series de e-book2 títulos

Desiderius Dolens

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Sobre esta série

A vida é curta. Roma é eterna.
Ao chegar clandestinamente à cidade portuária de Óstia, Publius Desiderius Dolens está imundo, anda com andrajos e seus olhos cor de lodo são um misto de ódio, medo e loucura. Os únicos bens que lhe restam são alguns cobres, um punhal e o pequeno abutre de bronze que um dia ganhou de sua mãe. Derrotado na guerra civil que arrebatou Roma das mãos de Salvius Otho e a entregou a Aulus Vitellius, Dolens não é mais legionário, centurião e tampouco tribuno, mas sim um desertor jurado de morte pelo novo imperador.
O anti-herói irascível e melancólico de O centésimo em Roma está de volta. Já não é o plebeu que consegue, aos trancos, mudar de classe social e tornar-se tribuno durante a derrocada de Nero. Ele agora precisa passar incógnito, vivendo em discreta miséria como guarda-costas do templo da deusa Cibele. Lá tenta apenas fazer o básico: afugentar os fanáticos cristãos, empurrar escada acima os touros para cerimônias sacrificiais e empunhar, resignadamente, um esfregão enquanto limpa o sangue derramado sobre o piso durante os ritos.
A sorte ou o destino, no entanto, parecem estar a seu favor. Titus Flavius Vespasianus, governador da Judeia, pouco a pouco alimenta o sonho de tornar-se o César, e consegue apoio das tropas do Oriente para marchar em direção a Roma e tentar tomá-la das mãos de Vitellius. Para tanto, buscará todo e qualquer aliado, enviando mensageiros à procura daqueles que lutaram por Otho e, depois da derrota, desapareceram a fim de sobreviver. Ao ouvir a notícia e sem mais nada a perder, Dolens decide se juntar aos insurgentes.
Em cenas de batalha memoráveis e diálogos cheios de ironia, Max Mallmann realiza algumas proezas: dá vida a romanos históricos e imaginados, brinca com o gênero da ação sem abrir mão de um trabalho impressionante com as referências de época - as mais diversas épocas - e conversa elegantemente com o leitor.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento1 de mar. de 2010
As mil mortes de césar
O centésimo em Roma

Títulos nesta série (2)

  • O centésimo em Roma
    O centésimo em Roma
    O centésimo em Roma

    Em O centésimo em Roma, Max Mallmann nos transporta para a Roma Antiga, entre os anos 68 e 70 d.C. Nessa viagem ao passado, acompanhamos os desmandos de imperadores despóticos, convivemos com a ambição e os vícios da aristocracia romana e seguimos os legionários em suas caçadas aos cristãos. O cenário deste romance é uma cidade barulhenta, em cujas ruelas estreitas se cruzam pregoeiros, cambistas, mendigos, adivinhos, dentre outros indivíduos de diferentes raças e culturas, vindos de diversos pontos do vasto Império. No bairro pobre, onde mora o Centurião Desiderius Dolens, frequentamos tabernas, conhecemos a gente simples que tenta sobreviver sem qualquer possibilidade de interferir nos rumos tomados por aquela república sui generis. Gente que, aglomerada nas praças, assiste a cenas violentas decorrentes de insanas disputas pelo poder. Curiosamente, quanto mais nos enredamos na política e nos costumes desse tempo tão afastado do nosso, mais somos assaltados pela incômoda impressão de que a distância entre aquela realidade e a que vivemos não é tão grande como tínhamos imaginado. O personagem principal de O centésimo em Roma não é um grande herói nobre, idealista, que pretende mudar o mundo. Dolens – aquele que sofre, como indica seu nome – é um homem comum, plebeu, lutando para subir na vida, de preferência sem abrir mão de alguns bons sentimentos, numa sociedade em que todo valor é traduzido em moedas. Resultado de uma ampla pesquisa em textos de historiadores antigos e modernos, o romance dialoga, através de citações, diretas ou não, com essas obras e com a literatura de diferentes períodos, sem perder o tom coloquial e o bom humor. Consegue, assim, prender a atenção do leitor até a última página.

  • As mil mortes de césar
    As mil mortes de césar
    As mil mortes de césar

    A vida é curta. Roma é eterna. Ao chegar clandestinamente à cidade portuária de Óstia, Publius Desiderius Dolens está imundo, anda com andrajos e seus olhos cor de lodo são um misto de ódio, medo e loucura. Os únicos bens que lhe restam são alguns cobres, um punhal e o pequeno abutre de bronze que um dia ganhou de sua mãe. Derrotado na guerra civil que arrebatou Roma das mãos de Salvius Otho e a entregou a Aulus Vitellius, Dolens não é mais legionário, centurião e tampouco tribuno, mas sim um desertor jurado de morte pelo novo imperador. O anti-herói irascível e melancólico de O centésimo em Roma está de volta. Já não é o plebeu que consegue, aos trancos, mudar de classe social e tornar-se tribuno durante a derrocada de Nero. Ele agora precisa passar incógnito, vivendo em discreta miséria como guarda-costas do templo da deusa Cibele. Lá tenta apenas fazer o básico: afugentar os fanáticos cristãos, empurrar escada acima os touros para cerimônias sacrificiais e empunhar, resignadamente, um esfregão enquanto limpa o sangue derramado sobre o piso durante os ritos. A sorte ou o destino, no entanto, parecem estar a seu favor. Titus Flavius Vespasianus, governador da Judeia, pouco a pouco alimenta o sonho de tornar-se o César, e consegue apoio das tropas do Oriente para marchar em direção a Roma e tentar tomá-la das mãos de Vitellius. Para tanto, buscará todo e qualquer aliado, enviando mensageiros à procura daqueles que lutaram por Otho e, depois da derrota, desapareceram a fim de sobreviver. Ao ouvir a notícia e sem mais nada a perder, Dolens decide se juntar aos insurgentes. Em cenas de batalha memoráveis e diálogos cheios de ironia, Max Mallmann realiza algumas proezas: dá vida a romanos históricos e imaginados, brinca com o gênero da ação sem abrir mão de um trabalho impressionante com as referências de época - as mais diversas épocas - e conversa elegantemente com o leitor.

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