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Bola de Sebo
O Romance dum Homem Rico
Canto de Mim Mesmo
Series de e-book16 títulos

Clássicos Guerra e Paz

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Sobre esta série

«A cada um de só três poetas, no Portugal dos séculos dezanove a vinte, se pode aplicar o nome de «Mestre». São eles Antero de Quental, Cesário Verde e Camilo Pessanha. […] O terceiro ensinou a sentir veladamente; descobriu-nos a verdade de que para ser poeta não é mister trazer o coração nas mãos, senão que basta trazer nelas os simples sonhos dele. Estas palavras que não são nada bastam para apresentar a obra do enorme poeta Camilo Pessanha. O mais, que é tudo, é Camilo Pessanha.»
Fernando Pessoa
 
Um século depois da primeira edição, Clepsydra, de Camilo Pessanha, obra marcante do simbolismo português e fonte de inspiração para a geração de Orpheu, ganha, nesta edição, um retorno à intenção de organização do autor, baseada numa lista, inédita, com a caligrafia de Pessanha que ordenaria a edição dos seus poemas.
Esses poemas circularam em manuscrito entre os amigos e eram «muito conhecidos, e invariavelmente admirados, por toda Lisboa», como escreveu Pessoa. A publicação teve lugar em 1920, revelando, como jurou Jorge de Sena, «um dos mais extraordinários artistas que em nossa língua haja escrito». Da sua poesia, prossegue Sena, deve realçar-se «a natureza reticente e delicadíssima» ou «a transposição quase mallarmeana dos factos, aliada a uma quebrada melancolia do dizer, que só tem paralelo em Verlaine».
Liberta de falsas emoções, ciente da passagem do tempo, aceitando lucidamente a realidade da vida e da morte, esquiva a todo o sentimentalismo, a sua poesia é, diz Sena, «um puro milagre de murmúrio rigorosamente verbal, cuja alada forma a língua portuguesa nunca tivera e não tornou ainda a ter».
IdiomaPortuguês
Data de lançamento22 de mar. de 2022
Bola de Sebo
O Romance dum Homem Rico
Canto de Mim Mesmo

Títulos nesta série (16)

  • Canto de Mim Mesmo
    Canto de Mim Mesmo
    Canto de Mim Mesmo

    Este é o livro em que, diz Jorge Luis Borges, passamos do deslumbramento à vertigem. Canto de Mim Mesmo é talvez o poema mais importante da obra mais famosa de Whitman, Folhas de Erva, livro, então ignorado e hoje imortal, que revelou um homem de génio.

  • Bola de Sebo
    Bola de Sebo
    Bola de Sebo

    Uma diligência atravessa a Normandia ocupada pelas vitoriosas tropas prussianas, no século xix. Na carruagem segue uma jovem, Élisabeth Rousset, conhecida por Bola de Sebo, e mais nove pessoas: um casal de comerciantes, dois casais da burguesia e da nobreza, duas freiras, uma democrata. Da jovem, sabe-se que é de vida fácil e virtude pouco recomendável. Olham-na com desconfiança, indignação e curiosidade. Na carruagem em fuga, aconchegam-se ou torpedeiam-se dez personagens inesquecíveis, e sobretudo a inesquecível personagem feminina, centro inocente e torpe desta novela. Bola de Sebo é, por ínvios caminhos – pela carne e espírito de uma mulher, a galante Élisabeth – uma apologia da dignidade humana e a expressão do revoltado sentimento de Maupassant perante a injustiça, a torpe ingratidão e o avassalador egoísmo da boa sociedade. Com pinceladas rápidas e crítica mordaz, Maupassant faz-nos um retrato de uma humanidade que tanto pode ser amável e generosa, como cínica e cruel. John Ford baseou-se na versão americana desta novela para filmar a obra-prima que é Stagecoach. A canção «Geni e o Zepelim», de Chico Buarque, inspirou-se também na novela de Maupassant.

  • O Romance dum Homem Rico
    O Romance dum Homem Rico
    O Romance dum Homem Rico

    […] das suas melhores novelas pela íntima adesão ao drama afectivo das personagens. JACINTO DO PRADO COELHO A verdade é que o romanesco camiliano nos destina uma ficção singularíssima como condição de legibilidade de todas as outras ficções: a que, num dos seus mais notórios efeitos, nos propõe as histórias que conta como se fossem contadas pela mesma entidade – Camilo ele próprio. É uma ficção de romancista, a mais interessante das ficções camilianas, e seguramente a primeira entre as que contribuem para singularizar a posição de Camilo na literatura portuguesa. ABEL BARROS BAPTISTA «Este foi o mais querido dos meus romances», declarou Camilo Castelo Branco no Prefácio d’O Romance dum Homem Rico, acreditando que seria aquele que iria prevalecer sobre todos os outros. «O meu melhor romance é o Dum Homem Rico», escreveu numa carta ao editor José Gomes Monteiro. E se dúvidas houvesse, reiterou ainda em Memórias do Cárcere: «É o livro a que eu mais quero, e, a meu juízo, o mais tolerável de quantos fiz. Estava ao meu lado um coração que eu ia desenhando naquela Leonor […].» Foi na Cadeia da Relação do Porto que Camilo Castelo Branco escreveu esta obra, em 1861, quando esteve preso devido à sua relação com Ana Plácido, mulher casada, o que na época configurava crime de adultério. E é em Ana Plácido que Camilo se inspira para a personagem Leonor, mulher por quem se apaixona o «homem rico» do romance, Álvaro Teixeira de Macedo, que o narrador conhece numa viagem de comboio… Injustamente esquecida, é hora de (re)ler a obra predilecta de um dos raros génios da literatura portuguesa. ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória • «O padre, o amigo do padre e o romancista: Figurações do romancista em O Romance de Um Homem Rico», de Abel Barros Baptista • Cronologia cultural da época

  • O Banqueiro Anarquista
    O Banqueiro Anarquista
    O Banqueiro Anarquista

    O banqueiro anarquista – do qual pouco mais sabemos – é, à excepção do narrador – de quem não sabemos nada –, a única personagem deste conto em forma de diálogo, no qual o «banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável» defende ser anarquista, «na teoria e na prática». Usando de uma lógica inabalável, o Banqueiro irá demonstrar ao amigo, que o interpela de tempos a tempos para manter a ideia dialogante da trama, que ele é que é «o verdadeiro anarquista». Nas palavras do poeta português Arnaldo Saraiva, esta «É uma história impressionante, de inteligência, de raciocínio, diria até de humor, do tipo britânico. Este conto, ou novela, magistral, muito bem escrito e, também, cheio de filosofia política e de ironia política, é uma página digna de figurar entre os melhores textos irónicos que já se escreveu.»

  • O Grande Gatsby
    O Grande Gatsby
    O Grande Gatsby

    Quem, melhor do que Jorge Luis Borges, para nos apresentar O Grande Gatsby. Escreveu ele na sua Introducción a la literatura norteamericana: «O Grande Gatsby, 1925, a história de um homem que tenta em vão recuperar um amor de juventude, no qual transparece a nostalgia do velho Sonho americano de um novo mundo… Mais do que qualquer outro escritor da sua geração, Scott Fitzgerald retrata os anos que se seguiram à Primeira Guerra Mundial.» Um escritor contemporâneo, Jay McInerney, não poupou nos elogios: «É mais do que um clássico americano; tornou-se um documento definidor da psique nacional, um mito da criação, a Pedra de Roseta do sonho americano que a prosa de Fitzgerald eleva ao nível do mito.» E de Gatsby disse também Clara Ferreira Alves: «A arrogância do poder e do dinheiro, da posse e da propriedade, parece-se muito com a arrogância da beleza e da juventude. Fitzgerald capturou essa ilusão americana da eternidade, como a “luz verde” que conforta Gatsby a cintilar na noite de Verão do outro lado da baía.»

  • Moby-Dick
    Moby-Dick
    Moby-Dick

    Moby-Dick, obra prima de Melville, o mais experimental dos romances, é a história de um louco e da sua vingança. Depois de ter sido mutilado por uma baleia, o capitão Ahab procura vingar-se. A baleia é Moby Dick, um ser gigantesco, o terror dos baleeiros. Pequod é o navio, em que Ahab instala um poder tirânico com o único propósito de abater o monstro dos mares, objecto de toda a sua raiva. Entre as tábuas do Pequod, concentra-se toda a humanidade. A beleza e a tragédia do ser humano, cercado por um impiedoso oceano e dominado pelo turbilhão de uma vingança sem sentido. A luta do homem contra o homem, a luta do homem contra a natureza. No fim, a inevitável derrota. Uma nova e notável tradução.

  • Os Maias
    Os Maias
    Os Maias

    «A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete. Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de residência eclesiástica que competia a uma edificação do reinado da Sr.ª D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo assimilar-se-ia a um colégio de Jesuítas. O nome de Ramalhete provinha decerto de um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no lugar heráldico do escudo de armas, que nunca chegara a ser colocado, e representando um grande ramo de girassóis atado por uma fita onde se distinguiam letras e números de uma data. Longos anos o Ramalhete permanecera desabitado, com teias de aranha pelas grades dos postigos térreos, e cobrindo-se de tons de ruína. Em 1858 monsenhor Buccarini, núncio de S. Santidade, visitara-o com ideia de instalar lá a Nunciatura, seduzido pela gravidade clerical do edifício e pela paz dormente do bairro: e o interior do casarão agradara-lhe também, com a sua disposição apalaçada, os tectos apainelados, as paredescobertas de frescos onde já desmaiavam as rosas das grinaldas e as faces dos cupidinhos.»

  • Mensagem
    Mensagem
    Mensagem

    Uma obra-prima essencial para a compreensão da visão poética de Pessoa, com múltiplas e infindáveis interpretações, inclusivamente contraditórias.  Uma obra repleta de simbolismo, «realmente um só poema» numa sequência de quarenta e quatro composições imersas num certo sebastianismo. Questão que só o próprio Pessoa poderia decifrar: até que ponto essa construção saudosista e sebastianista não é apenas e só mais uma das máscaras do poeta, mais uma das facetas do seu fingimento? A história de Portugal é o tema, ainda que o intuito não seja propriamente narrar os grandes feitos portugueses. Com Pessoa revisitámos o passado lendário e mítico, a saga dos Descobrimentos, na busca de um sentido para essa antiga grandeza contraposta à decadência atual. Estaremos diante do plano para regenerar Portugal, incutido nesse desígnio divino e espiritual – o Quinto Império? Ou será que, como disse Jorge de Sena, a Mensagem é apenas a criação poética, e por isso, lúdica, de um Portugal mítico?

  • Adão e Eva no Paraíso seguido de O Senhor Diabo e Outros Contos
    Adão e Eva no Paraíso seguido de O Senhor Diabo e Outros Contos
    Adão e Eva no Paraíso seguido de O Senhor Diabo e Outros Contos

    Adão e Eva no Paraíso, seguido de O Senhor Diabo e outros contos inclui todos os contos que Eça deixou completos e publicou em vida. Jorge Luis Borges dizia que o conto «serve para expressar um tipo especial de emoção, de signo muito parecido com a poética, mas não sendo apropriado para ser exposto poeticamente, representando uma narrativa próxima da novela, mas diferente dela na técnica e na intenção», e Eça parece antecipar todas as características do conto moderno. Como diria António José Saraiva, para Eça «o conto é geralmente uma tese e uma fantasia; ou melhor, uma tese revestida de fantasia – melhor ainda uma fantasia armada sobre uma tese». Há a promessa de satisfazer o gosto de cada um dos leitores, pois aqui se encontram os temas predilectos de Eça: a impossibilidade de realização do amor, o adultério, o divino, a crítica à cultura burguesa, até o fantástico. Eça explora e tira o máximo partido deste género literário, dando assim asas a uma maior criatividade da sua escrita. ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória ∙ Texto sobre Eça-contista-jornalista/folhetinista com dados sobre as publicações originais ∙ Texto de Raul Brandão sobre Eça

  • O Estranho Caso de Benjamin Button
    O Estranho Caso de Benjamin Button
    O Estranho Caso de Benjamin Button

    Realmente, Benjamin Button é um caso estranho. Ele é um bebé, mas um bebé que fuma charutos, anda de bengala e detesta leite quente. Porquê? Porque anda com o relógio às avessas: nasceu com 70 anos e, aparentemente ao contrário de toda a humanidade, fica cada dia mais novo. Esta é uma história sobejamente conhecida devido à sua adaptação para o cinema pelo realizador David Fincher e protagonizada por Brad Pitt e Cate Blanchett, mas é também uma das mais fascinantes ficções curtas de um dos maiores escritores america - nos do século xx, F. Scott Fitzgerald, que, mais uma vez, nos retrata com mestria os anos e as convenções sociais do início do século passado, do qual foi um acérrimo retratista e crítico. O Estranho Caso de Benjamin Button, texto impregnado de um absurdo kafkiano, relança as questões, ainda hoje actuais, da juventude e da velhice, das convenções e das máscaras sociais, num conto em que, pegando nas palavras de Edith Wharton, «é isso que acontece, não se fica melhor, mas diferente e mais antigo e isso é sempre prazeroso», mesmo que em sentido reverso. Ou de como a vida vivida de trás para a frente pode ser um admirável exercício de imaginação literária.

  • O Livro de Cesário Verde e Poesias Dispersas
    O Livro de Cesário Verde e Poesias Dispersas
    O Livro de Cesário Verde e Poesias Dispersas

    De um dos poetas portugueses mais importantes. Precursor da modernidade literária portuguesa.  Com o fim do romantismo e o início do realismo, Cesário Verde, dividido entre o comércio e a literatura, publica os seus versos em jornais. Só em 1887, já postumamente, é publicado o seu primeiro livro: O Livro de Cesário Verde. Muito influenciado por Charles Baudelaire, o poeta cria um estilo próprio e encontra em Lisboa, caótica e sinistra, a sua grande personagem.Afinal, há poesia no real, no concreto, nos objectos banais, nos gestos, no dia-a-dia. Desfilam novas personagens, que já não musas, mas engomadeiras, varinas e operários. Paralelamente ao binómio cidade-campo, surge a figura feminina, a da mulher citadina, frívola e calculista em confronto com a mulher campestre, doce e pura.

  • Pranto de Maria Parda e o Auto da Barca do Inferno
    Pranto de Maria Parda e o Auto da Barca do Inferno
    Pranto de Maria Parda e o Auto da Barca do Inferno

    Esta edição contém duas peças de Gil Vicente: Pranto de Maria Prada e O Auto da Barca do Inferno. Deambulemos pelas ruas de Lisboa, sequiosos, nós e a Maria Parda, uma velha, porta-voz dos bêbados, protagonista da primeira peça. Acompanhemo-la e lamentemos a falta de vinho. Haverá quem nos venda fiado? Oulá! É o Pranto de Maria Parda. Terminado o Pranto, (re)encontraremos almas na hora da morte. Um Fidalgo, um Onzeneiro, um Parvo, um Sapateiro, um Frade, uma Alcoviteira, um Corregedor, um Procurador, um Enforcado e quatro Cavaleiros chegam a um cais, quase todos carregados de pecados e vícios, e encontram um Anjo e um Diabo, figuras que os julgarão e os conduzirão ao seu destino final: o Paraíso ou o Inferno? Que argumentos usar para convencer o Anjo a entrar na barca da Glória? Como ludibriar o Diabo e escapar do «lago dos danados»? Eis o Auto da Barca do Inferno, o julgamento das almas humanas na hora da morte e a denúncia dos vícios da sociedade.

  • História de Dois Patifes e Outras Prosas
    História de Dois Patifes e Outras Prosas
    História de Dois Patifes e Outras Prosas

    Fialho de Almeida era dono de um sarcasmo destruidor, mas também de uma ternura imensa. Autor de uma obra vasta, nome maior das letras portuguesas, hoje muito esquecido. História de Dois Patifes e Outras Prosas procura recuperar o legado de Fialho enquanto ficcionista. Recolhem-se aqui vários contos representativos da obra do escritor, bem como dois textos não-ficcionais, demonstrativos da versatilidade da sua escrita. Do divertido conto que dá nome à antologia, a história de dois gatos rebeldes e malcomportados, até ao de­lírio fantástico de «O sineiro de Santa Ágata», passando por histórias tocantes e profundamente humanas, como «Sem­pre amigos» ou «O filho», ou a descrição assombrosa da ceifa alentejana.

  • Singularidades de uma Rapariga Loira
    Singularidades de uma Rapariga Loira
    Singularidades de uma Rapariga Loira

    São duas louras. Uma é «fresca, loura como uma vinheta inglesa»; da outra, recordam-se aqueles «cabelos fabulosamente louros como o sol de Londres em Dezembro». Às Singularidades de uma Rapariga Loura, o primeiro conto de cunho realista português que nos conta a história de amor de um jovem honesto e trabalhador por Luísa, uma rapariga loura e singular, juntam-se Seis Cartas de Fradique Mendes, que nos vai contando, a cada carta, a paixão de Fradique por Clara, tão loura como a protagonista da estreia literária de Eça de Queiróz. Numa conjunção perfeita de idealismo e realismo, de conto e de romance epistolar, este livro mostra-nos as várias facetas de um dos maiores autores portuguesas, enriquecido por um belíssimo texto de Maria Filomena Mónica, incluído na edição que, em 2006, inaugurou a actividade editorial da Guerra e Paz. «O estilo cru do texto chocou os contemporâneos. Tudo – a prosa enxuta, a atenção ao pormenor, os diálogos incisivos – indicava estar-se diante de qualquer coisa de novo.» Maria Filomena Mónica In «Posfácio»

  • Os Lusíadas
    Os Lusíadas
    Os Lusíadas

    Os Lusíadas é um poema épico, da autoria de Luís Vaz de Camões. Terá sido concluído em 1556 e foi publicado em 1572. A obra está dividida em dez cantos e começa com a pri­meira viagem de Vasco da Gama à Índia, sendo a história de Portugal, desde os seus primórdios, o pano de fundo da narrativa. N’Os Lusíadas perpassa o sentimento da multidão, do povo, da História daquela época. Fascinam-nos a remota geo­grafia e os estranhos costumes de povos longínquos. O que impressiona o leitor contemporâneo é o fôlego poderoso, o prazer que se solta da sonoridade dos versos de um mestre de uma língua e do seu ritmo. Camões é o poeta de uma poesia mais próxima da música, da pintura e da escultura do que de toda essa literatura que não é poesia. Este é o livro que é preciso ler para se compreender a iden­tidade portuguesa.

  • Clepsydra: Poemas de Camilo Pessanha
    Clepsydra: Poemas de Camilo Pessanha
    Clepsydra: Poemas de Camilo Pessanha

    «A cada um de só três poetas, no Portugal dos séculos dezanove a vinte, se pode aplicar o nome de «Mestre». São eles Antero de Quental, Cesário Verde e Camilo Pessanha. […] O terceiro ensinou a sentir veladamente; descobriu-nos a verdade de que para ser poeta não é mister trazer o coração nas mãos, senão que basta trazer nelas os simples sonhos dele. Estas palavras que não são nada bastam para apresentar a obra do enorme poeta Camilo Pessanha. O mais, que é tudo, é Camilo Pessanha.» Fernando Pessoa   Um século depois da primeira edição, Clepsydra, de Camilo Pessanha, obra marcante do simbolismo português e fonte de inspiração para a geração de Orpheu, ganha, nesta edição, um retorno à intenção de organização do autor, baseada numa lista, inédita, com a caligrafia de Pessanha que ordenaria a edição dos seus poemas. Esses poemas circularam em manuscrito entre os amigos e eram «muito conhecidos, e invariavelmente admirados, por toda Lisboa», como escreveu Pessoa. A publicação teve lugar em 1920, revelando, como jurou Jorge de Sena, «um dos mais extraordinários artistas que em nossa língua haja escrito». Da sua poesia, prossegue Sena, deve realçar-se «a natureza reticente e delicadíssima» ou «a transposição quase mallarmeana dos factos, aliada a uma quebrada melancolia do dizer, que só tem paralelo em Verlaine». Liberta de falsas emoções, ciente da passagem do tempo, aceitando lucidamente a realidade da vida e da morte, esquiva a todo o sentimentalismo, a sua poesia é, diz Sena, «um puro milagre de murmúrio rigorosamente verbal, cuja alada forma a língua portuguesa nunca tivera e não tornou ainda a ter».

Autor

David Herbert Lawrence

D. H. Lawrence (1885–1930) was an English novelist, essayist, playwright, and poet remembered as one of the twentieth century’s most influential writers. His novel Lady Chatterley’s Lover garnered controversy for its graphic sexual content and was banned in the United States until 1959. Lawrence’s works, including Women in Love and Sons and Lovers, are now considered to be classics of English literature. He died in Vence, France, from complications of tuberculosis. 

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